Pesquisa revela o que a geração 50+ busca no trabalho: flexibilidade, bem-estar e reconhecimento são prioridades
Na coluna de terça-feira, abordei o relatório da Society for Human Resource Management (SHRM), a maior associação profissional de recursos humanos do mundo, sobre a mão de obra com mais de 65 anos. O estudo também incluiu trabalhadores entre 18 e 54 anos. A pesquisa identificou as mudanças que os participantes gostariam de ver nas organizações para melhor apoiar os trabalhadores mais velhos.
Quando questionados, 55% dos participantes destacaram a importância de horários flexíveis. Outras medidas desejadas foram: programas de bem-estar que abordem as necessidades de saúde relacionadas à idade (44%), oportunidades de aposentadoria em fases, com transição gradual até a saída do mercado de trabalho (44%), reconhecimento das contribuições do colaborador ao longo de sua carreira (43%), maior respeito e inclusão na tomada de decisões (42%), oportunidades de mentoria que valorizem a experiência dos profissionais mais maduros (41%) e apoio para a transição para novas funções (41%).
A pesquisa também revelou que 93% das empresas não possuem programas formais ou informais de recrutamento voltados especificamente para a faixa etária sênior. Essa falta de iniciativas não afeta apenas os trabalhadores mais velhos de hoje, mas representa um desafio para as próximas décadas, considerando o encolhimento da mão de obra jovem e o envelhecimento da população.
A SHRM questionou os gestores de RH sobre a abertura das organizações em adotar estratégias de recrutamento inclusivas para a mão de obra sênior. A receptividade foi positiva, com destaque para a necessidade de treinamento dos gestores para avaliar melhor os candidatos mais velhos (56%), modificação de anúncios de vagas para torná-los mais inclusivos (48%), desenvolvimento de um banco de talentos com profissionais experientes (38%) e flexibilização do desenho de cargos (36%).
Outras propostas incluem esforços de marketing direcionados para atrair candidatos maduros (34%) e a realização de feiras de emprego adaptadas a esse perfil (31%). O mercado de trabalho para a terceira idade está em alta, e as empresas precisam se preparar para aproveitar o potencial desses profissionais.
A pesquisa demonstra que as empresas precisam repensar suas estratégias de RH para atrair e reter talentos mais experientes. A flexibilidade, o reconhecimento e o apoio ao bem-estar são elementos-chave para criar um ambiente de trabalho inclusivo e produtivo para todas as gerações.
Com informações do G1








