Feed Últimas A Agência Brasil é a agência de notícias da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que distribui gratuitamente informações de interesse público. As notícias podem ser reproduzidas desde que citada a fonte.
- Brasil disputa amistosos com França e Croáciaby Agência Brasil on 5 de dezembro de 2025 at 22:30
Momentos após a definição do grupo da seleção brasileira na Copa do Mundo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, nesta sexta-feira (5), que o Brasil disputará amistosos contra a França e a Croácia. As partidas serão disputadas em março de 2026, nos Estados Unidos. Datas e estádios ainda não foram definidos. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CBF • Seleção Brasileira de Futebol (@brasil) Notícias relacionadas:Brasil encontra velhos conhecidos na primeira fase da Copa.Copa 2026: Brasil cai em chave com Marrocos, Escócia e Haiti.México faz jogo de abertura da Copa do Mundo com África do Sul.A expectativa é que na convocação para os amistosos contra as seleções europeias o técnico italiano Carlo Ancelotti chame um grupo muito próximo do que vai levar para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Nesta sexta-feira, no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos), a Fifa sorteou os grupos do Mundial de 2026. E ficou definido que o Brasil mede forças na primeira fase da competição com Marrocos, Escócia e Haiti. A estreia do time comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti será no dia 13 de junho, diante dos marroquinos, ainda em local a ser definido. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CBF • Seleção Brasileira de Futebol (@brasil)
- Bolsa cai 4,31% em dia tenso e reverte início positivo de mêsby Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil* on 5 de dezembro de 2025 at 22:16
Num dia marcado por tensões internas, a bolsa sofreu forte queda e reverteu o desempenho positivo do começo de dezembro. O dólar teve alta expressiva e fechou no maior valor em quase dois meses. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (5) a 157.369 pontos, com recuo de 4,31%. O indicador aproximou-se da marca inédita de 165 mil pontos pouco antes das 13h, mas caiu vertiginosamente no início da tarde. O desempenho desta sexta fez a bolsa brasileira encerrar a semana com perda de 1,07%. Até a quinta-feira (4), o Ibovespa acumulava ganho de mais de 3% na semana. Mesmo com a forte queda desta sexta, a bolsa sobe 30,83% em 2025. O dia também foi turbulento no mercado de câmbio. O dólar comercial fechou a sexta vendido a R$ 5,433, com alta de R$ 0,123 (+4,31%) em apenas um dia. A cotação operou próxima da estabilidade durante a manhã, mas disparou a partir das 11h20. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,48. Nesta sexta, o mercado financeiro distanciou-se do cenário internacional, em que o dólar recuou perante as principais moedas e a maioria das bolsas subiram. A reversão de movimento ocorreu logo após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar, nas redes sociais, que o ex-presidente Jair Bolsonaro o escolheu para candidatar-se nas eleições presidenciais de 2026. A notícia provocou nervosismo no mercado financeiro, provocando um forte movimento especulativo. A moeda estadunidense está no maior valor desde 16 de outubro, quando estava em R$ 5,44. A divisa, que caía em dezembro, passou a acumular alta de 1,84% no mês. Em 2025, no entanto, o dólar cai 12,05%. * Com informações da Reuters
- TSE encerra teste público de segurança das urnas eletrônicasby Agência Brasil on 5 de dezembro de 2025 at 21:23
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou nesta sexta-feira (5) o teste público de segurança das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições presidenciais de 2026. O procedimento, realizado desde 2009, tem o objetivo de dar transparência ao processo eleitoral. Os testes começaram na última segunda-feira (1°) e foram realizados por especialistas em tecnologia da informação que se inscreveram para participar do evento. Notícias relacionadas:Abin: segurança nas eleições e ataques com IA são desafios para 2026.TSE aprova por unanimidade criação do partido Missão.Os participantes realizaram testes de segurança nos equipamentos da urna eletrônica, incluindo os componentes que fazem o registro do voto do eleitor, a transmissão dos votos e o código-fonte do sistema. De acordo com o TSE, os especialistas não encontraram inconsistências relevantes e garantiram que a segurança do sistema de votação continua íntegra. O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. O segundo turno está previsto para 25 de outubro.
- TV Brasil é uma das vencedoras do Prêmio Sebrae de Jornalismoby EBC on 5 de dezembro de 2025 at 21:15
A TV Brasil foi uma das vencedoras da etapa nacional da 12ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo. O episódio Negócios 60+, o poder da experiência, do programa Caminhos da Reportagem, conquistou o primeiro lugar na categoria Jornalismo em Vídeo. A cerimônia de premiação foi realizada na quinta-feira (4), no Espaço Alvorada, em Brasília (DF). Com produção de Carina Dourado, Patrícia Araújo, Sigmar Gonçalves, Rafael Calado e Márcio Stuckert, a reportagem retrata o envelhecimento da população brasileira e o avanço da chamada economia prateada, também conhecida como economia da longevidade. Notícias relacionadas:Sem Censura conquista Prêmio Melhores do Ano NaTelinha 2025.Agência Brasil e jornalistas da EBC recebem prêmio na área de economia.Três jornalistas da EBC estão entre os 100 +Admirados do país.No Brasil, a população 60+ (15,6%) ultrapassou o número de jovens entre 15 e 24 anos (14,8%), segundo o IBGE. Com mais tempo pela frente após a aposentadoria, o empreendedorismo tem ganhado força nessa faixa etária: entre 2012 e 2023, houve um crescimento de 42% no número de donos de negócios com mais de 60 anos. “Receber esse prêmio é profundamente gratificante. Ele mostra que as reportagens do Caminhos têm contado histórias que impactam vidas, trazido dados que revelam a realidade do país e dado visibilidade a pessoas que muitas vezes passam despercebidas pela sociedade. Falar sobre a longevidade no Brasil e sobre como ela transforma alguns setores do país é lançar luz sobre desafios que já nos afetam e que, certamente, influenciarão o futuro de todos nós”, disse a repórter Carina Dourado. O episódio apresenta exemplos de empreendedores com mais de 60 anos que se reinventaram no mercado de trabalho. Destaca as vantagens dos empreendedores mais velhos, como resiliência e experiência, e os desafios que enfrentam. Essa é mais uma importante conquista do Caminhos da Reportagem que reafirma o compromisso da TV Brasil e da EBC com um jornalismo relevante, sensível e conectado com as transformações do país. Estamos felizes em receber mais um reconhecimento que valoriza nossa equipe e reforça a importância de contar histórias importantes", destacou a diretora de Jornalismo da EBC, Cidinha Matos. Exibida em abril deste ano, a reportagem já havia vencido a etapa distrital do prêmio. Confira o episódio na íntegra:
- Copa do Mundo 2026: confira todos os grupos da competiçãoby Agência Brasil on 5 de dezembro de 2025 at 20:54
A Copa do Mundo de 2026 será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, entre os dias 11 de junho e 19 de julho do próximo ano. Na tarde desta sexta-feira (5), foram definidas as chaves e os grupos da maior competição de futebol mundial por meio de sorteio realizado no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos). Notícias relacionadas:México faz jogo de abertura da Copa do Mundo com África do Sul.Brasil encontra velhos conhecidos na primeira fase da Copa.Copa 2026: Brasil cai em chave com Marrocos, Escócia e Haiti.A Copa do Mundo de 2026 reunirá 48 seleções que disputarão 104 jogos. A estreia da seleção brasileira - que ficou na chave C, ao lado do Marrocos, Escócia e Haiti - será no dia 13 de junho. Já o jogo de abertura, entre México e África do Sul, está marcado para o dia 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México (México). A grande decisão está programada para o dia 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos). Confira, abaixo, os grupos da competição: Grupo A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Repescagem da Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte) Grupo B: Canadá, Repescagem da Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales ou Bósnia), Catar e Suíça Grupo C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia Grupo D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Repescagem da Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo) Grupo E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador Grupo F: Holanda, Japão, repescagem da Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia) e Tunísia Grupo G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia Grupo H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai Grupo I: França, Senegal, Repescagem Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque) e Noruega Grupo J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia Grupo K: Portugal, Repescagem Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia) Uzbequistão e Colômbia Grupo L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá
- Ferramenta do BC bloqueia 6.879 tentativas de abertura de conta falsaby Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil on 5 de dezembro de 2025 at 20:46
Na primeira semana de funcionamento, o serviço BC Protege+, do Banco Central, bloqueou 6.879 tentativas de abertura de contas fraudulentas. Segundo o balanço mais recente divulgado pela instituição, 238,6 mil pessoas ativaram a proteção, e as instituições financeiras fizeram 5,2 milhões de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares. Os dados foram apurados até as 16h15 desta sexta-feira (5). Lançado na segunda (1º), o BC Protege+ é um serviço gratuito para reforçar a proteção de cidadãos e empresas contra fraudes na abertura de contas-correntes, poupança e contas de pagamento pré-pagas. Notícias relacionadas:Após adiamentos, Banco Central desiste de regular Pix Parcelado.Saques na poupança superam depósitos em R$ 2,85 bilhões em novembro .Governo lança plano conjunto contra fraudes bancárias digitais.Ao ativar o serviço, o usuário comunica oficialmente que não deseja abrir contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros. A consulta ao sistema pelas às instituições financeiras é obrigatória antes da abertura de qualquer conta. O recurso funciona como uma camada adicional de segurança para prevenir fraudes de identidade e evitar que produtos financeiros sejam contratados em contas abertas ilegalmente em nome do cidadão ou da empresa. Como ativar o BC Protege+ Acesse a área logada do Meu BC com Conta gov.br nível prata ou ouro e verificação em duas etapas habilitada; Localize o serviço BC Protege+ e ative a proteção; Colaboradores de empresas registrados no gov.br também podem ativar a proteção em nome da organização; A escolha fica registrada no sistema e é informada automaticamente às instituições financeiras quando elas consultam os dados do cliente. Desativação para abertura de contas Caso o usuário deseje abrir uma conta ou ser incluído na de terceiros, é necessário acessar novamente o BC Protege+ e desativar a proteção temporariamente. O Banco Central recomenda programar uma data de reativação automática, garantindo que a segurança seja restabelecida após o procedimento. O serviço é gratuito e pode ser ativado ou desativado a qualquer momento.
- EUA reafirmam "proeminência" na América Latina em recado à Chinaby Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil on 5 de dezembro de 2025 at 20:33
O governo dos Estados Unidos (EUA) publicou, nesta sexta-feira (5), a Estratégia Nacional de Segurança Nacional do país anunciando a reafirmação da Doutrina Monroe com a “proeminência” de Washington sobre todo o Hemisfério Ocidental, o que inclui as Américas do Sul, Central e do Norte. “Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave em toda a região”, diz o documento da Casa Branca. Notícias relacionadas:Trump suspende pedidos de imigração de cidadãos de 19 países.EUA pretendem estender proibição de viagens a mais de 30 países.Para o professor de relações internacionais do Ibmec São Paulo, Alexandre Pires, a nova política é um recado à China e uma resposta à crescente influência econômica de Pequim na região. O documento publicado hoje deve nortear a política externa dos EUA no governo de Donald Trump. “Negaremos a concorrentes de fora do Hemisfério a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras, ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais em nosso Hemisfério”, completou o governo Trump. Doutrina Monroe Criada em 1823, quando os EUA despontavam como nova potência mundial, a Doutrina Monroe afirma que a “América é para os americanos” e serviu, à época, para desafiar às potências europeias na influência econômica, militar e cultural na América Latina. No documento publicado hoje, o governo dos EUA diz que aplicará um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, em uma espécie de releitura do projeto inicial do século 19 que expandiu a influência dos EUA por todo o continente. Entre os objetivos da nova política, estaria o de “estabelecer ou expandir o acesso em locais de importância estratégica” e “fazer todo o possível para expulsar as empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região”. Recado à China O professor Alexandre Pires aponta que todo o esforço dos EUA está em enfraquecer a presença da China na América Latina, sendo Pequim o destinatário da mensagem publicada nesta sexta-feira. “É o movimento que já estamos vendo de os EUA retomarem o controle do Canal do Panamá de modo indireto, fazendo o Panamá abrir mão de contratos de terminais com a China. Tem a mobilização militar nunca vista no Caribe para pressionar a Venezuela, que é um forte aliado da Rússia e da China, além das pressões sobre a Dinamarca com relação à Groenlândia”, afirmou à Agência Brasil. O documento da Casa Branca afirma que os EUA vão se concentrar em “aliar-se” e “expandir-se” na região. “Recompensaremos e incentivaremos os governos, partidos políticos e movimentos da região que estejam amplamente alinhados com nossos princípios e estratégia. Mas não devemos ignorar governos com perspectivas diferentes, com os quais, ainda assim, compartilhamos interesses e que desejam trabalhar conosco”, afirma o governo Trump. A Casa Branca diz que “concorrentes” de fora do Hemisfério têm feito “incursões” no continente que prejudicam a economia dos EUA. “Permitir essas incursões sem uma reação séria é outro grande erro estratégico americano das últimas décadas”, afirma a publicação. A Casa Branca acrescenta ainda que as alianças dos EUA com países da região devem “estar condicionados à redução gradual da influência externa adversária”. O professor do Imbec SP Alexandre Pires destacou que essa política externa tende a limitar a soberania de todos os países da região ao dificultar acordos com potências de fora do hemisfério. "Ou seja, se um acordo do Peru ou do Chile com a China para fornecimento de minerais afetar os interesses dos norte-americanos, o país deveria negociar com os Estados Unidos também. Caso contrário, os EUA fariam algum tipo de interferência, com tarifas, alguma coisa geopolítica, geoeconômica e, no limite, militar”, afirmou. Empresas estadunidenses O documento que norteia a política externa dos EUA para América Latina acrescenta que os funcionários de Estado em embaixadas devem trabalhar para favorecer as empresas dos EUA. “Proteger com sucesso o nosso hemisfério também exige uma colaboração mais estreita entre o governo dos EUA e o setor privado americano. Todo funcionário do governo americano que interage com esses países deve entender que parte de seu trabalho é ajudar as empresas americanas a competir e prosperar”, diz o documento publicado. A Casa Branca orienta ainda que os acordos com países da região, em especial com aqueles que mais dependem dos EUA, “e, portanto, sobre os quais temos maior influência, devem ser contratos de fornecimento exclusivo para nossas empresas”. Os Estados Unidos dizem ainda que vão priorizar a diplomacia comercial utilizando tarifas e acordos comerciais recíprocos. “E mesmo priorizando a diplomacia comercial, trabalharemos para fortalecer nossas parcerias de segurança — desde a venda de armas até o compartilhamento de informações e exercícios conjuntos”, completou a Casa Branca.
- Em 10 anos, 60,7% dos beneficiários conseguiram deixar o Bolsa Famíliaby Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil on 5 de dezembro de 2025 at 20:30
De cada dez pessoas que recebiam o Bolsa Família em 2014, seis conseguiram deixar o programa assistencial nos dez anos seguintes. A constatação faz parte do estudo Filhos do Bolsa Família, divulgado nesta sexta-feira (5) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. O levantamento feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostra também que a maior taxa de saída do programa é dos que eram adolescentes em 2014. Notícias relacionadas:Lula: queda da pobreza está ligada à menor inflação e maiores salários.Mais de 8,6 milhões deixam pobreza; Brasil tem melhor nível desde 2012.Congresso aprova crédito de R$ 42 bi para Previdência e Bolsa Família.Enquanto a taxa média de saída dos beneficiários foi de 60,68%, entre os jovens de 15 a 17 anos de idade, a proporção chega a 71,25%. Ou seja, de cada dez, sete deixaram de precisar da transferência de renda nos dez anos seguintes. Em seguida, figura a faixa de 11 a 14 anos, com 68,80%. Já entre as pessoas que tinham até 4 anos de idade, a proporção das que deixam o programa no intervalo de uma década foi de 41,26%. O público avaliado na pesquisa é classificado como a “segunda geração” do programa criado em 2003. Mobilidade social Autor do estudo, o professor de economia da FGV Valdemar Rodrigues de Pinho Neto classifica o Bolsa Família não só como um alívio dos efeitos da pobreza imediata, mas também como forma de mobilidade social. Ele destaca a importância das condicionalidades de saúde e educação, como a obrigatoriedade de o responsável manter crianças na escola, cobertura vacinal em dia e realização de exame pré-natal. “Transferência de renda e, ao mesmo tempo, viabilizar o fomento de capital humano desses jovens, para que no futuro, tendo oportunidades de trabalho, de empreendedorismo, eles consigam acessar o setor produtivo, ter melhores condições socioeconômicas e, de certa forma, viabilizar essa mobilidade”, diz. O pesquisador aponta que a saída de pessoas do Bolsa Família é fator determinante para a continuidade da política social. “No contexto de recursos escassos para o governo, saber que os filhos do Bolsa Família não necessariamente estarão presentes no programa no futuro, de certa forma, diz um pouco também a respeito da própria sustentabilidade do programa.” Valdemar Neto assinala que as pessoas que deixaram o Bolsa Família não ficaram desprotegidas. No grupo dos que tinham 15 a 17 anos em 2014, 28,4% tinham vínculo formal de emprego dez anos depois; e mais da metade (52,67%) tinha deixado o Cadastro Único (CadÚnico), porta de entrada para programas sociais do governo, voltado à população mais vulnerável. A pesquisa buscou informações do mercado de formal de trabalho por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, declaração anual obrigatória que as empresas enviam ao governo para registrar dados sobre trabalhadores. Situação ao redor A pesquisa concluiu que o ambiente socioeconômico no qual estão inseridos os beneficiários do Bolsa Família influenciou a taxa de saída do programa no período de 2014 a 2025. Entre outras constatações, o levantamento aponta que: Em áreas urbanas, a taxa de saída de jovens de 6 a 17 anos (67%) supera a de regiões rurais (55%); Jovens de 6 a 17 anos em famílias na qual a pessoa de referência tem emprego com carteira têm taxa de saída (79,40%) superior à de quem trabalha sem carteira (57,51%) e por conta própria (65,54%); Jovens de 6 a 17 anos em famílias na qual a pessoa de referência tem ensino médio têm taxa de saída (70%) acima de quando a escolaridade é apenas fundamental completo (65,31%). “Pais que têm mais acesso à educação conseguem romper a pobreza que a gente chama de pobreza intergeracional. Então, filhos de pais mais educados, obviamente, também conseguem sair mais do programa”, avalia Neto. Difícil estudar com fome O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, comemorou os números de saída do programa e afirmou que “o Bolsa Família não é um fim, mas um começo”. “É muito difícil dar passos largos sem tirar da fome. É difícil estudar se não tirar da fome. É difícil trabalhar se não tirar da fome. Esse passo justifica os mais pobres no Orçamento”, afirma. Tendência recente O estudo da FGV traz dados do Novo Bolsa Família, a versão atual do programa, iniciada em 2023. Entre os beneficiários observados no início de 2023, cerca de um terço (31,25%) já não estava mais no programa em outubro de 2025. Entre jovens de 15 a 17 anos, a saída é ainda mais elevada nos três anos: 42,59% Nesse período, a entrada mensal de famílias no programa (359 mil em média) fica abaixo da média de saída, 447 mil. “Já oferece uma ideia do que a gente pode esperar na década seguinte”, aponta Valdemar Pinho Neto. “Assim como a [taxa de saída da] segunda geração foi melhor que a da primeira, a terceira espera-se que seja melhor que a da segunda”. A pesquisa da FGV foi divulgada na mesma semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que mais de 8,6 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024, reduzindo a proporção da população na pobreza para 23,1%, a menor já registrada desde 2012, quando começou a série histórica do instituto. O mercado de trabalho aquecido e programas sociais foram apontados como motivos da redução no número de pobres. Mecanismo de autonomia O pesquisador Valdemar Pinho Neto enfatizou a importância de duas características da nova versão do programa. Um é a regra de proteção, que não tira automaticamente da lista de beneficiário a pessoa que conseguiu emprego. Há um período de adaptação e a garantia de que ela poderá voltar a ser atendida, sem fila de espera, caso perca o emprego. O outro é o Programa Acredita, que oferece microcrédito para apoiar empreendedores de baixa renda. “A ideia é que a transição do Bolsa Família para o mercado de trabalho seja algo mais suave e não uma decisão muito drástica na vida dos beneficiários”, salienta o professor. Bolsa Família O critério inicial para uma pessoa ser beneficiária do Bolsa Família é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (quanto a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas). O benefício base é de R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver criança e grávida na família, por exemplo. O valor médio do benefício está em R$ 683,28. Em novembro, o programa tinha 18,65 milhões de famílias e custava R$ 12,69 bilhões.
- Brasil encontra velhos conhecidos na primeira fase da Copaby Agência Brasil on 5 de dezembro de 2025 at 20:29
A Fifa sorteou, nesta sexta-feira (5) no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos), os Grupos da Copa do Mundo de 2026. E ficou definido que o Brasil encontrará velhos conhecidos na primeira fase da competição: Marrocos, Escócia e Haiti. Destaque em 2022 O primeiro adversário da seleção brasileira no Mundial disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá será um dos destaques da Copa de 2022, o Marrocos. A equipe africana medirá forças com a equipe comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti no dia 13 de junho. Notícias relacionadas:Copa 2026: Brasil cai em chave com Marrocos, Escócia e Haiti.Croácia vence Marrocos e garante terceiro lugar na Copa do Catar.Marrocos reescreve história africana na Copa do Mundo do Catar.Lionel Scaloni and an old friend 🏆#FIFAWorldCup pic.twitter.com/1pcx9J0obu — FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) December 5, 2025 Os marroquinos já encontraram os brasileiros em um Mundial, no ano de 1998, pela fase de grupos. Naquela oportunidade, a seleção canarinho triunfou por 3 a 0, gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto. O futebol do Marrocos vive um claro momento de evolução, com a equipe africana tendo protagonizado uma grande campanha na Copa de 2022, quando garantiu o quarto lugar. A atual 11ª colocada do ranking de seleções da Fifa derrotou o Brasil no último encontro entre as equipes, por 2 a 1 em Tânger (Marrocos) em março de 2023, em partida amistosa que marcou o início do ciclo de preparação para o Mundial de 2026. Naquela oportunidade a seleção brasileira era dirigida, de forma interina, pelo técnico Ramon Menezes. O grande destaque da equipe comandada pelo técnico Walid Regragui é o lateral Achraf Hakimi, que foi peça importante na vitoriosa campanha do PSG (França) na última edição da Liga dos Campeões. The stage is set. Who triumphs? 🏆@aramco | #FIFAWorldCup pic.twitter.com/21qBVC6KlE — FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) December 5, 2025 Encontro inédito Seis dias após a estreia na Copa (em 19 de junho) o Brasil terá pela frente o único adversário da primeira fase contra o qual nunca mediu forças em Copas do Mundo, o Haiti. A seleção caribenha, que retorna a uma Copa do Mundo após um hiato de mais de 50 anos, já enfrentou o Brasil em três oportunidades, com 100% de aproveitamento da seleção brasileira. A equipe comandada pelo técnico francês Sébastien Migné, atual 84ª colocada do ranking de seleções da Fifa, tem como um de seus destaques o zagueiro Ricardo Adé, que ajudou a LDU (Equador) a alcançar as semifinais da última edição da Copa Libertadores. 🇨🇦🇲🇽🇺🇸#FIFAWorldCup pic.twitter.com/Nm2ELMh8bh — FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) December 5, 2025 Velho conhecido O terceiro compromisso do Brasil na Copa de 2026 será no dia 24 de junho contra a Escócia. Entre os três adversários da seleção na primeira fase, este é o mais conhecido. Em Copas do Mundo, a seleção verde e amarela mediu forças com os europeus em quatro oportunidades: empate por 0 a 0 em 1974, vitória de 4 a 1 em 1982, triunfo de 1 a 0 em 1990 e vitória de 2 a 1 em 1998. A Escócia, que é a atual 36ª colocada do ranking de seleções da Fifa, não vive um bom momento, e participou de sua última Copa em 1998. Na equipe comandada pelo técnico Steve Clarke, um jogador que merece ser observado com atenção é o volante Scott McTominay, peça importante do Napoli (Itália).
- Vereadora gaúcha cobra medidas contra violência política de gêneroby Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil on 5 de dezembro de 2025 at 19:55
A vereadora Helen Cabral (PT), de Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, denunciou ter sofrido violência política de gênero durante a Sessão Plenária Ordinária da última terça-feira (2), na Câmara Municipal. A agressão aconteceu enquanto a vereadora falava sobre uma possível falta de transparência do Executivo e defendia os direitos das servidoras e servidores diante do projeto de parcelamento do 13º salário. Notícias relacionadas:Crimes recentes mostram grave cenário de violência contra a mulher.OMS: 840 milhões de mulheres no mundo foram alvo de violência.“A parlamentar foi atacada pelo vereador Tony Oliveira, da base do governo, que, aos gritos, abandonou o debate democrático e partiu pra cima de forma violenta, em clara tentativa de intimidação. O ataque misógino não apenas ultrapassa todos os limites aceitáveis dentro de uma instituição pública, como configura o mais grave ato de violência política de gênero já sofrido pela vereadora dentro da Câmara”, disse Helen, em nota. Helen Cabral diz que foi atacada pelo vereador Tony Oliveira Foto: Vereadora Helen Cabral/Facebook Na avaliação dela, a agressão não ocorreu por divergência de ideias, mas por ela ser mulher ocupando um espaço de poder. Ela ressalta que o episódio aconteceu justamente durante a 5ª Semana Municipal de Não Violência Contra a Mulher, lei de sua autoria. Também nesta semana a vereadora participa do Festival Movimento Mulheres em Luta (MEL), que neste ano discute a violência política de gênero contra mulheres parlamentares. “Quero saber qual a atitude que a presidência vai tomar em relação à violência de gênero que sofri esta noite pelo vereador Tony, quando ele partiu para cima de mim. A violência de gênero é crime e quero saber o que a presidência vai fazer. A violência contra esta vereadora é contra todas as mulheres dessa casa. E não admito continuar sofrendo violência de gênero neste parlamento”, disse Helen em um vídeo postado em uma rede social. A nota diz ainda que todas as medidas institucionais e legais já estão sendo tomadas, incluindo comunicação à Mesa Diretora exigindo providências e registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher, para que o agressor seja responsabilizado e para que situações como esta jamais voltem a ocorrer. A Câmara Municipal de Santa Maria ainda não se manifestou sobre o episódio. Outro lado O vereador Tony Oliveira gravou um vídeo dizendo que pede desculpas pelo que chamou de “exaltação firme” na Câmara. Ele afirma que os partidos de esquerda estão "espalhando narrativas mentirosas e o acusando de agressão sem fundamento". Segundo ele, em nenhum momento ele ameaçou de bater ou bateu em alguém. “Tudo começou quando eu comecei o debate sobre a votação de um projeto e na sessão anterior eles derrubaram o quórum. Começaram a me xingar e lógico que me defendi. Mas em nenhum momento falei palavras de baixo calão para ninguém”. Oliveira garantiu que entrará no Conselho de Ética com um pedido de cassação da vereadora Helen Cabral e outros vereadores além dos assessores que também teriam o ofendido. *Matéria atualizada às 17h18 para acrescentar posicionamento do vereador Tony Oliveira
