O Sivep (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica) aponta um aumento de 9,3% no total de casos entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado em Guajará-Mirim. A cidade aparece em terceiro lugar no ranking de aumento de casos no estado, atrás apenas de Porto Velho e Candeias do Jamari.
Entre a população indígena, o aumento é ainda maior. O órgão aponta que na região de Guajará-Mirim, a ocorrência de malária nas aldeias aumentou mais de 65% no período.
O habitat do Anopheles, mosquito que transmite a malária, é na mata. Indígenas também vivem neste ambiente. Por isso, são mais acometidos pela doença.
Indígenas
Neste ano, até o momento, foram diagnosticados 28 casos de malária no Hospital Bom Pastor, dos quais 24 em pacientes indígenas.
“Aqui é rotina testar para malária, principalmente, os pacientes indígenas, independentemente da idade. Todos que dão entrada com histórico de febre realizam a coleta para teste de plasmodium”, ressalta a diretora Técnica do Bom Pastor, Márcia Guzman.
A malária é uma doença infecciosa, causada pelo parasita do tipo Plasmódio, transmitido por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, conhecido como “mosquito prego”, mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. Os primeiros sintomas surgem entre dez e 15 dias após a infecção.











