G1 > Mundo Últimas notícias sobre acontecimentos do mundo. Tudo sobre política internacional e principais fatos nas Américas, Europa, África, Ásia e Oriente Médio.

  • Terremoto de magnitude 5,9 atinge o sul do Irã
    on abril 18, 2021 at 7:26 am

    Abalo aconteceu na província de Bushehr, que abriga uma usina nuclear. Um terremoto de magnitude 5,9 atingiu a província de Bushehr, no sul do Irã, segundo informações divulgadas pela televisão estatal do país neste domingo (18). A região abriga uma usina nuclear, porém o abalo foi centrado a 100 km de distância do local e foi relativamente raso - apenas 10 km de profundidade. Um funcionário do governo disse à Reuters que não houve relatos de danos ao complexo nuclear de Bushehr, na costa iraniana do Golfo. O abalo atingiu principalmente a cidade de Rig. Hospitais em cidades e províncias vizinhas estavam entraram em alerta. Equipes de resgate e cerca de 50 ambulâncias foram enviadas para a área, disse um oficial regional à TV estatal. Ao menos duas pessoas ficaram feridas em Gonaveh e estavam sendo levadas ao hospital, disse a mídia estatal o chefe da Universidade de Ciências Médicas de Bushehr, Saeed Kashmiri. A mídia iraniana relatou seis tremores secundários e postou fotos que mostravam paredes de tijolos de barro desmoronadas em alguns vilarejos. Cruzada por grandes falhas geológicas, o Irã é um dos países mais propensos a terremotos do mundo. Em 2003, um terremoto de magnitude 6,6 na província de Kerman matou 31 mil pessoas e arrasou a antiga cidade de Bam. Imagem de arquivo, de 10 de novembro de 2019, mostra a bandeira iraniana na Central Nuclear de Bushehr Atta Kenare / AFP Central nuclear de Bushehr A central nuclear de Bushehr produz mil megawatts. Ela foi construída pela Rússia e começou a funcionar em setembro de 2013. Em 2016, empresas russas e iranianas começaram a construir dois reatores de mil megawatts em Bushehr. A obra deve durar cerca de dez anos. VÍDEOS: Notícias internacionais

  • Os chineses sobreviventes do Titanic que chegaram nos EUA e foram rejeitados
    on abril 18, 2021 at 5:24 am

    Quando o Titanic afundou, em 1912, seis homens chineses foram resgatados - mas sua provação não terminou naquele momento. Entre os sobreviventes, estão Ah Lam, Fang Lang e Ling Hee LP Films Quando o luxuoso navio de passageiros britânico Titanic afundou no Oceano Atlântico em abril de 1912, milhares de pessoas caíram em águas geladas. Apenas um dos botes salva-vidas que escapou do navio naufragado voltou para procurar sobreviventes. Na escuridão, a equipe de resgate encontrou um jovem chinês agarrado a uma porta de madeira, tremendo, mas ainda vivo. Esse homem era Fang Lang, um dos seis sobreviventes chineses do Titanic, e seu resgate iria inspirar uma cena famosa no blockbuster de Hollywood de 1997, o filme Titanic. Mas essa sobrevivência milagrosa não foi o fim de sua provação. Vinte e quatro horas após sua chegada ao posto de inspeção de imigrantes em Ellis Island, Nova York, os seis chineses sobreviventes do Titanic foram expulsos do país por causa da Lei de Exclusão Chinesa, uma lei polêmica e racista que proibia a imigração de chineses para os Estados Unidos. Os seis homens desapareceram da história - até agora. Um documentário que acaba de estrear na China, The Six (Os seis), destaca suas identidades e vidas 109 anos após a viagem. O malfadado Titanic afundou em 1912 Getty Images via BBC O filme revela uma história para além do Titanic, moldada pela discriminação racial e pela política anti-imigração que adquiriu uma ressonância particular hoje após os recentes crimes de ódio contra pessoas de origem asiática nos Estados Unidos. Quem foram os seis sobreviventes chineses? Os homens foram identificados como Lee Bing, Fang Lang, Chang Chip, Ah Lam, Chung Foo e Ling Hee. Acredita-se que eram marinheiros que estavam indo trabalhar no Caribe. "Como um grupo de pessoas que estavam juntas, eles são peculiarmente desconhecidos", diz Arthur Jones, cineasta britânico e diretor de The Six, à BBC. Os nomes dos sobreviventes chineses estavam na lista de passageiros do navio, e reportagens sobre o naufrágio do Titanic os mencionaram brevemente. Mas, ao contrário de outros sobreviventes do Titanic que receberam elogios na imprensa, os homens chineses foram vilipendiados por causa do sentimento anti-chinês no Ocidente no início do século 20, de acordo com historiadores e pesquisadores. Em um relatório apresentado dias após o naufrágio, por exemplo, o Brooklyn Daily Eagle chamou os sobreviventes chineses de "criaturas" que pularam nos botes salva-vidas "ao primeiro sinal de perigo" e se esconderam sob os assentos. Mas a pesquisa da equipe de produção do documentário mostrou que essa afirmação era falsa. Eles construíram uma réplica do barco salva-vidas do Titanic e descobriram que seria impossível para os chineses se esconderem sem serem vistos. "Acho que vemos a mesma coisa hoje. Vemos imigrantes que são usados ​​como bodes expiatórios pela imprensa", diz Jones. Um único bilhete lista os nomes dos oito passageiros chineses do Titanic - seis deles sobreviveram LP Filmes Outra cobertura da imprensa na época acusou os homens chineses de terem se vestido de mulheres para ter prioridade no embarque dos botes salva-vidas. O historiador especialista na história do Titanic, Tim Maltin, diz que não há prova de que os sobreviventes chineses tenham se escondido ou se disfarçado de mulheres. "Foram histórias inventadas pela imprensa e pelo público após o evento", conta ele à BBC. Os rumores podem ter se originado de um estigma associado a muitos sobreviventes do sexo masculino do Titanic, já que na época o público em geral achava que mulheres e crianças deveriam ter sido priorizadas no resgate. Um único bilhete lista os nomes dos oito passageiros chineses do Titanic - seis deles sobreviveram BBC De acordo com Maltin, os homens chineses tentaram ajudar outros sobreviventes. Fang Lang, o homem que se amarrou a uma porta flutuante, mais tarde remou no bote salva-vidas que o resgatou e ajudou a transportar todos a bordo para um local seguro. O que aconteceu com eles depois do acidente? Expulsos dos Estados Unidos, os seis homens foram enviados a Cuba. Eles logo encontraram seu caminho para o Reino Unido, onde havia uma escassez de marinheiros, já que muitos marinheiros britânicos se alistaram no Exército durante a Primeira Guerra Mundial. Chang Chip ficou cada vez mais doente após a noite fatídica no Titanic e acabou morrendo de pneumonia em 1914, dois anos após o naufrágio. Ele foi enterrado em um túmulo sem identificação em um cemitério em Londres. Quando os relatos do desastre chegaram a Nova York em abril de 1912, as pessoas se reuniram em torno dos quadros de avisos dos jornais Getty Images via BBC Os demais trabalharam juntos na Inglaterra até 1920, quando o país sofreu com a recessão do pós-guerra e os sentimentos anti-imigrantes estavam em alta. Alguns desses homens chineses se casaram com mulheres britânicas no Reino Unido e tiveram filhos. Mas uma política anti-imigração os forçou a deixar o país sem aviso prévio, deixando seus entes queridos para trás. "Não foi culpa deles. Todas essas famílias foram realmente separadas pela política, algo sobre o qual eles não tinham nenhum controle", diz Jones. Ah Lam foi deportado para Hong Kong, enquanto Ling Hee embarcou em um barco a vapor com destino a Calcutá, na Índia. Lee Bing imigrou para o Canadá, enquanto Fang Lang, após velejar entre a Grã-Bretanha e Hong Kong durante anos, tornou-se cidadão do país que uma vez o havia rejeitado - os EUA. Paralelos entre a história e os dias atuais Tom Fong, filho de Fang Lang, nasceu em Milwaukee, Wisconsin, quase meio século após o naufrágio do Titanic. O sobrenome da família tem várias grafias em inglês. Durante décadas, ele nada sabia sobre a experiência de seu pai no Titanic. "Ele (Fang Lang) nunca falou sobre isso. Nem comigo nem com minha mãe", diz Fong à BBC. Tom Fong não sabe nada sobre a experiência de seu pai BBC Fang Lang faleceu em 1985 aos 90 anos. Somente 20 anos após sua morte, Fong soube pela primeira vez por um membro da família que seu pai havia sobrevivido ao épico naufrágio. Fong acha que seu pai pode ter mantido sua sobrevivência no Titanic em segredo por causa de uma mistura de trauma e estigma. "Havia muitas informações dizendo que eles estavam se esgueirando para baixo do barco e se vestiam como mulheres…", diz ele. "Histórias como essa circulavam na época." Quando a equipe de pesquisa do filme rastreou os descendentes dos sobreviventes, muitos deles ainda relutavam em compartilhar as histórias de suas famílias devido ao estigma vivido por seus familiares um século atrás. Tendo crescido no Estado americano de Wisconsin, Fong testemunhou muitos incidentes em que seu pai teve que lutar contra o racismo, incluindo socar um homem que os chamou de nomes depreciativos. "Ele (Fang Lang) era um bom cavalheiro, até sentir que estava sendo discriminado por sua etnia", diz Fong. Mais de cem anos depois, a hostilidade experimentada pelos seis sobreviventes chineses estranhamente ecoa o racismo anti-asiático alimentado pela pandemia do coronavírus. Só nos Estados Unidos, houve milhares de casos de abuso relatados nos últimos meses, desde cuspidas e assédio verbal a agressões violentas. Fong escolheu compartilhar a história de sua família, com a esperança de que o público aprenda sobre a verdadeira história dos sobreviventes chineses do Titanic e reflita sobre os eventos atuais. "Se você não conhece a história, ela se repetirá", diz Fong. VÍDEOS: Notícias internacionais

  • EUA e China estão 'comprometidos a cooperar' diante da crise climática
    on abril 18, 2021 at 12:55 am

    Comunicado conjunto foi emitido neste sábado, após a primeira visita de membros do governo Biden à China. EUA e China estão 'comprometidos a cooperar' diante da crise climática, diz comunicado dos dois países. Jason Lee/Reuters Os Estados Unidos e a China estão "comprometidos a cooperar" no combate às mudanças climáticas, disseram os dois países em um comunicado conjunto neste sábado (17), após uma visita a Xangai do enviado dos EUA para o clima, John Kerry. Ambos os países "estão comprometidos a cooperar entre si e com outros países para enfrentar a crise climática com a seriedade e urgência que ela exige", afirma o comunicado, assinado por Kerry e o enviado especial da China para as mudanças climáticas, Xie Zhenhua. Kerry, ex-chefe da diplomacia dos EUA, foi o primeiro funcionário do governo do presidente Joe Biden a visitar a China, o que amplia a expectativa de que as duas partes possam trabalhar juntas nesse desafio global, apesar do aumento das tensões em outras frentes. A nota conjunta listou vários caminhos para a cooperação entre os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias do mundo, que juntas respondem por quase metade das emissões de gases de efeito estufa responsáveis pelas mudanças climáticas. No comunicado, as potências enfatizaram o aprimoramento de suas respectivas ações "e a cooperação em processos multilaterais, incluindo a Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e o Acordo de Paris". Biden tem feito do combate às mudanças climáticas uma prioridade, virando a página de seu antecessor Donald Trump, que estava intimamente alinhado com a indústria de combustíveis fósseis. O presidente dos EUA reincorporou o país ao Acordo de Paris de 2015, que Kerry negociou quando era secretário de Estado, e se comprometeu com as nações a tomar medidas para manter os aumentos de temperatura em no máximo dos dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

  • Colômbia detecta variantes britânica e brasileira do coronavírus
    on abril 17, 2021 at 7:36 pm

    No final de janeiro, o governo colombiano suspendeu os voos comerciais com o Brasil para impedir a entrada da cepa que surgiu no país. Testagem em Aracaju; RT-PCR; teste; Covid-19 Divulgação/Ascom/SMS Autoridades colombianas identificaram recentemente pacientes infectados com as variantes britânica e brasileira do coronavírus, que são mais contagiosas segundo especialistas, informou neste sábado (17) o secretário de Saúde de Bogotá, Alejandro Gómez. "Encontramos seis amostras que são da variante britânica e cinco que correspondem à variante brasileira", disse Gomez. Na noite anterior, o presidente Iván Duque já havia anunciado a detecção da variante britânica. Vacina contra a Covid-19 no Brasil: veja como está vacinação hoje na sua cidade Mortes de grávidas e de mães de recém-nascidos por Covid dobram e estão acima da média da população em geral, aponta levantamento Segundo o governo, os casos da cepa britânica do vírus foram descobertos no departamento de Caldas, no noroeste do país. As duas variantes surgiram no final do ano passado no sul da Inglaterra e na Amazônia brasileira, respectivamente. Estudos indicam que elas são mais contagiosas do que a variante original, embora não tenham se mostrado mais perigosas em termos de morte ou hospitalização para tratamento intensivo. No final de janeiro, o governo suspendeu os voos comerciais com o Brasil e com a cidade de Letícia, no sul, que faz fronteira com o Brasil, para impedir a entrada da cepa que surgiu no país. Nas últimas semanas, a Colômbia viveu um aumento nas infecções e mortes pela Covid-19. O governo impôs e depois intensificou uma série de restrições para conter a terceira onda da pandemia, que deixou o sistema de saúde à beira do colapso. Cerca de 12 milhões de colombianos estão em confinamento estrito neste fim de semana. O país acumula 2.619.422 infecções por Covid-19 (5.239 a cada 100.000 habitantes) e 67.564 óbitos (135 a cada 100.000 habitantes). Cerca de 3,6 milhões de pessoas receberam na Colômbia pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus. Veja mais vídeos sobre a Covid-19

  • Justiça italiana marca início do julgamento do ex-ministro Salvini por retenção de imigrantes
    on abril 17, 2021 at 6:38 pm

    Salvini é acusado do sequestro de pessoas e de abuso de poder por ter proibido o desembarque de 147 imigrantes resgatados no Mediterrâneo em agosto de 2019. Justiça italiana marca início do julgamento do ex-ministro Salvini por retenção de imigrantes. Reuters/Remo Casilli O ex-ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, de extrema direita, será julgado pela retenção de imigrantes no mar Mediterrâneo em 2019, quando era responsável pelas forças de segurança e de fronteira, decidiu o tribunal de Palermo neste sábado (17). O julgamento do ex-ministro, que também era vice-presidente do governo de Giuseppe Conte, começará em 15 de setembro no tribunal da ilha italiana da Sicília, ao sul. Salvini é acusado do sequestro de pessoas e de abuso de poder por ter proibido o desembarque de 147 migrantes. Este grupo havia sido resgatado no Mediterrâneo pela embarcação humanitária espanhola "Open Arms" em agosto de 2019. Eles ficaram seis dias em alto-mar, perto da ilha italiana de Lampedusa, sem poder desembarcar, devido à recusa das autoridades italianas. O senado italiano derrubou a imunidade do ex-ministro Matteo Salvini "A defesa da pátria é o dever sagrado de qualquer cidadão (...) Vou ser julgado por isso? Por ter defendido meu país? Irei (ao julgamento) de cabeça erguida", tuitou o líder da Liga, que faz parte do atual governo dirigido por Mario Draghi. "Trata-se de uma decisão mais política do que judicial", criticou Salvini, na saída do tribunal. Se for considerado culpado, pode ser condenado a uma pena máxima de 15 anos de prisão. Já a organização Open Arms avaliou positivamente a decisão do tribunal siciliano e disse estar "feliz por todas as pessoas que resgatamos". O ex-ministro do Interior também está sendo julgado em outro caso relacionado à retenção, supostamente ilegal, de mais de 100 migrantes em alto-mar em julho de 2019.

  • Rússia e Ucrânia expulsam diplomatas em meio a aumento das tensões
    on abril 17, 2021 at 5:02 pm

    O serviço secreto russo FSB alegou que o diplomata Oleksandr Sosoniuk foi detido quando tentou acessar informações de bancos de dados da polícia russa e ordenou que ele deixe o país até o dia 22 de abril O presidente da Rússia, Vladimir Putin. EPA via BBC A Rússia acusou neste sábado (17), um diplomata ucraniano de tentar obter informações confidenciais do governo e ordenou que ele deixe o país até o dia 22 de abril, o que gerou uma reação similar por parte da Ucrânia enquanto aumentam as tensões na fronteira entre os dois países. O serviço secreto russo FSB alegou que o diplomata Oleksandr Sosoniuk foi detido quando tentou acessar informações de bancos de dados da polícia russa durante um encontro com um cidadão russo. Rússia retruca e impõe sanções aos EUA, mas diz estar aberta a uma reunião com a Casa Branca O Ministério das Relações Exteriores deu a Sosoniuk 72 horas para deixar o país, e a Ucrânia fez o mesmo com um diplomata russo em Kiev. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia afirmou que Sosoniuk foi detido por várias horas antes de ser autorizado a retornar ao seu consulado em São Petersburgo, e chamou a detenção de um ato provocativo. "Negamos totalmente as acusações feitas contra o funcionário consular", disse o órgão em um comunicado. As tensões entre Moscou e Kiev aumentam em meio ao crescimento de tropas russas ao longo da fronteira, além de confrontos no leste da Ucrânia entre o exército e separatistas pró-Rússia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, pediu na sexta-feira (16) por negociações de paz com Moscou.

  • Trabalhadores são mortos durante protesto em Bangladesh
    on abril 17, 2021 at 4:34 pm

    Polícia abriu fogo contra uma multidão de trabalhadores que exigia pagamento de salários e redução de horários por causa do Ramadã. Pelo menos cinco pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas em Bangladesh neste sábado (17), após a polícia abrir fogo contra uma multidão de trabalhadores que protestavam para exigir pagamento e aumento de salários em uma usina elétrica que tem parceria da China, segundo informações de funcionários e de policiais. A polícia abriu fogo depois que cerca de 2 mil manifestantes começaram a atirar tijolos e pedras contra policiais no canteiro de obras da usina movida a carvão na cidade de Chittagong, no sudeste do país, disse o oficial da polícia local Azizul Islam à Reuters. Quatro manifestantes morreram no local e outro morreu no hospital, disse ele. "Estamos tentando controlar a situação", disse Islam, acrescentando que pelo menos seis policiais estavam entre os feridos. Os trabalhadores atacaram e incendiaram várias estruturas da usina de 1.320 megawatts, localizada 265 km a sudeste da capital Dhaka, acrescentou. O oficial do governo local, Saiduzzaman Chowdhury, disse que os trabalhadores protestavam contra os salários não pagos e pressionavam por aumento salarial e redução de horários durante o mês sagrado do Ramadã, que começou nesta semana, quando os muçulmanos jejuam do nascer ao por do sol. Muçulmanos participam da oração de sexta-feira como parte do mês sagrado de jejum do Ramadã em frente a uma mesquita na capital Dhaka, no dia 16 de abril Mohammad Ponir Hossain/Reuters Vários dos trabalhadores feridos tiveram ferimentos à bala e foram levados para um hospital em Chittagong, disse ele, acrescentando que as cinco pessoas mortas foram todas baleadas. A usina de energia de US$ 2,4 bilhões é uma importante fonte de investimento estrangeiro em Bangladesh e faz parte de uma série de projetos que a China está promovendo para cultivar laços mais estreitos com o país. Em 2016, a SEPCOIII Electric Power Construction da China assinou um acordo com o S Alam Group, um conglomerado de Bangladesh responsável pelas obras no local. Durante aquele ano, quatro manifestantes que se opunham à sua construção foram mortos quando a polícia abriu fogo durante confrontos entre moradores que se manifestavam a favor e contra o projeto.

  • Astronautas voltam à Terra após quase sete meses em estação espacial
    on abril 17, 2021 at 4:24 pm

    Missão foi a última a levar astronautas americanos de base no Cazaquistão. EUA se preparam para voltar com lançamentos em seu território. Astronautas voltam à Terra após quase sete meses no espaço em foto de 17 de abril de 2021 no Cazaquistão Irina Spector/GCTC/Roscosmos/Reuters Três membros da tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) voltaram à Terra neste sábado (17) na espaçonave russa Soyuz, informou a agência Roscosmos. A Soyuz MS-17 pousou no Cazaquistão com os cosmonautas russos Sergei Ryzhikov e Sergei Kud-Sverchkov e "deu uma carona" para os americanos. A nave trouxe a astronauta da Nasa Kate Rubins. Ela, que é microbiologista, foi a primeira pessoa a sequenciar um DNA no espaço, em 2016. Astronauta americana, Kathleen Rubins, volta à Terra após sete meses no espaço em 17 de abril de 2021 Irina Spector/GCTC/Roscosmos/Reuters Os três estavam na estação espacial desde meados de outubro do ano passado. A missão foi o último voo russo programado transportando um membro da tripulação americana, marcando o fim de uma longa dependência. Os Estados Unidos se preparam para voltar a ter capacidade de enviar, sozinhos, astronautas ao espaço. Contrato com a SpaceX No ano passado, a SpaceX se tornou a primeira empresa privada a enviar uma tripulação à ISS, restabelecendo a capacidade americana de realizar o feito pela 1ª vez desde o fim do programa de ônibus espaciais. Na sexta (16), a Nasa anunciou que escolheu a SpaceX para levar os primeiros astronautas americanos à Lua desde 1972. O contrato de US$ 2,9 bilhões inclui o protótipo da nave espacial Starship, que está sendo testado nas instalações da SpaceX no sul do Texas. VÍDEOS mais vistos do G1 u

  • Família real dá adeus a príncipe Philip em cerimônia com William e Harry
    on abril 17, 2021 at 3:36 pm

    Cerimônia aconteceu na Capela de São Jorge, do Castelo de Windsor, e tem número limitado de convidados, distanciamento social e uso obrigatório de máscara. Família real dá adeus a príncipe Philip em cerimônia com William e Harry Cerimônia aconteceu na Capela de São Jorge, do Castelo de Windsor, e tem número limitado de convidados, distanciamento social e uso obrigatório de máscara. Apenas 30 pessoas puderam participar da cerimônia. Saiba como foi o funeral do príncipe Philip. FOTOS do funeral do príncipe Philip. VÍDEOS: Funeral do príncipe Philip

  • Funeral do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, em FOTOS
    on abril 17, 2021 at 3:17 pm

    Reencontro entre irmãos, cerimônia modesta e honrarias militares. Veja como foi o funeral do duque de Edimburgo, morto na semana passada aos 99 anos. Membros da guarda real chegam ao Castelo de Windsor em 17 de abril de 2021 para o funeral de príncipe Philip Molly Darlington/Reuters O funeral do príncipe Philip, que morreu aos 99 anos, aconteceu neste sábado (17) em uma cerimônia reduzida por conta dos protocolos da Covid-19. A despedida foi acompanhada pela rainha Elizabeth II, filhos e netos, com o reencontro dos irmãos príncipe William e príncipe Harry após sua mudança para os Estados Unidos. O corpo do duque de Edimburgo foi levado para o jazigo real da Capela de São Jorge, onde foi velado. A construção exuberante fica dentro da propriedade real do Castelo de Windsor, onde ele passou seus últimos meses de vida ao lado da rainha. Mesmo com uma cerimônia modesta, Philip, um ex-militar, recebeu honrarias das forças armadas do Reino Unido. Guarda da rainha se posiciona para funeral do Príncipe Philip Reprodução Banda marcial toca músicas nacionais do Reino Unido e ritmos militares durante o funeral de príncipe Philip em 17 de abril de 2021 Kirsty O'Connor/Pool/Reuters Funeral do príncipe Philip em Windsor neste sábado (17) Adrian Dennis/Pool via REUTERS Família real no funeral do Príncipe Philip Reprodução Príncipe William, Duque de Cambridge e o Príncipe Harry, Duque de Sussex no funeral do Príncipe Philip neste sábado (17) Alastair Grant/Pool via REUTERS Príncipe Harry voou dos EUA para o Reino Unido e cumpriu quarentena para participar do funeral do avô, príncipe Philip, na primeira aparição com a família real após entrevista polêmica com a Oprah Reprodução/Reuters Rainha Elizabeth II chega a Capela de São Jorge, onde acontece o funeral de príncipe Philip, seu marido por mais de 70 anos, em 17 de abril de 2021 Reprodução/Reuters Funeral do príncipe Philip Reprodução Convidados são obrigados a manter distanciamento social dentro da Capela de São Jorge para o funeral do príncipe Philip em 17 de abril de 2021 Dominic Lipinski/Pool/AP Membros da guarda real carregam o caixão com o corpo do príncipe Philip dentro da Capela de São Jorge em 17 de abril de 2021 Yui Mok/Pool/Reuters Elevador recolhe o corpo do príncipe Philip, que foi levado para o jazigo da família real britânica Reprodução/Reuters William e Henry após o funeral do avô, príncipe Philip Reprodução Príncipe William, o irmão Harry e a esposa Kate voltam caminhando para o Castelo de Windsor após o funeral do príncipe Philip em 17 de março Reprodução/Reuters VÍDEOS: Funeral do príncipe Philip Initial plugin text

  • Corpo de Philip, marido da Rainha Elizabeth, é colocado no jazigo da família real britânica
    on abril 17, 2021 at 2:39 pm

    Príncipe Philip morreu aos 99 anos no dia 09 de abril. Cerimônia de despedida foi acompanhada pela rainha Elizabeth e netos, inclusive príncipe Harry. Rainha Elizabeth II, casada por mais de 70 anos com Philip, é a última a seguir no cortejo durante o funeral de 17 de abril de 2021 Leon Neal/Pool/Reuters O funeral do príncipe Philip, que morreu aos 99 anos, aconteceu neste sábado (17) em uma cerimônia reduzida por conta dos protocolos da Covid-19. Despedida foi acompanhada pela rainha Elizabeth II e netos, inclusive o príncipe Harry. O corpo do duque de Edimburgo foi levado para a cripta real. Antes, o corpo do príncipe Philip foi velado na Capela de São Jorge, dentro da propriedade real do Castelo de Windsor, onde ele morava com a rainha Elizabeth II. Príncipes William e Harry acompanham funeral do avô, príncipe Philip Jonathan Brady/Reuters Após o fim da cerimônia, a família real retornou ao Castelo de Windsor. Restrições Covid Por conta da pandemia de Covid-19 no Reino Unido, apenas 30 pessoas, entre filhos, netos e outros parentes próximos puderam comparecer à Capela de São Jorge. William e Henry após o funeral do avô, príncipe Philip Reprodução O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já havia antecipado que não participaria do funeral para que mais familiares pudessem acompanhar a despedida presencial. Rainha Elizabeth II se senta sozinha durante o funeral do marido, príncipe Philip, na Capela de São Jorge em 17 de abril de 2021 Victoria Jones/Pool/Reuters Além da rainha Elizabeth II, que viveu ao lado de Philip por mais de 70 anos, quatro dos sucessores diretos ao trono participaram da despedida: Príncipe Charles (1º) Príncipe William (2º) Príncipe Harry (6º) Príncipe Andrew (7º) O príncipe George – 3º na linha de sucessão –, filho de William, e seus irmãos princesa Charlotte (4ª) e príncipe Louis (5º) não participaram da cerimônia por ainda serem crianças (veja a genealogia completa abaixo). Árvore genealógica da família real britânica Arte G1 O príncipe Harry, que mora nos EUA, voltou ao Reino Unido e teve que cumprir um período de quarentena. Essa é a primeira vez que ele volta ao país depois da veiculação da polêmica entrevista que ele concedeu ao lado da esposa Meghan Markle à apresentadora americana Oprah. Príncipe Philip conversa com o neto príncipe Harry em foto sem data Família Real/Arquivo Pessoal Markle, a duquesa de Sussex, não esteve presente. Ela ficou nos EUA por recomendações médicas. A esposa de Harry está grávida do 2º filho do casal. Segundo os protocolos sanitários, os convidados tiveram que manter distanciamento durante a cerimônia e usar máscaras de proteção. O Palácio de Buckingham pediu aos britânicos que não tentassem se aproximar do Castelo de Windsor, próximo a Londres, para evitar aglomerações. Família real acompanha funeral do Príncipe Philip Reprodução Procissão com filhos e netos O caixão de Philip foi transportado do Castelo para a Capela de São Jorge – um trajeto de cerca de 600m – em um carro Land Rover modificado. Rainha Elizabeth II chega a Capela de São Jorge para o funeral do esposo príncipe Philip em 17 de abril de 2021 Jonathan Brady/Pool/Reuters O carro com o caixão de Philip foi acompanhado a pé por membros da família real, dispostos ao lado e atrás do veículo. A divisão oficial da procissão trouxe do lado esquerdo do caixão: Princesa Anne, filha de Philip Príncipe Edward, filho de Philip E do lado direito: Príncipe Charles, filho de Philip Príncipe Andrew, filho de Philip Atrás do caixão ficaram o príncipe Harry à esquerda, Peter Phillips – filho da princesa Anne – ao centro, e príncipe William à direita. Mais atrás, o marido de Anne, vice-almirante Sir Timothy Laurence e David Armstrong-Jones, 2º conde de Snowdon, fecharam o cortejo. A rainha Elizabeth II foi separadamente para a Capela de São Jorge. Família real no funeral do Príncipe Philip Reprodução Ele foi carregado por 8 oficiais da guarda pessoal da rainha, que não tinham autorização para acompanhar a cerimônia de dentro da Capela. Além deles, o reverendo de Windsor e o arcebispo de Canterbury, líder da Igreja Anglicana, fizeram uma saudação especial. Somando, estas 10 pessoas não fizeram parte da contagem oficial de participantes. Durante a procissão, militares realizaram disparos em homenagem ao duque de Edimburgo – que fez parte da Marinha britânica. Membros da guarda real carregam o caixão com o corpo do príncipe Philip dentro da Capela de São Jorge em 17 de abril de 2021 Yui Mok/Pool/Reuters Em todo o percurso, oficiais da Marinha Real, Fuzileiros Navais, Regimento Real da Escócia, e da Força Aérea Real se apresentaram para o cortejo. Dentro da capela, o caixão foi coberto com o estandarte do duque, uma coroa, o chapéu naval e sua espada. Caixão do Príncipe Philip é coberto com seu estandarte pessoal Roupas civis Os convidados puderam usar roupas civis e não trajes militares – mas o uso de máscaras em locais fechados foi obrigatório. Príncipes William e Harry acompanham cortejo em funeral do avô príncipe Philip em 17 de abril de 2021 Alastair Grant/Pool/Reuters A decisão de que uniformes militares, tradicionais para eventos oficiais, não fossem usados está sendo apontada como um aceno da rainha para o neto, príncipe Harry. Caso os uniformes fossem obrigatórios, Harry e Andrew (filho da rainha) seriam os únicos membros da família real que estariam vestidos com ternos. Isso porque Harry perdeu suas condecorações ao deixar a família real. O protocolo militar sugere que as vestes oficiais possam ser vestidas apenas com o uso das medalhas. Já Andrew foi afastado da vida pública após o escândalo causado por sua amizade com o empresário americano Jeffrey Epstein. De acordo com a imprensa, a Marinha Real não teria sido a favor de vê-lo vestindo o uniforme. Veja mais vídeos sobre a cerimônia de despedida do princípe Philip

  • VÍDEOS: Funeral do Príncipe Philip
    on abril 17, 2021 at 2:15 pm
  • Espanha prorroga quarentena obrigatória para viajantes do Brasil e mais 11 países por causa de variantes do coronavírus
    on abril 17, 2021 at 12:32 pm

    Até o dia 3 de maio, passageiros de voos diretos ou com escala precisarão ficar 10 dias em isolamento, podendo sair apenas para a compra de comida, remédios ou atendimento médico. Apenas cidadãos ou residentes estão autorizados a desembarcar. Passageiros no aeroporto de Palma de Mallorca, Espanha, em 1º de abril de 2021 Enrique Calvo/Reuters/Arquivo A Espanha prorrogou neste sábado (17) a quarentena obrigatória para viajantes do Brasil e mais 11 países por conta da propagação das novas variantes do coronavírus. A medida vale até o dia 3 de maio – e pode ser prorrogada. Veja quais são os países com a restrição: Brasil África do Sul Botsuana Ilhas Comores Gana Quênia Moçambique Tanzânia Zâmbia Zimbábue Peru Colômbia A decisão do governo espanhol vale para passageiros de voos diretos ou com escalas intermediárias e foi tomada pela "preocupação sobre os efeitos das variantes brasileira e sul-africana". Afeganistão, Albânia, Tonga, México... brasileiros só podem viajar sem restrições para 8 países Em publicação no Diário Oficial do Estado, a Espanha destaca a "maior transmissibilidade, o risco de reinfecções e uma possível diminuição da eficácia vacinal" pelas variantes. Segundo a medida, todos que desembarcarem deverão cumprir quarentena de dez dias, que poderá ser interrompida aos sete dias caso se apresente um teste PCR negativo para a Covid-19. Durante a quarentena, as pessoas "deverão permanecer em seu domicílio, ou alojamento", e poderão sair apenas para comprar comida, medicamentos e para receber atenção médica. Assim como outros países, a Espanha autorizava a viagem apenas para cidadãos e residentes do país. VÍDEOS mais vistos do G1

  • Mundo chega a 3 milhões de mortes por Covid com piora da pandemia na América do Sul
    on abril 17, 2021 at 10:28 am

    Foram registradas 1 milhão de óbitos em apenas 93 dias. Puxada pelo Brasil, região passou a Europa e é a que mais tem novas vítimas do novo coronavírus. Corpo de mulher que morreu por complicações relacionadas à Covid-19 é colocado em nicho por funcionários e parentes no cemitério de Inahuma, no Rio de Janeiro, em 13 de abril de 2021 Silvia Izquierdo/AP O mundo chegou neste sábado (17) à triste marca de 3 milhões de mortes causadas pela Covid-19, em meio à piora da pandemia na América do Sul, principalmente por causa do Brasil, e também pela aceleração no número de óbitos na Ásia. Foram 263 dias para atingir o primeiro milhão de vítimas da Covid, 108 dias para chegar aos 2 milhões de óbitos e apenas 93 dias para registrar mais um milhão de vítimas. Os números são do "Our World in Data", projeto ligado à Universidade de Oxford, e da Universidade Johns Hopkins. 09/01/20: 1ª morte 28/09/20: 1 milhão de mortes (263 dias desde a 1ª morte) 14/01/21: 2 milhões (108 dias desde o 1º milhão de mortes) 17/04/21: 3 milhões: (93 dias desde os 2 milhões) A primeira morte causada pelo novo coronavírus (um homem de 61 anos com uma "misteriosa pneumonia viral") foi registrada oficialmente em 9 de janeiro de 2020 em Wuhan, na China, e desde então o vírus se espalhou pelo mundo. O primeiro milhão de mortes foi marcado por uma forte onda na Europa, entre março e abril, que assustou o mundo e levou os países a adotarem severas medidas de restrição e a diminuir o impacto da proliferação do vírus. O segundo milhão de vítimas foi marcado por uma aceleração constante no número de óbitos na Europa, impulsionada pela variante britânica no Reino Unido a partir de dezembro, e também nos EUA, o que levou o mundo a atingir o recorde de mortes diárias. Já o terceiro milhão foi marcado por uma forte queda no número de mortes tanto nos EUA (com a aceleração da vacinação) quanto na Europa (após meses de pesadas medidas de restrição). Ao mesmo tempo, os óbitos começaram a crescer na América do Sul e na Ásia a partir de março. Com 5,5% da população mundial, a América do Sul concentra atualmente cerca de um terço das novas vítimas do novo coronavírus do planeta. O Brasil tem cerca de 2,7% dos habitantes do mundo e é responsável por cerca de um quarto de todas as novas mortes (veja mais abaixo). O mundo tem registrado cerca de 11,8 mil mortes causadas pelo novo coronavírus por dia, ainda abaixo do pico de 14,4 mil atingido em 26 de janeiro deste ano. Além disso, tem registrado uma média de quase 750 mil casos confirmados por dia (eram menos de 360 mil em 20 de fevereiro), e com isso já são quase 140 milhões de infectados pelo novo coronavírus. Regiões e países mais afetados A Europa ainda é a região mais afetada pela pandemia (em números absolutos), com quase um milhão de mortes por Covid-19, seguida pela América do Norte e América do Sul. Europa: 972 mil (32,3% do total de óbitos do mundo) América do Norte: 830 mil (27,6%) América do Sul: 615 mil (20,4%) Ásia: 461 mil (15,3%) África: 117 mil (3,9%) Oceania: 1 mil (0,03%) 3 milhões de mortes por Covid-19 Guilherme Luiz Pinheiro/G1 Entre os dez países com mais mortes, 5 são da Europa (Reino Unido, Itália, França, Alemanha e Espanha), 2 são da América do Norte (EUA e México), 2 são da Ásia (Índia e Rússia) e 1 é da América do Sul (Brasil): Estados Unidos: 566 mil Brasil: 368 mil México: 211 mil Índia: 175 mil Reino Unido: 127 mil Itália: 116 mil Rússia: 103 mil França: 100 mil Alemanha: 79 mil Espanha: 76 mil Região mais populosa do mundo, com 59,6% dos habitantes do planeta, a Ásia tem apenas 15,3% dos óbitos, mas está passando por uma aceleração no número de mortes. O número de vítimas saltou de uma média de 900 por dia no começo de março para mais de 2,3 mil atualmente. A África tem menos de 4% das mortes por Covid-19 confirmadas e a Oceania, região menos afetada pelo vírus, tem pouco mais de 1 mil mortes desde o início da pandemia. Mundo chega a 3 milhões de mortes por Covid-19 Apesar de serem as regiões mais afetadas (em número absolutos), Europa e América do Norte viram o número de óbitos recuarem desde o pico registrado em janeiro. Enquanto isso, a América do Sul, puxada pelo Brasil, se transformou na região na mais letal da pandemia. O número diário de vítimas na Europa caiu de uma média de 5,6 mil por dia no fim de janeiro para cerca de 3,6 mil atualmente. O da América do Norte despencou de 4,9 mil para 1,5 mil na mesma base de comparação. Escalada de mortes na América do Sul No sentido contrário, o número diário de mortes na América do Sul disparou de 1,7 mil no meio de fevereiro para mais de 4,2 mil atualmente, em apenas dois meses. O Brasil é responsável por mais de 70% dos novos óbitos registrados na região. Trabalhadores colocam caixões em carro funerário em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil em 9 de abril de 2021 Pilar Olivares/Reuters Com a escalada da pandemia no Brasil, a região concentra atualmente cerca de um terço das novas vítimas da Covid-19 do mundo e o país, um quarto. Sendo que a América do Sul tem apenas 5,5% da população mundial e o Brasil, cerca de 2,7%. Em termos proporcionais, a América do Sul é a mais afetada do mundo, com 1.419 mortes a cada 1 milhão de habitantes. Em seguida vêm América do Norte (1.400) e Europa (1.294). Ásia (99 mortes por milhão), África (87) e Oceania (24) estão em situação bem melhor. A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que é o braço da OMS nas Américas, alertou que a situação da pandemia na América do Sul é a que mais preocupa no mundo (veja no vídeo abaixo). Situação da Covid na América do Sul é a que mais preocupa no mundo, diz Opas Na quarta-feira (14), a diretora-geral da Opas, Carissa Etienne, afirmou que as Américas — não só a do Sul — não estão se comportando como um continente que vive um surto cada vez mais grave. "Variantes altamente transmissíveis estão se espalhando e as medidas de distanciamento social não são tão estritamente observadas como antes", afirmou Etienne. VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

  • Você viu? Vacinação pela metade, CPI, novas revelações do caso Henry e peixes no Rio Pinheiros
    on abril 17, 2021 at 8:00 am

    Uma seleção de reportagens publicadas no G1 com as notícias de 12 a 16 de abril. Olá! Aqui você vai ver um resumo dos assuntos da semana, vai entender por que todo mundo tem que tomar duas doses da vacina e vai saber como o Brasil virou piada no parlamento francês. Tem também a última polêmica do Instagram, um guia para cuidar de plantas e a rotina de quem trabalha vendendo "nudes". O "Você viu?" é publicado sempre aos sábados no G1. Vacina, sim. Duas doses, sim. 💉💉 Vale a pena repetir: as vacinas contra a Covid-19 usadas no Brasil devem ser tomadas em duas doses. Mas muita gente que recebeu a 1ª não apareceu para a 2ª. Cerca de 1,5 milhão de pessoas, segundo o ministro da Saúde. É um problemão. Quem toma vacina pela metade coloca em risco a própria saúde e toda a sociedade. Esta reportagem explica por que todos nós temos a obrigação de tomar as duas doses. O podcast O Assunto conversou com especialistas sobre as consequências disso para o Brasil e até para o mundo. É só dar o play. O poder da vacina Olha só que interessante: um estudo mostrou que o leite materno de mães vacinadas tem anticorpos contra a Covid-19. Os cientistas ainda não sabem se isso daria proteção ao bebê. No Brasil, o Ministério da Saúde publicou novas recomendações para a vacinação de gestantes. Tristes números Já são quase 370 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. Com UTIs cheias, os médicos lidam agora com a falta do "kit intubação", usado para manter os pacientes inconscientes durante a ventilação mecânica. Sem esses sedativos, eles sofrem acordados. Alguns são amarrados nos leitos. Tempos melhores virão Vivemos o pior momento da pandemia, mas há uma cidade no interior de SP onde o clima é de esperança. Serrana foi o 1º lugar do país a fazer vacinação em massa em um projeto do Butantan. E as notícias são boas: queda de internações e casos graves. "Que venham tempos melhores. Tempos de fé, de acreditar, de sonhar, de retornar às nossas rotinas, com nossas famílias, amigos", diz a professora Leila, que mora em Serrana. O vídeo abaixo traz essas mensagens de esperança. Moradores de Serrana, SP, celebram fim da vacinação em massa contra Covid-19 Vem aí a vacina... da gripe Começou também a vacinação contra a gripe, e a pergunta que você deve estar fazendo é: posso tomar as duas vacinas juntas? Autoridades de saúde dizem que não. "Ainda não temos os estudos que permitiriam saber a resposta do sistema imunológico à aplicação conjunta", explica a médica Patricia Mouta. Leia mais. É por isso que, neste ano, quem está tomando a vacina da gripe primeiro são crianças e gestantes, e não os idosos, que são prioridade na vacinação contra a Covid-19. Veja aqui o calendário. Pode isso? Não, não pode Mesmo quem já tomou vacina deve manter a máscara. Mas não como mostrou uma campanha do governo do Rio de Janeiro, em que um médico aparece com a máscara de cabeça para baixo. Campanha do governo do RJ contra a Covid mostra 'médico' com máscara de cabeça para baixo Reprodução/TV Globo A semana em Brasília A criação da CPI que investigará a atuação do governo na pandemia agitou a semana em Brasília. O senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) gravou e divulgou uma conversa em que Bolsonaro pede que a CPI investigue também governadores e prefeitos. O presidente xinga o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), autor do pedido da CPI, e reclama do STF. Ouça abaixo: Veja trechos da conversa entre Bolsonaro e Kajuru A CPI ainda não começou, mas os integrantes já foram definidos. Ela não investigará diretamente governadores e prefeitos, como queria Bolsonaro, mas poderá analisar os repasses de verba federal a estados e municípios. G1 explica: quais são os poderes de uma CPI No STF, duas decisões importantes. O tribunal confirmou a anulação das condenações de Lula na Lava Jato, o que permite ao ex-presidente disputar a eleição de 2022. E a ministra Rosa Weber suspendeu trechos dos decretos de Bolsonaro que ampliavam a compra de armas. O tema foi levado ao plenário depois, mas Alexandre de Moraes pediu a suspensão do julgamento. Quer saber mais? Estreou no G1 o podcast À Mão Armada, em que a repórter Sônia Bridi investiga a política armamentista de Bolsonaro. Ouça o 1º episódio: Piada internacional O Brasil virou assunto no parlamento da França. E foi por causa da hidroxicloroquina, medicamento que não tem eficácia comprovada contra a Covid-19. A discussão começou quando o primeiro-ministro, Jean Castex, disse que a França suspenderia os voos do Brasil e foi criticado por um opositor, para quem essa medida deveria ter saído antes. Castex então lembrou que o parlamentar chegou a pedir que o governo francês recomendasse o uso da hidroxicloroquina, como fez Bolsonaro. E citou o Brasil: "Tem uma coisa que não fizemos: seguir suas recomendações. O senhor escreveu ao presidente para aconselhar que prescrevesse hidroxicloroquina. Ora, o Brasil é o país que mais a prescreveu." A declaração provocou risos e aplausos dos outros parlamentares. Assista: VÍDEO: Primeiro-ministro francês cita uso de cloroquina no Brasil para rebater deputado e provoca risos Relatos da barbárie A investigação sobre a morte do menino Henry Borel sofreu uma reviravolta com o 2º depoimento da babá. Thayná voltou atrás e afirmou que mentiu à polícia no 1º relato. Dessa vez, ela descreveu agressões de Dr. Jairinho ao menino e disse que foi coagida a mentir pela mãe de Henry, Monique. Para a polícia, tudo indica que Jairinho assassinou a criança. Veja no vídeo o que disse Thayná. Dia 12 de fevereiro segundo Thayná: o que contou a babá de Henry Madoff Bernie Madoff, o responsável pelo maior golpe financeiro da história, morreu na prisão aos 82 anos. Ele cumpria uma pena de 150 anos por organizar um esquema bilionário de pirâmide financeira que enganou mais de 30 mil investidores. Vivendo de "nudes" Há quem ganhe até R$ 16 mil por mês vendendo "nudes" na internet. Uma reportagem do G1 explica o fenômeno OnlyFans, que reúne usuários dispostos a pagar pela foto de alguém pelado. Ouvimos 5 brasileiras, que contam qual é a estratégia para faturar e quais cuidados tomam. Dá para ganhar dinheiro no OnlyFans? Para ler e ouvir... Você conhece Teto, Jovem Dex, Bin, Kawe e 23kGoldn? Eles são os "novinhos do Trap", um subgênero do rap dos EUA que aqui foi mesclado a funk, pagode, pop e até "sofrência". O podcast G1 Ouviu conta mais. Pai e mãe de planta Companheiras de confinamento em tempos de pandemia, as plantas dentro de casa precisam de cuidados especiais. Aqui está um guia para cuidar bem da sua "urban jungle". Cuidados com plantas ornamentais Rafael Miotto/G1 Polêmica no Instagram O Instagram lançou 3 figurinhas temáticas para celebrar o Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos. E deu polêmica. Alguns começaram a usar os "stickers" em posts que não tinha nenhuma relação com o islamismo. Vem aqui entender. Figurinha do Instagram: mesquita Hala AlAbbasi/Reprodução/Instagram BLW, já ouviu falar? A sigla é comum entre pais e mães de bebês. Traduzida para o português, significa "desmame guiado pelo bebê" e consiste na ideia de deixar a criança iniciar o contato com os alimentos de forma mais independente. O método, entretanto, não é consenso entre especialistas. 🐟🐟🐟 Peixes no Rio Pinheiros? É isso mesmo. Os vídeos foram feitos por ciclistas e enviados ao governo de SP. Uma especialista explicou que eles vieram de um córrego e estão confinados em um pedaço do rio que não é tão poluído. VÍDEO: peixes são vistos nadando no Pinheiros em SP; rio passa por despoluição há anos Mistério revelado 😮 Medo? Que nada! Após alertas de moradores, autoridades da Polônia investigaram bem e descobriram que uma "criatura misteriosa" escondida em uma árvore era na verdade... um croissant. Autoridades receberam chamado e investigaram denúncia em Cracóvia de que moradores não estavam abrindo janelas com medo do 'bicho' Reprodução/Facebook Pra ficar de olho Novas leis de trânsito entram em vigor; vejo como era e como ficou Prazo para entrega do Imposto de Renda é prorrogado Auxílio emergencial: confira o calendário de pagamentos Imagem da semana A foto de um abraço entre uma idosa e sua cuidadora venceu o prêmio World Press Photo. "Foi gostoso, ela me apertou bastante", conta a idosa Rosa Lunardi. A foto foi tirada em uma casa de repouso de SP, no ano passado. Conheça a história. Um calor no ❤️. Abraço de cuidadora e idosa ganha prêmio internacional de fotografia Mads Nissen/Politiken/Panos Pictures/World Press Photo via AP

  • Índia bate novo recorde de casos de Covid-19 em 24 horas
    on abril 17, 2021 at 7:13 am

    País asiático registra 234.692 novas infecções e 1.341 mortes em apenas 24 horas. Índia sofre com a segunda onda de Covid-19 Danish Siddiqui/Reuters A Índia registrou 234.692 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas e estabeleceu um novo recorde diário, de acordo com dados divulgados pelo ministério da Saúde do país neste sábado (17). O país asiático também registrou mais 1.341 mortes em apenas um dia e chegou a 175.649 óbitos desde o início da pandemia do novo coronavírus. O recorde anterior de casos havia sido registrado na sexta-feira (15), com pouco mais de 217 mil novas infecções. Na quinta (15), o país asiático superou pela primeira vez a marca de 200 mil casos registrados em apenas um dia. Foi o oitavo recorde diário de casos nos últimos nove dias. A Índia sofre uma grande segunda onda e agora fica perto de 14,5 milhões de infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, que já registraram mais de 32 milhões casos de Covid-19. Na última segunda-feira (12), o país passou o Brasil em casos confirmados. A Índia vive período de festivais religiosos, com desrespeito às medidas para combater a pandemia mesmo com hospitais lotados. VÍDEO: Devotos participam do ritual de banho durante pandemia na Índia Naga Sadhus, ou homens sagrados hindus, mergulham no rio Ganges em 12 de abril de 2021 durante festival religioso em Haridwar, na Índia, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) Anushree Fadnavis/Reuters O recorde absoluto de casos em 24 horas ainda é dos Estados Unidos, que teve mais de 300 mil registrados em 2 de janeiro. O recorde de infectados do Brasil é de 97,5 mil novos casos em 24 horas, que foram registrados em 25 de março. Medidas de restrição Em meio à escalada de casos, a capital Nova Délhi impôs um toque de recolher neste fim de semana. Shopping, academias, restaurantes e alguns mercados fecharão e apenas serviços essenciais poderão funcionar. Mumbai, capital financeira do país, já tem adotado diversas medidas de restrição. A cidade fica no maior estado do país, Maharashtra, que é o epicentro da segunda onda e até iniciou um lockdown na quinta-feira (15) para conter a disseminação do vírus. No final de janeiro e começo de fevereiro, a Índia estava registrando menos de 10 mil infectados por dia. O governo indiano culpa o desrespeito ao distanciamento social e o não uso de máscaras como causas para o surto. Médicos e especialistas apontam também a complacência do governo e novas variantes do coronavírus pela escalada de casos. Vacinação contra Covid O recorde de casos e mortes ocorre em meio à aceleração da vacinação no país. A Índia é o maior produtor mundial de vacinas e iniciou em janeiro sua campanha de imunização, que demorou a engrenar. O país passou a restringir a exportação de vacinas contra a Covid-19 para aumentar a sua velocidade de vacinação, o que tem mostrado resultado. A Índia é o terceiro país que mais aplicou doses até o momento (117 milhões), atrás apenas de EUA (198 milhões) e China (183 milhões), segundo o Our World in Data, projeto ligado à Universidade de Oxford. VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

  • Funeral do Príncipe Philip acontece com distanciamento e restrições em Windsor neste sábado
    on abril 17, 2021 at 3:30 am

    Cerimônia tem número limitado de convidados, distanciamento social e uso obrigatório de máscara. VÍDEO: funeral do Príncipe Philip acontece no Castelo de Windsor O funeral do príncipe Philip, que morreu aos 99 anos, acontece neste sábado (17) em uma cerimônia reduzida por conta dos protocolos da Covid-19. O corpo do duque de Edimburgo será velado na Capela de São Jorge, dentro da propriedade real do Castelo de Windsor, onde Philip morava com a rainha Elizabeth II. Antes do início da cerimônia, o caixão de Philip será guardado em uma capela privada dentro do castelo. Acompanhe o que deve acontecer durante o dia (no horário de Brasília): 10h40 – o caixão de Philip é colocado no carro para o início da procissão 10h45 – tem início a procissão dentro dos muros do castelo 10h53 – o corpo de Philip chega à Capela de São Jorge 11h00 – 1 minuto de silêncio nacional 11h50 – corpo de Philip é levado para o jazigo real Membros da guarda real chegam ao Castelo de Windsor em 17 de abril de 2021 para o funeral de príncipe Philip Molly Darlington/Reuters Gráfico mostra como será o funeral do príncipe Philip G1 Restrições Covid A cerimônia será televisionada, e terá transmissão pelo G1. Ela será bem menor do que se espera para a morte de um monarca. Por conta das restrições impostas durante a pandemia da Covid-19 no Reino Unido, há um limite de pessoas que podem participar de velórios e funerais. Na cerimônia deste sábado, apenas 30 pessoas, entre filhos, netos e outros parentes próximos poderão comparecer à Capela de São Jorge. Condecorações de príncipe Philip são colocadas dentro da Capela de São Jorge, onde o duque de Edimburgo é velado em 17 de abril de 2021 Steve Parsons/Reuters Além da rainha Elizabeth II, que viveu ao lado de Philip por mais de 70 anos, quatro dos sucessores diretos ao trono participarão da despedida: Príncipe Charles (1º) Príncipe William (2º) Príncipe Harry (6º) Príncipe Andrew (7º) O príncipe George – 3º na linha de sucessão –, filho de William, e seus irmãos princesa Charlotte (4ª) e príncipe Louis (5º) não participarão da cerimônia por ainda serem crianças (veja a genealogia completa abaixo). Árvore genealógica da família real britânica Arte G1 O príncipe Harry, que mora nos EUA, voltou ao Reino Unido e teve que cumprir um período de quarentena. Essa é a primeira vez que ele volta ao país depois da veiculação da polêmica entrevista que ele concedeu ao lado da esposa Meghan Markle à apresentadora americana Oprah. Príncipe Philip conversa com o neto príncipe Harry em foto sem data Família Real/Arquivo Pessoal Markle, a duquesa de Sussex, não estará presente. Ela ficou nos EUA por recomendações médicas. A esposa de Harry está grávida do 2º filho do casal. Segundo os protocolos sanitários, os convidados manterão distanciamento durante a cerimônia e terão que usar máscaras de proteção. O gabinete do primeiro-ministro britânico antecipou que Boris Johnson não participará do funeral, para que "mais familiares possam se despedir". O Palácio de Buckingham pediu aos britânicos que não tentem se aproximar do Castelo de Windsor, próximo a Londres, para evitar aglomerações. No entanto, algumas pessoas descumpriram com a recomendação e foram até o local, mas não poderão acompanhar a procissão que acontece a portas fechadas. Pessoas tentam se aproximar do funeral de príncipe Philip em Windsor em 17 de abril de 2021 Phil Noble/Pool/Reuters Procissão com filhos e netos O caixão de Philip será transportado do Castelo para a Capela de São Jorge – um trajeto de cerca de 600m – em um carro Land Rover modificado. Segundo a programação divulgada pelo Palácio de Buckingham, uma procissão será feita dentro do terreno do Castelo de Windsor por cerca de 8 minutos até chegar à Capela de São Jorge. O caixão de Philip no carro será acompanhado a pé por membros da família real, dispostos ao lado e atrás do veículo. A divisão oficial da procissão traz do lado esquerdo do caixão: Princesa Anne, filha de Philip Príncipe Edward, filho de Philip E do lado direito: Príncipe Charles, filho de Philip Príncipe Andrew, filho de Philip Atrás do caixão estarão o príncipe Harry à esquerda, Peter Phillips – filho da princesa Anne – ao centro, e príncipe William à direita. Mais atrás, o marido de Anne, vice-almirante Sir Timothy Laurence e David Armstrong-Jones, 2º conde de Snowdon, fecham o cortejo. A rainha Elizabeth II irá separadamente para a Capela de São Jorge. Cortejo fúnebre do príncipe Philip G1 Arte Ele será carregado por 8 oficiais da guarda pessoal da rainha, que não têm autorização para acompanhar a cerimônia de dentro da Capela. Além deles, o reverendo de Windsor e o arcebispo de Canterbury, líder da Igreja Anglicana, farão uma saudação especial. Somando, estas 10 pessoas não fazem parte da contagem oficial de participantes. Durante a procissão, militares irão realizar disparos em homenagem ao duque de Edimburgo – que fez parte da Marinha britânica. Membros da guarda real em Windsor para o funeral de príncipe Philip em 17 de abril de 2021 Carl Recine/Reuters Em todo o percurso, oficiais da Marinha Real, Fuzileiros Navais, Regimento Real da Escócia, e da Força Aérea Real se apresentarão para o cortejo. Dentro da capela, o caixão será coberto com o estandarte do duque, uma coroa, o chapéu naval e sua espada. Também está previsto para às 11 horas, no horário de Brasília, um minuto de silêncio em todo o Reino Unido. Pessoas passam em frente a retrato de príncipe Philip exposto em loja do Reino Unido em 17 de abril de 2021, dia de seu funeral Peter Cziborra/Reuters O corpo do Príncipe Philips será sepultado, após o funeral, também em Windsor. Roupas civis Os convidados poderão usar roupas civis e não trajes militares – mas o uso de máscaras é obrigatório. A decisão de que uniformes militares, tradicionais para eventos oficiais, não fossem usados está sendo apontada como um aceno da rainha para o neto, príncipe Harry. Caso os uniformes fossem obrigatórios, Harry e Andrew (filho da rainha) seriam os únicos membros da família real que estariam vestidos com ternos. Isso porque Harry perdeu suas condecorações ao deixar a família real. O protocolo militar sugere que as vestes oficiais possam ser vestidas apenas com o uso das medalhas. Já Andrew foi afastado da vida pública após o escândalo causado por sua amizade com o empresário americano Jeffrey Epstein. De acordo com a imprensa, a Marinha Real não teria sido a favor de vê-lo vestindo o uniforme. VÍDEOS: Funeral do príncipe Philip Initial plugin text

  • Nasa contrata SpaceX para levar astronautas à Lua
    on abril 17, 2021 at 1:58 am

    Empresa de Elon Musk venceu concorrência com outras gigantes do ramo aeroespacial dos EUA. Nave Starship, que deve levar pessoas à Lua pela primeira vez desde 1972, é reutilizável. Foto de janeiro de 2019 mostra protótipo da Starship, da SpaceX Miguel Roberts/The Brownsville Herald via AP, arquivo A Nasa selecionou a SpaceX para levar os primeiros astronautas americanos à Lua desde 1972, anunciou nesta sexta-feira (16) a agência espacial dos Estados Unidos, o que representa uma grande vitória para a empresa de Elon Musk. O contrato de US$ 2,9 bilhões inclui o protótipo da nave espacial Starship, que está sendo testado nas instalações da SpaceX no sul do Texas. "Hoje estou muito emocionada, e todos estamos muito emocionados, de anunciar que elegemos a SpaceX para continuar com o desenvolvimento do nosso sistema de pouso humano integrado", disse Lisa Watson-Morgan, gerente deste programa na Nasa. Imagem divulgada pela NASA do foguete SpaceX Falcon 9 com a nave Crew Dragon. AFP PHOTO/ NASA/Aubrey Gemignani A SpaceX vence assim a Blue Origin, de Jeff Bezos, e a empreiteira de defesa Dynetics e se torna o único fornecedor do sistema. É um marco surpreendente nas práticas da Nasa, que normalmente escolhe várias empresas, a fim de se prevenir caso ocorra alguma falha. Analistas da indústria disseram que a decisão ressalta que a companhia, fundada por Musk em 2002 com o objetivo de colonizar Marte, é o parceiro de maior confiança da Nasa no setor privado. No ano passado, a SpaceX se tornou a primeira empresa privada a enviar com sucesso uma tripulação à Estação Espacial Internacional, restabelecendo a capacidade norte-americana de realizar o feito pela primeira vez desde o fim do programa de ônibus espaciais. Para a proposta de pouso na Lua, a SpaceX apresentou a nave espacial reutilizável Starship, projetada para transportar grandes tripulações e cargas para viagens espaciais ao espaço profundo, e fazer um pouso vertical tanto na Terra quanto em outros corpos celestes. Protótipos da nave estão sendo testados nas instalações da empresa, embora todas as quatro versões que tentaram até agora voos de teste tenham explodido. Veja no VÍDEO abaixo VÍDEO: veja imagens do novo voo de teste do foguete Starship da SpaceX que fracassou Programa Artemis Como parte do programa Artemis para voltar a levar humanos à Lua, a Nasa quer usar seu Sistema de Lançamento Espacial para transportar quatro astronautas a bordo de uma cápsula da tripulação Orion, que então se acoplará a uma estação espacial lunar chamada Gateway. A Starship estará esperando para receber dois integrantes da tripulação para a etapa final da viagem à superfície da Lua. A ideia é que o Gateway seja uma estação intermediária, mas para a missão inicial, a Orion poderia se acoplar diretamente à Starship, explicou Watson-Morgan. Os astronautas passariam então uma semana na Lua antes de embarcar na nave da SpaceX para voltar à órbita lunar e, em seguida, embarcar na Orion de volta à Terra. Por outro lado, a empresa de Musk tem planos de combinar a espaçonave Starship com seu próprio foguete de carga super pesada, para fazer uma nave combinada que teria 120 metros de altura e seria o veículo de lançamento mais potente já implementado. A humanidade pôs os pés na Lua pela última vez em 1972, durante o programa Apollo. A Nasa quer retornar e estabelecer uma presença sustentável, com uma estação espacial lunar, para testar novas tecnologias que abram o caminho para uma missão tripulada a Marte. Em 2019, o então vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence desafiou a Nasa a colocar a primeira mulher e o próximo homem na Lua até 2024, mas esse prazo provavelmente será relaxado sob a presidência de Joe Biden. Outra mudança do governo atual é sua meta declarada de levar a primeira pessoa não-branca à Lua no âmbito do programa Artemis.

  • ONU anuncia antecipação de 4 milhões de doses de vacinas contra Covid ao Brasil
    on abril 17, 2021 at 1:31 am

    Organização tentará antecipar também outros 4 milhões de doses na iniciativa Covax. Profissional da saúde prepara dose da vacina AstraZeneca/Oxford em hospital de Brasília, em março Ueslei Marcelino/Reuters A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta sexta-feira a antecipação do envio ao Brasil de 4 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 ainda neste mês de abril por meio do consórcio Covax Facility, co-liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Há ainda a possibilidade de se antecipar o envio de outras 4 milhões de doses via Covax, informou a ONU, à qual a OMS é vinculada, em comunicado. O anúncio do repasse foi feito em reunião virtual de dirigentes da ONU e da OMS com 22 governadores e 4 vice-governadores do Fórum de Governadores do Brasil nesta sexta. VEJA TAMBÉM: Governadores pedem à ONU 'ajuda humanitária' para compra de vacinas e kit intubação Em 21 de março, o Brasil recebeu o primeiro lote de 1.022.400 doses de vacinas da AstraZeneca/Oxford contra Covid-19 por meio do Covax Facility. Governadores pedem socorro à ONU; OMS pode antecipar doses de vacina contra a Covid O programa oferece auxílio especialmente a países em desenvolvimento, permitindo que eles vacinem profissionais de saúde e outros grupos em alto risco, mesmo se seus governos não conseguiram garantir vacinas com os fabricantes. No caso do Brasil, foram adquiridas 42,5 milhões de doses de vacinas por meio do programa. O Brasil tem atravessado nas últimas semanas o pior momento da pandemia, com elevados registros de mortes e casos de Covid. O país sofre com o colapso nos sistemas de saúde com falta de leitos de UTI, escassez de medicamentos do chamado kit intubação e a demora na imunização. Gestores regionais reclamam também da falta de coordenação do governo federal para fazer frente a essa situação e começaram a tomar iniciativas entre eles para se reorganizar. Ajuda dos EUA Caixa da vacina de Oxford, fabrica pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a FioCruz Vitoria Mikaelli/Prefeitura de Guararema Em entrevista coletiva após a reunião, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), disse que a ONU vai pedir aos EUA que envie ao Brasil vacinas contra Covid que não estão sendo usadas no país. Ele destacou que essa eventual ajuda humanitária seria uma exceção aberta pelo governo dos EUA. Dias destacou que há vacinas da AstraZeneca nos EUA que não estão sendo utilizadas. Por isso, foi pedida uma flexibilização na legislação norte-americana para permitir que haja a doação ou venda de excedentes de imunizantes para o Brasil e outros países. Segundo o governador, a representante da ONU se comprometeu a tratar do tema. Para Dias, que coordena a temática das vacinas no fórum nacional dos governadores, o problema do Brasil não é só dele, mas do mundo. Ele citou a avaliação feita pela OMS que reconhece o Brasil como o "maior propagador" de variantes de Covid. "Se o mundo não cuidar do Brasil, há um risco de que essas variantes se alastrarem para o mundo". alertou. Com apenas dois imunizantes à disposição — CoronaVac e AstraZeneca — e atrasos no processo de fabricação, o Brasil vacinou até o momento 25,7 milhões de pessoas com a primeira dose, o equivalente a 12,17% da população, e 9,1 milhões com as duas, o que representa 4,35% da população. Para acelerar a vacinação no país, a Pfizer entregará ao Brasil o primeiro lote de 1 milhão de doses da vacina desenvolvida pela empresa com a parceira BionTech contra a Covid-19 em 29 de abril, como parte de uma antecipação do contrato total assinado com o Ministério da Saúde por 100 milhões de imunizantes, disse nesta sexta-feira uma fonte com conhecimento do assunto.

  • Congresso do Peru cassa direitos políticos do ex-presidente Vizcarra por 10 anos após escândalo na vacinação
    on abril 17, 2021 at 1:10 am

    Quase 500 pessoas, inclusive integrantes do governo, furaram fila em 2020 e receberam doses de vacina que eram destinadas a ensaios clínicos. Mais votado na eleição para deputado, Martín Vizcarra não poderá assumir o cargo, O ex-presidente do Peru, Martin Vizcarra, durante julgamento de impeachment no Congresso, em foto de 2020 Andres Valle/Peruvian Presidency/AFP O Congresso do Peru decidiu nesta sexta-feira (16) cassar os direitos políticos do ex-presidente Martín Vizcarra por 10 anos pelo escândalo da vacinação irregular contra o coronavírus. Com isso, o político, que havia se elegido com o maior número de votos para o Parlamento no domingo, não poderá tomar posse. De acordo com a acusação, Vizcarra cometeu crime por receber em setembro de 2020 — quando ainda era presidente — um lote de vacinas da fabricante chinesa Sinopharm destinado a testes de fase 3. À época, o imunizante ainda sequer tinha concluído todas as etapas de ensaios clínicos. O político admitiu que se vacinou. Quase 500 pessoas, inclusive integrantes do governo, foram vacinados em segredo. Por isso, houve uma série de demissões de ministros peruanos, em uma crise que se estendeu ao atual presidente, Francisco Sagasti. Relembre o caso no VÍDEO abaixo Escândalo de desvio de vacinas gera demissões de ministros no Peru A defesa do ex-presidente não participou da sessão, e, por isso, o político acusou os deputados de tomarem a decisão à revelia. "O plenário do Congresso incorre em crime de abuso de autoridade a continuar com a sessão de hoje sem permitir que eu exercesse o direito à defesa, violando o devido processo", criticou. Vizcarra deixou o cargo em novembro, após sofrer impeachment por outro processo, relacionado a propinas pagas por empresas quando ele foi governador de Moquegua, no sul do país. O ex-presidente nega as acusações. Presidente do Peru, Martín Vizcarra, em julgamento no Congresso em setembro de 2020 Presidência do Peru Nas eleições presidenciais de domingo, Vizcarra se elegeu deputado com o maior número de votos entre todos os candidatos: foram mais de 165 mil, ou 2,65% do total. Com a condenação, não poderá tomar posse. O presidenciável que pertencia ao mesmo partido dele, Daniel Salaverry, ficou apenas na 12ª colocação, com 1,66% dos votos. O esquerdista radical Pedro Castillo disputará o segundo turno com a populista de direita Keiko Fujimori, em junho. Pandemia assola peruanos A foto, de 5 de agosto, mostra o caixão de uma vítima de Covid-19 em um cemitério em Comas, nos arredores de Lima, no Peru. Ernesto Benavides/AFP O Peru segue entre os países mais atingidos pela Covid-19: foram mais de 55 mil mortes desde o começo da pandemia, em um país com 32,5 milhões de habitantes. Por enquanto, o Peru tem usado imunizantes da própria Sinopharm e dos laboratórios Pfizer e BioNTech. A vacinação segue em ritmo lento, com apenas 1,5% da população tendo recebido as duas doses.

  • Rússia retruca e impõe sanções aos EUA, mas diz estar aberta a uma reunião com a Casa Branca
    on abril 16, 2021 at 11:08 pm

    Crise política entre dois países passa por momento difícil, com xingamentos e aumento da tensão na fronteira com a Ucrânia. Montagem mostra os presidentes Joe Biden, dos EUA, e Vladimir Putin, da Rússia Pavel Golovkin, Eric Baradat / AFP / A Rússia revidou nesta sexta-feira (16) com uma bateria de sanções e proibições contra altos funcionários do governo dos Estados Unidos, após as medidas punitivas impostas por Washington. O governo russo, porém, se declarou aberto à ideia de uma cúpula entre Vladimir Putin e Joe Biden. Essa troca de medidas punitivas ocorre em um momento em que as relações entre as duas potências rivais seguem se deteriorando, diante das acusações de Washington de interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas e de uma situação cada vez mais tensa no leste da Ucrânia. Washington anunciou na quinta-feira uma nova série de sanções contra a Rússia, que incluirá a expulsão de 10 diplomatas russos e a proibição de que bancos dos EUA comprem títulos da dívida pública russa a partir de 14 de junho. A resposta de Moscou foi rápida e o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, anunciou nesta sexta a expulsão de 10 diplomatas norte-americanos. Também serão proibidos de entrar na Rússia o chefe da agência penitenciária federal dos Estados Unidos e dois ex-altos funcionários do governo Donald Trump, o ex-conselheiro de segurança nacional e o ex-diretor da CIA. EUA anunciam sanções econômicas contra a Rússia Além disso, Lavrov disse que "recomenda" ao embaixador dos EUA em Moscou, John Sullivan, que retorne a Washington para realizar "consultas sérias e aprofundadas". "Não recebemos nenhuma correspondência diplomática oficial com os detalhes das decisões do governo russo contra os diplomatas dos Estados Unidos na Rússia", afirmou Sullivan em um comunicado divulgado nesta sexta. O embaixador russo em Washington, Anatoli Antonov, já havia sido chamado para consultas em meados de março, depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, classificou Putin como "assassino". Moscou também anunciou nesta sexta a expulsão de cinco diplomatas poloneses e indicou que reservava "algumas medidas dolorosas" para as empresas norte-americanas. Kremlin acena à Casa Branca Visitantes tiram fotos na Praça Vermelha, em Moscou, das luzes apagadas do Kremlin e da Catedral de São Basílio, em 27 de março, na Hora do Planeta 2021 Pavel Golovkin/AP Photo Ainda que julgasse as sanções dos EUA "inaceitáveis", o Kremlin considerou "positivo" o apelo de Biden por uma "desescalada". "O presidente Putin falou [em primeiro lugar] da necessidade de normalizar as relações e de uma desescalada [...], então é positivo que os pontos de vista dos dois chefes de Estado coincidam", declarou o porta-voz da Presidência russa, Dimitri Peskov, que também destacou que os dois países discordam em vários aspectos. Desde sua chegada ao poder, Biden prometeu ser muito mais firme com Moscou do que seu antecessor Donald Trump, acusado de complacência com Putin. Por outro lado, o inquilino da Casa Branca também propôs ao seu homólogo russo uma cúpula "em um terceiro país" e "nos próximos meses". "Chegou a hora da desescalada", disse Biden na quinta-feira. A ideia de uma reunião foi bem recebida em Moscou, embora Peskov tenha reivindicado que Putin foi o primeiro a propor um diálogo profundo, referindo-se a um convite em março para um diálogo online público e ao vivo depois que Biden chamou o presidente russo de "assassino". A oferta foi ignorada pela Casa Branca. A Finlândia se ofereceu para sediar uma eventual cúpula entre Biden e Putin, segundo anunciou nesta sexta-feira a Presidência finlandesa. O país nórdico já organizou uma cúpula entre Trump e Putin em 2018. Relações entre Rússia e EUA Aumenta tensão entre Rússia e Ucrânia após exercícios militares As relações entre Rússia e Estados Unidos se degradaram consideravelmente desde 2014, quando a Moscou anexou a península ucraniana da Crimeia. As sanções de Washington anunciadas nesta sexta são uma represália ao gigantesco ciberataque de 2020, formalmente atribuído à Rússia, que usou como vetor a SolarWinds, um editor americano de programas informáticos que afetou várias agências federais americanas. Acusado diretamente por Washington, o serviço de inteligência externa russo afirmou que essas acusações são "delírios". Essas desavenças entre Rússia e Estados Unidos também ocorrem em meio às crescentes tensões russo-ucranianas. A Ucrânia acusa a Rússia de buscar um motivo para invadir o país, e Rússia acusa a Ucrânia de preparar uma ofensiva contra os separatistas pró-russos do Donbass (leste ucraniano). Os líderes da Ucrânia, Alemanha e França pediram nesta sexta a Moscou para retirar suas tropas da fronteira russo-ucraniana. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs uma cúpula com Rússia, França e Alemanha, ao final de uma reunião com o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

  • Biden chama violência com armas de fogo nos EUA de 'vergonha nacional'
    on abril 16, 2021 at 10:02 pm

    Presidente americano se pronunciou após um atirador abrir fogo e matar 8 pessoas em Indianápolis. Em um mês, foram 41 mortes por ações similares no país. Presidente Joe Biden dos EUA e o primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga em entrevista coletiva na Casa Branca em 16 de abril de 2021 Tom Brenner/Reuters V O presidente americano Joe Biden disse nesta sexta-feira (16) que a violência com armas de fogo nos Estados Unidos é uma "vergonha nacional". "Isso tem que acabar. É uma vergonha nacional", disse Biden. O presidente americano fez o comentário durante uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, um dia depois que um atirador abriu fogo e matou 8 pessoas em Indianápolis. O ataque de quinta-feira (15) foi o sétimo ataque em um mês nos EUA, desde 16 de março, que deixaram mais de 40 mortos e dezenas de feridos em sete ataques: Relembre os 7 ataques a tiros com mortos em um mês nos EUA 12 de abril — Tenessee: Quatro pessoas foram mortas em uma escola de ensino médio em Knoxville. Aluno foi baleado e morto após abrir fogo contra policiais, e um agente ficou ferido. 7 de abril — Carolina do Sul: Ex-jogador de futebol americano matou 6 pessoas a tiros e tirou a própria vida. Entre as vítimas estão um médico, sua mulher e dois netos, que estavam em casa. 8 de abril — Texas: Uma pessoa foi morta após atirador abrir fogo em uma loja de móveis em Bryan. Criminoso era funcionário da empresa e foi preso após trocar tiros com policiais. 1º de abril — Califórnia: Tiroteio deixou quatro mortos e dois feridos em um prédio comercial ao sul de Los Angeles. Uma das vítimas era uma criança. 22 de março — Colorado: Atirador abriu fogo em um supermercado em Boulder e deixou 10 mortos, inclusive um policial. 16 de março — Geórgia: Tiroteios em três casas de massagem na área de Atlanta deixaram oito mortos, a maioria mulheres asiáticas. Assassino foi preso enquanto viajava em direção à Flórida, onde planejava realizar uma ação semelhante. VALE ESTE 7º ATAQUE A TIROS EM 1 MÊS: onda de violência armada já deixou mais de 40 mortos e dezenas de feridos nos EUA Editoria de Arte/G1 Biden tenta restringir acesso a armas Na semana passada, Biden anunciou medidas para tentar controlar o que chamou de "epidemia de violência com armas de fogo" no país. O presidente americano quer dificultar o acesso às "armas fantasmas", que podem ser montadas em casa e não têm número de rastreio. “A violência com armas de fogo neste país é uma epidemia", disse Biden na ocasião. O controle das armas de fogo nos EUA é um tema que divide o país, ainda que há décadas os americanos convivam com massacres em escolas e espaços públicos. Muitos dos defensores do porte de arma recorrem à Segunda Emenda da Constituição americana, que garante o direito de se ter uma arma. Sempre que o governo tenta controlar o acesso a armamentos, lobistas recorrem à Justiça para derrubar a decisão. O presidente americano insistiu que as medidas apresentadas em 8 de abril, dia dos ataques na Carolina do Sul e no Texas, não infringem a Constituição americana. "Nenhuma emenda da Constituição é absoluta", afirmou Biden.

  • Rainha Elizabeth II compartilha foto inédita de viagem ao lado do príncipe Philip
    on abril 16, 2021 at 9:12 pm

    Imagem foi feita pela condessa de Wessex, Sophie, nora da monarca britânica em 2003 e mostra o casal real em um momento de descontração. Registro é parte das homenagens pela morte do duque de Edimburgo. Rainha Elizabeth II ao lado do príncipe Philip em um momento de descontração em 2003 Condessa de Wessex/Arquivo Pessoal r A rainha Elizabeth II compartilhou nesta sexta-feira (16) uma foto inédita de uma viagem de 2003 ao lado do príncipe Philip, que morreu em 9 de abril aos 99 anos. A publicação do retrato faz parte das homenagens do Palácio de Buckingham a Philip, que terá seu funeral transmitido neste sábado (17) – leia mais ao final desta reportagem. Saiba quem são os 30 convidados para o funeral, que acontece com restrições Imagem foi feita por uma nora da rainha, a condessa de Wessex, Sophie, durante uma visita do casal real às montanhas de Muick, na Escócia. A fotografia captura Elizabeth II e Philip em um momento de descontração com uma pose casual em que os dois estão sentados sobre a grama e sorriem. Homenagens ao duque de Edimburgo A família real vem apresentando uma série de homenagens após a morte do príncipe Philip, na semana passada. Em seus perfis oficiais da internet, a monarquia vem divulgando retratos não oficiais do príncipe consorte com membros da realeza. O príncipe Charles, filho de Philip com Elizabeth II, divulgou uma imagem em preto e branco em que ele cavalga ao lado do pai, em uma foto sem data. Príncipe Philip e príncipe Charles montam à cavalo em foto sem data Família Real/Arquivo Pessoal A rainha divulgou também uma imagem inédita ao lado de sete dos seus bisnetos em uma das propriedades reais. No retrato, ela segura no colo o então caçula da família, príncipe Louis. Rainha Elizabeth II e príncipe Philip posam ao lado dos bisnetos em foto de 2018. Da esquerda para a direita: príncipe George, príncipe Louis (no colo da monarca), princesa Charlotte, Savannah Philips (atrás), Isla Philips, Lena Tindall (colo) e Mia Tindall Duquesa de Cambridge/Arquivo Pessoal Harry, que se mudou para os Estados Unidos, também publicou uma imagem ao lado do avô em que eles aparecem, com fardas e medalhas militares, conversando. Príncipe Philip conversa com o neto príncipe Harry em foto sem data Família Real/Arquivo Pessoal Funeral de Philip O funeral do Príncipe Philip, que morreu aos 99 anos, acontece neste sábado em uma cerimônia reduzida por conta dos protocolos da Covid-19. VÍDEO: funeral do Príncipe Philip acontece no Castelo de Windsor O corpo do duque de Edimburgo será velado na Capela de São Jorge, dentro da propriedade real do Castelo de Windsor, onde Philip morava com a rainha Elizabeth II. Antes do início da cerimônia, o caixão de Philip será guardado em uma capela privada dentro do castelo. A cerimônia será toda transmitida pela televisão britânica, mas será bem menor do que a esperada para a morte de um monarca. Gráfico mostra como será o funeral do príncipe Philip G1 Initial plugin text

  • YouTube bloqueia perfil de pastor que defendia 'cura gay'
    on abril 16, 2021 at 9:00 pm

    T.B. Joshua é um dos evangelistas mais influentes do continente africano, com políticos importantes entre seus seguidores. T.B. Joshua é um dos evangelistas mais influentes da África, com políticos importantes entre seus seguidores AFP/BBC O YouTube suspendeu a conta do influente pastor de TV nigeriano T.B. Joshua por acusações de discurso de ódio. A decisão foi tomada depois que uma entidade de direitos humanos entrou com uma queixa ao analisar pelo menos sete vídeos mostrando o pregador fazendo orações para "curar" gays. O Facebook também removeu pelo menos um dos posts ofensivos mostrando uma mulher sendo esbofeteada enquanto T.B. Joshua diz que está expulsando um "espírito demoníaco" de seu corpo. O pastor disse que vai recorrer da decisão do YouTube. Sua conta no YouTube tinha 1,8 milhão de assinantes antes de ser bloqueada. YouTube irá remover vídeos que recomendem cloroquina ou ivermectina para tratar Covid-19 YouTube remove canais de militares em Mianmar TB Joshua é um dos pastores mais influentes da África, com políticos importantes entre seus seguidores. A openDemocracy, sediada no Reino Unido, apresentou uma queixa contra ele depois de analisar sete vídeos postados no canal de T.B. Joshua no YouTube entre 2016 e 2020, que mostram o pregador fazendo orações para "curar" os gays. Um porta-voz do YouTube disse ao openDemocracy que o canal foi fechado porque sua política "proíbe conteúdo que alega que alguém está mentalmente doente, enfermo ou inferior por causa de sua participação em um grupo protegido, incluindo orientação sexual". Um post na conta do Facebook de T.B. Joshua disse: "Temos um relacionamento longo e frutífero com o YouTube e acreditamos que essa decisão foi tomada às pressas." O que mostra o vídeo ofensivo? O vídeo é uma atualização de uma sessão de oração de uma mulher chamada Okoye, transmitida pela primeira vez em 2018. Nele, T.B. Joshua dá um tapa e empurra Okoye e uma mulher não identificada pelo menos 16 vezes e diz a Okoye: "Há um espírito perturbando você. Ela se transplantou para você. É o espírito da mulher", relata o openDemocracy em sua queixa. O vídeo, que foi visto por mais de 1,5 milhão de usuários antes do canal do YouTube ser retirado do ar, mostra posteriormente o testemunho da mulher perante a congregação de que "o espírito" estava destruindo sua vida, mas que foi curada após as orações do pastor. Ela declara que deixou de ter "afeição" pelas mulheres e "agora tenho afeição pelos homens". Quem é T.B. Joshua O nigeriano Temitope Balogun Joshua, conhecido como T.B. Joshua, fundou a 'Igreja Sinagoga de Todas as Nações' (SCOAN, na sigla em inglês) na década de 1990. Ele é dono da rede de TV cristã Emmanuel TV e alega curar todos os tipos de doença, incluindo o HIV/Aids. Por causa disso, sua igreja com sede em Lagos, na Nigéria, se tornou destino de milhões de nigerianos e visitantes internacionais. A SCOAN é descrita como "a maior atração turística" do país e "o destino mais visitado por turistas religiosos na África Ocidental", "com milhares de estrangeiros se aglomerando para assistir aos cultos semanais da igreja". Segundo o jornal britânico "The Guardian", a igreja atrai semanalmente mais pessoas do que o total de visitantes do Palácio de Buckingham e da Torre de Londres. Números divulgados pelo Serviço de Imigração da Nigéria indicam que seis em cada dez viajantes estrangeiros que chegam à Nigéria têm como destino a SCOAN. Conhecido como "o profeta" por seus seguidores, ele viaja frequentemente pela África, Estados Unidos, Reino Unido e América do Sul. Joshua viria pela primeira vez ao Brasil nos dias 12 e 13 de outubro de 2017, mas a visita foi cancelada. Seu culto ocorreria na Arena do Grêmio em Porto Alegre (Rio Grande do Sul). O motivo do cancelamento teria sido uma partida de futebol marcada no mesmo dia. VÍDEOS mais vistos do G1

  • Após Bolsonaro prometer aos EUA zerar desmatamento ilegal, representante da Casa Branca cobra 'ações imediatas'
    on abril 16, 2021 at 8:15 pm

    John Kerry, enviado especial do governo americano sobre o Clima, reconheceu que o compromisso apresentado pelo presidente brasileiro é importante. John Kerry, enviado especial dos EUA para questões do clima, em reunião nos Emirados Árabes neste sábado, 3 de abril WAM/Reuters O enviado especial da Casa Branca para o Clima, John Kerry, disse nesta sexta-feira (16) que o compromisso apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro em eliminar o desmatamento ilegal até 2030 é "importante" e cobrou "ações e comprometimento" ao Brasil. "Esperamos ações imediatas e comprometimento com as populações indígenas e a sociedade civil para que esse anúncio possa entregar resultados tangíveis", escreveu Kerry no Twitter. O pedido de Kerry vai na linha da carta enviada por Bolsonaro ao presidente dos EUA, Joe Biden, em que o brasileiro afirmou que pretende escutar "entidades do terceiro setor", "indígenas" e "comunidades tradicionais" para combater o desmatamento sem medidas de "comando-e-controle", mas com "alternativas que reduzam o apelo das atividades ilegais". "Para tanto, queremos ouvir as entidades do terceiro setor, indígenas, comunidades tradicionais e todos aqueles que estejam dispostos a contribuir para um debate construtivo e realmente comprometido com a solução de problemas" afirmou Bolsonaro, na carta. Em carta a Biden, Bolsonaro promete eliminar desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 Bolsonaro foi um dos 40 líderes mundiais convidados por Biden para participar de uma reunião sobre clima. A chamada "Cúpula dos Líderes sobre o Clima" será nos dias 22 e 23 de abril e ocorrerá on-line, com transmissão ao vivo. NORUEGA: 'Diminuir desmatamento requer vontade política, não financiamento', diz ministro norueguês De acordo com um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o desmatamento na Amazônia em 2020 foi o maior dos últimos dez anos, com um crescimento de 30% em relação ao ano anterior. Segundo dados de Satélite, cerca de 8 mil km² de floresta foram derrubados. Cobrança por transparência 'Gigantes' na Amazônia: expedição mapeia novo santuário com castanheiras e angelins-vermelhos no Amapá Rafael Aleixo/Setec/Divulgação No início do mês, cerca de 200 organizações não governamentais cobraram de Biden que as reuniões sobre meio ambiente com o governo Bolsonaro não ocorressem a portas fechadas e pedia a inclusão da sociedade civil e dos povos locais nas negociações. A carta apontava que negociações e acordos entre os países que não levem em conta a sociedade civil, os governos subnacionais, a academia e populações locais representam endosso ao que chamam "tragédia humanitária e ao retrocesso ambiental e civilizatório imposto por Bolsonaro". O documento também defendia que nenhum acordo deve ser firmado com o governo do presidente Jair Bolsonaro antes que o desmatamento na Amazônia seja reduzido aos níveis determinados pela Política Nacional sobre Mudança do Clima. Cacique Raoni pede que EUA ignorem Bolsonaro Raoni pede para Biden ignorar Bolsonaro O cacique Raoni Metuktire, líder do povo Kayapó, em Mato Grosso, encaminhou na quinta-feira uma mensagem a Biden, pedindo para ele ignorar Bolsonaro. Veja o VÍDEO acima. O G1 solicitou posicionamento do Palácio do Planalto sobre as declarações de Raoni, mas ainda não recebeu retorno. Em um vídeo divulgado pelo Instituto Raoni, o líder indígena afirma que Bolsonaro "tem dito muitas mentiras" e que quer liberar o desmatamento nas florestas e incentivar invasões nas terras brasileiras. "Se este presidente ruim falar alguma coisa para o senhor, ignore-o (...). Estou triste por saber que tudo o que eu tenho feito em prol do meio ambiente está cada dia mais ameaçado", diz

  • 'Diminuir desmatamento requer vontade política, não financiamento', diz Noruega sobre pedido de US$ 1 bi de Salles para Amazônia
    on abril 16, 2021 at 7:07 pm

    Em nota enviada à BBC News Brasil, ministro do Meio Ambiente norueguês, Sveinung Rotevatn, condiciona retomada de repasses ao Fundo Amazônia a "resultados". Desmatamento na Amazônia atingiu em 2020 o maior índice dos últimos 12 anos Getty Images via BBC O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, prometeu reduzir o desmatamento da Amazônia entre 30% e 40% em um ano se o Brasil receber US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,7 bilhões) de países estrangeiros, mas na visão do seu homólogo norueguês, essa é "uma questão de vontade política, não de falta de financiamento adiantado". "A Noruega e outros países enfatizaram em conversas recentes com o Brasil que a comunidade internacional está preparada para aumentar o financiamento ao Brasil assim que o Brasil apresentar resultados na redução do desmatamento. Diminuir o desmatamento no curto prazo é uma questão de vontade política, não de falta de financiamento adiantado", diz o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Sveinung Rotevatn, do Partido Liberal, em nota enviada à BBC News Brasil. Até decidir suspender os repasses há dois anos, a Noruega era a principal doadora do Fundo Amazônia, lançado em 2008 como o maior projeto da história de cooperação internacional para a preservação da floresta amazônica. Segundo Rotevatn, a retomada do financiamento do fundo vai depender de o Brasil mostrar "resultados". "Temos um diálogo contínuo com o governo brasileiro sobre a situação atual da Amazônia e uma possível reabertura do Fundo Amazônia. Para que isso aconteça, precisamos ver uma redução substancial do desmatamento, um plano confiável para manter um baixo nível de desmatamento no futuro e uma estrutura de governança no fundo que seja aceitável para todas as partes", diz Rotevatn. "Conforme discutido com o ministro Salles há algumas semanas, é essencial que o Brasil aumente seus esforços de aplicação da lei na Amazônia e utilize os recursos que foram disponibilizados anteriormente para esse esforço. É importante para o Governo norueguês enfatizar que qualquer cooperação futura em desmatamento será baseada no pagamento por resultados", acrescentou. Em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, Salles insistiu no discurso de que, sem dinheiro, o Brasil não conseguirá reduzir o desmatamento - mas pela primeira vez apresentou uma meta de diminuir o desmate, não sem contrapartida financeira: US$ 1 bilhão em ajuda externa de países como os Estados Unidos. Mas, desde que Salles assumiu o ministério do Meio Ambiente, o ritmo de destruição da floresta aumentou substancialmente. As taxas de desmatamento em 2019 e 2020 são as maiores desde 2008. No mesmo período, o Ibama suspendeu suas operações na Amazônia duas vezes por restrições orçamentárias. O plano de Salles será apresentado aos Estados Unidos no encontro que o presidente daquele país, Joe Biden, vai realizar com 40 líderes internacionais para debater a pauta climática. Sem esses recursos externos, Salles disse ao Estado de S. Paulo que vai fazer o possível, mas sem fixar meta. Fundo Amazônia Desde sua criação, em 2008, o Fundo Amazônia recebeu R$ 3,4 bilhões da Noruega e da Alemanha. Segundo informou em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), Petrônio Duarte Cançado, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 93,8% do total dos recursos foram repassados pela Noruega, 5,7% pela Alemanha e 0,5% foram injetados pela Petrobras. O BNDES é o gestor do fundo. Mas, em 2019, Noruega e Alemanha decidiram suspender os repasses para novos projetos. Além do aumento do desmatamento, o estopim para o congelamento dos recursos aconteceu depois que o Brasil fez mudanças na estrutura de administração do fundo sem ouvir os dois países. Na ocasião, o governo Bolsonaro decidiu pela extinção do comitê orientador do Fundo Amazônia, criado para estabelecer critérios de aplicação do dinheiro na floresta. De acordo com o BNDES, o fundo tem um total de R$ 2,9 bilhões disponíveis para o financiamento de ações de preservação ambiental. Procurada pela BBC News Brasil, a Alemanha, que financia o Fundo Amazônia por meio de seu banco de desenvolvimento, o KfW, afirmou que não se pronunciaria sobre o pedido de Salles. Afastamento Nesta sexta-feira, Lucas Rocha Furtado, subprocurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), pediu à corte que determine à Casa Civil o afastamento de Salles. Segundo Furtado, se permanecer no cargo, o ministro do Meio Ambiente poderá atrapalhar o andamento das investigações da Polícia Federal sobre desmatamento na Amazônia. Procurador do TCU pede afastamento de Salles do Ministério do Meio Ambiente O pedido se baseia em notícia-crime de Alexandre Saraiva, ex-superintendente da PF no Amazonas. O delegado diz que Salles teria cometido os crimes de organização criminosa e advocacia administrativa, ao proteger desmatadores ilegais na floresta. Salles nega todas as acusações e diz que as declarações "são absurdas".

  • Senadores do Partido Democrata pedem a Joe Biden que não dê dinheiro ao Brasil caso desmatamento não diminua
    on abril 16, 2021 at 6:13 pm

    Um grupo de 15 senadores do Partido Democrata escreveu uma carta a Joe Biden na qual pedem para que o governo condicione qualquer apoio à preservação da Amazônia a um progresso nas ações brasileiras. Sob governo Bolsonaro, desmatamento e queimadas na Amazônia aumentaram Reuters Um grupo de 15 senadores do Partido Democrata dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente americano nesta sexta-feira (16) em que reclamam da falta de medidas para preservar o ambiente por parte do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Os políticos dos EUA também pedem para que Biden condicione qualquer apoio à preservação da Amazônia a um progresso nas ações brasileiras. A carta foi assinada por senadores como Patrick Leahy, líder do comitê que aprova os gastos de dinheiro do governo; Bob Menendez, do comitê de relações exteriores e Bernie Sanders, que foi pré-candidato à presidência dos EUA. Em carta a Biden, Bolsonaro promete eliminar desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 Há expectativa de um encontro entre Biden e Bolsonaro, além de outros líderes internacionais, para falar sobre o clima. Chefe da PF no Amazonas pode ser substituído após pedir investigação sobre Salles Aparentemente, a carta tem como objetivo evitar que Bolsonaro consiga se reposicionar como um líder disposto a cooperar para a preservação do ambiente só para garantir um repasse de bilhões de dólares. Presidente Joe Biden em 8 de abril de 2021 Kevin Lamarque/Reuters Na carta, os senadores também afirmam que se o ritmo de desmatamento não melhorar, eles não vão aprovar o pedido do Brasil de ingressar na OCDE, uma espécie de clube de países ricos (esse é um dos objetivos de Bolsonaro). Nova meta do Brasil no Acordo de Paris permite desmate 78% maior em 2025 do que no período anterior a Bolsonaro, aponta estudo “A retórica e as políticas do presidente Bolsonaro efetivamente deram um sinal verde para que os perigosos criminosos que atuam na Amazônia, que permitiu a eles expandir suas atividades”, afirma a carta. Eles também citam abusos relatados pela ONG Human Rights Watch. Honrarem os compromissos Uma parceria entre EUA e Brasil “só pode ser possível de a gestão de Bolsonaro começar a levar os compromissos com o clima do Brasil a sério –e só se eles protegerem, derem apoio e se engajarem significativamente com os brasileiros que podem ajudar o país a honrarem esses compromissos”, afirmaram os senadores. Durante a campanha presidencial, Biden propôs que um grupo de países pudessem doar US$ 20 bilhões ao Brasil para combater o desmatamento e que, caso o país fracasse, enfrente consequências. Naquela ocasião, Bolsonaro classificou os comentários de Biden como desastrosos. Conversas bilaterais sobre o clima com o Brasil começaram no dia 17 de fevereiro. O responsável por elas foi John Kerry, o enviado especial para o clima dos EUA. Os dois lados têm mantido encontros técnicos que antecedem a cúpula marcada para os dias 22 e 23 de abril, que acontecerá por transmissões pela internet. O Brasil tentará mostrar que mudou, e que não está fazendo discursos vazios. O presidente Bolsonaro enviou, no dia 14 de abril, uma carta de 7 páginas para o presidente Joe Biden, em que reconheceu que o governo precisa melhorar seu desempenho para impedir o desmatamento ilegal. Ele também afirmou que apoia o desenvolvimento sustentável com alternativas econômicas para os moradores pobres da região, e que ele se comprometia a acabar com o desmatamento ilegal até 2030. Para atingir esses objetivos, ele afirmou que o Brasil via precisar de recursos externos. Ele afirmou que uma ajuda do governo dos EUA seria “muito bem-vinda”. Tom de Bolsonaro Rubens Barbosa, um ex-embaixador do Brasil nos EUA, afirmou que ainda é preciso ver se o tom da carta de Bolsonaro vai ser repetido em seu discurso no encontro de cúpula. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou recentemente que busca US$ 1 bilhão em assistência estrangeira para apoiar os esforços para diminuir o desmatamento entre 30% e 40% em 12 meses. Sem esse dinheiro, ele disse que não conseguirá atingir essa meta. O gasto do Brasil para proteção da Amazônia tem caído há anos. Sob a gestão de Bolsonaro, ele diminuiu ainda 25% neste ano. É o nível mais baixo em duas décadas. Os senadores dos EUA argumentam que Biden precisa ver melhoras antes de assinar um cheque. Eles argumentam que Bolsonaro já ridicularizou a agência ambiental e que sabotou os esforços dos órgãos que protegem os territórios indígenas, desprezou ambientalistas e resiste a conter a ilegalidade que alimenta a destruição do ambiente. “Qualquer ajuda dos EUA ao Brasil ligada à Amazônia deveria ser condicionada a um progresso significativo e sustentável em duas áreas críticas: reduzir o desmatamento e acabar com a impunidade para crimes ambientais e violência contra os defensores da floresta”, afirmaram os senadores. Os especialistas em clima já avisaram que se o desmatamento prosseguir, a Amazônia passará de um ponto em que não poderá voltar a se recompor. Com isso, serão emitidos bilhões de toneladas de dióxido de carbono. Com isso, dificilmente as metas do Acordo de Paris serão alcançadas. No entanto, o Brasil se mostrou incapaz de diminuir o desmatamento no passado. O melhor ano foi 2012. De lá para cá, o desmatamento só piorou e explodiu no primeiro ano da gestão de Bolsonaro. No ano passado, houve uma segunda alta histórica. Em 2019, depois reclamações de líderes da Europa e ameaça de desinvestimento de fundos institucionais, Bolsonaro empregou o exército no combate ao desmatamento. Dados iniciais indicam que o desmatamento começou a cair, mas ainda está muito acima da média da última década. No entanto, há críticas de especialistas que afirmam que os soldados não são treinados para isso e o valor disso é muito alto. O vice-presidente Hamilton Mourão anunciou que o programa do exército vai acabar no fim de abril, e que as agências encarregadas da prevenção vão retomá-lo. Daniel Wilkinson, que dirige o programa ambiental da Human Rights Watch, afirma que “as autoridades brasileiras têm se esforçado para apresentar o Bolsonaro como um aliado do governo Biden nas questões climáticas, mas que sua nova retórica favorável ao clima simplesmente não pode - e não deve - ser levada a sério na ausência de resultados reais”. Momento da carta Essa carta dos senadores dos EUA foi enviada ao mesmo tempo em que pessoas, no Brasil, tentam mostrar como Bolsonaro é um negociador de má-fé. Mais de 200 organizações não-governamentais e redes assinaram uma carta para dizer que as negociações com os EUA e outros governos estrangeiros acontecem longe do público, e que não dá para contar com nenhuma solução para a Amazônia em negociações a portas fechadas. Eles também ressaltam que as conversas não deveriam prosseguir se não houver melhoras nos índices de desmatamento. Veja os vídeos mais assistidos do G1

  • Uruguai vive seu pior momento da pandemia e tem a maior taxa de contágios diários do mundo
    on abril 16, 2021 at 4:45 pm

    Com a maior taxa de infecções do mundo em relação à população e a aceleração mais rápida de mortes na América Latina nos últimos 14 dias. O coronavírus se tornou a principal causa de morte do país. Imagem de junho de 2020 mostra cliente em um shopping de Montevidéu, no Uruguai Pablo Porciuncula / AFP O Uruguai vive seu pior momento da pandemia, meses após ter-se firmado como exemplo de sucesso no controle da emergência sanitária. Com a maior taxa de infecções do mundo em relação à população e a aceleração mais rápida de mortes na América Latina nos últimos 14 dias –são 1.370 novas infecções por 100 mil habitantes. O coronavírus se tornou a principal causa de morte do país. Uruguai é o país da América com maior média de casos de Covid-19 por milhão de habitantes Em junho de 2020, o país de 3,5 milhões de habitantes era um oásis em meio a um planeta devastado pelo vírus: totalizava menos de 20 casos ativos e somava vários dias sem novas infecções. O governo até vislumbrou a possibilidade de declarar o país livre do Sars-Cov-2. Em abril deste ano, o Uruguai bateu recordes de infecções e mortes e tornou-se, em termos relativos, líder dos rankings mais sombrios. Nas últimas duas semanas, o país registrou uma média de 3.000 novos casos e quase 50 mortes por dia por Covid-19. Na quinta-feira (15), voltou a atingir um pico com 79 óbitos. Esses números deixam o país com a maior taxa de infecções diárias do mundo e no primeiro lugar na América Latina em mortes por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. A ocupação total dos leitos de terapia intensiva chega a 73%, sendo que 54% são só para pacientes com coronavírus. Número total de mortes Se for analisada a taxa de mortalidade total desde o início da pandemia (47 por 100 mil habitantes), os números do país são mais baixos que os do Brasil (170) e Argentina (130). Foram 1.726 mortes no total. Excesso de confiança "O excesso de confiança e a perda de percepção de risco foram os dois principais fatores que fizeram com que o Uruguai perdesse o status de melhor da classe" e se movesse para a situação atual, disse o virologista Santiago Mirazo. Em 2020, explica ele, a epidemia no Uruguai se comportou na forma de surtos, que se extinguiram rapidamente, com grande capacidade de testagem e grande acompanhamento epidemiológico dos casos positivo. Vítima desse sucesso, a população passou a deixar de lado as medidas básicas como o uso de máscaras e o distanciamento social, ao mesmo tempo em que rompia as "bolhas" sociais que impediam a propagação dos surtos. Mirazo aponta também o "cansaço, o desgaste individual" e a fronteira com o Brasil, por onde entrou a cepa P1, muito mais contagiosa e que, atualmente, afeta 60% dos infectados em Montevidéu. Coerência, ou capricho Uma característica durante o período de sucesso do Uruguai na gestão da pandemia é que o país foi capaz de fazer isso sem recorrer a uma quarentena geral obrigatória, ou a outras medidas coercitivas. O Uruguai nunca decretou um lockdown nacional, mas recentemente suspendeu as aulas presenciais e os espetáculos públicos, além de manter fechado parte dos serviços públicos não essenciais. Estabelecimentos comerciais de todos os setores, incluindo bares e restaurantes, seguem abertos. O presidente Luis Lacalle Pou defendia um modelo de "liberdade responsável", diz não acreditar em "um estado policial" e argumenta que não colocará obstáculos "a quem sai para ganhar o pão de cada dia". Uma convicção que, no contexto atual, seus seguidores entendem como coerência, e seus críticos, como capricho. Os apelos por medidas mais restritivas vêm agora de todos os lugares. Da comunidade científica e médica à oposição. Campanha por medidas mais restritivas Aliados políticos do governo pedem uma intervenção mais firme, com receio da possibilidade de o quadro piorar. É o mesmo que pedem 74% dos uruguaios, que acreditam que é preciso aumentar as restrições, segundo levantamento da consultoria Factum divulgado esta semana. Em um relatório que compara a evolução da pandemia em países semelhantes ao Uruguai, o Guiad - um grupo de cientistas independentes criado para analisar dados sobre o vírus - detalhou que "apenas medidas rígidas" conseguem diminuir a mobilidade para conter o aumento dos casos. Outro grupo de cientistas, o Gach, que assessora o governo e se tornou uma referência para a população, elaborou um documento aconselhando novas medidas. Várias delas foram rejeitadas pelo Executivo. Entre elas, estão a suspensão total de cerimônias religiosas e de torneios esportivos profissionais, o fechamento de bares e restaurantes, ou maiores restrições ao ingresso no país. Medidas em vigor Lacalle considera, porém, que as medidas em vigor, como a suspensão das aulas presenciais, ou o fechamento das repartições públicas não essenciais, são suficientes, se acompanhadas do comportamento individual. O governo aposta todas as fichas no plano de vacinação, que avança muito rapidamente. Até agora, 29% da população foi vacinada com uma dose do imunizante da CoronaVac, ou da Pfizer, e 7% com duas. Os cientistas insistem, no entanto, em que somente a vacinação não vai impedir o aumento das infecções no curto prazo. Veja os vídeos mais assistidos do G1

  • Raúl Castro se aposenta; saiba cinco fatos sobre o congresso do Partido Comunista de Cuba
    on abril 16, 2021 at 2:40 pm

    Os irmãos Castro estiveram no poder durante mais de seis décadas em Cuba. Com a aposentadoria de Raúl, é o fim de uma era. Imagem de rua de Havana em 12 de abril de 2021 Alexandre Meneghini/Reuters O ex-presidente de Cuba e primeiro-secretário do Partido Comunista cubano, Raúl Castro, anunciou nesta sexta-feira (16) que vai se aposentar. Com a decisão, anunciada no congresso do partido, sai de cena o último Castro que ainda detinha poder em Cuba — o irmão dele, Fidel Castro, que comandou o regime por décadas, morreu em 2016. Veja um vídeo de 2019 sobre reformas na organização do Estado cubano. Cuba volta a ter primeiro-ministro depois de mais de 40 anos Centenas de delegados do partido único debatem questões centrais do país e do governo, a partir desta sexta, no Palacio de las Convenciones de Havana. Esse encontro ocorre 60 anos após Fidel Castro ter proclamado que a revolução na ilha tinha caráter socialista. O evento será parcialmente transmitido pela televisão. A nomeação do presidente Miguel Díaz-Canel como novo primeiro-secretário, cargo que, na prática, é o mais importante de Cuba, poderá ocorrer na última sessão do congresso, na segunda-feira. SAIBA MAIS: Díaz-Canel é o 'predileto' de Raúl Castro Foto de Raúl Castro em entrada de prédio de governo em Havana, em 11 de abril de 2021 Alexandre Meneghini/Reuters Aposentadoria em massa Além de Raúl Castro, grandes nomes da geração histórica, aquela que fez a revolução de 1959, devem se aposentar, entre eles o número dois do Partido, José Ramón Machado Ventura, de 90 anos, e o comandante Ramiro Valdés, de 88. Nas ruas de Havana, sem turistas devido à pandemia, os cubanos parecem mais preocupados com a escassez de alimentos, as longas filas nos supermercados e a espiral inflacionária desencadeada pela recente unificação das duas moedas que o país tinha. Veja cinco fatos sobre o Congresso do Partido Comunista de Cuba 1 - Partida de Raúl Castro Três anos depois de deixar a Presidência, Raúl Castro, de 89 anos, vai entregar o cargo de primeiro-secretário do partido único ao presidente, Miguel Díaz-Canel, de 60 anos. Raúl tem como planos se aposentar para "cuidar dos seus netos" e ler livros Isso dará a Díaz-Canel uma margem de manobra maior, já que terá "o aparato do partido nas mãos", segundo o ex-diplomata Carlos Alzugaray. No entanto, Raúl poderá continuar próximo do poder, como Deng Xiaoping, na China, que não ocupava nenhum cargo, mas era consultado sobre as principais questões e tinha a última palavra, diz Alzugaray. 2 - Economia em queda livre O país vive sua pior crise econômica em 30 anos. Em 2020, o PIB caiu 11%, e a pandemia de coronavírus paralisou seu motor econômico, o turismo. Os cubanos passam longas horas nas filas dos mercados. "O oitavo Congresso deve se concentrar em estabelecer objetivos para a reforma", opina o economista Ricardo Torres, da Universidade de Havana. E enfatiza que a transformação do sistema de propriedade deve ser o principal objetivo, para acelerar a abertura da economia ao setor privado. 3 - Revolução da internet Essa é a grande mudança dos últimos anos em Cuba. A chegada da internet móvel (3G) no fim de 2018 acabou com a impressão de isolamento sentida pelos habitantes da ilha, até então uma das menos conectadas do mundo. Cuba tem apagão nos serviços de telefone e internet Como parte de sua programação, o congresso propôs que o partido seja mais eficaz contra a "subversão político-ideológica" nas redes sociais. "A internet tem sido um facilitador para o crescimento da sociedade civil", diz Ted Henken, sociólogo americano e autor do livro "La revolución digital en Cuba". 4 - Biden e o desconhecido A eleição de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos suscitou esperanças em Cuba. Após quatro anos de fortes sanções de Donald Trump, chegou um presidente que prometeu retroceder, pelo menos parcialmente. Três meses após sua posse, ele não disse uma palavra sobre a ilha, e seu governo continua firme em relação aos direitos humanos. Juan González, seu assessor para a América Latina no Conselho de Segurança Nacional, acaba de afirmar que "Biden não é Barack Obama em sua política para com Cuba". "O momento político mudou de maneira importante, o espaço político está muito fechado, porque o governo cubano não respondeu de forma alguma", disse ele. Gonzáles ainda denunciou a opressão contra os cubanos. 5 - A esperança de uma vacina A detecção dos primeiros casos de coronavírus em Cuba, em março de 2020, foi uma oportunidade de demonstrar os pontos fortes de um modelo que dá grande relevância à saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país tem 82 médicos para cada 10 mil habitantes (contra 32 na França e 26 nos Estados Unidos). A ilha, com 11,2 milhões de habitantes, registrou 88.445 casos e 487 mortes. Sua outra aposta de desenvolver sua própria vacina também parece estar indo bem, com duas candidatas na fase três e no final dos testes clínicos. O congresso pode ser a ocasião para anunciar o início de uma campanha de vacinação, prevista para junho. Veja os vídeos mais assistidos do G1

  • Israel suspende obrigatoriedade de máscaras ao ar livre neste domingo
    on abril 16, 2021 at 1:27 pm

    País foi um dos primeiros do mundo a impor a obrigatoriedade da máscara, mas agora já vacinou mais de metade da sua população e suspendeu a medida. Pessoas em um parque de Jerusalém, em Israel, em 15 de abril de 2021 Ammar Awad/Reuters O uso de máscara ao ar livre deixará de ser obrigatório em Israel a partir deste domingo (18) em Israel, país que apostou fortemente na vacinação em massa de sua população para lutar contra o coronavírus, informaram as autoridades. Israel foi um dos primeiros países a impor a utilização de máscaras em locais públicos, no começo de 2020. Israel anuncia fim do uso obrigatório de máscara ao ar livre depois de sucesso na vacinação Atualmente, porém, 53% de sua população, de 9,3 milhões de habitantes, já recebeu ambas as doses da vacina da Pfizer/BioNTech. "As máscaras são feitas para nos proteger da pandemia do coronavírus. Mas como os especialistas concluíram que a máscara não era mais necessária ao ar livre, decidi retirar a (obrigação de usar) máscara", disse o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, em um comunicado. "O índice de infecção está muito baixo em Israel graças ao sucesso da campanha de vacinação, por isso é possível suavizar as medidas", acrescentou. O uso de máscaras, no entanto, continuará sendo obrigatório em locais públicos fechados, como shopping centers. Israel iniciou uma vasta campanha de imunização no final de dezembro, após um acordo com a gigante farmacêutica norte-americana Pfizer, que rapidamente entregou milhões de doses em troca de informações sobre o efeito das vacinas. O país possui bases de dados com o histórico médico de toda sua população. Em meados de janeiro, Israel registrava um pico de 10 mil infecções diárias. Atualmente, são menos de 200 e a taxa de positividade nos testes é de 0,3%. As autoridades já permitiram em março a reabertura de restaurantes, bares e praias. Veja os vídeos mais assistidos do G1