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Nvidia: CEO afirma que IA atingiu nível humano, mas ideia gera debate

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CEO da Nvidia crava: IA já superou aprendizado humano. Especialistas discordam e explicam por que a tecnologia ainda não é ‘geral’

Jensen Huang, CEO da Nvidia, gerou grande repercussão ao afirmar que a inteligência artificial (IA) alcançou o nível de aprendizado humano, um marco considerado por muitos como o próximo grande avanço tecnológico.

Em entrevista ao cientista da computação Lex Fridman, Huang foi questionado sobre a capacidade da IA de liderar uma empresa de US$ 1 bilhão, gerenciando clientes, vendas e funcionários. “Acho que agora é a hora. Acho que alcançamos a inteligência artificial geral [AGI, na sigla em inglês]”, declarou o executivo no episódio da última segunda-feira (23). “É possível. E a razão é a seguinte: você disse [uma empresa de] um bilhão, não disse para sempre”.

Huang citou o agente de IA OpenClaw como exemplo, destacando sua capacidade de automatizar tarefas como gerenciamento de e-mails, leitura de contratos, envio de mensagens e controle de dispositivos inteligentes. Ele observou que usuários do OpenClaw já criaram serviços web e aplicativos que atraíram grande número de usuários, embora muitos tenham tido vida curta. “Não me surpreenderia se acontecesse algo nas redes sociais, alguém criasse um influenciador digital super fofo ou algum aplicativo que, do nada, se tornasse um sucesso instantâneo. Muita gente usa por alguns meses e depois some”, afirmou Huang. Ele ressaltou, porém, que a criação de empresas do porte da Nvidia por esses agentes é improvável: “Agora, a probabilidade de 100 mil desses agentes criarem a Nvidia é 0%”.

Apesar dos avanços, especialistas contestam a afirmação de Huang. Eles argumentam que a IA ainda não atingiu seu potencial máximo e que a verdadeira AGI – capaz de realizar tarefas que parecem simples para humanos, mas complexas para robôs – ainda está distante. Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explicou ao g1 que, embora a IA possa aumentar a produtividade e lucratividade das empresas, “é exagero dizer que [IAs] podem ou estão perto de conseguir gerir empresas grandes”.

Dias enfatizou que a IA ainda enfrenta dificuldades em tarefas cotidianas, como dirigir em áreas não mapeadas ou operar em ambientes desorganizados. “O caráter ‘geral’ dessa inteligência exigiria que ela soubesse fazer coisas mais simples também”, explicou. “Cada vez mais, o que nos separa da AGI não é o complexo, mas o que nos parece quase trivial”.

Esther Luna Colombini, professora do Instituto de Computação da Unicamp, ressaltou em entrevista de 2024 à BBC que as máquinas já superam humanos em algumas atividades, mas não necessariamente são mais inteligentes. “Ao mesmo tempo, elas são muito ruins para fazer coisas que pra gente parecem triviais, como reconhecer a face de uma pessoa, ou ser capaz de pegar um conceito que você aprendeu e levar isso para outro cenário”, afirmou. A AGI também teria a capacidade de identificar suas próprias lacunas de conhecimento e buscar formas de aprendizado contínuo.

Huang concluiu lembrando que “o propósito do seu trabalho e as ferramentas usadas para realizá-lo estão relacionados, mas não são a mesma coisa”, buscando tranquilizar preocupações sobre o futuro do emprego.

Com informações do G1

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