A Prefeitura de Manaus, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), anunciou a implementação de ovitrampas como nova ferramenta no controle e monitoramento do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A iniciativa, que conta com o apoio da Fiocruz e do Ministério da Saúde, tem previsão de início em fevereiro.
Manaus registrou uma queda de 52,7% nos casos de dengue em 2025 em comparação com o ano anterior. As ovitrampas permitirão contabilizar e mapear digitalmente os locais com maior concentração do mosquito, otimizando as ações de combate.
De acordo com Alciles Comape, chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, as ovitrampas são recipientes de plástico com palhetas de madeira que incentivam a fêmea do mosquito a depositar seus ovos. A retirada das palhetas pelos agentes de saúde, em um intervalo de cinco a seis dias, permite a contagem dos ovos e o registro no aplicativo Conta Ovos.
O plano da Semsa prevê a instalação de 240 ovitrampas em cada uma das quatro zonas urbanas de Manaus, priorizando os 18 bairros em alta vulnerabilidade identificados no último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). A instalação será feita em áreas externas, longe do alcance de crianças e animais, e protegida das intempéries.

“As informações obtidas gerarão mapas de calor, indicando os bairros com maior risco e permitindo que as equipes de saúde atuem de forma mais rápida e eficiente”, explica Alciles Comape. A Semsa reforça a importância da colaboração da população para o sucesso da estratégia.
Em 2025, Manaus registrou 1.237 casos confirmados de dengue, além de 10 casos de zika e 79 de chikungunya. O último LIRAa apontou médio risco de infestação, com 1,8% de índice predial. Tarumã, Da Paz, Alvorada, Lírio do Vale, Nova Esperança e Santo Agostinho foram os bairros com maior índice de infestação.
Com informações do Portal Amazônia.










