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17 de fevereiro de 2026

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Palmeiras armazenam água e são essenciais na Amazônia, aponta estudo

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As palmeiras (Arecaceae), uma das famílias de plantas mais comuns na Amazônia, podem ser verdadeiras “caixas d’água” da floresta. Um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que elas armazenam até duas vezes mais água do que árvores como ipê, mogno ou eucalipto.

A pesquisa, realizada no âmbito do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas (CBioClima) – financiado pela FAPESP – indica que as palmeiras, apesar de serem apenas uma entre as 171 famílias de plantas arbóreas da Amazônia, são extremamente dominantes, tanto no topo quanto no sub-bosque da floresta.

Thaise Emilio, professora da Unesp e coordenadora do projeto, explica que essa capacidade de armazenamento é fundamental para a manutenção da biodiversidade e para a resiliência da floresta em tempos de mudanças climáticas. “As palmeiras são grandes reservatórios de água na floresta”, afirma.

A pesquisadora também levanta a hipótese de que as palmeiras podem ter sido domesticadas pelas primeiras populações humanas da Amazônia, ou que estas escolheram viver na floresta justamente pela abundância e utilidade dessas plantas. “Há dúvidas se foram os humanos que enriqueceram a Amazônia com palmeiras, ou se eles decidiram viver aqui por causa delas”, pondera.

A importância econômica das palmeiras para a região também é destacada: aproximadamente 75% da produção brasileira de produtos florestais não madeireiros vêm de palmeiras, sendo o açaí (Euterpe oleracea) responsável por metade desse total.

Resistência à seca

O estudo também investigou a resistência das palmeiras à seca. Através de análises no Soleil Síncrotron, na França, os pesquisadores descobriram que, embora vulneráveis à falta de água como outras plantas, as palmeiras têm mais água armazenada em seus troncos, o que lhes permite mobilizar mais recursos e minimizar os riscos de embolia – a formação de bolhas de ar que interrompem o fluxo de água na planta.

Monitoramentos recentes mostraram que, enquanto árvores dicotiledôneas armazenam até 50% de água, as palmeiras podem reter até 70%, reservando ainda mais água durante as épocas secas. “Isso tem enormes impactos na biodiversidade da floresta, que ainda não são totalmente compreendidos”, explica Emilio.

A pesquisadora ressalta que, durante os períodos de seca, as palmeiras são frequentemente as únicas árvores a produzirem frutos, garantindo alimento para animais e comunidades locais. No entanto, o declínio de espécies de plantas que preferem climas úmidos, devido à intensificação do ciclo hidrológico, pode ameaçar esse serviço ecossistêmico.

Estudos em andamento indicam que as palmeiras podem ser duas vezes mais suscetíveis à morte do que outras árvores em cenários de mudanças climáticas, o que reforça a importância de proteger esses importantes reservatórios de água na Amazônia.

A pesquisa faz parte de uma colaboração entre Brasil e França, no âmbito da Temporada França-Brasil 2025, que celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

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