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12 de março de 2026

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O Pirarucu do Vale do Guaporé: um peixe invasor que ameaça a fauna aquática em Rondônia

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Com o objetivo de evitar que essa espécie impacte negativamente a fauna do rio, órgãos de defesa e fiscalização, em parceria com extrativistas locais, deram início a mais uma edição do plano de manejo de controle do pirarucu. Durante os últimos dias, entre 25 de agosto e 4 de setembro, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) juntamente com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e mais de 10 moradores extrativistas realizaram a contagem da espécie dentro da Reserva Extrativista (Resex) do rio Cautário, em Costa Marques (RO).

A contagem tem como objetivo confirmar a redução da quantidade dessa espécie invasora e diagnosticar sua ocorrência, além de estimar a concentração dos animais. Foram monitoradas mais de 50 estações, incluindo baías, poços e o leito do rio. Os resultados parciais indicam uma redução de aproximadamente 6% na quantidade de pirarucus em comparação com o levantamento anterior realizado em 2022.

Em 2019, estudos realizados dentro da Resex rio Cautário possibilitaram a aprovação de uma instrução normativa pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) que liberou a pesca do pirarucu onde a espécie é considerada invasora. A pesquisadora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Carolina Dória, destaca que isso foi resultado de um longo trabalho dos pesquisadores, que conseguiram convencer as autoridades sobre a importância de erradicar a espécie do rio onde ela é protegida.

Foto: TV TEM/Reprodução

Carolina explica que o pirarucu é um predador de topo que compete por alimentos e predam os peixes nativos, causando um grande impacto no ambiente. A sugestão dos pesquisadores era liberar a pesca do peixe no trecho do rio Madeira acima da hidrelétrica, já que na parte jusante ele é nativo e a pesca é proibida.

Além da mudança na legislação, foi implementado um plano de manejo da espécie. A Sedam destaca que o objetivo é controlar a população de pirarucus na Resex, onde ele é considerado invasor e representa um risco ambiental, predando diversas espécies nativas. O plano visa preservar a biodiversidade local e explorar o potencial comercial do pirarucu para os moradores da Resex.

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