Bruno Eduardo: Vamos pensar em equilíbrio na nossa sociedade?

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Bruno Eduardo: Vamos pensar em equilíbrio na nossa sociedade?

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E

m meio ao crescimento assustador de 11% em uma semana das mortes pelo coronavírus no Brasil (e suas variantes), algumas notícias positivas. Mesmo com um PIB com uma queda drástica em 2020, a economia dá sinais de boa saúde. Esta semana vimos que o Centro-Oeste e o Norte do país vêm apresentando desempenho positivo na economia, principalmente por causa do comércio e da produção agrícola. Já em nível nacional, vem da indústria a boa notícia, com o registro de crescimento de 0,4% de dezembro para janeiro.

O

utra notícia boa é a queda do preço da cesta básica em 12 capitais do país: Campo Grande, Brasília, Belo Horizonte, Vitória e Goiânia. Infelizmente nossa Porto Velho fica de fora dessa lista e amarga altas acima da média do preço do gás de cozinha e dos combustíveis.

S

e um alienígena chegasse aqui e visse os nossos noticiários, sejam impressos, na TV ou na Web, não poderia deixar de ficar surpreso com a montanha russa na qual vivemos. E provelmente se perguntaria como é que damos conta disso. A verdade é que, apesar de não sabermos ao certo como seria a vida lá no planeta do E.T. dessa suposição, estamos acostumados aos trancos e barrancos desde sempre. A gasolina custando fantasmagóricos R$ 6,00 daqui a pouco vai fazer parte do nosso dia a dia e não vamos mais nos questionar o motivo do Brasil – um país autosuficiente em petróleo – ter que comprar combustíveis do exterior.

V

em daí a necessidade da paridade do preço do combustível produzido aqui no país com o mercado exterior. Necessidade que talvez não existisse se o país tivesse investido em mais refinarias ao invés de gastar muito – excessivamente – para construir poucas refinarias.

E

 no meio desse vai e vem de notícias boas e notícias ruins, o final de semana talvez seja o momento ideal para refletir sobre a data que é celebrada na segunda-feira: o Dia Internacional da Mulher.

A

ssim como acostumamos com as notícias ruins e deixamos de pensar sobre o peso delas para nossa sociedade, costumamos não nos questionar sobre a baixa representatividade feminina na nossa política.

O

 parlamento rondoniense, que conta com 24 deputados, tem apenas duas cadeiras ocupadas por mulheres. Na Câmara Federal e no Senado, lá em Brasília, a coisa não muda muito: 15% das cadeiras e 13%, respectivamente são ocupadas por mulheres.  Não sei ao certo se tivéssemos  mais mulheres tomando decisões importantes no país, as coisas melhorariam. Mas, com certeza, haveria mais equilíbrio.