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  • Macron cita o Brasil como exemplo de país onde as pessoas precisam lutar por vacinas e ajudas do Estado
    on agosto 4, 2021 at 6:33 pm

    O chefe de Estado fez comparação entre países e disse que a França tem uma política e uma economia fortes para garantir aos seus cidadãos o acesso à vacina, assim como à assistência estatal. O presidente francês Emmanuel Macron citou o Brasil como exemplo de país onde faltam vacinas e auxílio emergencial para todos Reprodução/Instagram Ao responder à uma pergunta nas redes sociais sobre a vacinação contra a Covid-19, na terça-feira (3), o presidente francês Emmanuel Macron comparou a situação da França à do Brasil na luta contra a pandemia. O chefe de Estado disse que a França tem uma política e uma economia fortes para garantir aos seus cidadãos o acesso à vacina, assim como à assistência estatal. "Em outros países, como no Brasil, as pessoas se manifestam para ter acesso às ajudas e às vacinas", enfatizou Macron.  Macron, que vem realizando deste segunda-feira (2) uma campanha de comunicação visando os jovens, particularmente atingidos pela quarta onda da pandemia de Covid-19, grava seus vídeos vestido de forma descontraída, na residência de verão da presidência, no sul da França, onde passa as férias. O chefe de Estado insiste que as vacinas são a "única arma" contra uma quarta onda de infecções. Em uma das perguntas, um internauta fala sobre o passaporte sanitário e se, ao tornar o dispositivo obrigatório em várias situações, a França teria se tornado um país liberticida. Macron diz que seria o primeiro a ficar feliz quando a França não precisar mais de passe sanitário, uso de máscaras e distanciamento social, mas avisa que isso ainda não é possível enquanto a epidemia continua. "Nós estamos lutando contra a quarta onda e é preciso tomar medidas para continuar a salvar vidas", diz o chefe de Estado.  Initial plugin text "Se nós não tivéssemos o passaporte sanitário hoje, seríamos obrigados a fechar tudo outra vez, ou seja, colocar restrições para todo mundo. Com o passe sanitário, as restrições são unicamente para aqueles que ainda não estão vacinados, a quem pedimos que façam testes para proteger os outros", afirma o presidente, que está numa região do país, o Var, onde a taxa de incidência de Covid é de 455 casos para cada 100 mil habitantes, o que antes requereria um toque de recolher, fechar os bares, restaurantes e teatros, entre outras restrições.  Em seguida, o presidente faz a comparação com o Brasil. "Nós temos a chance no nosso país de sermos suficientemente fortes e sólidos para indenizarmos as pessoas [que tiveram que parar de trabalhar] , acompanhar os cidadãos e comprar as vacinas. Em outros países, como no Brasil, as pessoas se manifestam para ter acesso às ajudas e às vacinas", diz Macron, alfinetando indiretamente os franceses que se manifestam contra a vacina ou contra o passaporte sanitário.  Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

  • ‘Pare de perguntar se a filha é minha porque sou negra e ela é branca’
    on agosto 4, 2021 at 6:24 pm

    Quando Ena Miller teve um bebê no ano passado, ela não estava preparada para comentários constantes sobre a aparência de sua filha. E seu caso está longe de ser uma exceção. Ena não estava preparada para lidar com a enxurrada de comentários sobre a cor da pele da sua filha Acervo pessoal/BBC Desde o dia em que nasceu, minha filha Bonnie foi julgada pela cor de sua pele. Depois de ela passar algumas horas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após o parto, finalmente eu pude ficar com meu bebê por alguns momentos. Mas uma mulher enfiou a cabeça pela porta do quarto do hospital para me perguntar o que eu gostaria de tomar no café da manhã. Antes que eu pudesse responder, ela questionou: "Esse é o seu bebê?" Eu imaginei que a próxima fala seria um elogio. Algo na linha: "Ele é adorável!" ou "As bochechas são tão rechonchudas!" Em vez disso, a mulher repetiu: "Esse realmente é seu bebê?" Seu tom era de surpresa, com uma leve consternação. O uso da palavra "realmente" me preocupou. "Ela parece tão branca. Olhe para o cabelo, é tão liso. É tão branco...", continuou a funcionária. E foi aí que tudo começou: as pessoas que não me conheciam se sentiam à vontade para perguntar se eu era a mãe de Bonnie ou para comentar sobre a cor da pele dela. Aconteceu no local onde eu acabara de dar à luz. Aconteceria novamente mais tarde, enquanto estivesse fazendo compras, sentada em restaurantes ou visitando amigos. Eu tenho a pele morena. Meu parceiro é branco. Bonnie é mestiça. 'Ela é muito branca' Direto da maternidade, enviei fotos de Bonnie para as pessoas que eu amava e algumas responderam com frases de uma linha, sem nenhum entusiasmo. 'Ela é mesmo sua filha?', perguntam a Ena com insistência Acervo pessoal/BBC Uma pessoa me escreveu: "Ela é muito branca." Outra enviou: "Prefiro a foto que ela parece mais africana." "Ela está muito pálida, não é?", perguntou uma terceira. Teve um contato que sentiu a necessidade de usar caixa alta: "Ela AINDA é branca." Vale explicar que um bebê pode nascer com a pele um ou dois tons mais clara e isso se modifica com o passar do tempo. Essas frases me machucaram. Bonnie e eu passamos cinco dias sozinhas no hospital. O parto aconteceu durante a primeira onda da covid-19 e as visitas não eram permitidas. Meu parceiro só conseguia nos ver através das chamadas vídeo do WhatsApp, e isso significava que ele tinha muito tempo para pesquisar na internet e se preocupar com os comentários das pessoas. Será que elas presumiram que eu não era a mãe de Bonnie? Será que minha filha teria que explicar quem eu era o tempo todo? Todos sempre pensariam que eu era a babá? Eu não estava preparada para lidar com isso. 'Por que ela é tão branca?' Cinco semanas depois de deixarmos o hospital, até uma simples caminhada se tornou desagradável. Um homem apareceu gritando agressivamente: "Por que seu bebê é tão branco?" Ele nos cercou, muito furioso. "Por que ela é tão branca? Você arranjou um homem branco? É o que acontece quando você fica com um branco! Olhe para ela, olhe para ela, olhe para ela. Por que ela é tão branca?" Fiquei chocada, assustada e envergonhada. Eu não conseguia entender porque esse homem, que tinha a mesma cor da minha pele, estava se sentindo tão ofendido. Na verdade, todos os comentários negativos sobre a cor da pele do meu bebê foram feitos por pessoas que possuem a mesma tonalidade da minha pele. Eu não entendia. Nunca imaginei que famílias mestiças tivessem que passar por isso. Meu maior arrependimento foi não ter defendido minha família naquele momento. Nunca disse nada. Afastei-me desse estranho furioso, contendo minhas lágrimas até chegar à segurança de minha própria casa. Nunca falei sobre o impacto que isso teve em mim, até conhecer Wendy. Wendy Lopez tem 60 anos, mora no sul de Londres, no Reino Unido, e tenta não levar a vida muito a sério. Há 28 anos, ela teve Olívia. Uma amiga chegou a ligar para a maternidade onde Wendy acabara de dar à luz, na Guiana, para verificar se o bebê era negro ou branco. Wendy ri enquanto conta essa história. É assim que ela lida com as coisas. Olívia tinha cabelos castanhos, mas com "grandes cachos loiros" na frente. "Era como se ela fosse ao salão e alguém tivesse enrolado seu cabelo", descreve Wendy. Um médico perguntou a Wendy se havia "brancos na família" e ela explicou que o pai de Olívia era branco. Mas o especialista rebateu: "Há brancos em sua família e é por isso que Olivia é tão pálida." "Eu pensei: 'Por que você está me falando tudo isso?'", lembra Wendy. "Em todas as consultas você fica falando para as outras mães sobre a cor de pele dos filhos? Aposto que não." 'Repudiei minha filha por medo' Wendy admite que sua mãe não aprovava a cor da pele da neta e ocasionalmente se referia a ela como "a garota branca", mas ela sentiu que poderia lidar com isso. Era mais difícil quando os comentários vinham de estranhos. Ela se lembra de um incidente que foi particularmente perturbador. Wendy estava com Olivia no carrinho de bebê e iria fazer as compras semanais em Deptford, um distrito no sul de Londres, quando passou por três homens negros parados do lado de fora de um pub. "Um deles veio até mim. Ele olhou para Olívia e perguntou: 'Essa é sua filha?'" "E eu disse não." "Basicamente, eu repudiei minha filha, mas acho que faria o mesmo de novo." "Não me arrependo. Me senti ameaçada. Fiquei com medo. Senti pelo cheiro que aquele homem tinha bebido. Pensei que ele poderia nos espancar", diz Wendy. "Naquela época, não parecia bom mulheres negras ficarem com homens brancos." Hoje em dia, as pessoas tendem a mostrar desaprovação de outras maneiras. E Wendy não fica mais quieta, até porque Olivia tem um distúrbio de aprendizagem e não consegue se defender. "Fui tomar a vacina contra a covid-19 há alguns meses e a enfermeira me perguntou se eu cuidava de Olivia. Quando eu disse que era mãe dela, a profissional perguntou se eu realmente tinha dado à luz", disse Wendy. "Não posso deixar as pessoas me falarem esse tipo de coisas." Ela considera comentários como esse um ataque a quem Olívia é, e que, se sua filha pudesse, "ela estaria dizendo às pessoas para deixá-la em paz". "Meu pai é branco e minha mãe é negra, ponto final.", poderia responder a menina, segundo o raciocínio e as expectativas de minha amiga. Eu disse a Wendy algo que tem me incomodado por um tempo. Será que somos muito sensíveis a esse tipo de comentário e não deveríamos nos afetar tanto? "É isso que todo mundo que não está nesta situação vai dizer. 'Você é muito sensível. Vamos lá, não foi isso que quiseram te dizer'", diz, apertando as mãos. Mas, depois de 14 meses, eu estou cansada de ter que confirmar constantemente que esse lindo ser que tenho nos meus braços é minha filha. "Estamos no século 21. Você poderia pensar que as pessoas avançaram um pouco, mas não parece", diz Fariba Soetan, que possui um blog sobre a criação de filhos mestiços. Fariba tem 41 anos e é metade iraniana, metade inglesa. O marido dela é nigeriano e eles têm três filhas de 6, 8 e 10 anos. "Fiquei realmente apavorada com os comentários que nos fizeram sobre ter três meninas com tons de pele diferentes", diz. "Já posso antecipar as experiências que minhas filhas terão, dependendo de como são percebidas na sociedade." Um incidente no ano passado realmente a incomodou. Fariba estava pegando uma de suas filhas após uma aula no norte de Londres. "Dei um abraço nela e uma das garotas da turma disse: 'Essa é sua filha?'" "Eu disse que sim'. E ela respondeu: 'Você ainda a ama, embora ela seja dessa cor?'" "Minha filha teve que escutar uma frase dessas", lamenta Fariba, tentando não chorar. Mas escrever sobre esse tema no blog ajuda. "Sinto que causo um impacto. Não estou apenas sofrendo, mas fazendo algo a respeito." Como mãe de primeira viagem, quero que Fariba me garanta que tudo isso é apenas uma fase e que a curiosidade das pessoas vai passar. Infelizmente, a realidade não é bem essa... "Muitas vezes, os comentários acontecem depois das férias, principalmente com a minha filha mais velha, que é a mais morena", responde Fariba. "São frases do tipo: 'Ela é bastante bronzeada' ou 'Ela parece bem morena'. É como se estivessem questionando se eu gostaria que minha filha não tivesse esse tom de pele." "Certamente, parte desses comentários a afetou. Ela não quer ficar muito escura porque há sempre algo negativo associado a isso." Nesse exato momento, Asha, de quem estamos falando, cruza o jardim e vem em nossa direção. Ela acabou de voltar da aula de ginástica e ainda está cheia de energia. A menina quer me mostrar seus livros favoritos, sobre cabelos cacheados e como ser uma bailarina negra famosa. "Às vezes eu olho para as pessoas na rua e me pergunto se elas acham que eu e meus pais somos da mesma família", diz Asha. Ela então encontrou uma solução criativa. "Eu descrevo minha família como se fossem sabores de sorvete. Eu sou caramelo. Mamãe é baunilha. Papai é chocolate. Minha irmã mais velha é doce de leite e minha irmãzinha é café com leite." "É melhor pensar neles dessa forma, em vez de dizer que alguém é mais claro ou muito mais escuro do que eu." "Quero nos comparar usando coisas deliciosas. Coisas que as pessoas amam, como sorvete. Somos uma família e não devemos ser julgados." Enquanto Asha sai dançando, Fariba me diz que espera que figuras como Meghan Markle e Kamala Harris, a vice-presidente dos Estados Unidos, incentivem as pessoas a reexaminar preconceitos sobre a cor da pele. "Espero que algo mude. Acho que devemos manter essa esperança." Algumas semanas depois de conhecer Wendy, ela me mandou uma mensagem para seguir com a nossa conversa. "Espero que tudo corra bem", escreveu. "Esqueci de dizer: seja feliz com sua filha, porque esses anos preciosos vão passar voando." Eis um conselho que pretendo seguir pelo resto da minha vida. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

  • Natal em agosto: cidade na Espanha começa a decoração com meses de antecedência
    on agosto 4, 2021 at 6:09 pm

    Prefeito de Vigo, na região norte do país, anunciou o início da temporada natalina ainda durante o verão europeu para tentar recuperar as perdas do comércio e turismo após mais de um ano de pandemia. Prefeito de Vigo, Abel Caballero, dá início às decorações natalinas na cidade do norte da Espanha ainda em agosto de 2021 Prefeitura de Vigo Uma cidade no norte da Espanha resolveu adiantar o relógio para tentar recuperar as perdas do comércio e turismo durante a pandemia com o Natal a partir de agosto. O prefeito de Vigo, na Galícia, deu início nesta quarta-feira (4) às instalações das tradicionais decorações natalinas: "Nova York que se cuide", brincou Abel Baballero em meio a lâmpadas de LED. Ele ainda anunciou a criação de uma rota turística especial que vai tentar impulsionar o turismo regional após mais de um ano de perdas pela Covid-19. LEIA TAMBÉM: Quais são as regras para a entrada de brasileiros na Europa? O Natal antecipado de Maduro, na Venezuela, em outubro O turismo é parte importante da economia espanhola e representa cerca de 12,4% do seu Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Apenas no ano passado, a Espanha deixou de receber mais de 65 milhões de turistas, uma perda de 77% para o setor no país considerado o 2º maior destino turístico do mundo – atrás apenas da França. Caballero afirmou acreditar que a população do país estará completamente vacinada até o período tradicional de festas e poderá "voltar ao normal" antes do fim do ano. Até o momento, a Espanha já aplicou mais de 57 milhões de doses e ao menos 59% da sua população adulta já recebeu a proteção completa contra a Covid-19, segundo a plataforma Our World in Data. Brasileiros na Espanha A partir de 3 de agosto, a Espanha liberou a entrada de brasileiros totalmente vacinados que sejam membros da família de cidadãos espanhóis e portadores de vistos de longa duração, inclusive estudantes. Familiares de residentes estrangeiros de fora da União Europeia ainda não podem entrar na Espanha. O país europeu estabeleceu uma quarentena obrigatória de dez dias para todos os passageiros procedentes de países considerados de alto risco, como o Brasil, que desembarcam na Espanha. Além disso, eles terão que apresentar um teste negativo de PCR. As viagens de turistas brasileiros ainda não estão permitidas, mesmo que o passageiro esteja totalmente vacinado.

  • Medalhista de ouro Elaine Thompson-Herah foi bloqueada do Instagram por engano
    on agosto 4, 2021 at 5:29 pm

    Mulher mais rápida do mundo, que já levou dois ouros em Tóquio, postou vídeos de suas vitórias na rede social. Facebook disse que apenas a remoção das imagens deveria ser feita, não o bloqueio. Medalhista de ouro em Tóquio, nos 100 e 200 m no atletismo, Thompson-Herah teve sua conta suspensa no Instagram por engano Lindsey Wasson/Reutes A medalhista de ouro Elaine Thompson-Herah, a mulher mais rápida do mundo, teve sua conta no Instagram bloqueada por engano. "Fui bloqueado no Instagram por postar as corridas das Olimpíadas porque não tinha o direito de fazê-lo", disse a jamaicana. Era esperado que a conta levasse dois dias para voltar ao ar, depois se ser bloqueada na terça (3), mas o perfil da corredora já foi recuperado. Initial plugin text Um porta-voz do Facebook disse mais depois que, embora o conteúdo dos vídeos tenha sido removido, a suspensão foi aplicada de maneira incorreta, de acordo com informações da agência Reuters. A velocista jamaicana defendeu os títulos conquistados na Rio 2016 nas duas corridas em Tóquio, acumulando quatro ouros olímpicos nos dois Jogos. VEJA MAIS VIDA NIPÔNICA: 5 coisas que influencers brasileiros (que vivem lá) adoram no Japão ESTRANHEZAS DO JAPÃO: Banheiro público transparente, melancia 'quadrada'... PRATO COLORIDO: Japoneses influenciaram brasileiros a comer verduras WALKMAN E MAIS: Como os japoneses revolucionaram a indústria de áudio e imagem Remoção de vídeos é automática O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que a retirada de conteúdo sem autorização das redes sociais é um processo automático. "As Emissoras Detentoras dos Direitos (RHBs) detêm os direitos exclusivos de transmissão dos Jogos Olímpicos", disse o COI à Reuters. Saiba tudo sobre o fenômeno Douglas nas redes... VÍDEO: Douglas Souza, atleta do vôlei, conquista web mostrando bastidores da Olimpíada Japão tem até privada que 'canta': Brasileiras mostram privada que 'canta' e banheiro transparente no Japão

  • Obama cancela festa de aniversário por causa do avanço da variante delta
    on agosto 4, 2021 at 5:24 pm

    Ex-presidente americano completa 60 anos nesta quarta-feira (4) e havia anunciado uma grande celebração para o próximo sábado. Barack Obama cancela festa de 60 anos por causa do avanço da variante delta do coronavírus O ex-presidente americano Barack Obama, que completa 60 anos nesta quarta-feira (4), vai cancelar sua festa de aniversário por causa do avanço da variante delta do coronavírus nos Estados Unidos. A equipe do democrata havia anunciado, já há alguns meses, que fariam uma grande celebração privada no próximo sábado (7), o que gerou críticas por conta dos números da pandemia no país. Parte das pressões pelo cancelamento vieram, principalmente, de seus opositores republicanos. Os EUA registraram um aumento de 140% nos novos casos de Covid-19 em comparação com duas semanas atrás – e um aumento de 50% das mortes neste mesmo período. Obama discursa em comício da campanha de Joe Biden, na Filadélfia, na tarde desta quarta-feira (21). REUTERS/Kevin Lamarque Em um comunicado, a porta-voz do ex-presidente afirmou que o evento foi pensado em um momento em que os EUA estavam em outra situação, com baixas nas mortes e infecções. Além disso, fez questão de dizer que a festa estava planejada para acontecer ao ar livre, e que cumpriria com recomendações de segurança das autoridades de saúde. LEIA TAMBÉM: Variante delta é 'tragédia amplamente evitável, que vai piorar antes de melhorar', diz Biden Variante delta da Covid: os sinais que ameaçam fim da pandemia mesmo após vacinação Variante delta ganha força e causa endurecimento das restrições pelo mundo Segundo a imprensa local, centenas de pessoas foram convidadas, entre elas George Clooney, Steven Spielberg e Oprah Winfrey – alguns deles já estariam até a caminho do local. A festa aconteceria em Martha's Vineyard, uma ilha privada no estado de Massachusetts, destino bastante tradicional de férias de presidentes americanos. O presidente Joe Biden, que foi oito anos vice-presidente de Obama, não havia confirmado presença na festa do próximo sábado. Na véspera, Biden fez um pronunciamento sobre a importância da vacinação onde cita um estudo que diz que 99% das mortes por Covid-19 nos EUA foram de pessoas não vacinadas.

  • OMS pede interrupção de aplicação de doses de reforço de vacina contra Covid-19
    on agosto 4, 2021 at 3:30 pm

    A ideia é permitir que pelo menos 10% da população de cada país seja vacinada antes que países ricos comecem a aplicar a terceira dose, disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ministro da Saúde confirma estudo sobre a necessidade de terceira dose da CoronaVac A Organização Mundial da Saúde (OMS) está pedindo uma moratória sobre as doses de reforço da vacina contra a Covid-19 até pelo menos final de setembro, disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta quarta-feira (4). A ideia é permitir que pelo menos 10% da população de cada país seja vacinada, disse Tedros. LEIA TAMBÉM Vacinas contra Covid: 3ª dose é necessária? Essa e outras perguntas que surgem com avanço da imunização Anvisa autoriza estudo clínico com terceira dose da AstraZeneca Pfizer e Moderna aumentam preços de vacinas em contrato com União Europeia Diretor-chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante reunião em Genebra em 24 de maio Laurent Gillieron/Pool via Reuters/Arquivp O apelo para interromper a distribuição de doses reforço da vacina contra a Covid-19 é o mais forte já feito pela agência da ONU, à medida que a lacuna entre as taxas de imunização em países ricos e pobres aumenta. VÍDEO: 'Há uma probabilidade grande de que a gente tenha que dar um reforço', diz coordenador de estudos da Pfizer "Entendo a preocupação de todos os governos em proteger seu povo da variante Delta. Mas não podemos aceitar países que já usaram a maior parte do fornecimento global de vacinas usando ainda mais", acrescentou Tedros. Os países mais ricos administraram cerca de 50 doses para cada 100 pessoas em maio, e esse número dobrou desde então, de acordo com a OMS. Os países de baixa renda só conseguiram administrar 1,5 dose para cada 100 pessoas, devido à falta de insumos. "Precisamos de uma reversão urgente: da maioria das vacinas que estão indo para países de alta renda, irem para países de baixa renda", disse Tedros. Alguns países começaram a usar ou discutir a necessidade de doses de reforço. Na semana passada, o presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu uma terceira dose da vacina contra o coronavírus, dando início a uma campanha para oferecer doses de reforço a pessoas com mais de 60 anos no país. A Alemanha anunciou na segunda-feira que em setembro começará a oferecer uma dose de reforço a pessoas vulneráveis. Os Emirados Árabes Unidos também começarão a fornecer uma injeção de reforço a todas as pessoas totalmente vacinadas consideradas de alto risco, três meses após a segunda dose da vacina, e seis meses para outras. Em julho, os Estados Unidos assinaram um acordo com a Pfizer e a parceira alemã BioNTech para comprar 200 milhões de doses adicionais de suas vacinas contra Covid-19 para ajudar na vacinação pediátrica, bem como possíveis doses de reforço. Os reguladores de saúde dos EUA ainda estão avaliando a necessidade de uma dose de reforço. Veja os vídeos mais assistidos do G1

  • Capital da Índia ordena inquérito judicial após estupro e assassinato de menina de 9 anos
    on agosto 4, 2021 at 2:40 pm

    Segundo a polícia, a menina foi morta após ir buscar água em um crematório perto de sua casa. Manifestantes com os olhos vendados participam de um protesto em Nova Deli, na Índia, em solidariedade às vítimas de estupros e em oposição à violência contra a mulher em 2019 Adnan Abidi/Reuters O ministro-chefe da capital da Índia, Nova Délhi, ordenou nesta quarta-feira (4) um inquérito conduzido por um juiz depois que uma menina de nove anos foi supostamente estuprada e assassinada, o que gerou dias de protestos e um novo debate acerca do problema da violência sexual no país. Veja uma reportagem de 2018 sobre uma onda de estupros no país. Novos casos de estupro na Índia voltam a assustar a comunidade internacional Leia também Justiça da Índia decide que homem de 39 que apalpou menina de 12 não cometeu abuso sexual porque ela estava vestida Dois casos de estupros seguidos de homicídios na Índia motivam protestos em defesa de mulheres de casta dalit A polícia alegou que a menina foi morta após ir buscar água em um crematório perto de sua casa em uma área de acantonamento da cidade, no domingo. Sua família disse à mídia que os criminosos cremaram seu corpo contra a vontade deles. Quatro homens foram presos envolvidos no assassinato da garota, disse Ingit Pratap Singh, um importante policial do sudoeste da capital onde o suposto crime ocorreu. Os quatro indivíduos são acusados ​​de estupro, assassinato e intimidação criminosa, disse o policial. Os acusados não estavam disponíveis para comentar e a Reuters não conseguiu determinar se eles contrataram advogados. Centenas de pessoas têm protestado desde o incidente, bloqueando estradas e exigindo responsabilização pela morte. Arvind Kejriwal, chefe do governo provincial de Délhi, que também lidera um partido de oposição, solicitou uma revisão judicial do caso. Ele não explicou por que ordenou a revisão, mas pediu que o governo central aja contra o crime e um líder da oposição pediu justiça para a menina. "Os melhores advogados serão contratados para punir os culpados", disse Kejriwal no Twitter. Caso de 2012 A segurança de mulheres e meninas tem sido uma questão política importante na Índia desde o estupro coletivo e assassinato de uma estudante de 23 anos em um ônibus em Délhi, em 2012, que chocou o mundo. Mais de 32 mil estupros foram registrados na Índia em 2019, de acordo com dados mais recentes do governo --quase quatro por hora-- embora especialistas digam que esses números são provavelmente muito conservadores devido ao estigma envolvido. Veja os vídeos mais assistidos do G1

  • VÍDEO E FOTOS de um ano da explosão em Beirute: veja como está o porto hoje
    on agosto 4, 2021 at 1:39 pm

    Ainda é possível ver os danos que a explosão causou em Beirute —o porto ainda parece um local de guerra, onde há silos destruídos. VÍDEO: Veja imagens do antes, depois e um ano após explosão em Beirute Mais de 200 pessoas morreram e 6 mil ficaram feridas em uma explosão no porto de Beirute, no Líbano, que completa um ano nesta quarta-feira (4). LEIA TAMBÉM 'Perdemos tudo naquele dia': um ano após explosão no porto de Beirute, Líbano ainda tenta se recuperar Mais de 85 mil locais foram afetados por explosão no Líbano A explosão foi causada por nitrato de amônia que estava armazenado sem a devida segurança no porto durante ano. Nenhum dirigente de governo chegou a ser penalizado pela explosão. A investigação parou de progredir depois que pedidos para levantar dados sobre políticos. VÍDEO: Drone mostra destruição em porto no Líbano um ano após explosão As famílias das vítimas têm feito protestos em que pedem justiça. Ainda é possível ver os danos que a explosão causou em Beirute —o porto ainda parece um local de guerra, onde há silos destruídos. Veja abaixo fotos de alguns locais atingidos: há imagens feitas dias após o acidente e atuais. Na esquerda, imagem dias após a explosão no porto de Beirute, e na direita, imagem de 2021 Mohamed Azakir/Reuters Montagem com imagens de 2020 (esquerda) e de 2021 (direito) perto do local onde houve uma explosão no Líbano Aziz Taher/Reuters Região do porto de Beirute, no Líbano, logo após a explosão (esquerda) e em 2021 (direita) Mohamed Azakir/Reuters Restaurante danificado pela explosão no porto de Beirute, no Líbano, em 2020 (esquerda) e em 2021 (direita) Aziz Taher/Reuters Silo de armazenamento de grãos no porto do Líbano; a primeira imagem foi feita dias após a explosão no local, e a segunda, em 2021 Mohamed Azakir/Reuters Bar que foi atingido por explosão no porto de Beirute, no Líbano; imagem da esquerda mostra local logo após o acidente, e a da direita, em 2021 Mohamed Azakir/Reuters Veja os vídeos mais assistidos do G1

  • Indonésia ultrapassa marca de 100 mil mortes de Covid-19
    on agosto 4, 2021 at 12:48 pm

    As mortes aumentaram 1.747 e chegaram a 100.636, mas especialistas de saúde pública acreditam que o verdadeiro número provavelmente é muito maior. Indonésia é o primeiro país em número de mortes por dia de Covid-19 A Indonésia registrou o marco sombrio de mais de 100 mil mortes por Covid-19 nesta quarta-feira, mostraram dados do Ministério da Saúde do país, e recentemente a nação do sudeste asiático passou a responder por um de cada cinco óbitos causados pela doença no mundo. Fila para receber vacina na cidade de Medan, na Indonésia, em 4 de agosto de 2021 Fransisco Carolio/Reuters LEIA TAMBÉM Homem com Covid é preso após viajar de avião disfarçado como se fosse sua mulher na Indonésia A Indonésia enfrentou uma onda de infecções e mortes por coronavírus impulsionada pela variante delta, que é altamente contagiosa, no último mês, e se transforma rapidamente no epicentro do coronavírus na Ásia. Também nesta quarta-feira, os dados revelaram que o número total de infecções da Indonésia atingiu 3,53 milhões, enquanto as mortes aumentaram 1.747 e chegaram a 100.636, mas especialistas de saúde pública acreditam que o verdadeiro número provavelmente é muito maior. "A Indonésia precisa de uma auditoria abrangente das mortes por Covid", opinou Defriman Djafri, epidemiologista da Universidade Andalas de Padang, em Sumatra Ocidental, citando uma reação insuficiente do sistema de saúde. Atrasos em tratamentos hospitalares que podem ter causado mortes de Covid-19 evitáveis e a taxa de comorbidade deveriam ser investigados, acrescentou ele. O número de mortes pelo coronavírus da Indonésia era de cerca de 50 mil no final de maio, o que significa que dobraram desde então. A insuficiência de exames e rastreamentos exacerba ainda mais a taxa de óbitos, disse Masdalina Pane, da Associação de Epidemiologistas da Indonésia. "Pacientes chegam ao hospital em estado grave ou crítico", disse ela, acrescentando: "Eles chegam ao hospital para morrer." Veja os vídeos mais assistidos do G1

  • Na China, onde há uma nova onda de contágios por coronavírus, viagens são restringidas
    on agosto 4, 2021 at 11:45 am

    O país registrou 71 casos locais nesta quarta-feira, o nível mais alto desde janeiro. Governo da China anuncia novo surto de covid no país A China anunciou, nesta quarta-feira (4), que impôs restrições a seus cidadãos que viajarem para o exterior em meio a uma nova onda de contágios por Covid-19 no país. Profissional da saúde recolhe material para teste de Covid-19 em Pequim, em 4 de agosto de 2021 Jade Gao / AFP Os serviços de imigração deixarão de expedir passaportes e outros documentos necessários para viajar para fora do país, "a menos que haja uma razão imperiosa", disse Liu Haitao, do escritório de imigração, à imprensa. LEIA TAMBÉM Na China, milhões de pessoas voltam ao confinamento por surto de variante delta China registra maior nº de novos casos de Covid desde janeiro Covid-19: China enfrenta pior surto da doença desde o aparecimento do coronavírus em Wuhan O país tenta conter seu maior surto de coronavírus em meses, agravado pela disseminação da variante delta no país. Milhões de pessoas voltaram ao confinamento desde segunda-feira (2). Além das restrições a viagens, o país aposta em testes em massa para conter o retorno da pandemia. O país registrou 71 casos locais nesta quarta-feira, o nível mais alto desde janeiro. Profissional de saúde coleta material para teste de Covid-19 na cidade de Zhengzhou, na China, em 2 de agosto de 2021 Cnsphoto Via Reuters Histórico da China contra a Covid-19 Enquanto o resto do mundo lutava contra a pandemia que levou mais de 4 milhões de vidas globalmente, a China obteve um sucesso relativo na luta contra a Covid-19 que permitiu que sua economia se recuperasse e a vida das pessoas voltasse ao normal. Esse último surto ameaça os bons resultados da China. Desde julho, foram identificados quase 500 casos locais. O novo surto infeccioso foi detectado inicialmente entre os trabalhadores de limpeza no aeroporto de Nanjing. Nanjing testou seus 9,2 milhões de residentes. Academias e cinemas foram fechados. A cidade de Wuhan, onde o vírus foi descoberto em 2019, registrou esta semana suas primeiras infecções locais em mais de um ano. Na terça-feira anunciou que submeteria seus 11 milhões de residentes a testes de PCR. Longas filas de moradores esperavam em frente às estações de teste no calor do verão, enquanto os profissionais de saúde coletavam as amostras. A cidade turística de Zhangjiajie, na província central de Hunan, anunciou na terça-feira que ninguém teria permissão para deixar a cidade após a detecção de um surto de contaminações.

  • Mapas mostram que Talibã já retomou metade do Afeganistão com saída dos EUA
    on agosto 4, 2021 at 10:59 am

    Investigação da BBC mostra como militantes têm presença cada vez mais forte em todo o país. Talibã está se aproximando de centros urbanos afegãos em meio à retirada das tropas dos EUA EPA via BBC O Talibã conquistou mais territórios no Afeganistão nos últimos dois meses do que em qualquer momento desde que o grupo foi retirado do poder, em 2001. O mapa de controle do Afeganistão tem passado por constantes transformações nos últimos 20 anos. Nas imagens a seguir, observamos as mudanças sobre quem controla quais áreas no país. Nas últimas semanas, o Talibã parece encorajado pela saída progressiva das tropas dos EUA e vem tomando muitos distritos das mãos de forças governamentais. VEJA TAMBÉM: Complexo da ONU é atacado em Herat, 3ª maior cidade do Afeganistão Foguetes são lançados perto do palácio presidencial em Cabul Fotógrafo ganhador do Pulitzer morre no Afeganistão Guerra no Afeganistão: o conflito explicado em 10 pontos Quem controla o Afeanistão? O governo ou o Talibã? BBC Investigação do serviço afegão da BBC mostra que militantes radicais muçulmanos agora têm forte presença em todo o país, incluindo províncias do norte, nordeste e centro, como Ghazni e Maidan Wardak. Eles também estão se aproximando de grandes cidades como Kunduz, Herat, Kandahar e Lashkar Gah. O termo "controle" se refere aos distritos onde o centro administrativo, a sede da polícia e todas as outras instituições governamentais são controladas pelo Talibã. Tropas dos Estados Unidos, de seus aliados na região e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) retiraram o Talibã do poder em novembro de 2001. À época, o grupo protegia Osama bin Laden e outras lideranças da Al-Qaeda ligadas aos ataques de 11 de setembro de 2001, nos EUA. Apesar da presença internacional contínua na região e de bilhões de dólares em apoio e treinamento às forças do governo afegão, o Talibã se reagrupou e recuperou gradualmente seu poder em áreas mais remotas. Suas principais áreas de influência ficavam ao redor de pontos tradicionais no sul e no sudoeste: as províncias do norte de Helmand, Kandahar, Uruzgan e Zabul. Além destas, também eram presentes nas colinas Faryab, no norte, e as montanhas Badakhshan, no nordeste. Uma investigação da BBC em 2017 mostrou que, enquanto tinha controle total de vários distritos, o Talebã também era ativo em diversas outras partes do país, organizando ataques semanais ou mensais em determinadas áreas e sugerindo uma força significativamente maior do que estimativas anteriores. Em torno de 15 milhões de pessoas, ou metade da população, viviam em áreas controladas pelo Talibã ou onde o Talibã era abertamente presente, lançando ataques regulares contra forças do governo. Áreas controladas pelo Talibã em 2017 BBC O Talibã está ganhando terreno? Embora os talibãs tenham agora mais controle do que nunca desde 2001, a situação tem mudado. O governo se viu obrigado a abandonar alguns centros administrativos, onde não conseguiu resistir à pressão do Talibã. Outros territórios foram tomados à força pelos militantes. Mas, sempre que o governo conseguiu reorganizar suas forças ou reunir milícias locais, conseguiu recuperou parte das áreas que haviam sido perdidas (nos locais não recuperados, ainda há confronto entre os dois lados). Embora a maioria das tropas americanas tenha partido em junho, um grupo menor permanece em Cabul e a Força Aérea dos EUA realizou ataques aéreos contra posições do Talibã nos últimos dias. Disputas territoriais no Afeganistão em julho de 2021 BBC As forças do governo afegão controlam principalmente as cidades e distritos localizados nas planícies ou nos vales dos rios, locais onde também vive a maioria da população. As áreas onde o Talibã é mais forte são escassamente povoadas, muitas com menos de 50 pessoas por quilômetro quadrado. O governo diz que enviou reforços a todas as grandes cidades ameaçadas pelo Talibã e impôs toque de recolher noturno de um mês em quase todo o país, em uma tentativa de impedir que o Talibã invada cidades. Embora pareça estar se aproximando de cidades como Herat e Kandahar, o Talibã ainda não conquistou nenhuma delas. População afegã se concentra em cidades BBC No entanto, este avanço no terreno fortalece sua posição em negociações e também gera receita na forma de impostos e material de guerra recolhido em combates. Civis mortos e deslocados Um número recorde de civis morreu como resultado do conflito no primeiro semestre deste ano. A ONU atribui a maioria das 1.600 mortes de civis ao Talibã e outros grupos antigovernamentais. Os confrontos também obrigaram muitas pessoas a abandonarem as suas casas: cerca de 300 mil foram deslocadas desde o início do ano. A ACNUR, agência da ONU para refugiados, afirma que uma nova onda de deslocamentos internos nas províncias de Badakhshan, Kunduz, Balkh, Baghlan e Takhar ocorre em um momento em que o Talibã conquista grandes áreas em territórios rurais. Enquanto algumas pessoas fogem para aldeias ou distritos vizinhos e voltam para casa dias depois, outras permanecem deslocadas por algum tempo. Controle das fronteiras A agência de notícias AFP informou que as ofensivas do Talibã também levaram refugiados afegãos e tropas do governo a cruzarem a fronteira com o Tadjiquistão. Acredita-se que o Talibã também controle diversas passagens importantes na fronteira do país, incluindo Spin Boldak, uma importante porta de entrada para o Paquistão. O Talibã agora cobra taxas alfandegárias sobre as mercadorias que entram no país por meio destas passagens de fronteira controladas, embora os valores exatos não sejam claros, uma vez que o volume do comércio caiu como resultado dos combates. Como exemplo, a travessia de Islam Qala, na fronteira com o Irã, é capaz de gerar mais de 20 milhões de dólares por mês. A interrupção do fluxo de importações e exportações tem afetado os preços de bens essenciais nos mercados, principalmente combustíveis e alimentos. VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

  • Covid-19: o lugar dos EUA onde rejeição à vacina é alta, apesar das UTIs lotadas
    on agosto 4, 2021 at 10:37 am

    Acompanhamos um hospital lotado em Baxter, Arkansas, onde a taxa de vacinação é uma das menores dos EUA Americano não vacinado contra a Covid-19 que pegou a doença e está hospitalizado no condado de Baxter, no Arkansas, um dos lugares com baixa taxa de imunização dos Estados Unidos Reprodução/BBC Nos Estados Unidos, as taxas de infecção por coronavírus estão aumentando em todos os estados. Os motivos para isso são a variante delta e o grande número de americanos que ainda não se vacinaram. Nesta reportagem, acompanhamos um hospital lotado em um dos maiores focos de infecção por covid-19 nos EUA: o condado de Baxter, no Arkansas. Lá também é um lugares com a menor taxa de vacinação do país – apenas 33%. Mas será que essa situação fará com que os americanos não vacinados mudem de ideia? Confira no vídeo. VEJA TAMBÉM: Por que a vacinação contra a Covid está ficando mais lenta nos EUA? Entenda Governos estaduais e empresas adotam políticas para aumentar a vacinação no país Variante delta é 'tragédia amplamente evitável, que vai piorar antes de melhorar', afirma Biden Variante delta: os sinais que ameaçam fim da pandemia mesmo após vacinação VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

  • Conselheiro de Segurança dos EUA vem ao Brasil para visita com foco nas mudanças climáticas
    on agosto 4, 2021 at 10:00 am

    Comitiva de Jake Sullivan desembarca no Brasil na próxima quinta-feira (5). Esta será a primeira vez que um representante da Casa Branca de Joe Biden se encontrará com o presidente Jair Bolsonaro. Conselheiro de Segurança Nacional do governo dos Estados Unidos, Jake Sullivan, em foto de arquivo Leah Millis/Reuters O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, chega ao Brasil na próxima quinta-feira (5) para uma visita à região com foco na Amazônia e mudanças climáticas. Esta é a 1ª vez que um representante da Casa Branca de Joe Biden vai se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro. Além de encontro com o presidente e com o governo brasileiro, Sullivan e delegação, também composta por Juan Gonzales, conselheiro para a América Latina de Biden, vão se encontrar com governadores da região da Amazônia para dar continuidade às conversas iniciadas pelo enviado especial do governo americano sobre o Clima, John Kerry, na semana passada. LEIA TAMBÉM: Amazônia registra quase 5 mil focos de queimadas em julho mesmo com decreto que proíbe o uso do fogo; veja imagens Desmatamento na Amazônia cresce 51% nos últimos 11 meses em relação ao período anterior, aponta Imazon Kerry coordenou uma conversa com o grupo dos governadores brasileiros da Região Norte para tratar de possíveis financiamentos americanos para programas estaduais voltados para combater o desmatamento ilegal. Uma alta autoridade do governo americano disse em entrevista à TV Globo que os temas ambientais são uma prioridade para o presidente dos EUA na região, e que o Brasil é um "líder natural sobre o tema". "Quando se trata do clima, o Brasil é um líder natural sobre o tema", afirmou a autoridade americana. "Eu acredito que vamos oferecer o apoio necessário para que o Brasil ocupe essa posição." Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque Amazônia Floresta Amapá Facebook/Reprodução Abertura com Bolsonaro Além das reuniões com os governadores, a agenda da visita prevê um encontro com o presidente Jair Bolsonaro – o primeiro desta Casa Branca com o brasileiro – e com os ministros das Relações Exteriores e da Defesa. O presidente americano Joe Biden não manteve – até o momento – nenhuma conversa direta com o mandatário brasileiro em mais de seis meses de governo. E segundo a autoridade americana, o contato não deverá acontecer durante a visita oficial. "Pela minha experiência, quando o presidente Biden se encontra com um líder estrangeiro, ele quer levar resultados concretos. E isso poderá vir de uma recomendação do conselheiro de segurança nacional quando ele retornar." Bolsonaro em 27 de julho REUTERS/Adriano Machado Perguntado sobre a abertura de um inquérito administrativo sobre ataques à legitimidade das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a autoridade do governo americano afirmou que estão preparados para "ter esse tipo de conversa" com aliados. "Quando conversarmos com o ministro das Relações Exteriores ou com Bolsonaro, vamos compartilhar nossas perspectivas sobre nossa política em relação à democracia", afirma o americano. "Se nós quisermos ter credibilidade ao criticar o regime cubano e a forma com que desrespeita os direitos humanos de pessoas que querem apenas a liberdade e direitos fundamentais, precisamos também ter esse tipo de conversa com nossos aliados próximos", diz a autoridade. Manifestantes favoráveis ao governo de Cuba durante ato em 11 de julho de 2021 Yamil Lage/AFP 'Estabilidade regional' A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca disse em um comunicado que visita da delegação pretende "fortalecer a parceria estratégica" entre EUA e Brasil, melhorar a estabilidade regional e ajudar a abrir caminho para a recuperação da pandemia da Covid-19. Apoio para entrada na OCDE Na entrevista, a alta autoridade americana afirmou pela primeira vez que o governo Biden manterá a posição da gestão do republicano Donald Trump em apoiar a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Por que o Brasil quer entrar na OCDE? "Essa é uma prioridade que o Brasil levantou. Nós já comunicamos a eles [governo brasileiro] que seguiremos apoiando sua entrada na OCDE", diz a autoridade. "Eu acho que não só o Brasil, mas a OCDE também se beneficiaria muito em ter um país como esse dentro da organização." Mais vacinas para o Brasil A autoridade americana também afirmou que os EUA preparam a doação de uma nova leva de vacinas para o Brasil e outros países da região. No entanto, não disse para quando está previsto o envio dos novos lotes de imunizantes e nem as quantidades disponibilizadas. "O impacto da pandemia tanto no Brasil como na Argentina, é bastante significante", afirma. "Estamos bastante focados nestes dois países, e também em apoiar o sistema de saúde brasileiro com o envio de mais vacinas." O Brasil já recebeu parte das cerca de 110 milhões de doses distribuídas pelos EUA para mais de 60 países em todo o mundo. Em junho os EUA doaram mais de 3 milhões do imunizante da Janssen de dose única ao Brasil. Caixas com doses da vacina da Janssen são desembarcadas no Aeroporto Internacional do Recife neste sábado (3) Governo de Pernambuco/Divulgação Tecnologia 5G Também farão parte da delegação americana ao Brasil os assessores do presidente Biden para Tecnologia e Segurança Nacional, Tarun Chhabra, e o diretor sênior de cibersegurança, Amit Mital. O principal foco dessas conversas será em relação à tecnologia 5G na região. Os EUA querem evitar a entrada de equipamentos chineses. No Brasil, o leilão para o controle desta tecnologia se aproxima e o governo vem sendo pressionado pelas operadoras de telefonia que já usam equipamentos chineses para este serviço. "Conversaremos sobre cibersegurança e o 5G, também", diz a autoridade. O governo brasileiro não impôs restrições ao uso de material da Huawei nas redes regulares de 5G, mas criou no edital do leilão uma rede privada para o governo federal e serviços de segurança que não poderá usar equipamentos chineses.

  • Kim Jong-Un empreende guerra cultural para minar K-pop e gírias que vêm da Coreia do Sul
    on agosto 4, 2021 at 9:00 am

    Ditador norte-coreano pune com confinamento em campos jovens que consomem vídeos e filmes e se comportam como vizinhos do Sul. Em foto distribuída pela agência oficial norte-coreana, Kim Jong-un fala na reunião do Partido dos Trabalhadores em Pyongyang, em 15 de junho KCNA via AP Se há três anos vibrou com uma apresentação de K-pop, de um grupo de artistas sul-coreanos que visitavam a Coreia do Norte (veja vídeo abaixo), o ditador Kim Jong-un agora rotula o gênero de câncer maligno e empreende uma guerra cultural a quem fala gírias ou se comporta como os vizinhos do Sul. O alvo principal é a juventude, seduzida pelo estilo de vida livre e despojado que emana clandestinamente do outro lado da Península Coreana em vídeos e CDs. Ditador norte-coreano assiste a um concerto da Coreia do Sul Seis estudantes do ensino médio foram julgados e condenados recentemente a cinco anos de internação em um campo de reeducação, de acordo com o relato do Daily NK, veiculado em Seul. O crime? Assistiram no ano passado a mais de 120 filmes e séries sul-coreanos. No lado Norte, a punição é dura e prevista em lei aprovada em dezembro: 15 anos de confinamento para quem porta material clandestino e pena de morte para quem distribui filmes e videoclipes da cultura pop sul-coreana. A influência estrangeira é vista como uma ameaça e precisa ser minada. Como justificou em artigo o jornal “Rodong Sinmun”, veiculado pelo regime, “a penetração ideológica e cultural sob o letreiro colorido da burguesia é ainda mais perigosa do que os inimigos armados”. Desta forma, o idioma coreano deve seguir o dialeto do Norte, considerado superior. Gírias praticadas no Sul são terminantemente proibidas, assim como roupas, penteados e danças antissocialistas que, segundo o regime, só servem para “corromper os jovens”. A cruzada contra a cultura sul-coreana tenta estancar um flanco vulnerável no regime mais fechado do mundo, comandado de forma tirânica há três gerações pela dinastia Kim. A ditadura domina 25 milhões de habitantes sob extrema vigilância do aparato estatal. Aos 37 anos, o atual Líder Supremo é um representante da geração dos millennials, criada pela revolução da internet, mas abomina a propagação de celulares, pen-drives, cartões de memória ou de qualquer veículo por onde possam trafegar informações que ponham em risco o futuro do sistema político em que partido, Exército e Estado funcionam como um amálgama. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

  • Acidente com trens deixa 3 mortos e dezenas de feridos na República Tcheca
    on agosto 4, 2021 at 8:39 am

    Mais de 40 pessoas ficaram feridas, incluindo 4 com gravidade e 7 que precisaram passar por cirurgia. Trem que fazia trajeto entre Munique, na Alemanha, e Praga não respeitou sinal. VÍDEO: Acidente com trens deixa mortos e feridos na República Tcheca Três pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas nesta quarta-feira (4) após dois trens colidirem em Milavce, a 140 km a sudoeste de Praga, capital da República Tcheca. Quatro pessoas gravemente feridas foram levadas de helicóptero para o hospital, outras sete precisaram de cirurgia e mais 31 tiveram ferimentos leves, segundo o serviço de resgate regional. O acidente aconteceu pouco depois das 8h (horário local, 3h de Brasília), e entre as vítimas estão um passageiro e dois maquinistas. Um dos trens envolvidos na colisão fazia o trajeto entre Munique, na Alemanha, e Praga, capital da República Tcheca. O outro viajava entre as cidades tchecas de Plzen e Domazlice. Equipes de resgate trabalham no local de um acidente entre trens na República Tcheca que deixou 3 mortos e dezenas de feridos em 4 de agosto de 2021 David W Cerny/Reuters O ministro dos Transportes da República Tcheca, Karel Havlicek, afirmou que o primeiro trem não respeitou um sinal e colidiu com o trem que fazia a viagem regional. "A situação é grave", disse Havlice, que seguiu para o local do acidente. Em julho do ano passado, duas colisões de trens deixaram três mortos e dezenas de feridos no país. Policial e bombeiros trabalham no local de um acidente entre trens na República Tcheca que deixou mortos e dezenas de feridos em 4 de agosto de 2021 David W Cerny/Reuters VÍDEOS: as últimas notícias internacionais Quatro pessoas gravemente feridas foram levadas de helicóptero para o hospital, outras sete precisaram de cirurgia e mais 31 ficaram levemente eno acidente perto da cidade tcheca de Domazlice, disse o serviço de resgate regional.

  • Tóquio registra mais um recorde diário de casos de Covid-19
    on agosto 4, 2021 at 8:14 am

    Japão passa pelos piores números de casos de coronavírus desde o começo da pandemia. Atletas da Grécia e do Comitê Olímpico Russo estão desclassificadas por terem contraído a doença. Tóquio renova recorde de casos de covid-19 em 24h em meio às Olimpíadas O governo de Tóquio, capital do Japão, registrou nesta quarta-feira (4) um total de 4.166 novos casos de Covid-19 — mais um recorde que mostra o avanço rápido na cidade que recebe os Jogos Olímpicos até domingo. Homem usa máscara de proteção contra o coronavírus em Tóquio em 30 de julho de 2021 Issei Kato/Reuters Veja 5 grandes eventos esportivos afetados por epidemias Tóquio está sob restrições do estado de emergência, que se estenderão ao longo deste mês. Como a situação do coronavírus no Japão é a mais grave — em número de casos —, outras cidades japonesas também estão nesse patamar. Saiba mais sobre a variante delta, que deve ser a dominante no mundo em breve segundo a OMS Veja 5 pontos sobre a variante delta Ao longo desta semana, médicos da capital japonesa disseram que os hospitais estão priorizando casos mais graves da Covid-19 ou de pessoas que têm maior risco de desenvolver a forma mais grave da doença. A vacinação ainda ocorre lentamente no Japão. Estima-se que cerca de 30% da população tenha tomado todas as doses necessárias da vacina contra a Covid-19. Time de nado artístico da Grécia fora por Covid Pessoas passam em frente aos anéis olímpicos em Tóquio, no Japão, no domingo (25) Eugene Hoshiko/AP Photo Os Jogos Olímpicos ocorrem sob intensos protocolos para não piorar a situação epidêmica na capital japonesa nem trazer o vírus aos atletas e treinadores do mundo inteiro. O monitoramento mais recente mostra que cerca de 300 pessoas envolvidas com o evento contraíram o coronavírus desde 1º de julho. Embora não tenha havido consequências mais graves até agora — cerca de 80% dos atletas na Vila Olímpica tomaram vacina —, alguns casos chamaram atenção das autoridades. O mais recente foi o da equipe de nado artístico, esporte antes chamado de nado sincronizado, da Grécia, que foi desclassificada depois de cinco integrantes contraírem a Covid-19. Somando as outras pessoas que tiveram contato com essas atletas, 12 pessoas da delegação grega saíram da Vila Olímpica para ficarem em isolamento. Outro caso noticiado recente foi o de uma atleta do Comitê Olímpico Russo do caratê, que também não poderá competir na quinta-feira. Initial plugin text

  • Olimpíadas de Tóquio: brasileiro que vive há 23 anos no Japão é responsável por alimentação de atletas
    on agosto 4, 2021 at 8:01 am

    Adiamento dos Jogos Olimpícos por um ano chegou a levar alguns empresários à falência, mas Alan Cardinali diz que conseguiu superar dificuldades e garantiu comida fornecimento a 80% dos atletas do Brasil. Para ele, ausência de público tirou brilho do evento, mas 'Japão procura sempre fazer o melhor para todos'. Allan Cardinali mora há 23 anos no Japão Arquivo pessoal/Alan Cardinali Morando no Japão há 23 anos, o brasileiro Allan Cardinali e sua esposa, a chef de cozinha Clarissa, receberam com enorme empolgação a chance de trabalhar nas Olimpíadas de Tóquio em 2020, graças a um contrato com o Comitê Olímpico Brasileiro para fornecer alimentação a atletas. A alegria, porém, se transformou em apreensão quando os jogos foram adiados – e sofreram risco de cancelamento – por causa da pandemia de Covid. “Fizemos investimentos para um evento planejado para 2020 e um ano de atraso tornou o desafio ainda maior, mas com otimismo, perseverança e fé em Deus, tudo se ajeitou”, diz Allan ao G1. A chef de cozinha Clarissa Cardinali ao lado do surfista Ítalo Ferreira, medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio Arquivo pessoal/Alan Cardinali Vivendo em Okazaki-shi, na província de Aichi, o casal tem uma empresa que prepara comida brasileira saudável congelada, e se tornou responsável pela alimentação de cerca de 80% dos atletas brasileiros em cinco bases diferentes na região de Tóquio (Heiwajima, Chuo – ao lado da Vila Olímpica –, Saitama, Myagase e Chiba). Segundo Allan, alguns empresários chegaram a quebrar por causa do adiamento. “A mídia, o setor turístico e o comércio criaram uma grande expectativa financeira e compromissos foram assumidos”, explica. Ele diz que, mesmo às vésperas dos Jogos, boa parte da população ainda era contra sua realização, e que a questão acabou se tornando uma questão política e de classes: “o governo queria fazer e a oposição queria cancelar, a classe médica e da saúde era contra, com medo de uma nova onda de corona, enquanto o comércio e turismo queria que acontecesse”. Funcionários de Alan e Clarissa Cardinali posam com o surfista Ítalo Ferreira em Tóquio Arquivo pessoal/Alan Cardinali Para o brasileiro, a proibição do público foi uma medida conciliadora e tranquilizadora porque a população com medo do Covid ficou mais calma. “Pessoalmente, entendo que o espetáculo perde grande parte do seu brilho e seu calor que vem do público presente nos jogos, mas essa Olimpíada entra pra história por esse motivo e por ser a única realizada em ano ímpar”, opina. “Eu acho que a imagem do Japão e do japonês é reflexo do que ele é mesmo, um país organizado, que antecipa em vez de remediar e procura sempre fazer o melhor para todos”, conclui. Sem poder assistir às competições, restou a Allan e sua equipe o consolo de ter conhecido alguns dos atletas brasileiros durante o trabalho, entre eles o surfista Ítalo Ferreira, que conquistou a primeira medalha de ouro para o país nas Olimpíadas de Tóquio. Initial plugin text

  • Homem é preso ao assento com fita adesiva após agredir comissários em voo nos EUA; veja VÍDEO
    on agosto 4, 2021 at 8:01 am

    Maxwell Berry, de 22 anos, tocou inapropriadamente em dois comissários e socou um terceiro no rosto, além de gritar agressivamente. Ele foi contido com ajuda de outros passageiros e detido ao chegar ao aeroporto de Miami. VÍDEO: Passageiro é preso a assento com fita adesiva após perturbar voo nos EUA Um homem de 22 anos foi preso após assediar dois comissários de voo e socar um terceiro dentro de um voo da Frontier Airlines. Ele foi contido e preso ao assento com fita adesiva, como mostra um vídeo feito por outro passageiro (assista acima). Maxwell Berry foi detido no domingo, mas o caso foi divulgado pela imprensa na terça-feira (3). O incidente aconteceu durante um voo entre a Filadélfia e Miami, e ele foi detido ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, segundo a rede de TV NBC. Segundo relatos, Berry teria tocado os seios de uma comissária, as nádegas de outro comissário e socado o rosto de um terceiro. Ele pode ainda ser visto gritando agressivamente no vídeo. Após os ataques, ele foi contido por um comissário, com a ajuda de outros passageiros, e preso a um assento com o uso de fita adesiva. VEJA TAMBÉM Vídeo mostra passageira colada a assento com fita adesiva após perturbar voo nos EUA Voo é desviado após homem se descontrolar e se envolver em confusão em avião “A Frontier Airlines mantém o maior valor, respeito, preocupação e apoio para todos os nossos comissários de bordo, incluindo aqueles que foram agredidos neste voo”, disse um porta-voz da companhia aérea em um comunicado divulgado à imprensa. No mês passado, um caso parecido aconteceu com uma passageira que aparentemente teve um colapso nervoso em um voo da American Airlines entre Dallas e Charlotte e tentou abrir uma porta da aeronave, além de também agredir fisicamente uma comissária de bordo. A mulher foi restrita em seu assento com fita adesiva até a chegada do voo a seu destino, e o incidente foi filmado por outro passageiro.

  • 'Deixaram claro que eu seria punida', diz atleta de Belarus que se recusou a voltar ao país
    on agosto 4, 2021 at 5:09 am

    Krystsina Tsimanouskaya disse à AP que pretende voltar ao esporte, mas que por enquanto a única coisa importante é a segurança. Ao saber da situação da atleta, marido fugiu para a Ucrânia. 4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país A atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya afirmou que os chefes da delegação de Belarus nas Olimpíadas de Tóquio "deixaram claro" que a velocista seria punida ao voltar ao país. Ela pediu ajuda ao Comitê Olímpico Internacional (COI) quando era levada à força ao aeroporto, e autoridades impediram que ela deixasse o Japão. Ela está em seguranç e chegou nesta quarta-feira (4) a Polônia (veja mais abaixo). Tsimanouskaya foi forçada no começo da semana a abandonar as Olimpíadas por criticar técnicos e dirigentes de Belarus, um país governado por Alexander Lukashenko, líder autoritário que está no poder desde 1994 e é conhecido como "o último ditador da Europa". O Comitê Olímpico Bielorrusso é dirigido por seu filho, Viktor Lukashenko. LEIA TAMBÉM Alexander Lukashenko: como o 'último ditador da Europa' se mantém há tanto tempo no poder? SANDRA COHEN: Excelência esportiva em Belarus está atrelada à obediência a regime autoritário Krystsina Tsimanouskaya, atleta de Belarus que teme voltar ao país, em entrevista virtual à AP nesta terça-feira (3) Daniel Kozin/AP Photo Em entrevista à agência Associated Press, Tsimanouskaya disse na terça-feira (3) que os diretores da delegação afirmaram que a decisão de forçar o retorno da atleta partiu de outras pessoas — o que, para ela, ficou claro que se tratava de uma represália do governo. "Eu gostaria muito de continuar minha carreira no esporte porque eu só tenho 24 anos e ainda planejo mais duas Olimpíadas, no mínimo. Mas agora só o que me preocupa é minha segurança", disse a atleta. Nesta quarta-feira (4), a atleta passou pela capital da Áustria, Viena, antes de seguir para a Polônia, que lhe concedeu um visto humanitário. O ministro polonês Marcin Przydacz, que chefia de forma interina a pasta das Relações Exteriores, confirmou a chegada da atleta no país. Arseni Zdanevich, marido da atleta, fugiu para a Ucrânia ao saber do problema com Tsimanouskaya. Em entrevista à AP, ele disse que espera reencontrar a esposa logo, de preferência na Polônia, país vizinho que abriga uma grande comunidade de desertores do regime de Belarus. "Foi tudo de repente. Só tive uma hora para pegar minhas coisas e ir", disse Zdanevich. VEJA TAMBÉM: Ativista bielorrusso desaparecido é achado enforcado na Ucrânia REAÇÃO POPULAR: A dona de casa que desafia o 'último ditador da Europa' RELEMBRE: Belarus já desviou voo para prender opositor de Lukashenko APÓS PROTESTOS: Belarus condenou ativistas e líder da oposição por manifestações Ativista de Belarus é encontrado morto na Ucrânia Atleta teme voltar a Belarus No domingo, Tsimanouskaya denunciou que foi forçada a deixar os Jogos Olímpicos por seu técnico, Yuri Moiseyevitch, e que mais tarde funcionários do Comitê Olímpico de Belarus a acompanharam ao aeroporto para que ela voltasse ao seu país. Atleta da Belarus faz críticas aos técnicos em rede social e é retirada das Olimpíadas Poucos dias antes, a atleta havia criticado a Federação de Atletismo de seu país por obrigá-la a participar do revezamento 4x400 metros, quando inicialmente teria de correr apenas as provas de 100 e 200 metros. Segundo Tsimanouskaya, duas corredoras bielorrussas não passaram pelos testes antidoping e não puderam competir. Tsimanouskaya disse que estava com medo de ser presa se voltasse para Belarus e pediu a intervenção do COI — que garantiu a sua segurança até a definição para onde ela iria. Krystsina Tsimanouskaya é escoltada por policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021 Issei Kato/Reuters Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021 Aleksandra Szmigiel//Reuters Initial plugin text Olimpíadas de Tóquio× 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x VÍDEOS: as últimas notícias internacionais e

  • 'Perdemos tudo naquele dia': um ano após explosão no porto de Beirute, Líbano ainda tenta se recuperar
    on agosto 4, 2021 at 4:00 am

    Esta quarta-feira, 4 de agosto, marca um ano das explosão do porto de Beirute. A catástrofe tirou a vida de mais de 200 pessoas e deixou mais de seis mil feridos, além de uma população traumatizada até hoje por uma tragédia que se soma a uma crise política e econômica pré-existentes e intensificada desde então. VÍDEO: Drone mostra destruição em porto no Líbano um ano após explosão Esta quarta-feira, 4 de agosto, marca um ano da explosão do porto de Beirute. A catástrofe tirou a vida de mais de 200 pessoas e deixou mais de seis mil feridos, além de uma população traumatizada até hoje por uma tragédia que se soma a uma crise política e econômica pré-existentes e intensificada desde então. A comunidade internacional se mobiliza para tentar ajudar os libaneses. “Quando eu entrei no serviço de emergência do hospital, havia feridos por toda a parte, médicos por toda a parte, sangue por toda a parte. E cacos de vidro por tudo, pois o hospital também foi atingido”, relata o médico Naji Hayek, que se recorda do 4 de agosto 2020 como se fosse hoje. “Eu examinei pessoas na rua, no caminho do hospital, como se fosse um médico de guerra. Foi assustador, assustador”, desabafa. Como ele, boa parte da população libanesa relembra o momento das explosão, mas também os parentes e amigos mortos na tragédia. “Todo mundo perdeu alguém. Nós perdemos tudo naquele dia”, afirma o militante Maraoum Karam. Junto com o luto, os moradores também alimentam uma sensação de injustiça. Principalmente porque a gigantesca explosão foi causada por um incêndio em um depósito que armazenava centenas de toneladas de nitrato de amônio desde 2014, mas nenhum responsável foi julgado até agora. Tragédia anunciada Veja, em arte, o antes e o depois da explosão na zona portuária de Beirute A ONG Human Rights Watch (HRW) acusa as autoridades libanesas de negligência criminosa. Em um relatório de 126 páginas divulgado esta semana, a entidade documentou as inúmeras violações por parte dos políticos e das instâncias de segurança do país na gestão desse depósito de materiais perigosos.   “Os responsáveis libaneses sabiam o risco que representava o nitrato de amônio. Ao não adotarem nenhuma medida para proteger a população, eles aceitaram tacitamente esse risco”, declarou em entrevista à RFI Aya Majzoub, uma das redatoras do relatório. “No direito internacional, isso constitui violação do direito à vida. Além disso, segundo a lei libanesa, essa atitude pode ser considerada como um homicídio que pode ser visto como voluntário”, ressalta. Veja em câmera-lenta a explosão no porto de Beirute, no Líbano Segundo ela, a inércia nas investigações se deve ao fato de que “a classe política libanesa não está acostumada a prestar contas” e que a cultura da impunidade reina no país. “Os políticos não serão importunados pela justiça enquanto a nomeação dos juízes continuar sendo algo político. O governo tem muito peso na escolha dos magistrados”, explica. “No passado, nós revelamos vários casos de interferência política, que tentavam impedir que funcionários de alto escalão fossem julgados. E observamos o mesmo fenômeno agora com a investigação sobre a explosão no porto”, analisa. Mapa identifica a região portuária de Beirute, onde aconteceu uma grande explosão nesta terça-feira (4) G1 Do lado da população, a irritação aumenta. “Nós queremos justiça”, lança Maraoum Karam, que participa de um protesto previsto para esta quarta-feira. “Vamos para uma manifestação pacífica que sai de três locais para chegar ao porto às 18h. Em seguida vamos para o Parlamento e quando chegarmos lá não sei o que pode acontecer”, avisa. As autoridades temem que a mobilização popular termine em violência. Bloqueio político Noiva fazia ensaio fotográfico na hora da explosão em Beirute A reconstrução das zonas atingidas avança lentamente, organizada principalmente por associações e com a ajuda da diáspora. Dois dias após a explosão, o presidente francês, Emmanuel Macron, desembarcou em Beirute e, após se reunir com políticos locais, tentou pressionar os dirigentes para acelerar as obras, assim como as investigações. No entanto, as disputas internas emperraram qualquer tipo de intervenção, já que a comunidade internacional pedia um mínimo de estabilidade política em troca de uma possível ajuda. O Líbano está sem governo desde a renúncia de Hassan Diab e sua equipe, em 10 de agosto de 2020. O presidente Michel Aoun acaba de nomear o milionário Najib Mikati como primeiro-ministro. Mas ele já é o terceiro candidato a tentar, sem sucesso, formar um governo. Mobilização internacional A França sediará, nesta quarta-feira, uma nova conferência internacional de apoio ao Líbano. Sob mediação de Emmanuel Macron e do secretário-geral da ONU, António Guterres, o evento reunirá, por videoconferência, representantes de cerca de 40 Estados e organizações internacionais. Entre eles, são esperados o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o chefe de Estado egípcio, Abdel Fatah al Sissi, o rei jordaniano, Abdullah II, e o presidente libanês, Michel Aoun. Os organizadores pretendem levantar uma ajuda emergencial de pelo menos US$ 350 milhões. "O objetivo é ajudar novamente a população do Líbano", após uma primeira conferência em agosto de 2020 que arrecadou € 280 milhões, anunciou o Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa na segunda-feira (2). Depois dos encontros de 9 de agosto de 2020 e de 2 de dezembro de 2020, esta terceira conferência internacional tratará apenas da ajuda de emergência, e não da ajuda estrutural de que o país necessita. Esta última continua condicionada à formação de um governo capaz de realizar reformas fundamentais. Os participantes da conferência "reafirmarão a necessidade de formar rapidamente um governo capaz de implementar as reformas estruturais que os libaneses esperam", insistiu a presidência francesa. "Continuaremos a aumentar a pressão e, junto com nossos parceiros europeus, tomaremos medidas mais importantes, se o bloqueio político continuar", garantiu o Palácio do Eliseu. Initial plugin text

  • Tem praia na Letônia: conheça Jurmala, cidade no Mar Báltico onde letões jogam vôlei e ditadores soviéticos passavam férias
    on agosto 4, 2021 at 3:13 am

    Cidade que já recebeu tradicionais torneios europeus de vôlei de praia é o principal balneário do país báltico, e arquitetura soviética convive com casas de madeira tradicionais. Praia de Jurmala, na Letônia, em foto de junho de 2017 Lucas Vidigal/G1 A Letônia, que eliminou as duas duplas brasileiras do vôlei de praia masculino nas Olimpíadas de Tóquio, é um país banhado pelo Mar Báltico no nordeste da Europa. O principal balneário dos letões fica em Jurmala — pequena cidade que recebe competições nas areias e era a favorita dos líderes da União Soviética no tempo em que a pequena república compunha a URSS. VEJA TAMBÉM Tudo sobre as Olimpíadas de Tóquio no ge Quadro de medalhas completo Por que os Jogos deixaram 'rombo' na economia do Japão COI apura uso de imagens com rosto de Mao em entrega de medalha Praia de Jurmala, na Letônia, em foto de 2005 By Jurmalastic - Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=48064914 As praias de Jurmala têm extensas faixas de areia. Por isso, durante os verões, há espaço para que as pessoas pratiquem esportes como o próprio vôlei de praia. É lá onde as duplas letãs treinam e é lá que os principais campeonatos da modalidade no país ocorrem — a cidade já recebeu torneios europeus com duplas da elite internacional. Dupla Martins Plavins e Edgar Tocs, da Letônia, comemora a vitória sobre os brasileiros Alison e Alvaro Filho no vôlei de praia das Olimpíadas de Tóquio nesta quarta-feira (4) Pilar Olivares/Reuters Como a Letônia fica muito ao norte, os invernos são marcados por noites muito longas e o sol pouco aparece. Por outro lado, o oposto acontece no verão — os dias ficam muito longos e quase não escurece, o que levam milhares de letões e de pessoas de outros países do Báltico a procurarem Jurmala, que fica a apenas 30 km da capital da Letônia, Riga. MAPA - Jurmala, balneário da Letônia G1 Mundo Apesar do gosto semelhante pelo vôlei de praia, há muitas diferenças com as praias brasileiras: em primeiro lugar, há poucas ondas, uma característica de mares fechados como o Báltico. Outra diferença é comportamental: você não vê aquele monte de guarda-sol. As pessoas preferem levar apenas uma toalha, a comida, e pronto. A praia dos líderes soviéticos Longa faixa de areia de praia em Jurmala, na Letônia, em foto de 2017 Domínio público/erdbeernaut/Flickr A Letônia pertenceu à União Soviética entre 1944 e 1991, ano do colapso do país comunista. Durante esse tempo, não só os letões, mas outros povos da antiga URSS procuraram Jurmala como um dos balneários para o verão — o outro seria Sochi, mais quente e no sul da Rússia. Resort de Jurmala, na Letônia, construído no período soviético Ricardo Liberato via Flickr/Baltic Sea Hotel — Creative Commons 2.0 — https://www.flickr.com/photos/liberato/3147143170/in/photolist-57U3yH-2g5cueX-KGVP4u-5N3Fgn-5N1583-5N6W29 Entre os que passavam férias estavam o presidente Nikita Kruschev, que governou a URSS entre 1953 e 1964, e seu sucessor Leonid Brejnev, que comandou o país até 1982. Em uma reportagem do jornal britânico "The Guardian" de 2005, moradores de Jurmala contavam que era comum ver os chefes do poder soviético nas ruas da cidade. Tradicional casa de madeira em Jurmala, em foto de 2018 By Ymblanter - Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=84525983 A visibilidade dada pelas visitas dos ditadores ofuscou uma das características mais marcantes de Jurmala: a arquitetura original das pequenas casas perto do mar, muitas vezes feitas de madeira com influências escandinavas e finlandesas, além de pequenos prédios de origem germânica. No lugar, ficaram grandes resorts para receber os soviéticos na segunda metade do século XX. Initial plugin text VÍDEOS: Brasil nas Olimpíadas de Tóquio

  • Homem é condenado após denúncia de filha concebida em estupro
    on agosto 4, 2021 at 12:38 am

    Carvel Bennett, de 74 anos, estuprou uma menina de 13 anos na década de 1970 na Inglaterra. Ele recebeu uma sentença de 11 anos de prisão. Carvel Bennett foi condenado a 11 anos de prisão depois que filha que concebida por estupro fez denúncia West Midlands Police/BBC Um homem foi condenado por estuprar uma menina de 13 anos na década de 1970, depois que a filha concebida no ataque o denunciou. Carvel Bennett, de 74 anos, foi condenado por um júri em tribunal de Birmingham, na Inglaterra, e recebeu sentença de 11 anos de prisão. A filha dele, que foi adotada quando era bebê, fez campanha por justiça depois de descobrir os detalhes sobre sua concepção a partir de registros de nascimento, quando ela completou 18 anos. A polícia abriu uma investigação depois que a BBC divulgou o caso, em 2019. A filha forneceu DNA, e os resultados da análise mostraram que o réu tinha 22 milhões de vezes mais probabilidade de ser seu pai do que qualquer outro homem afro-caribenho desconhecido. Em Birmingham, o júri levou menos de duas horas para chegar a um veredito unânime de que Bennett é culpado. A filha disse que ele escapou da Justiça por muito tempo. 'Criança assustada' A mãe da filha de Bennet disse ao tribunal que ela tinha 13 anos quando o homem disse para ela tirar a roupa e se deitar enquanto eles estavam sozinhos em um quarto. Ela disse que era uma criança assustada e falou para ele: "Eu não quero que você faça isso". Mas ele respondeu, segundo ela: "Não diga nada." "Fiz o que ele disse", disse ela. "Eu não podia lutar contra ele. Ele apenas me disse para ficar quieta." Bennett não negou ter feito sexo com a vítima, mas afirmou que achava que ela tinha 16 anos e que consentia. Ela negou veementemente. 'Debaixo do tapete' A vítima inicialmente não contou a ninguém que estava grávida, mas depois falou aos pais e a assistentes sociais quem era o pai e que ele a havia estuprado. 'A dor que você causou é incomensurável', disse a filha a Bennett no tribunal Google/BBC Ela disse que isso foi "colocado debaixo do tapete pelos adultos" e que se culpou por muitos anos. Registros dos serviços sociais da época mostram Bennett como o pai, com o registro de suas idades e a alegação de estupro. A filha da mulher solicitou seus registros de adoção quando completou 18 anos e assim localizou sua mãe biológica. Depois de descobrir detalhes de sua concepção, ela pediu à polícia que usasse seu DNA e os arquivos para realizar um chamado "processo sem vítimas", sem a necessidade de sua mãe depor. A polícia disse a ela que ela "não era a vítima" e, portanto, nenhum caso poderia ser aberto. Bennett foi acusado depois que a mãe decidiu prestar depoimento à polícia, mais de 40 anos após o caso. Ela disse ao tribunal, segundo o jornal "The Guardian", que o motivo pelo qual ela inicialmente não quis prestar depoimento à polícia sobre o estupro foi porque ela não queria reviver o trauma. "Eu tinha sofrido e queria continuar com minha vida", disse ela. 'Eu sou mais do que evidência' Enfrentando o próprio pai no tribunal quando ele foi condenado, a filha disse que foi preciso uma força incrível para continuar lutando por justiça. "A dor que você causou é incomensurável", ela disse a ele. "Saber que existo porque você escolheu estuprar uma criança, saber que você é a soma, a encarnação, de uma das piores coisas que podem acontecer a alguém, estar grávida de seu agressor. Eu sou mais do que uma evidência, sou mais do que uma testemunha, sou mais do que um produto de estupro." Ela agora está fazendo campanha por mudanças na lei para ajudar as pessoas concebidas por estupro, inclusive para serem legalmente reconhecidas como vítimas. "Não somos o pecado de nosso pai, não somos bebês de estupro, não somos a semente do mau", acrescentou. O juiz Martin Hurst disse que o crime de Bennett destruiu duas vidas e que sua filha foi, sem dúvida, tão vítima quanto a mãe. Elogiando-a por buscar a justiça de forma "obstinada e com determinação", ele encorajou outras pessoas na situação dela a tomarem a mesma atitude. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

  • Variante delta da Covid é 'tragédia amplamente evitável, que vai piorar antes de melhorar', diz Biden
    on agosto 3, 2021 at 10:14 pm

    Presidente dos EUA critica governadores que proíbem a retomada do uso de máscaras; somente os estados de Texas e Flórida já somam um terço dos casos do país. 'Se vocês não vão ajudar, pelo menos saiam do caminho das pessoas que estão tentando fazer a coisa certa', diz. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante pronunciamento na Casa Branca, na terça-feira (3) Win McNamee/Getty Images/AFP A variante delta do coronavírus é “uma tragédia amplamente evitável, que vai piorar antes de melhorar”, segundo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Em um pronunciamento nesta terça-feira (3), Biden criticou governadores republicanos que estão proibindo que governantes municipais determinem que a população seja obrigada a usar máscaras de proteção novamente. Por causa da disseminação da variante delta, mais contagiosa, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) recomendou no final de julho que mesmo pessoas vacinadas voltassem a usar máscaras em ambientes fechados. Ele citou, por exemplo, os estados do Texas e da Flórida, onde além disso os índices de vacinação são relativamente baixos em comparação com os demais. Juntos, os dois respondem atualmente por um terço de todos os casos de Covid dos EUA. “Eu digo a esses governadores: por favor, ajudem”, disse. “Mas, se vocês não vão ajudar, pelo menos saiam do caminho das pessoas que estão tentando fazer a coisa certa. Usem seu poder para salvar vidas”. Variante Delta da Covid-19 ganha força e causa endurecimento das restrições pelo mundo EUA recomendam máscara em ambientes fechados mesmo para quem tomou duas doses de vacina contra o coronavírus NY: comprovante de vacinação contra Covid será obrigatório em ambientes fechados 'Pandemia entre não vacinados': como EUA podem estar perdendo de novo controle sobre o coronavírus Para ressaltar a eficácia e importância da vacinação, o presidente destacou que, embora o país esteja enfrentando um novo aumento no número de casos, as hospitalizações e mortes não tiveram um crescimento proporcional. Outro fator essencial a observar, afirmou Biden, é que a grande maioria das pessoas que estão internadas ou que ainda morrem de Covid nos EUA não tomaram nenhuma dose de nenhuma vacina contra a doença. Segundo o presidente norte-americano, o país lida agora com uma “pandemia dos não vacinados”. Variante dominante Segundo a OMS, a delta já foi detectada em pelo menos 96 países e é cerca de 55% mais transmissível que a alfa, variante inicialmente identificada no Reino Unido e atualmente presente em pelo menos 172 países. A alfa já era cerca de 50% mais contagiosa que o vírus original e provocou novas ondas de infecções em vários países no início do ano. "Devido ao aumento na transmissibilidade, a delta deverá superar rapidamente as outras variantes e se tornar a variante dominante nos próximos meses", diz a OMS.

  • Tóquio 2020: a tragédia que inspirou buquê de flores dado a medalhistas
    on agosto 3, 2021 at 8:00 pm

    Quase 5 mil ramalhetes de girassóis, eustomas, selos-de-salomão e gencianas serão distribuídos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Quase 5 mil ramalhetes serão distribuídos nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Getty Images/BBC As medalhas de ouro, prata e bronze são o grande destaque do pódio olímpico. O buquê de flores dado aos atletas nas três primeiras posições nas competições em Tóquio, contudo, também tem um significado especial. As flores amarelas, verdes e azuis dadas aos medalhistas vêm em sua maioria de três distritos do nordeste do Japão que foram devastados pelo terremoto e tsunami de 2011, que provocou um acidente nuclear na usina de Fukushima. Veja a cobertura dos jogos olímpicos no ge VÍDEO: Veja Fukushima e Miyagi antes e depois do tsunami de 2011 Medalhas das Olimpíadas de Tóquio foram feitas com partes de celulares e computadores reciclados Quase 20 mil pessoas morreram no desastre que afetou as Prefeituras de Iwate, Fukushima e Miyagi. A estimativa é que 5 mil buquês serão distribuídos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Os girassóis amarelos foram cultivados em Miyagi, plantados por pessoas que perderam os filhos no desastre. A estimativa é que 5 mil buquês serão distribuídos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Reuters O local de cultivo escolhido foi a encosta para onde as crianças e jovens fugiram em busca de proteção contra os efeitos do tsunami. Já os delicados eustomas roxos e brancos e os selos-de-salomão foram cultivados em Fukushima como parte de uma iniciativa sem fins lucrativos criada para tentar recuperar a economia local após a tragédia, que prejudicou gravemente a produção agrícola. As gencianas, pequena flor azul brilhante, são cultivadas em Iwate, uma área costeira que foi devastada por maremotos também no desastre de 2011. E há ainda as aspidistras verde-escuras, cultivadas em Tóquio e escolhidas para representar a cidade-sede. VÍDEO: Fukushima e Miyagi nas Olimpíadas do Japão 10 anos depois de tsunami VÍDEO: Fukushima e Miyagi nas Olimpíadas do Japão 10 anos depois de tsunami VÍDEO: Fukushima e Miyagi vão sediar Olimpíadas do Japão 10 anos depois de tsunami Initial plugin text

  • Douglas revela seus atletas favoritos em Tóquio e os destaques da vila olímpica
    on agosto 3, 2021 at 7:57 pm

    Jogador respondeu as perguntas de Matheus Rodrigues, no Segue o fio. Veja o que contou o queridinho do Brasil, que voltará pra casa com milhões de seguidores nas redes sociais e alguns planos. Assista ao vídeo! Os atletas em Tóquio estão cada vez mais longe das redes sociais, incluindo o jogador de vôlei Douglas Souza, o queridinho dos brasileiros. Não é nada contra os fãs, mas eles têm procurado focar mais nos jogos e evitar qualquer fadiga, digamos assim. Mas conseguimos bater um papo com Douglas e ele revelou seus top 3 atletas, o que curtiu no Japão e os planos pra volta. Veja o vídeo! Como se inscrever Para seguir o G1 no YouTube é simples, basta clicar neste link. Ou você ainda pode acessar o canal do G1 no YouTube. Fazer o login e clicar no botão inscrever-se que fica no topo da página no lado direito. Douglas - Top 3 G1

  • Tiroteio próximo ao Pentágono deixa feridos; policial morre durante ação
    on agosto 3, 2021 at 6:17 pm

    A sede do Departamento de Defesa americano precisou ser isolada após tiros terem sido disparados em uma área próxima da entrada do edifício, onde fica uma estação de metrô. Suspeito foi morto pela polícia. Acesso ao Pentágono é bloqueado após tiros serem disparados na região Um policial morreu esfaqueado e uma série de pessoas ficou ferida após um tiroteio próximo ao Pentágono, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (3), informaram as autoridades americanas. O suspeito pelos disparos também foi morto no local. A sede do Departamento de Defesa dos EUA precisou ser isolada após disparos terem sido registrados em uma área próxima da entrada do edifício, onde fica uma estação de metrô. LEIA TAMBÉM: Astro do TikTok morre após tiroteio em cinema nos EUA Pentágono divulga oficialmente vídeos de 'fenômenos aéreos não identificados' Os funcionários foram avisados por um alto-falante para que permanecessem dentro do imponente complexo militar em Arlington, nos arredores de Washington D.C. O Corpo de Bombeiros de Arlington disse em um comunicado que havia "vários feridos" no local mas não especificou se eles foram baleados ou se corriam algum risco. Polícia e bombeiros se reunem em área de tiroteio próximo ao Pentágono, nos EUA, em 3 de agosto de 2021 Andrew Harnik/AP As autoridades americanas anunciaram que a situação foi controlada 40 minutos após os primeiros disparos, mas não divulgou mais informações sobre o caso até a última atualização desta reportagem. A segurança do Pentágono pediu em nota que as pessoas evitassem o Centro de Trânsito, área externa do prédio onde há um serviço de interligação entre os sistemas de metrô e ônibus. O porta-voz do secretário de Defesa Lloyd Austin disse que o chefe do Pentágono "não estava no prédio no momento do incidente". Austin e o chefe de gabinete, general Mark Milley, estavam na Casa Branca para uma reunião semanal com o presidente Joe Biden.

  • Andrew Cuomo, governador de Nova York, assediou várias mulheres sexualmente e violou leis, conclui investigação
    on agosto 3, 2021 at 3:48 pm

    Inquérito começou em março, após 2 ex-assessoras acusarem Andrew Cuomo de assediá-las no local de trabalho. Ao menos uma pessoa foi retaliada por reclamar da conduta do governador. Ele negou os casos. Presidente Biden defende a renúncia do colega democrata. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, durante entrevista coletiva em 10 de maio de 2021 Mary Altaffer/Pool via Reuters O governador de Nova York, Andrew Cuomo, assediou sexualmente várias mulheres e violou leis federais e estaduais, afirmou a procuradora-geral do estado, Letitia James, nesta terça-feira (3). A investigação começou em março, após duas ex-assessoras acusarem o governador democrata de assediá-las no local de trabalho. Posteriormente, várias outras denúncias surgiram. Cuomo fez um pronunciamento ao vivo em que afirmou que nunca tocou em ninguém de forma inapropriada e que nunca assediou ninguém. "Os fatos são muito diferentes do que está retratado naquele documento", disse (veja mais abaixo). A investigação teve tamanha repercussão que o presidente americano, Joe Biden, antigo aliado de Cuomo, disse que o governador deveria deixar seu cargo. "Penso que ele deve renunciar", afirmou Biden a repórteres nesta terça. Segundo a BBC, uma mulher chegou a formalizar uma reclamação contra Cuomo e sofreu retaliação do governador e da equipe. Outras mulheres descreveram outras ações: ele teria apalpado e beijado mulheres. Ele também teria colocado a mão por baixo da blusa de uma funcionária e também deslizado o dedo pelo pescoço de uma policial que fazia sua proteção. VEJA TAMBÉM: Como o governador de NY foi de 'herói' a 'vilão' na pandemia, em meio a escândalos e acusações de assédio Governador Andrew Cuomo passa a ser investigado após denúncias de assédio "A investigação descobriu que o governador Andrew Cuomo assediou sexualmente atuais e ex-funcionárias do estado de Nova York, envolvendo-se em toques indesejados e não consensuais e fazendo vários comentários ofensivos", afirmou James. Os investigadores ouviram 179 pessoas nos últimos cinco meses, incluindo mulheres que o denunciaram e funcionários e ex-funcionários do governo estadual. A procuradora-geral de Nova York afirmou que o que se revelou foi um "local de trabalho tóxico" e um "clima de medo" no qual Cuomo assediou sexualmente várias mulheres, muitas delas jovens, com "apalpadas indesejadas, beijos, abraços e comentários inadequados". Segundo James, Cuomo e sua equipe também retaliaram ao menos uma pessoa por reclamar da conduta do governador de Nova York, que até o momento não se pronunciou. VEJA TAMBÉM: Comprovante de vacinação contra Covid será obrigatório em ambientes fechados na cidade de NY A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, durante entrevista coletiva em seu escritório em 21 de maio de 2021 Richard Drew/AP Resposta de Cuomo Cuomo falou de dois casos específicos. Um deles é o de Charlotte Bennett, uma sobrevivente de violência sexual que, segundo ele, foi trabalhar no governo de Nova York por causa de avanços no combate ao assédio sexual. O governador reconheceu que fez perguntas que ele não faria a qualquer um, mas, segundo ele, eram para tentar checar se ela estava recebendo apoio e se tinha relacionamentos saudáveis pq ele se preocupava com o histórico dela de assédios. Além disso, ele também citou um caso em que teria apalpado uma mulher. Segundo ele, isso nunca aconteceu, e o caso está judicializado. As outras acusações, disse ele, são gestos comuns do cotidiano. Cuomo diz que tenta criar conexões com as pessoas, mostrar como ele gosta deles e que agora entende que "há perspectivas culturais e geracionais que francamente eu não tinha conhecimento", disse ele (a experiência o ensinou, garantiu). VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

  • NY: comprovante de vacinação contra Covid será obrigatório em ambientes fechados
    on agosto 3, 2021 at 2:34 pm

    Medida passa a valer no dia 16 para pessoas que queiram comer em restaurantes, fazer atividades físicas ou ir a lugares fechados, como cinemas e teatros. Emily Baumgartner (à esquerda) e Luke Finley (ao lado) reúnem amigos da igreja para comemorar aniversário em 17 de maio de 2021 no Tiki Bar, no Upper West Side de Manhattan, em Nova York Kathy Willens/AP A prefeitura de Nova York vai passar a exigir comprovante de vacinação contra a Covid-19 para pessoas que queiram comer em restaurantes, fazer atividades físicas ou frequentar lugares fechados, como cinemas e teatros. Nova York é a primeira grande cidade dos Estados Unidos a impor tais restrições, que começarão a valer no dia 16. A medida foi anunciada nesta terça-feira (3) pelo prefeito Bill de Blasio, em meio a um aumento no número de casos de Covid-19 devido à variante delta e a uma queda no ritmo da vacinação, que tem perdido força em todo o país (veja mais abaixo). VEJA TAMBÉM: Por que a vacinação contra a Covid está ficando mais lenta nos EUA? Cidade de Nova York vai pagar US$ 100 para quem se vacinar contra a Covid Governos estaduais e empresas adotam políticas para aumentar a vacinação no país Taxa de vacinação nos EUA varia entre estados Segundo o jornal "The New York Times", a fiscalização passará a ser feita em setembro, após um período de transição, quando as escolas devem reabrir e mais trabalhadores poderão retornar ao trabalho presencial na ilha de Manhattan. Ainda segundo o jornal, a prefeitura vai criar um "passaporte" que as pessoas precisarão apresentar para ter acesso a locais fechados. Medidas similares têm sido adotadas em alguns lugares, como na França, e gerado protestos. US$ 100 para vacinados De Blasio já havia anunciado na semana passada que a prefeitura vai pagar US$ 100 (cerca de R$ 500) para quem se vacinar (veja no vídeo abaixo). Esta medida entrou em vigor na sexta-feira (30). Dois terços dos adultos estão totalmente vacinados na cidade, uma taxa superior à média dos EUA, mas algumas áreas da cidade ainda apresentam baixas taxas de imunização. Cerca de 2 milhões de nova-iorquinos ainda não se imunizaram contra a Covid-19. "Os incentivos ajudam imensamente a aumentar a vacinação", afirmou o prefeito em um pronunciamento. Prefeitura de Nova York oferecerá US$ 100 para quem se vacinar Vacinação e a variante delta Um documento divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos responsável pelo combate às pandemias, aponta que a variante delta é tão transmissível quanto a catapora (e mais do que o ebola, a gripe comum e a varíola). Além disso, os vacinados têm a mesma chance de transmitir o vírus do que os não-vacinados. Mas a imunização ainda é importante porque os vacinados tendem a não desenvolver casos graves da doença (veja mais abaixo). Segundo o CDC, apesar da capacidade de transmissão, as pessoas vacinadas estão mais protegidas contra a doença — e, se infectadas, têm uma chance bastante reduzida de hospitalização e morte. VEJA TAMBÉM: Variante delta é tão transmissível quanto a catapora, aponta documento CDC 'Pandemia dos não-vacinados': como os EUA podem estar perdendo de novo controle sobre o coronavírus EUA exigirão que funcionários públicos estejam vacinados contra a Covid ou se submetam a testes semanais Vacinados tem a mesma chance de transmitir a variante Delta mas tendem a não desenvolver casos graves, diz documento dos EUA Máscaras de volta Também na semana passada (e também devido à variante delta), o CDC voltou atrás e recomendou que pessoas vacinadas voltem a usar máscaras quando estiverem em ambientes fechados. Mas De Blasio tem relutado reestabelecer a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados, ao contrário dos prefeitos de outras grandes cidades americanas, como Los Angeles, San Francisco e Washington. Ele encorajou os nova-iorquinos a usarem máscaras em ambientes fechados, mas foi criticado por não voltar a exigi-las. As atividades ao ar livre continuam sem restrições em Nova York. VEJA TAMBÉM: Governador de NY assediou várias mulheres sexualmente e violou leis, conclui investigação Jay Vojno recebe a vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson, em Nova York, em 30 de julho de 2021 Mark Lennihan/AP VÍDEOS: novidades sobre vacinas contra a Covid-19

  • Comitê Olímpico Internacional aguarda relatório de Belarus sobre atleta que se recusou a voltar ao país
    on agosto 3, 2021 at 2:32 pm

    Krystsina Tsimanuskaya se refugiou na embaixada da Polônia em Tóquio na segunda-feira, um dia depois de se recusar a obedecer uma ordem de sua equipe e embarcar em um voo para casa. COI investiga se Belarus forçou atleta a abandonar olimpíadas em Tóquio O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que está aguardando ainda para esta terça-feira (3) um relatório do Comitê Olímpico de Belarus sobre o caso da velocista Krystsina Tsimanuskaya depois de iniciar uma investigação sobre um incidente que abalou as Olimpíadas. A atleta se refugiou na embaixada da Polônia em Tóquio na segunda-feira, um dia depois de se recusar a obedecer uma ordem de sua equipe e embarcar em um voo para casa. Varsóvia lhe ofereceu um visto humanitário. VEJA TAMBÉM Polônia concede visto humanitário a atleta olímpica e alimenta tensões com Belarus Sandra Cohen: Excelência esportiva em Belarus está atrelada à obediência ao regime de Lukashenko A Polônia concedeu um visto humanitário para a atleta olímpica bielorrussa Krystsina Tsimanuskaya Reuters/Issei Kato O porta-voz do COI, Mark Adams, disse aos repórteres que a entidade conversou com a atleta duas vezes na segunda-feira, que ela está em um local seguro e protegido e que o COI precisa conhecer todos os fatos antes de adotar novas ações. "Estamos esperando, e pedimos, um relatório do Comitê Olímpico Nacional de Belarus para hoje", disse Adams, acrescentando que o COI ainda está averiguando os fatos. Atleta da Belarus faz críticas aos técnicos em rede social e é retirada das Olimpíadas "Nós o queremos (relatório) hoje. Decidimos iniciar uma investigação formal. Precisamos estabelecer os fatos. Precisamos ouvir todos os envolvidos." Indagado se uma decisão do COI sobre a questão surgirá durante os Jogos, Adams respondeu que não é possível estimar quanto tempo a investigação levará. "Isso, obviamente, pode levar tempo. Precisamos chegar ao fundo disto. Quanto tempo isso levará, não sei." Tsimanuskaya, de 24 anos, deveria competir nos 200 metros femininos na segunda-feira, mas disse que no domingo foi retirada de seu quarto na Vila Olímpica e levada ao aeroporto para embarcar em um voo para casa depois de criticar dirigentes da equipe. Veja os vídeos mais assistidos do G1

  • Haiti: juiz e oficiais de Justiça afirmam que investigação de assassinato de presidente tem irregularidades e há pressão para mudar testemunhos
    on agosto 3, 2021 at 1:08 pm

    A polícia tirou corpos de lugar e levou parte do material que poderia servir como evidência no local. Além disso, impediu a presença do juiz e dos oficiais na cena. Eles estão sendo ameaçados de morte. Assassinato, gangues e instabilidade política: o que está acontecendo no Haiti Um juiz e dois oficiais de Justiça que foram ao local onde Jovenel Moise, do Haiti, foi assassinado, têm sofrido pressão para alterar depoimentos de testemunhas e sido ameaçados de morte, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (3) pelo “New York Times”. Marcelin Valentin e Waky Philostène, os oficiais de Justiça, e Carl Henry Destin, o juiz, pediram apoio das autoridades de segurança, mas foram ignorados. LEIA TAMBÉM Viúva de presidente do Haiti diz a jornal dos EUA que os assassinos pensaram que ela estava morta Jovenel Moïse: 4 incógnitas sobre o assassinato do presidente do Haiti Novo premiê do Haiti pede por 'unidade nacional' ao assumir governo após morte do presidente Soldados guardam o caixão de Jovenel Moise, presidente assassinado do Haiti, durante o funeral oficial iniciado nesta sexta-feira (23) AFP/Valerie Baeriswyl Os três afirmam terem presenciado violações de procedimentos de investigação. A polícia tirou corpos de lugar e levou parte do material que poderia servir como evidência no local. Além disso, impediu a presença do juiz e dos oficiais na cena. Moise tomou mais de 12 tiros em seu quarto. Desde o crime, mais de 50 suspeitos já foram presos. Desses, 44 ainda estão detidos (entre eles, estão os 18 mercenários colombianos acusados de participar do crime). Mais de dez seguranças de Moise foram presos também. Pela lei do Haiti, os suspeitos devem ser processados em até 48 horas. Se isso não acontecer, eles devem ser liberados. Funeral do presidente do Haiti Jovenel Moise é interrompido por tiros do lado de fora Lembre o caso O presidente foi encontrado morto em sua residência nos arredores de Porto Príncipe, capital do Haiti, em 7 de julho, depois que um grupo de homens fortemente armados invadiu a casa ao amanhecer. Sua esposa, Martine, ficou ferida no atentado e foi levada a um hospital em Miami, nos Estados Unidos, para se recuperar. As autoridades haitianas iniciaram uma perseguição contra o grupo que supostamente perpetrou o assassinato. No dia 20 de julho, Ariel Henry assumiu como o primeiro-ministro do país. Veja os vídeos mais assistidos do G1