O governo do Pará, através da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), lançou um projeto inovador de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para beneficiar 500 famílias indígenas e ribeirinhas da região da Terra do Meio, no sudoeste do estado. A iniciativa visa recompensar financeiramente os moradores que atuam na conservação da floresta em seus territórios coletivos.
O projeto conta com um investimento de US$ 3,5 milhões (aproximadamente R$ 18,45 milhões), provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Uma oficina técnica em Belém reuniu representantes do governo federal e instituições parceiras para definir os critérios de pagamento e aprender com experiências bem-sucedidas em outros locais.

A expectativa é que o projeto piloto seja implementado com base nas necessidades das comunidades tradicionais e em dados técnicos precisos. A diretora de Bioeconomia da Semas, Mariana Oliveira, ressalta que o objetivo é “discutir aspectos técnicos para implementação do projeto piloto de PSA em territórios coletivos no Estado do Pará e reúne atores estratégicos que trazem à mesa experiências e lições aprendidas como referência”.
Para a secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, a ação é um “avanço estruturante na política ambiental do Estado”, pois “reforça a estratégia do Estado de consolidar instrumentos econômicos, reconhecendo o papel de comunidades e povos tradicionais na conservação da floresta, ao mesmo tempo em que promovem desenvolvimento sustentável.” A coordenadora do Ministério do Meio Ambiente, Nazaré Soares, destaca o avanço do Pará na implementação de políticas de PSA.
A iniciativa busca associar a conservação ambiental à geração de renda, fortalecendo a bioeconomia e promovendo o desenvolvimento sustentável nos territórios coletivos da Terra do Meio.
Com informações do Portal Amazônia.












