Por Jose Sidney Andrade dos Santos
Rondônia, terra de promessas quebradas e florestas que viraram palco de uma ópera bufa regida por burocratas de Brasília e ex-governadores com delírios de grandeza ambiental. O que o governo federal tem feito contra os produtores rurais desse estado não é política pública: é terrorismo estatal puro e simples. Expulsões forçadas, destruição de propriedades, embargos que sufocam famílias inteiras — tudo disfarçado de “proteção ambiental”. E o grande arquiteto dessa palhaçada? O ex-governador Confúcio Moura, que, no apagar das luzes do mandato em 2018, criou 11 reservas ambientais que jogaram milhares de famílias no limbo jurídico e no caos econômico.
Imagine você, produtor rural que chegou a Rondônia há décadas, com título do INCRA na mão, suando sangue para transformar mata em lavoura, pagando impostos, criando filhos, construindo vida. De repente, surge o “iluminado” Confúcio, que decide que sua terra agora é “reserva”. Sem consulta popular, sem indenização, sem respeito aos títulos legítimos emitidos pelo próprio Estado décadas antes. Um decreto transforma famílias que vivem ali há 30, 40 anos em “invasoras” na própria casa. Isso não é preservação; é traição. É limpeza étnica rural vestida de verde.
Essas reservas não protegem floresta virgem. Na maioria delas, a mata já havia sido convertida em produção agrícola por gente que abriu picadas, plantou, colheu e sustentou o estado. Confúcio Moura teve dois mandatos inteiros para resolver os problemas fundiários e, no final, optou por apunhalar as costas dos ruralistas que efetivamente produziram riqueza em Rondônia. Foi um gesto populista de última hora para agradar o establishment ambientalista internacional, sacrificando o povo real.
E o cinismo não para aí. O governo federal, sob Lula e Marina Silva, elevou essa herança maldita a um nível de crueldade institucional. Operações de “desintrusão” com Força Nacional, IBAMA, Funai: drones, tratores, metralhadoras, destruição de colheitadeiras, queima de cercas, embargo de gado, expulsão de famílias que vivem há gerações no mesmo lugar. Em Alvorada do Oeste e em tantas outras áreas antropizadas, onde nem floresta resta, gente é jogada na rua em nome de demarcações indígenas mal feitas ou de reservas que servem mais de pretexto do que de proteção.
Isso não é fiscalização ambiental; é biopoder foucaultiano em ação: o Estado moderno se apropria da bandeira “verde” para exercer controle total sobre corpos, territórios, vidas e mortes. Quem vive, quem produz, quem morre de fome — tudo decidido por canetadas em Brasília. Sociologicamente, é clássico: o Estado que deveria proteger a propriedade e a liberdade individual vira predador dela. Filosoficamente, é a traição máxima ao contrato social. Economicamente, é suicídio: Rondônia, que poderia ser celeiro do país, vira quintal abandonado, com queda na produção agropecuária, conflito armado entre produtores e indígenas (muitos deles também vítimas da demarcação absurda), insegurança jurídica generalizada e um estado que encolhe enquanto ONGs estrangeiras e burocratas posam de heróis em conferências internacionais.
Confúcio Moura, hoje senador confortável, posa de conciliador pedindo “suspensões temporárias” no STF. Mas foi ele quem acendeu o estopim. Suas reservas criaram um monstro que o governo federal alimenta com prazer sádico. Famílias perdem lavouras, máquinas financiadas com dívida, casa, futuro. Muitos acabam no Bolsa Família ou na mendicância urbana, enquanto o “progressismo verde” aplaude de longe.
Chega dessa hipocrisia que mascara autoritarismo. O estado terrorista em Rondônia prioriza ideologia, ONGs estrangeiras e burocracias sádicas sobre o povo que planta, colhe e sustenta o país. Desfazer essas reservas absurdas, indenizar integralmente as famílias expropriadas, punir os responsáveis por abusos e parar essa loucura não é retrocesso ambiental — é justiça elementar. É o mínimo que um Estado de Direito deveria fazer.
Enquanto isso não acontecer, o “estado de direito” em Rondônia continuará sendo apenas uma piada cruel contada por quem nunca precisou suar para ter terra. E o povo saberá quem realmente traiu: não os produtores que plantam, mas os engravatados que decretam, posam de salvadores da floresta e deixam famílias na miséria em nome de uma utopia que só beneficia os de cima.
Rondônia merece mais do que ser cobaia de um ambientalismo autoritário. Merece justiça. Merece respeito. Merece viver.
Por Jose Sidney Andrade dos Santos
Filósofo, Sociólogo, Escritor











