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26 de fevereiro de 2026

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Palmeiras albinas raras no Acre indicam alta preservação da Estação Ecológica

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A descoberta de dois exemplares de palmeira-urucuri albinas na Estação Ecológica (Esec) Rio Acre, no Acre, é um indicativo do elevado grau de preservação da unidade de conservação federal. O fenômeno, raro na natureza, demonstra a importância de ecossistemas equilibrados para a sobrevivência de espécies com características únicas.

Segundo a pesquisadora Rita Portela, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a integridade da área permite uma maior variabilidade biológica. “Nunca estive em uma unidade tão bem conservada. Isso propicia uma maior variabilidade de metabolismo e de fisiologia dos indivíduos de uma espécie”, afirma. A Esec é vista como um laboratório vivo essencial para entender espécies que podem enfrentar riscos existenciais devido às mudanças climáticas.

Diferente dos parques nacionais, as estações ecológicas possuem regras restritas de visitação, permitindo o acesso apenas para fins educacionais e científicos. Foi durante uma expedição de campo, em parceria entre a UFRJ e a Universidade Federal do Acre (UFAC), com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que as palmeiras foram identificadas. A ouricuri é um recurso-chave para a fauna local, mas o albinismo, que impede a fotossíntese, é um desafio à sobrevivência das plantas.

“Os únicos relatos existentes de albinismo em plantas eram relacionados a cultivos, como tabaco e cacau, ou espécies de laboratório”, explica Portela, que estuda palmeiras há 20 anos. Após a descoberta, os agentes da Esec Rio Acre irão monitorar a evolução das palmeiras albinas. O financiamento da pesquisa foi viabilizado pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

Estação Ecológica Rio Acre esconde palmeiras albinas
Estação Ecológica Rio Acre. Foto: Reprodução/Arquivo ESEC AC

Criada em 1981, a Esec Rio Acre protege quase 80 mil hectares de floresta ombrófila aberta, com forte presença de palmeiras e bambus, sendo um importante reduto de biodiversidade. Recentemente, registros de onças-pintadas reforçaram a posição da unidade como um ambiente de equilíbrio ecológico, com mínima interferência humana.

Com informações do Portal Amazônia.

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