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15 de março de 2026

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Novo motor da F1 2026 chega a 1.000 cv e triplica potência elétrica

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A temporada de 2026 da Fórmula 1 começou com uma profunda mudança tecnológica nas unidades de potência dos carros. O novo regulamento amplia o peso da eletrificação, triplica a potência elétrica e transforma a categoria em um laboratório para tecnologias que podem chegar aos carros de rua.

A arquitetura básica foi mantida: um motor 1.6 V6 turbo combinado a sistemas híbridos. Mas a distribuição de potência mudou radicalmente. O sistema MGU-H, que recuperava energia térmica dos gases de escape, foi eliminado, reduzindo a potência do motor a combustão para cerca de 550 cv.

Por outro lado, o sistema elétrico MGU-K foi ampliado de cerca de 163 cv para aproximadamente 476 cv. O resultado é um conjunto que pode atingir cerca de 1.000 cv de potência combinada, com participação muito maior da eletricidade no desempenho do carro.

A bateria também ganhou papel central. Os carros passam a usar um conjunto de 5,5 kWh, projetado para recarga e descarga extremamente rápidas, diferente das baterias maiores de veículos elétricos convencionais. Durante a corrida, o sistema opera principalmente com cerca de 1,1 kWh, mantendo o nível de carga entre 40% e 60%.

Essa estratégia busca evitar os extremos de carga, abaixo de 20% ou acima de 80%, que prejudicam a estabilidade térmica das baterias. Operar no centro da capacidade permite suportar ciclos agressivos de recuperação de energia, de até 2,5 kWh por volta, sem exigir sistemas de refrigeração pesados.

Assim como ocorre em carros elétricos e híbridos vendidos hoje, a recuperação de energia acontece principalmente durante as frenagens. Outra técnica usada é o “lift and coast”, quando o piloto tira o pé do acelerador antes da curva para regenerar energia.

A nova geração de motores também trouxe uma estratégia inédita. Equipes passaram a usar o chamado “super clipping”, em que o motor a combustão carrega a bateria nas retas, mesmo com o acelerador totalmente pressionado. A manobra sacrifica momentaneamente a aceleração, mas permite recuperar energia para uso estratégico ao longo da volta.

Outra mudança importante está na aerodinâmica. Os carros de 2026 passam a ter asas dianteira e traseira móveis, que reduzem o arrasto nas retas e diminuem a necessidade de potência elétrica para manter velocidades altas.

O tradicional DRS foi aposentado e substituído pelo “modo ultrapassagem”, que amplia o uso da bateria. O sistema permite liberar até 3,3 kWh de energia e aumenta a velocidade em até 30 km/h em relação ao rival, recurso apelidado por críticos de “Mario Kart”.

Legado para os carros de rua

O regulamento também estabelece mudanças ambientais. Os motores passam a usar combustíveis 100% sintéticos e renováveis, sem ligação com cadeias alimentares.

Mais importante para a indústria automotiva, porém, é o avanço nas baterias. O desenvolvimento de conjuntos menores, mais densos e capazes de carregar e descarregar energia em altíssima velocidade gera dados valiosos para fabricantes de carros elétricos e híbridos.

Tecnologias como gestão térmica de baterias, recuperação agressiva de energia e estratégias como o “super clipping” podem influenciar projetos futuros. O objetivo é extrair o máximo desempenho de células compactas, um desafio central para a próxima geração de veículos eletrificados.

Na prática, os monopostos de cerca de 1.000 cv da Fórmula 1 voltam a cumprir um papel histórico: servir como laboratório extremo para tecnologias que, anos depois, chegam aos carros de produção.

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Fonte: Band F1

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