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04 de março de 2026

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Parque das Pororocas: projeto visa mapear distribuição das pororocas no Amapá

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A ideia do projeto é mapear uma área de aproximadamente 750 quilômetros, percorrendo toda a zona costeira do Estado.

O Amapá, localizado no extremo Norte do Brasil, é lar do fenômeno da pororoca, que atrai surfistas de todos os países. Pensando nisso, a Associação de Guarda-Parques do Estado do Amapá decidiu criar o ‘Parque das Pororocas’, um local que permitirá a prática mais acessível do surf nos rios do Estado.

A ideia do projeto é mapear uma área de aproximadamente 750 quilômetros de extensão, percorrendo toda a zona costeira do Amapá, passando por diferentes ecossistemas dentro e no entorno de Unidades de Conservação e Terras Indígenas.

O Parque das Pororocas tem uma área de platô (planalto) rosa, que encontra uma Amazônia Atlântica diferenciada em um cenário exuberante.

De acordo com o presidente da Associação de Velejadores do Amapá, Jim Daves, muitas áreas já foram mapeadas, porém a empreitada não conta com o apoio de nenhum órgão público. A equipe solicitou um protocolo para a Secretária de Turismo do Estado do Amapá e da Secretaria Estadual de Desporto e Lazer (Sedel).

“A expectativa é que o projeto seja concluído em dois anos. Se a gente conseguir uma ajuda maior, afinal, temos gastos, como por exemplo, com a gasolina para o deslocamento das pessoas. Estamos aguardando o contato das secretarias públicas e só assim vamos saber o desfecho”, contou Daves ao Portal Amazônia.

 

Jim Daves faz parte do projeto. Foto: Arquivo Pessoal

Mapeamento

Até o momento, a equipe mapeou áreas chaves para a prática de surf na Pororoca. Entre elas estão a região do centro do parque que fica no Rio Flexal, a pororoca da comunidade do Sucuriju (metade foi mapeada), além da pororoca oceânica. A meta do projeto é mapear a pororoca do Caciporé, no entanto ela fica mais evidente durante o verão amazônico.

“Recentemente, no Bailique, abriu uma pororoca nova. Isso aconteceu devido a mudança dos rios nos últimos quatro anos. Essa parte do Bailique já foi toda mapeada”,

contou Daves, que mais uma vez salientou a importância do apoio de órgãos competentes.

 

Pororocas serão mapeadas. Foto: Stanley Gomes/Arquivo Pessoal

Aplicativo

Além de mapear todo o percurso de pororocas do Amapá, a ideia da equipe é criar um aplicativo com as principais informações do Parque das Pororocas, que funcionará como um guia virtual usando interfaces em realidade aumentada.

“O aplicativo vai ter toda a descrição de como chegar ao parque e, claro, muitas imagens e informações. Algo bem atualizado com o foco nas redes sociais, uma vez que essa é a estrutura utilizada por muitos lugares. Vamos deixar a pororoca conectada”, destacou Daves.

Confira a ocorrência da pororoca no Amapá

Pororocas da Fronteira Internacional, município de Oiapoque:

Pororoca sobre o Rio Uaçá: Ocorre nas proximidades das terras indígenas Galibi e Juminá. Foi comprovada através de relatos e trabalhos científicos e até o momento não houve práticas esportivas nela.

Pororoca Sobre o Rio Caciporé: Ocorre dentro de uma Unidade de Conservação Federal, o Parque Nacional do Cabo Orange. Esta Pororoca foi comprovada através de fotografias dos moradores de comunidades próximas, pescadores artesanais e Guarda-Parques, ela percorre aproximadamente 50 km.

Pororoca município de Calçoene:

Pororoca sobre o Rio Cunani: Até o momento apenas relatos desses fenômenos, pelos moradores da região.

Pororoca sobre o Rio Calçoene: Até o momento apenas relatos desses fenômenos, pelos moradores da região.

Pororocas do município de Amapá:

Pororoca sobre o Rio Amapá Grande: Está Pororoca ficou caracterizada por sua duração, que pode ultrapassar uma hora de ininterrupta.

Pororoca Costeira Rio Macarry:

Cantinho do Norte: Localizada na costa Norte do Estado, nas limitações do Município de Amapá. Estima-se que o fenômeno percorra cerca de 30 km de extensão.

Pororoca sobre o Rio Flexal: Até o momento apenas relatos desses fenômenos, pelos moradores da região.

Pororoca sobre o Rio Sucuriju: O único fenômeno de fácil visualização, pois ocorre em frente a uma localidade, a Vila do Sucuriju no Entorno da Unidadede conservação REBIO do Lago Piratuba.

Pororoca Oceânica: Por proporcionar ondas retilíneas, prolongadas. Este fenômeno tem início a partir do início do platô atlântico que começa a 200 km da costa do Amapá. Ocorreu em frente à Vila de Sucuriju, recebeu dos Surfistas o codinome de “ABISSAL”.

Pororocas de Maracá-Jipioca: Ocorre dentro de uma Unidade de Conservação Federal, a Estação Ecológica Maracá-Jipioca. Existem várias possibilidades a serem estudadas, no entanto a mais conhecida até então é a que ocorre no Igarapé do Inferno.

Pororocas do Município de Macapá:

Pororocas do Arquipélago do Bailique: O fenômeno ocorre a partir da foz do Rio Amazonas.

Pororocas do Parazinho: Ocorre nas proximidades de uma Unidade de Conservação Estadual, Reserva Biológica do Parazinho. Está Pororoca já foi surfada por algumas pessoas.

Fonte: Portal Amazônia

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