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Orelhão: a história da cabine criada por arquiteta brasileira, símbolo nacional

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O orelhão, ícone das ruas brasileiras, está desaparecendo. Conheça a história da arquiteta sino-brasileira que o criou!

O orelhão, o telefone público que está com os dias contados, é parte da paisagem brasileira há décadas e se tornou um símbolo nacional. O aparelho perdeu espaço com a popularização do celular, mas já foi essencial para milhões de pessoas.

A história do orelhão começa em 1971, com um projeto da arquiteta Chu Ming Silveira, nascida na China, mas criada no Brasil. Ela trabalhava no Departamento de Projetos da Companhia Telefônica Brasileira (CTB) quando desenvolveu o aparelho, segundo o site dedicado à sua memória. Nascida em Xangai em 1941, Chu Ming veio ao Brasil com a família ainda criança, conforme relato de seu filho Alan Chu à BBC. Formou-se arquiteta em São Paulo e foi trabalhar na CTB, onde idealizou o projeto.

Lançada no Rio de Janeiro e em São Paulo em janeiro de 1972, a cabine em formato de ovo oferecia abrigo do sol e da chuva. Além disso, havia uma justificativa funcional: a qualidade acústica. “O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegendo quem falava do barulho externo”, explicava Alan Chu à BBC. As cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação de Chu Ming Silveira se tornou icônica pelo seu design e foi reproduzida em países como Peru, Angola, Moçambique e China.

Os orelhões eram amplamente utilizados até o início dos anos 2000, quando muitos brasileiros ainda não tinham telefone em casa. A cabine era um meio rápido de comunicação. Atualmente, há cerca de 38 mil orelhões nas ruas brasileiras, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A partir de janeiro, a retirada em massa dos aparelhos começou, após o fim das concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis.

A extinção dos aparelhos não será imediata. Os orelhões serão mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível, e somente até 2028. Em 2020, o Brasil ainda tinha cerca de 202 mil orelhões nas ruas. Dados da Anatel mostram que, atualmente, mais de 33 mil estão ativos, enquanto cerca de 4 mil estão em manutenção. Recentemente, o orelhão ganhou destaque entre as novas gerações ao aparecer no cartaz do filme “O Agente Secreto”, indicado pelo Brasil ao Oscar 2026, com o personagem Marcelo, vivido por Wagner Moura, dentro da cabine oval.

Chu Ming Silveira faleceu em 1997, mas sua obra permanece como um símbolo nacional. “Foi algo inovador nesse sentido, porque era um projeto nacional. Foi projetado para o nosso país, para o nosso clima”, disse Alan Chu à BBC.

Com informações do G1

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