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Pai e madrasta são condenados a 25 anos por manter criança acorrentada em Porto Velho

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Pai e madrasta são condenados a 25 anos por manter criança acorrentada em Porto Velho

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Menino de 10 anos era mantido acorrentado pelo irmão mais velho a mando do pai

Em Porto Velho, um pai e a madrasta de uma criança de 10 anos foram condenados a 25 anos de prisão por tortura, abandono de incapaz, constrangimento e corrupção de menor. O menino, encontrado acorrentado em casa no ano passado, vivia em condições desumanas impostas pelo pai e pelo irmão mais velho, de 16 anos, a mando do pai.

Segundo o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), ambos receberam a sentença de 25 anos e quatro meses. O menino, desnutrido e preso com cadeados, foi morar com o pai, a madrasta e dois irmãos paternos após a morte da mãe, mas acabou sofrendo abusos. O irmão mais novo também vivia na casa e testemunhou os maus-tratos.

Além da prisão, o casal foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil pelos danos causados. Enquanto o pai permanece preso desde o dia do crime, a madrasta pode recorrer em liberdade. A criança está agora sob os cuidados do município.

Relembre o caso

Em novembro de 2023, uma criança de 10 anos foi encontrada acorrentada, faminta e sozinha na casa do pai, na zona norte de Porto Velho. O menino, desnutrido e com queimaduras, estava preso há cerca de três dias. A descoberta ocorreu quando um técnico da concessionária de energia foi alertado por outra criança sobre o colega preso e com fome.

O técnico entrou na casa sem portão e viu o menino preso a uma corrente com cadeado. Ele chamou imediatamente a Polícia Militar (PM), que encontrou a criança magra e debilitada em uma cama. O irmão mais velho, localizado na escola, confessou que agia sob as ordens do pai, com a conivência da madrasta. A mulher admitiu morar na casa, mas alegou que a responsabilidade não era dela. O pai, encontrado no trabalho, admitiu ter deixado o filho aos cuidados do irmão mais velho.