O Paraguai tem atraído a atenção de investidores internacionais devido à sua estabilidade macroeconômica, energia barata e um regime tributário competitivo, com destaque para o regime de Maquila (1% de imposto sobre valor agregado) e a carga tributária 10-10-10. Essa combinação de fatores tem impulsionado um crescimento industrial significativo no país.
A recente classificação de grau de investimento pela Standard & Poor’s REDIEX reforça a imagem do Paraguai como um ambiente seguro e atrativo para o capital estrangeiro. O sistema tributário simplificado, com IVA de 10%, IRE de 10% e IRP/Dividendos de 10%, é um dos principais atrativos, juntamente com a burocracia reduzida e a facilidade de importação e reexportação de matérias-primas através da Lei de Maquila.
Apesar das vantagens, especialistas alertam para a importância do planejamento tributário para garantir a conformidade legal. Economistas como Rodemarck Castello Branco destacam que a competitividade do Paraguai é maior em setores intensivos em mão de obra, como têxtil e confecção, devido aos menores custos trabalhistas. No entanto, a ZFM pode se manter competitiva em segmentos com alta carga de IPI ou que dependem de incentivos fiscais específicos.
Denis Minev, presidente do grupo Bemol, observa que o Paraguai evoluiu em produtividade e, em alguns aspectos, compete com Manaus devido à sua localização geográfica favorável. Ele ressalta que os modelos são mais concorrentes do que complementares, e o presidente paraguaio Santiago Peña não demonstrou grande interesse em distribuir produtos da ZFM no país. A decisão entre instalar uma unidade fabril na ZFM ou no Paraguai deve ser avaliada caso a caso, considerando custos logísticos, tributários e de mão de obra. [[IMG_1]]
Com informações do Portal Amazônia.











