Informação é com a gente!

24 de fevereiro de 2026

Informação é com a gente!

24 de fevereiro de 2026

O príncipe caído: Andrew, Epstein e a podridão real que devora inocentes – uma chamada à defesa das crianças, de Marajó ao mundo

peixe-post-madeirao
peixe-post-madeirao

Últimas notícias

23/02/2026
Publicação legal: Aviso de Licitação Nº1/2026 – Ipam-Gab/Ipam-SCL
09/02/2026
Publicação legal: Pedido de Renovação da Licença de Operação
12/01/2026
Edital de convocação: ASSOCIAÇÃO BENEFICIENTE QUEIROZ ALMEIDA
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
12/12/2025
Publicação legal: Edital de convocação
12/12/2025
Publicação legal: Termo de adjudicação e homologação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
08/10/2025
Aviso de licitação: Pregão eletrônico – licitação n. 90011/2025 – menor preço global

Por Jose Sidney Andrade dos Santos

Ah, a realeza britânica! Aquela família que parece saída de um conto de fadas, mas que, na verdade, esconde mais esqueletos no armário do que um cemitério vitoriano. E quem melhor para ilustrar essa podridão do que o ex-príncipe Andrew, agora rebaixado ao plebeu Andrew Mountbatten-Windsor? O sujeito que, aos 66 anos, foi arrastado para uma delegacia no dia do seu aniversário, como se fosse um presente de grego da justiça. Preso por suspeita de má conduta em cargo público, tudo graças à sua amizade tóxica com o pedófilo convicto Jeffrey Epstein. Se isso não é o ápice da ironia aristocrática, eu não sei o que é.

Vamos aos fatos, sem firulas reais. Andrew, o irmão do Rei Charles III, não era só um amiguinho casual de Epstein – aquele bilionário que se “suicidou” na cadeia enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. Não, o “príncipe” frequentava a ilha particular de Epstein, apelidada de “Ilha da Pedofilia”, onde festas regadas a luxo e abusos aconteciam como se fossem chás da tarde na corte. Documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA, um tesouro de mais de 3 milhões de páginas, mostram fotos de Andrew esparramado no colo de mulheres jovens (rostos borrados, claro, para proteger as vítimas), e-mails provando que ele compartilhava informações confidenciais do governo britânico com o criminoso, e até preocupações da polícia de que ele não cooperava com investigações. Ele nega tudo, é claro – “eu só estava lá pelo networking”, deve ser o mantra real. Mas, convenhamos, quem precisa de um trade envoy que troca segredos de estado por “massagens” suspeitas?

E o que isso revela sobre a podridão por trás da realeza? Ora, é o clássico: poder, privilégio e impunidade. Andrew foi protegido por anos pela coroa, mesmo após Epstein ser condenado em 2008. Só em 2025, Charles o despojou de títulos e o expulsou do palácio, como se fosse uma faxina tardia. Mas e as vítimas? Virginia Giuffre, que se suicidou no ano passado, alegou ter sido traficada para Andrew quando menor. Ele pagou um acordo milionário sem admitir culpa – dinheiro público, provavelmente, porque realeza não suja as mãos com cheques comuns. Agora, solto sob investigação, ele pode até escapar da cadeia, mas o cheiro de podre já impregnou o trono. É como se a monarquia fosse um castelo de cartas construído sobre abusos: de um lado, colonização histórica; do outro, escândalos sexuais modernos. E nós (Eles), plebeus, pagamos os impostos para sustentar essa farsa.

Mas vamos além da coroa enferrujada. Esse escândalo não é só britânico – é um lembrete global da vulnerabilidade das crianças perante os poderosos. Epstein traficava meninas como se fossem mercadorias, e Andrew era cliente VIP. Quantos “príncipes” anônimos fazem o mesmo mundo afora? Aqui no Brasil, onde eu, Jose Sidney Andrade dos Santos, observo de Porto Velho, RO, a realidade bate à porta com o horror da Ilha do Marajó. Essa joia amazônica, no Pará, tem sido palco de denúncias chocantes de abuso sexual e tráfico de crianças e adolescentes. Missões investigativas em Breves e Anajás revelaram casos de meninas usadas como “moeda” em dívidas de drogas, corpos escondidos em rios, e redes de exploração que vão de mães coniventes a criminosos organizados.

A senadora Damares Alves tem sido incansável na luta contra esses abusos. Desde os tempos de ministra, ela denunciou o problema no Marajó, enfrentando críticas ferozes e até ações judiciais por supostas “fake news”. Mas hoje, todos veem que ela estava certa ao denunciar a exploração na região: em 2025, a própria Comissão de Direitos Humanos do Senado, presidida por ela, realizou a “Missão Marajó”, visitando o arquipélago para investigar denúncias de abuso sexual, tráfico humano e casos como o desaparecimento da menina Elisa Rodrigues e o assassinato da pequena Amanda, de 11 anos, sequestrada, torturada e morta em Anajás. Damares relatou à tribuna do Senado os depoimentos chocantes ouvidos diretamente das famílias e da população, provando que o problema é real e persiste, apesar das tentativas de minimizar ou estigmatizar quem alerta.

Então, irreverentemente falando: chega de príncipes pedófilos e ilhas do mal! Defendamos todas as crianças do mundo, especialmente as de Marajó, com unhas e dentes. Precisamos de leis mais duras contra tráfico humano, investimentos em educação e proteção social no Norte do Brasil, e zero tolerância para os “reais” abusadores. Que o tombo de Andrew sirva de lição: a podridão sempre apodrece, e a justiça, mesmo tardia, chega. Para as vítimas, minha solidariedade; para os culpados, o peso da lei. Crianças não são troféus – são o futuro. Vamos protegê-las, ou seremos cúmplices dessa realeza podre.

Jose Sidney Andrade dos Santos
Filosofo, Sociologo, Escritor, Psicanalista
É um observador crítico da sociedade
Comprometido com a justiça e a defesa dos vulneráveis.
Residente em Porto Velho, RO

Página inicial / Opinião / O príncipe caído: Andrew, Epstein e a podridão real que devora inocentes – uma chamada à defesa das crianças, de Marajó ao mundo