O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) participaram da Operação Guiana Shield, uma iniciativa internacional para combater a mineração ilegal de ouro no Escudo das Guianas, região de fronteira entre Brasil, Guiana Francesa, Suriname e Guiana. A ação faz parte da Amazônia Internacional e busca fortalecer a cooperação jurídica e policial entre os países.
A operação, realizada entre 8 e 11 de dezembro, resultou em 24,5 mil inspeções pessoais e veiculares, principalmente no lado estrangeiro da fronteira. No Brasil, 669 pessoas foram abordadas, 375 veículos inspecionados e 36 embarcações fiscalizadas. A PRF, o Ibama e a Polícia Militar do Amapá também reforçaram a operação.

Três suspeitos de integrar uma organização criminosa de contrabando de ouro e lavagem de dinheiro foram presos na Guiana com ouro bruto e US$ 590 mil (aproximadamente R$ 3,2 milhões). No Brasil, foram cumpridos mandados de prisão por crime sexual e tráfico de drogas, além da apreensão de embarcações e equipamentos de pesca ilegal. A apreensão de mercúrio, utilizado no garimpo e extremamente prejudicial ao meio ambiente e à saúde, também foi significativa, com mais de 60 mil dólares (cerca de R$ 320 mil) apreendidos escondidos em painéis solares em ônibus.
A fiscalização se concentrou nas margens dos rios Courantyne, Maroni e Oiapoque, além de lojas que vendem suprimentos para mineração. Além de ouro e mercúrio, foram apreendidos equipamentos de mineração, armas, equipamentos de comunicação, medicamentos falsificados, álcool e cigarros avaliados em mais de US$ 40 mil (aproximadamente R$ 214 mil). Estima-se que a extração ilegal de ouro na região cause perdas econômicas superiores a R$ 3 bilhões por ano e desmate de 28 mil hectares na Guiana Francesa e 110 mil hectares no Brasil.
A Operação Guiana Shield contou com o apoio do programa El Paccto 2.0 da União Europeia, da Interpol e da força policial dos Países Baixos. A iniciativa demonstra o compromisso dos países envolvidos em combater o garimpo ilegal e proteger a Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.







