O Observatório Regional Amazônico da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (ORA/OTCA) lançou um novo Painel de Degradação Florestal da Amazônia, ampliando as ferramentas de monitoramento ambiental disponíveis. A plataforma oferece mapas e gráficos dinâmicos com a série histórica de dados de degradação florestal em oito países amazônicos entre 1984 e 2024.
Diferente do desmatamento, que representa a remoção completa da cobertura vegetal, a degradação é um processo de empobrecimento da floresta, como o corte seletivo de árvores. “Compreender a degradação é essencial porque ela frequentemente antecede diferentes trajetórias da paisagem. Uma área degradada pode evoluir para o desmatamento, avançar para a regeneração florestal ou permanecer por longos períodos em um estado de pousio”, explica Tarsila Andrade, especialista em geoprocessamento do ORA.

A degradação florestal, mais difícil de mapear que o desmatamento, é impulsionada por incêndios, corte seletivo e fragmentação da paisagem, reduzindo a capacidade da floresta de prover serviços ecossistêmicos. A ferramenta também analisa especificamente áreas naturais protegidas e territórios indígenas.
O painel utiliza dados do produto Tropical Moist Forests (TMF), desenvolvido pelo Joint Research Centre (JRC) da União Europeia, com base em imagens de satélite. A análise permite identificar áreas em processo de degradação, desmatamento e regeneração, auxiliando na formulação de políticas públicas baseadas em evidências. “Nossas análises sobre áreas degradadas podem inclusive ajudar a separar as atividades ilícitas de corte seletivo, daquelas que através das concessões florestais praticam o corte seletivo”, afirma Arnaldo Carneiro, coordenador do ORA.
O acesso ao painel está disponível na aba “Deforestation”, em seguida “Deforestation/Degradation”.
Com informações do Portal Amazônia.










