G1 > Política Últimas notícias sobre a política no Brasil, com coberturas especiais de Brasília

  • Após reação do Judiciário, Congresso prepara sua resposta a Bolsonaro sobre voto impresso
    on agosto 4, 2021 at 6:25 pm

    Passadas as primeiras reações do Judiciário aos ataques de Jair Bolsonaro ao sistema de votação eletrônica no Brasil, o Congresso se prepara para dar sua resposta ao presidente acerca da ideia de um "voto impresso". Nesta quinta-feira (5), os parlamentares devem derrubar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema. Hoje, há maioria na comissão especial da PEC para derrubar a proposta bolsonarista, derrubando de vez a discussão sobre o tema no Legislativo antes das eleições de 2022. A votação era prevista para antes do recesso de julho, mas uma manobra de deputados governistas adiou a decisão. Agora, de acordo com líderes partidários, está tudo pronto para que a votação ocorra nesta quinta. O placar deve se manter, com a rejeição do relatório do deputado Filipe Barros (PSL-PR) a favor do dito "voto impresso auditável". Veja abaixo comentário do fim de julho sobre o tema: Valdo: Líderes do Congresso vão reagir 'enterrando' o voto impresso O próprio presidente Jair Bolsonaro já tem admitido que o governo não tem mais maioria na comissão especial. No último mês, partidos que são contrários às mudanças no sistema eleitoral trocaram membros da comissão que vinham se mostrando favoráveis às ideias do Planalto. Bolsonaro acusa ministros do STF – como Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, atual e futuros presidentes do Tribunal Superior Eleitoral – de se articularem com líderes partidários para derrubarem a proposta do voto impresso. Ele negam. Barroso lembra que foi ao Congresso tratar do tema justamente em atenção a um convite de deputados bolsonaristas. O atual presidente do TSE vem repetindo que a eleição brasileira já é auditável antes, durante e depois das votações. Ministro Luís Roberto Barroso volta a defender o processo eleitoral do Brasil Reservadamente, aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), dizem que ele não vai interferir na votação por entender que a decisão já está tomada e a PEC deve ser derrubada. Publicamente, Lira tem dito que defende o sistema atual e o considera confiável. Ao mesmo tempo, afirma que não faria resistência ao debate da PEC defendida por Bolsonaro, que prevê um tipo de impressão do voto após o registro na urna eletrônica. O novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, vinha tentando articular um acordo no meio do caminho, criando um "sistema mínimo" de auditagem adicional para 2022. Interlocutores de Nogueira admitem, porém, que o aumento no tom dos ataques de Bolsonaro dificulta e praticamente inviabiliza tais negociações.

  • CPI ao vivo: coronel Blanco diz que queria negociar vacinas com setor privado; senadores contestam versão
    on agosto 4, 2021 at 6:13 pm

    Ex-assessor da Saúde afirma que foi procurado pelo vendedor de vacinas da Davati, exibe mensagens e nega pedido de propina. CPI ao vivo: coronel Blanco diz que queria negociar vacinas com setor privado; senadores contestam versão Ex-assessor da Saúde afirma que foi procurado pelo vendedor de vacinas da Davati, exibe mensagens e nega pedido de propina. A CPI ouve o tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco, ex-assessor do departamento de Logística do Ministério da Saúde. Veja vídeos.. O militar esteve no jantar com suposto pedido de propina de US$ 1 por dose, no dia 25 de fevereiro. Ele foi subordinado de Roberto Dias.. Blanco afirmou à CPI que foi procurado por Dominghetti e que queria negociar vacinas com o setor privado. Ele afirmou ainda que foi ao jantar sabendo da presença de Dias.. Ontem, a CPI ouviu o reverendo Amilton Gomes, que chorou e disse 'não se lembrar' de reuniões, pessoas, fotos e mensagens.. A VOLTA DA CPI: veja perguntas em aberto e o que já se sabe sobre os escândalos de vacina

  • CCJ dá aval a texto que aumenta lista de autoridades que podem ser convocadas para dar explicações ao Congresso
    on agosto 4, 2021 at 6:00 pm

    Autoridades como diretores de agências reguladoras e presidentes de empresas públicas, que antes só podiam ser convidados (sem obrigação de comparecer), agora poderão ser convocados, como já ocorre com ministros de Estado. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto que aumenta a lista de autoridades que podem ser convocadas para prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional e que sofrerão punições caso não compareçam. Pela proposta, ficariam passíveis de convocação: diretores de agências reguladoras, presidentes de empresas públicas ou com participação pública, presidente de fundações, autarquias e Sociedade de Economia Mista Hoje, ministros do governo já estão submetidos a essa regra. “É uma proposta importante para aumentar o poder de fiscalização do Legislativo em face da criação desses órgãos depois da Constituição de 1988,” defendeu o relator, Diego Garcia (PODE-PR) A PEC foi aprovada por unanimidade na CCJ. O próximo passo deve ser a criação de uma comissão especial para análise. A comissão tem o prazo de 40 sessões para análise e o texto segue para avaliação no plenário. Na proposta original o Congresso poderia decidir sobre exoneração de dirigentes por maioria simples e voto secreto. Mas o item foi retirado por ferir a separação dos poderes.

  • Em almoço com comando da Aeronáutica, Gilmar faz defesa das urnas, e militares afastam risco de ruptura
    on agosto 4, 2021 at 4:26 pm

    Ministro Gilmar Mendes em foto de março Fellipe Sampaio/SCO/STF Num momento de embate do presidente Jair Bolsonaro com o Judiciário, em razão das urnas eletrônicas, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, se encontrou com o Alto Comando da Aeronáutica e fez uma defesa do sistema eleitoral brasileiro. O encontro, revelado pelo jornal "Folha de S. Paulo" e confirmado pelo blog, aconteceu na terça-feira (3), na Aeronáutica, em Brasília. O comandante Carlos Baptista Júnior se encontrou em privado, durante alguns minutos, com Gilmar Mendes e depois o levou para o almoço com integrantes do Alto Comando da Força. No almoço, os militares afastaram qualquer possibilidade de ruptura. E o ministro fez uma defesa das urnas, falando que elas já são passíveis de auditoria e que o sistema passa por várias provas, entre as quais a submissão a hackers, que têm como objetivo tentar alterar o código-fonte do aparelho. Os dois lados comentaram, inclusive, que a Aeronáutica atua nas eleições ao ajudar na distribuição das urnas pelo país. A reunião dos dois ocorre num momento em que Bolsonaro ataca o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, por ver no ministro uma resistência a sua proposta de impressão do voto - proposta que, no meio político e jurídico, é cortina de fumaça para o verdadeiro objetivo do presidente, que é questionar a credibilidade do resultado da eleição presidencial do ano que vem. Também ocorre num momento em que o Ministério da Defesa, por meio do ministro Braga Netto, defendeu em nota a proposta de Bolsonaro de impressão do voto e fez ameaças veladas ao Congresso ao criticar declarações do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), que dissera haver uma "banda podre" nas Forças Armadas. Baptista Júnior é visto como o comandante mais alinhado à pauta ideológica de Bolsonaro e, depois da edição da nota de Braga Netto, que trazia a sua assinatura e a dos outros dois comandantes das Forças Armadas, chegou a dizer em entrevista ao jornal "O Globo" que o texto era "um alerta" ao Congresso. A declaração foi considerada por parlamentares como uma ameaça ao livre funcionamento dos poderes e uma afronta à Constituição.

  • CPI: Blanco nega que houve pedido de propina sobre venda de vacinas em jantar com diretor da Saúde
    on agosto 4, 2021 at 4:23 pm

    'No momento em que eu estava lá, não houve pedido', disse o ex-assessor do Ministério da Saúde Marcelo Blanco em seu depoimento à CPI da Covid. O ex-assessor do Ministério da Saúde Marcelo Blanco disse à CPI da Covid nesta quarta-feira (4) que não houve pedido de propina durante um jantar em Brasília em que se tratou sobre a compra de doses da vacina AstraZeneca no qual estava presente o então diretor de Logística, Roberto Dias, e o suposto representante da Davati Medical Supply Luiz Paulo Dominghetti. Uma das linhas de investigação da CPI da Covid apura se houve pedido de propina em uma negociação paralela para adquirir 400 milhões de doses da vacinas da AstraZeneca contra a Covid, por meio da empresa Davati Medical Supply, que diz ser intermediária. Marcelo Blanco participou do jantar em que a suposta solicitação teria ocorrido e, por isso, presta depoimento à comissão nesta quarta (4). "Não houve pedido. Eu saí antes, mas não houve pedido. No momento que eu estava lá não houve pedido. Sequer se conversou profundamente sobre vacina. Eu saí antes, não me recordo se o Dominghetti saiu logo comigo. Mas com certeza eu saí antes, eu intencionava assistir o jogo em casa, como eu assisti", disse Blanco. O ex-assessor do Ministério da Saúde relata que estava em contato com Luiz Paulo Dominghetti, o qual se apresentou para ele como representante da Davati, e que acreditava que ele seria um potencial parceiro para negociar vacinas no mercado privado. VÍDEO: Coronel Blanco diz que foi ao restaurante do suposto pedido de propina sabendo que diretor da Saúde estaria presente Blanco disse ainda que tinha conhecimento que o então diretor de logística da Saúde estaria em um restaurante de Brasília na noite do dia 25 de fevereiro e que, por isso, levou Dominghetti ao local. "Ele [Dias] comentou que estaria no Vasto mais tarde, à noite. Comentário natural, onde se conversa amenidades: 'Estou cansado, estou vindo de viagem, estou estressado, vou ao Vasto mais tarde’, algo desse tipo, e isso não me ocorreu no momento. Não me ocorreu no momento, passou-se, eu já tinha interesse, como está muito claro, de tratar com Dominghetti no mercado privado", afirmou Blanco. Em seu depoimento à CPI em julho, Dominghetti disse que o então diretor de Logística da Ministério da Saúde, Roberto Dias, teria exigido propina de US$ 1 por dose de vacina que o governo comprasse. Dias negou o pedido em seu depoimento. VÍDEOS: notícias sobre política

  • CPI tem bate-boca após relator mostrar mensagens que contestariam declarações de Blanco, ex-assessor da Saúde
    on agosto 4, 2021 at 3:49 pm

    Sessão chegou a ser suspensa para ‘ânimos se acalmarem’. Senadores governistas falam em ‘gabinete paralelo’ da comissão. VÍDEO: Senadores batem boca durante depoimento de Marcelo Blanco na CPI da Covid A audiência com o tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco, ex-assessor do Ministério da Saúde, foi palco de bate-boca nesta quarta-feira (4) após o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentar mensagens que contestariam declarações do ex-servidor. Em meio à confusão, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM) suspendeu o trabalho por cinco minutos para os “ânimos se acalmarem”. A CPI ouve nesta quarta-feira (4) o tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco da Costa, ex-assessor do departamento de Logística do Ministério da Saúde. Blanco foi chamado à comissão, pois participou de um jantar no qual teria havido um pedido de propina de US$ 1 em troca da aquisição da vacina AstraZeneca. A confusão começou quando o relator afirmou que documentos mandados à CPI por internautas desmontariam a afirmação do ex-assessor do Ministério da Saúde de que não orientou os supostos vendedores de vacina e representantes da empresa Davati no Brasil, Luiz Paulo Dominghetti e Cristiano Carvalho a ter acesso à pasta. “Senhor presidente, nós temos uma coisa muito grave, nós temos aqui documentos que foram mandados para Comissão Parlamentar de Inquérito online, por internautas, que desmontam completamente o argumento de que o coronel Blanco não orientou Dominguetti, nem Cristiano, nem facilitou o acesso. São conversas, todas aqui de primeiro de março”, disse Renan. Conforme as mensagens lidas por Calheiros, Cristiano cobrava Blanco por respostas rápidas e, em 9 de março, falou com Dominghetti ao longo de sete vezes no mesmo dia, além de ter feito uma conferência com ele. Marcelo Blanco afirmou que não negociou a aquisição de vacinas por parte do governo, mas sim que havia a intenção de fazer negócios no setor privado. Aos senadores, o ex-assessor ressaltou que a oportunidade oferecida pela Davati poderia “pacificar o assunto vacina em 2021”, e que apenas quis “oportunizar” os supostos vendedores a demonstrar que tinham condições de vender a vacina. Após o relator ler as mensagens entre os supostos vendedores da Davati e Blanco, o presidente da comissão ressaltou que esses trechos da conversa “estavam faltando” dentro do arquivo enviado pela defesa do Blanco. “O seu advogado está compartilhando as mensagens com o Cristiano, só que o primeiro horário é 16h39. Só que as conversas que chegaram a nós tem parte que retirou aqui”, disse Omar Aziz. VÍDEO: 'Vossa Excelência é advogado de quem?', questiona Renan Calheiros Bate-boca Senadores governistas, entre eles Marcos Rogério (DEM-RO) e Fernando Bezerra (MDB-PE), questionaram como o relator obteve as mensagens trocadas por Blanco. “Foram levantadas pela investigação e pela participação dos internautas. Mas isso é da investigação. Falei que foi lembrado por internautas e é consequência das quebras de sigilo”, afirmou o relator. Omar Aziz questionou qual seria o crime e disse que afirmou apenas estavam "faltando parte das conversas" que Blanco teve com os vendedores da Davati. “Qual o crime agora? Qual o crime que cometeu? Eu estou falando para os advogados, estou afirmando que está faltando parte das conversas que teve com ele. Acabou”, disse Aziz. “E [as conversas] demonstram que ele mentiu”, emendou Renan Calheiros. O relator ressaltou ainda que a investigação está “contando com o apoio da sociedade”. “Que investigação séria é essa, hein?”, ironizou Rogério. “A CPI está com um gabinete paralelo mandando documentos para cá, obstruindo o relator para poder causar tumulto, viciando o processo de legalidade”, continuou o senador governista. VÍDEOS: notícias sobre política

  • Bolsonaro envia ao TSE resposta sobre acusações contra as urnas, sem apresentar provas
    on agosto 4, 2021 at 3:40 pm

    Presidente repetiu argumentos já negados por autoridades eleitorais, como o de que a urna eletrônica não é auditável. Ao pedir esclarecimentos ao presidente, corregedor do TSE disse que relatos genéricos podem macular a imagem da Justiça. Bolsonaro envia ao TSE resposta sobre acusações contra as urnas, sem apresentar provas O presidente Jair Bolsonaro enviou na terça-feira (3) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma resposta sobre as acusações que vem fazendo contra as urnas eletrônicas, mas não apresentou provas de fraudes. O corregedor do tribunal, ministro Luís Felipe Salomão, havia pedido que Bolsonaro apresentasse esclarecimentos sobre as acusações. O prazo para o presidente se manifestar venceu na segunda-feira (2). Na resposta, Bolsonaro não apresentou elementos que fundamentem fraude ou irregularidade no modelo eleitoral brasileiro. Ele repetiu argumentações que tem feito nos últimos dias, a favor do voto impresso, que já foram rebatidas por autoridades da Justiça Eleitoral. Bolsonaro citou uma audiência pública, organizada pela Justiça Eleitoral em 2018, em que alguns palestrantes defenderam o voto impresso. "O tema, como sabido, é bastante inquietante perante a sociedade brasileira e foi inclusive objeto de audiência pública no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral", argumentou Bolsonaro. "Reitera-se, não se está a atacar propriamente a segurança das urnas eletrônica, mas, sim, a necessidade de se viabilizar uma efetiva auditagem", voltou a afirmar o presidente. Autoridades da Justiça Eleitoral já esclareceram, reiteradas vezes nos últimos dias, que a urna eletrônica é auditável e que a apuração é mais segura feita eletronicamente do que com papel. Na segunda, na abertura do semestre no TSE, o presidente da Corte, ministro Luis Roberto Barroso, fez discurso em que disse que a adoção do voto impresso "não é contenção adequada para o golpismo". Ao se dirigir aos demais ministros do tribunal, o presidente da Corte afirmou ser um "equívoco" e uma "fantasia" afirmar que há fraudes no sistema eleitoral. "Nos Estados Unidos, por exemplo, insuflados pelo presidente derrotado, 50% dos republicanos acreditam que a inequívoca vitória do presidente Biden foi fraudada. Essas narrativas, fundadas na mentira e em teorias conspiratórias, destinam-se precisamente a pavimentar o caminho da quebra da legalidade constitucional", afirmou Barroso. O próprio Bolsonaro, em uma live na semana passada, admitiu não ter provas. Estabilidade x 'relatos genéricos' Ao determinar a apuração, em junho, Luis Felipe Salomão afirmou que a credibilidade das instituições eleitorais "constitui pressuposto necessário à preservação da estabilidade democrática e a manutenção da normalidade constitucional". Segundo o ministro, relatos genéricos podem macular a imagem da Justiça. Na segunda-feira, o TSE aprovou por unamidade a abertura de um inquérito administrativo para investigar os ataques de Bolsonaro à legitimidade das eleições. A Corte aprovou ainda, também de forma unânime, um pedido para que o presidente seja incluído como investigado no inquérito que investiga a disseminação de notícias falsas, que está em andamento no Supremo Tribunal Federal. VÍDEOS: veja mais notícias de política

  • Saiba próximos passos de inquérito sobre Bolsonaro no TSE e do pedido para incluir o presidente na investigação das fake news
    on agosto 4, 2021 at 2:35 pm

    TSE decidiu abrir investigação após reiterados ataques do presidente à urna eletrônica. Após ataques reiterados de Jair Bolsonaro (sem partido) ao sistema de urnas eletrônicas e à legitimidade das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na segunda-feira (2), por unanimidade, a abertura de um inquérito administrativo para investigar o caso. Em outra frente, o plenário do TSE também aprovou, com votação unânime, um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente Jair Bolsonaro seja incluído como investigado no inquérito que apura a disseminação de fake news. Veja a seguir os próximos passos em cada situação: Inquérito no TSE O inquérito administrativo no TSE, proposta do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luís Felipe Salomão, é fruto de procedimento aberto para que autoridades públicas do país pudessem apresentar provas que comprovassem ocorrências de fraude no sistema eletrônico votação nas eleições de 2018, em particular nas urnas eletrônicas. Bolsonaro passou os últimos dois anos e meio afirmando que houve fraudes nas eleições de 2018. Na semana passada, chegou a convocar uma transmissão ao vivo para apresentar o que seriam as supostas provas, mas na ocasião admitiu não ter provas e disseminou fake news. O procedimento foi convertido em inquérito, ampliando o objeto de apuração para englobar possível abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea (antecipada), em relação aos ataques contra o sistema eletrônico de votação e à legitimidade das eleições de 2022. A investigação tramita em sigilo. A partir de agora, devem ser colhidas provas e ouvidas as testemunhas, entre elas o próprio presidente. Também podem vir a ser chamados o atual ministro da Justiça, Anderson Torres, além de Eduardo Gomes da Silva, coronel do Exército e atual assessor do Planalto, para depor. O TSE ainda pode periciar vídeos e pedir a quebra de sigilos que entender necessários. Ao final, o inquérito é encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que vai avaliar se houve provas de que Bolsonaro cometeu abuso de poder político e econômico. Um eventual processo pode gerar multas na Justiça Eleitoral, além de servir como base para a contestação de um eventual registro de candidatura de Bolsonaro à reeleição por outros partidos. Fake News Já o inquérito das fake news já tramita no STF desde 2019 e investiga possíveis ameaças a ministros do Supremo e seus familiares. O ministro Alexandre de Moraes é o relator da investigação e ainda não decidiu sobre o pedido. Nas últimas semanas, Bolsonaro passou a atacar também o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, e a afirmar que, sem o voto impresso, pode não haver eleições em 2022. Nesse caso, o pedido para incluir Bolsonaro como investigado ainda deve ser analisado pelo STF, que poderá pedir um parecer da Procuradoria Geral da República. Caso aceito, inicia-se a fase de investigação, na qual são colhidas as provas e ouvidas testemunhas. Depois, o Ministério Público decide se apresenta denúncia formal se entender pela existência de crime. Essa denúncia seria avaliada por Augusto Aras, indicado por Bolsonaro para mais dois anos na PGR. O presidente só vira réu (ou seja, só responde a um processo), se a denúncia passar pela Câmara e, depois, for acolhida pelo STF. Na Câmara, a denúncia precisa dos votos de pelo menos 342 dos 513 deputados para seguir adiante. Se a Câmara aprovar, o passo seguinte é o STF decidir se transforma Bolsonaro em réu ou não. Se aceito pela Câmara, o caso é julgado e pode resultar na responsabilização penal do presidente. Caso a Câmara não aprove, há o entendimento no STF que os ministros da Corte podem analisar o caso quando o presidente deixar o mandato. Em ambos os inquéritos, há o risco de inelegibilidade, mas apenas ao final dos processos e caso haja condenação. Também é possível que isso não ocorra até as eleições. VÍDEOS: veja mais notícias de política

  • Blanco diz à CPI que foi ao restaurante do suposto pedido de propina sabendo que diretor da Saúde estaria presente
    on agosto 4, 2021 at 2:06 pm

    Pelos relator do negociante de vacinas Luiz Dominghetti, ex-diretor Roberto Dias pediu propina de um dólar por dose. Dominghetti foi levado ao restaurante por Blanco, que disse que não houve pedido de propina. VÍDEO: Coronel Blanco diz que foi ao restaurante do suposto pedido de propina sabendo que diretor da Saúde estaria presente O ex-assessor do Ministério da Saúde Marcelo Blanco disse à CPI da Covid nesta quarta-feira (4) que foi ao restaurante do suposto pedido de propina sabendo que o então diretor de Logística, Roberto Dias, estaria presente. Quem contou sobre o pedido de propina foi o policial militar Luiz Dominghetti, em depoimento no mês passado. Dominghetti disse que em fevereiro foi levado ao restaurante Vasto, em Brasília, por Blanco. E que Dias estava lá. Dominghetti se dizia representante da empresa Davati, que seria uma intermediária para vender 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca para o governo brasileiro. Segundo Dominghetti, Dias pediu um dólar por dose, o que o ex-diretor nega. Agora, Blanco que foi assessor de Dias no ministério, relatou à CPI que foi ao restaurante Vasto com Dominghetti com a intenção de encontrar Dias. Blanco, na época, já não trabalhava na Saúde. Ele disse que a intenção dele era negociar com Dominghetti vacinas para o mercado privado. "Ele [Dias] comentou que estaria no Vasto mais tarde, à noite. Comentário natural, onde se conversa amenidades: 'Estou cansado, estou vindo de viagem, estou estressado, vou ao Vasto mais tarde’, algo desse tipo, e isso não me ocorreu no momento. Não me ocorreu no momento, passou-se, eu já tinha interesse, como está muito claro, de tratar com Dominghetti no mercado privado", afirmou Blanco. "Eu sugiro ao Dominghetti: 'Dominghetti, aproveitando que você está, me diz estar, hospedado próximo ao Brasília Shopping, o que você acha, eu me encontro contigo lá, a gente come alguma coisa, eu trato de privado, o Roberto deverá estar no Vasto [restaurante]. Falou que estaria, eu te apresento o diretor e você pede a sua agenda. E assim se deu”, relatou o ex-assessor. “Eu sabia que o Roberto estaria no Vasto. Posso ter sido inconveniente de levar o Dominghetti sem a ciência do Roberto? Posso ter sido”, completou Blanco. Ele disse ainda que não houve pedido de propina. Foco nas intermediárias A oitiva do coronel da reserva é considerada essencial pelos senadores da CPI no âmbito das investigações sobre as tratativas do governo brasileiro com empresas intermediárias de vacinas. As apurações já constataram que as negociações com essas representantes aconteceram enquanto o governo brasileiro resistia a fechar contrato direto com outras fabricantes – como foi o caso da Pfizer. Além disso, à época das tratativas com a Davati, a AstraZeneca já havia informado oficialmente ao Ministério da Saúde que não comercializava o imunizante por meio de intermediários. VÍDEOS: veja mais notícias sobre a CPI da Covid

  • VÍDEOS: CPI da Covid ouve coronel Marcelo Blanco, ex-assessor do departamento de Logística do Ministério da Saúde
    on agosto 4, 2021 at 1:56 pm