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25 de janeiro de 2026

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Novo método facilita estudo de insetos na Amazônia

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Pesquisadores desenvolveram um novo jeito de estudar os insetos que vivem nas florestas da Amazônia. A novidade é um sistema de armadilhas em cascata, que permite coletar esses pequenos animais em diferentes alturas das árvores, inclusive lá no topo, onde a pesquisa sempre foi mais difícil.

O professor Francisco Limeira de Oliveira, da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), é um dos autores do estudo, que foi publicado na prestigiada revista científica Nature – Scientific Reports. A ideia é simples: as armadilhas são instaladas em sequência, formando uma “cascata” que atrai e captura os insetos que vivem nas copas das árvores.

Essa região, chamada de “fauna inalcançável” pelos cientistas, abriga uma enorme variedade de espécies que ainda são desconhecidas. O novo método, desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a Universidade de São Paulo (USP), promete mudar isso.

Durante os testes, feitos em diferentes áreas da Amazônia e do Maranhão, incluindo a Reserva Biológica do Gurupi, as armadilhas coletaram mais de 80 mil insetos em apenas duas semanas. Isso mostra a eficiência do sistema para entender a biodiversidade da floresta e acompanhar as mudanças no meio ambiente.

Uma das grandes vantagens do novo sistema é que ele não precisa de equipamentos caros ou trabalhosos, como guindastes ou escaladores. Isso torna a pesquisa mais acessível, segura e sustentável, podendo ser usado em florestas de todo o mundo.

O estudo faz parte de projetos maiores, como o INCT BioDossel e o BioInsecta, que têm como objetivo catalogar milhões de insetos em todo o Brasil. A pesquisa também conta com a participação da aluna de doutorado Alice Tôrres, da Uema.

O trabalho teve apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA). A importância da pesquisa será reconhecida internacionalmente, com a apresentação dos resultados na COP30, a conferência sobre o clima que será realizada em Belém (PA).

A Uema se destaca cada vez mais na produção científica, mostrando a importância do Maranhão para o conhecimento da biodiversidade amazônica.

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