Ano passado setor bateu todos os recordes – de visitantes à geração de empregos e renda – com foco no desenvolvimento regional e expansão de políticas públicas
O turismo brasileiro viveu em 2025 um dos seus momentos mais fortes em décadas — e os números ajudam a explicar por quê. O ano consolidou uma sequência de resultados históricos que colocam o Brasil em posição de destaque no cenário internacional, com recorde absoluto de turistas estrangeiros, crescimento de receitas e avanço na geração de empregos formais. De acordo com o Banco Central, apenas os turistas estrangeiros despejaram R$ 35 bilhões na economia nacional. Recorde absoluto.
Em 2025 foram registrados 9.287.196 turistas estrangeiros, o maior volume já observado na série histórica. O resultado representou um salto expressivo frente a 2024, até então o melhor ano, com cerca de 6,7 milhões. Além do desempenho anual, o fôlego do turismo internacional se manteve até o último mês do ano. Em dezembro de 2025, o Brasil registrou 896.488 visitantes estrangeiros, um crescimento de 11% em relação ao mesmo mês do ano anterior, consolidando o mês como um dos destaques do calendário.
Para além dos recordes absolutos, políticas públicas de Turismo estruturadas nos últimos três anos ajudam a explicar um pouco essa lua-de-mel do Brasil com o turismo. “Não foram números que caíram do céu. Há um trabalho relevante de estruturação das políticas públicas que são fundamentais, tanto para estrangeiros quanto para os brasileiros”, afirma Cristiane Leal Sampaio, que esteve à frente da Secretaria Nacional de Políticas Públicas para o Turismo (SNPtur) de 2024 até janeiro último.
Responsável por uma área estratégica dentro do Ministério do Turismo, a SNPTur tem papel central no apoio à gestão pública do setor e no aprimoramento de instrumentos que permitem aos territórios avançarem de forma planejada, com governança e capacidade de execução. À frente da secretaria, Cristiane Leal Sampaio conduziu a agenda com atenção constante à integração federativa — um dos pilares para a evolução do turismo como política pública de alcance nacional.
“Focamos turismo como uma política pública transversal, conectada a temas como desenvolvimento regional, infraestrutura, qualificação, sustentabilidade e inclusão produtiva. Esta leitura estratégica ajudou a posicionar o setor como ferramenta concreta de geração de oportunidades, movimentando cadeias produtivas locais e fortalecendo economias municipais”, explicou Sampaio.

De perfil técnico, Sampaio foi convidada pelo então Ministro Celso Sabino para comandar a principal secretaria do Ministério. Com mais de 20 anos de experiência em cargos de direção do Governo Federal, Cristiane Sampaio conectou o poder central com prefeituras de todos os cantos do Brasil, levando importantes investimentos para o desenvolvimento do setor.
“O turismo acontece nas cidades, nas ruas. É lá que o Governo Federal precisar estar, levando projetos e investimentos. O maior legado que temos hoje é a infraestrutura nas cidades para a população. Os turistas, afinal, se vão, mas o desenvolvimento, fica”, afirma Cristiane.
Os recordes também aparecem no mercado de trabalho. Segundo dados do Novo Caged analisados pelo Ministério do Turismo, o setor criou mais de 106 mil empregos formais até novembro de 2025, reafirmando sua importância como grande empregador. Estima-se que 8,2 milhões de brasileiros tenham suas rendas atreladas ao turismo. Em um país com dimensões continentais e vocação natural para o turismo, os recordes funcionam como um sinal de confiança: o Brasil voltou com força ao mapa global de viagens, ampliando oportunidades para empreendedores, trabalhadores e regiões que vivem do turismo.











