Investigados devem responder pelos crimes de peculato e lavagem de capitais. Oito mandados de busca e apreensão são cumpridos em Porto Velho, Ariquemes (RO), Jaru (RO) e João Pessoa (PB). Operação Habitação Insular da PF em Rondônia
Reprodução/PF
Ex-agentes públicos municipais e empresários são alvos de uma operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta terça-feira (30). Segundo a polícia, eles são responsáveis pelo desvio de recursos públicos federais de Jaru (RO).
As investigações tiveram início em 2019 e de acordo com a PF, eles criavam condições para superfaturar no valor dos terrenos adquiridos pela Caixa Econômico Federal (CEF), destinado à construção de residências do programa ‘Minha Casa, Minha Vida.
Foi apurado que o valor médio de mercado do imóvel era, na época da aquisição, de R$ 130.000,00, mas, o valor pago pela empresa pública federal foi de R$ 2.000.000,00, gerando um superfaturamento de mais de 1.500% em prejuízo da União.
As investigações também apontaram que, os terrenos escolhidos não seguiam análises técnicas do Planejamento Urbano, já que os locais eram muito distantes da cidade.
Segundo a polícia, oito mandados de busca e apreensão são cumpridos em Porto Velho, Ariquemes (RO), Jaru e João Pessoa (PB). Além disso, a justiça pediu o bloqueio de R$ 3.792.012,21 e o sequestro dos bens dos alvos da operação. Os investigados devem responder pelos crimes de peculato e lavagem de capitais.
Operação Habitação Insular da PF em Rondônia
Reprodução/PF
Operação Habitação Insular
O termo ‘Habitação Insular’ é em alusão às ínsular, que eram um tipo de habitação existente na Antiga Roma, destinadas à população mais desfavorecida e muitas vezes construídas para propósitos de especulação imobiliária.
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