Informação é com a gente!

18 de fevereiro de 2026

Informação é com a gente!

18 de fevereiro de 2026

Feed Últimas A Agência Brasil é a agência de notícias da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que distribui gratuitamente informações de interesse público. As notícias podem ser reproduzidas desde que citada a fonte.

  • Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3
    by Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil on 18 de fevereiro de 2026 at 10:02

    A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (18) a parcela de fevereiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com os adicionais o valor médio do benefício sobe para R$ 690,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,84 milhões de famílias, com gasto de R$ 13 bilhões. Notícias relacionadas:Ambulantes que se formalizaram como MEI crescem 45% em 2 anos.Vendas no comércio varejista fecham 2025 com alta de 1,6%.Além do benefício mínimo, há o pagamento dos seguinte adicionais: Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança Acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam) Adicional de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. Adicional de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. Por causa do carnaval, os beneficiários de NIS de fim 1 e 2 receberam na segunda semana de fevereiro, com os depósitos sendo retomados nesta quarta. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 171 cidades de oito estados receberam o pagamento na última quinta-feira (12), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 122 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,51 milhões de famílias estão na regra de proteção em fevereiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. Calendário de pagamento do Bolsa Família 2026 - Arte EBC

  • Vini Jr marca golaço e denuncia caso de racismo em Liga dos Campeões
    by Lincoln Chaves - Repórter da EBC on 17 de fevereiro de 2026 at 22:55

    O atacante Vinícius Júnior denunciou ter sido vítima de racismo na vitória de seu clube, o Real Madrid, da Espanha, sobre o Benfica, de Portugal, por 1 a 0, pelo mata-mata da Liga dos Campeões da Europa. O episódio ocorreu logo após o brasileiro marcar um golaço no Estádio da Luz, abrindo o marcador em Lisboa, capital portuguesa. Aos quatro minutos do segundo tempo, Vini Jr recebeu do atacante Kylian Mbappé na esquerda e bateu da entrada da área. A bola fez um arco e acertou o ângulo do goleiro Anatoliy Trubin. O camisa 7 do Real Madrid festejou dançando em frente à bandeira de escanteio, próximo a torcedores do Benfica. Notícias relacionadas:Ministério Público move ação contra Shopping Higienópolis por racismo.Campanha busca valorizar cultura negra e combater racismo no carnaval.Os jogadores do time português foram tirar satisfações com Vini Jr, que recebeu cartão amarelo do árbitro François Letexier. Quando a confusão parecia encerrada, o brasileiro se dirigiu ao juiz reclamando que foi chamado de "mono", termo em espanhol para macaco. Ele tinha acabado de discutir com Gianluca Prestianni, do Benfica. As imagens da transmissão de TV mostraram que, em certo momento, o atacante argentino colocou a camisa em direção à boca. Após a denúncia de Vini Jr, o juiz ergueu os braços em forma de "X", acionando o protocolo antirracismo e interrompendo o jogo. A paralisação durou cerca de dez minutos e jogadores do Real Madrid cogitaram deixar o gramado, mas não houve punição e o duelo foi retomado. O brasileiro passou a ser vaiado pela torcida do Benfica em todo instante que encostava na bola. O gol marcado nesta terça isolou Vini Jr como segundo jogador brasileiro que mais balançou as redes na Liga dos Campeões. Ele chegou a 31 gols, superando o ex-meia Kaká, que atuou por Real Madrid e Milan, da Itália. O líder da estatística é o atacante Neymar, que marcou 42 gols por Barcelona, da Espanha, e Paris Saint-Germain, da França. Com o triunfo por 1 a 0, o Real Madrid tem a vantagem do empate no duelo de volta do confronto, que dá vaga às oitavas de final. As equipes se reencontram na quarta-feira da próxima semana (25), às 17h (horário de Brasília), no Santiago Bernabeu, em Madri, capital espanhola.

  • Mães ambulantes cobram pontos de apoio para crianças no carnaval
    by Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil on 17 de fevereiro de 2026 at 21:43

    Ter algo gelado para beber no meio de um bloco de carnaval sob o sol escaldante na cidade do Rio de Janeiro pode ser um alívio. Os responsáveis por vender as bebidas em meio a multidões são os ambulantes, que circulam pela folia.  Esses trabalhadores enfrentam condições precárias para se manterem horas sob o sol, longas jornadas e cuidar dos próprios filhos durante os dias de feriado. Sem escolas abertas e sem apoio de outros cuidadores, a solução de muitos é levar as crianças junto com o isopor.  Ambulante Taís Epifânio com a filha de 4 anos. Foto: Movimento Elas por Elas Notícias relacionadas:Rio lança portal que usa o samba como ferramenta pedagógica.Bloco celebra diversidade e carnaval sem assédio no Rio de Janeiro.Essa é a situação de Taís Aparecida Epifânio Lopes, de 34 anos. Ela mora na favela do Arará, na Zona Norte, e vai de ônibus, com bebidas e o carrinho para vender nos blocos da Zona Sul. Sua filha, de 4 anos, a acompanha.  “Carnaval é quando a gente consegue ganhar mais dinheiro, é um evento grande, então, se eu não fizer isso, a gente não come, não bebe. E eu não posso deixá-la sozinha”, explicou.  O filho mais velho, de 16 anos, fica em casa. “O que também me preocupa porque eu moro em comunidade”, disse, em função dos conflitos armados e do tráfico de drogas na região. Lílian Conceição Santos não tem com quem deixar os filhos para trabalhar Foto: Agência Brasil No centro da cidade, Lílian Conceição Santos, de 34 anos, também carrega os filhos perto de si. Ela passa o dia com três filhos e sobrinhos, entre 2 e 14 anos, dentro da barraca. “O carnaval ajuda demais nas contas, não posso deixar de vir”, diz.  Ela vende biscoitos, balas e bebidas, enquanto as crianças, em colchões no chão, refrescadas por ventiladores, estão com os olhos vidrados no celular. De noite, voltam para casa com a avó, que de dia ajuda nas vendas.  “Aqui é precário. O banheiro que a gente usa é o bueiro, toma banho com água da polícia [do posto] e comida é na panela elétrica”, contou. Apoio O carnaval, que deve movimentar R$ 5,8 bilhões na economia do Rio, representa o maior faturamento do ano para os ambulantes e é considerado o décimo terceiro salário. Por isso, o esforço é necessário, de acordo com o Movimento de Mulheres Ambulantes Elas por Elas Providência.  Espaço de colhimento aos filhos de ambulantes no Carnaval. oto: Fernando Frazão/Agência Brasil Em busca de melhores condições para atuar, elas cobram apoio do poder público, com a instalação de espaços de convivência para os pequenos e para elas descansarem, de dia e de noite, em áreas centrais e, perto dos grandes blocos. Neste carnaval, o Elas por Elas, em uma articulação com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), conseguiu, com a 1ª Vara da Infância e da Juventude e a prefeitura, um espaço para deixar as crianças de noite, mas somente nas noites de desfiles. No local, as crianças de 4 a 12 anos fazem atividades lúdicas, descansam, tomam banho, recebem refeições e dormem com mais conforto enquanto os pais e mães fazem as vendas na rua. A unidade, que funciona entre 18h e 6h, recebe cerca de 20 crianças por noite. Taís chegou a deixar sua filha no centro no primeiro dia, sábado (14), e contou que foi um alívio grande. “Minha filha gostou, eu também entrei e achei um espaço super bacana, a minha filha, quando acordou, me contou que brincou, viu televisão, tinha cama, coisas que na rua, a gente não tem como dar”, disse a ambulante. “Estamos na luta para tentar ampliar o horário para atender as mães que trabalham de manhã”, completou. Luna Cristina e o filho Eduardo Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Vendendo churrasquinho quase em frente ao espaço das crianças, Luna Cristina Vitória, de 26 anos, também deixou os dois filhos, de 5 e 9 anos, lá, nos últimos dias. Ela mora na zona oeste e tem uma barraca próxima ao sambódromo. Os pais dela ajudam nas vendas e a solução foi aderir ao projeto.  “Eles dão todo o suporte lá, as crianças jantam, tomam banho, dormem, saem umas 5h20, quando a gente já consegue pegar e levar para casa”, contou Luna. O seu filho, Eduardo Vitor Nunes Silva, de 9 anos, aprova. “Eu gosto mais de ficar no espaço que dá para desenhar”, disse ele, sobre a experiência domingo (15).  Na segunda-feira (16), ele retornou para a família poder trabalhar. “Lá a gente come, brinca, dorme, tem uma televisão, é mais confortável”, completou. Lílian Conceição, que trabalha no Largo da Carioca, gostaria que a prefeitura disponibilizasse esse tipo de serviço mais perto de onde está. “Lá na Sapucaí, é muito longe para mim. Mas se tivesse aqui, eu botava, porque senão, é só telefone (tela)”, lamentou. Na avaliação das mães ambulantes, elas prestam um serviço ao carnaval carioca e recebem pouco apoio em troca. “Estamos falando de direitos nossos, como trabalhadoras, e das crianças”, disse Caroline Alves da Silva, umas das lideranças do Movimento Elas por Elas. “No entanto, somos invisíveis. Faltam desde políticas públicas a itens básicos de proteção, como guarda-sol, blusa UV e chapéu”. Para ela, o lucro com o carnaval deveria prever benefícios para quem entrega os produtos ao público final.   Caroline Alves da Silva, umas das lideranças do Movimento Elas por Elas Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil “A grande maioria das ambulantes no carnaval são mulheres negras, mães solo, que dormem embaixo de marquises”, disse Caroline. “A gente faz parte [da economia do carnaval], a gente carrega cerveja, carrega carrinho pesado debaixo do Sol, nos blocos, na Sapucaí, mas somos invisíveis”. O movimento cobra mais diálogo sobre a organização do carnaval e a instalação dos pontos de apoio para elas e as crianças. O vereador Leniel Borel (PP), publicou vídeos em suas redes sociais mostrando crianças e adolescentes trabalhando ou junto aos pais ambulantes à noite. Ele alerta também para abordagens de pedófilos e desaparecimentos. Nas imagens, conversa com os pais e cobra atuação da prefeitura.  Ações de prevenção A Secretaria Municipal de Assistência Social diz que faz ações permanentes e no carnaval com foco na prevenção de situações como o trabalho infantil, mas não deu detalhes. E destacou o espaço de convivência perto da Sapucaí. “As nossas equipes circulam nos arredores da Sapucaí e oferecem o serviço, sempre que identificam a necessidade”, explicou a secretária Martha Rocha, em nota. “Os próprios ambulantes podem procurar os nossos profissionais, identificados com colete da SMAS, ou levar seus filhos e suas filhas direto ao espaço”, diz.  O centro fica no Espaço de Desenvolvimento Infantil Rachel de Queiroz, em frente ao Edifício Balança Mas Não Cai. Para aliviar o desgaste nos dias de trabalho, o Elas por Elas assegurou que as ambulantes fossem incluídas, este ano, no Centro do Catador, perto da Sapucaí e a 15 minutos a pé do centro das crianças.  “Não adianta a gente deixar os filhos dentro de um espaço seguro e ir dormir embaixo de marquise”, disse Caroline. “Tem algumas mulheres que trabalham no entorno da Sapucaí, mas, outras, só em bloco e dormem na rua”. No Centro do Catador, que fica na Rua Viscondessa de Pirassununga, as ambulantes podem descansar, beber água, fazer refeições, tomar banho e pernoitar.  Casa do Catador ampliou o atendimento aos ambulantes Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A Casa do Catador é uma iniciativa inédita da Secretaria Municipal de Ambiente e Clima pensada para atender catadores de material reciclável. Muitos são oriundos de municípios da baixada fluminense e trabalham no sambódromo. No local, o atendimento às ambulantes foi ampliado com apoio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).  A presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da casa, deputada Dani Monteiro (PSol), sabe da limitação do espaço, longe dos blocos. Mas disse que, mesmo assim, há um reconhecimento do papel das trabalhadoras no carnaval.  “Garantir água, cuidado e um espaço digno é reconhecer que direitos humanos também são renda, saúde e respeito para quem mantém a cidade de pé no dia a dia e nas grandes festas”, disse, em nota.  A prefeitura não comentou as críticas sobre o fornecimento de equipamentos de proteção aos ambulantes e a necessidade de ampliação do horário do centro de convivência para as crianças. Em 2026, a prefeitura limitou o credenciamento a 15 mil ambulantes, embora cerca de 50 mil tenham se cadastrado. Nas contas do movimento, é esse o número de trabalhadores pelas ruas.

  • Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo pela 13ª vez
    by Agência Brasil on 17 de fevereiro de 2026 at 21:31

    A Mocidade Alegre é a nova campeã do Carnaval de São Paulo. A apuração dos votos dos jurados aconteceu nesta tarde de terça-feira (17) e a vitória veio após uma disputa acirrada contra a Gaviões da Fiel e a Dragões da Real. A pontuação da campeã foi de 269.8 pontos. A Gaviões, vice-campeã, ficou com 269.7 pontos. A Dragões, terceira colocada, teve 269.6 pontos. Notícias relacionadas:SP: desfiles têm religiosidade e homenagens a povos originários.A Mocidade Alegre desfilou no Sambódromo do Anhembi na segunda noite com o samba-enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra” destacou o papel da atriz Léa Garcia pela igualdade racial no país e sua trajetória como militante e liderança a partir do teatro e do cinema. Ela morreu em 2023, aos 90 anos de idade. O desfile da Mocidade no Sambódromo do Anhembi fez referência a alguns dos principais trabalhos de Léa, como a a novela clássica Escrava Isaura, lançada pela Globo em 1976. Também foram citadas outras obras com a participação da atriz no cinema, como o filme Orfeu Negro, de 1959. Com esta conquista, a Mocidade Alegre chega ao seu 13º título do carnaval de São Paulo. O último título da escola havia sido em 2024. A Rosas de Ouro, campeã do Carnaval paulista de 2025, foi rebaixada. A escola foi penalizada e entrou no Sambódromo com meio ponto a menos. A Rosas conseguiu apenas 268,4 pontos, o que a levou para o Grupo de Acesso. A Águia de Ouro, com 268,2 pontos, também foi rebaixada. A Acadêmicos do Tucuruvi, campeã do Grupo de Acesso deste ano, estará do Grupo Especial em 2027. A Pérola Negra também sobe para o Grupo Especial. A escola terminou empatada com a Mancha Verde, ambas com 269,4 pontos, mas a Pérola levou a melhor no critério de desempate.

  • Bobsled: Brasil garante melhor resultado no trenó para dois atletas
    by Lincoln Chaves - Repórter da EBC on 17 de fevereiro de 2026 at 21:17

    A participação do Brasil nas disputas do trenó para dois atletas do bobsled (o chamado "2-men") chegou ao fim nesta terça-feira (17) nos Jogos de Milão e Cortina, na Itália. A dupla formada pelo baiano Edson Bindilatti e o paulista Luís Bacca terminou em 24º lugar, melhor colocação do país na prova em uma Olimpíada de Inverno. Notícias relacionadas:Jogos de Inverno: Brasil encerra campanha histórica no esqui alpino.Lucas Pinheiro conquista 1° ouro para o Brasil em Olimpíada de Inverno.O resultado supera em três posições o dos Jogos de Pequim, na China, em 2022, quando Bindilatti desceu a pista de gelo acompanhado pelo também paulista Edson Martins. Quatro anos antes, em PyeongChang, na Coreia do Sul, a dupla de xarás ficou em 29º lugar na estreia brasileira em disputa olímpica do 2-men. Os brasileiros realizaram três descidas, sendo duas na segunda-feira (16) e uma nesta terça-feira. Para terem direito a uma quarta tentativa, eles teriam de finalizar a terceira entre os 20 melhores. Eles melhoraram a marca em relação ao primeiro dia, mas ainda ficaram a 1s29 da dupla Martin Kranz e David Tschofen, do Liechtenstein, 20ª colocada, na somatória dos tempos. O Brasil ainda tem pela frente o 4-men, que é a categoria do bobsled para quatro atletas e principal prova da equipe verde e amarela. Além dos integrantes do 2-men, compõem o quarteto o paulista Davidson de Souza, o Boka, e o carioca Rafael Souza. Este último, assim como Bindilatti, ajudou o trenó brasileiro a conquistar o 20º lugar em Pequim. O quarteto inicia os treinos oficiais nesta quarta-feira (18). As duas primeiras descidas ocorrem sábado (21), a partir de 6h (horário de Brasília). As duas últimas no domingo (22), no mesmo horário. A disputa marca a aposentadoria de Bindilatti, piloto do trenó brasileiro, que participa, em Milão-Cortina, da sexta Olimpíada de Inverno da carreira.

  • Calango Careta ocupa Brasília com alegorias, orquestra e arte circense
    by Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil on 17 de fevereiro de 2026 at 21:14

    Um calango gigante saiu em cortejo, no fim da manhã desta terça-feira (17), ocupando a Asa Norte, bairro do centro de Brasília. A alegoria do animal típico do Cerrado - em verde, amarelo e vermelho - é a autêntica marca do bloco de Carnaval Calango Careta, desde 2015. Diferentemente dos grandes blocos do Distrito Federal, que ficam em áreas isoladas como o Eixo Monumental e o Museu da República, o calango erguido e articulado por bambus, nos moldes do dragão do bloco de Olinda (PE) Eu Acho é Pouco, serpenteia para fazer um “carnaval de vizinhança”, ao lado de prédios residenciais. A regra é a coletividade. Notícias relacionadas:Galinho de Brasília honra a tradição do frevo e a paixão pelo futebol.Quizomba leva ao Aterro do Flamengo conscientização sobre ecologia.A analista de sistemas Ana Bastos há 19 anos reside em Brasília e trouxe a filha Helena Louzada, de 16 anos, para aproveitar a festa. A recifense confirma que a capital federal não deixa a desejar na hora da folia, mesmo que em uma escala menor, se comparada à de sua terra natal. “Os bloquinhos são uma delícia, há animação e tranquilidade.”  Brasília (DF), 17/02/2026 - Carnaval de rua do Bloco Calango Careta. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Mensagens Para comunicar a preservação do Cerrado, o bicho é acompanhado por um enorme boneco de saruê, que muitas vezes é hostilizado por se parecer com um roedor. Abaixo da estrutura, o bonequeiro voluntário, o educador social Gabriel Ballarini diz que adora dar vida à alegoria. Brasília (DF), 17/02/2026 - Gabriel Ballarini veste fantasia de saruê. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil “Basicamente, tenho que acenar para a galera e pular. Pesa um pouco, tem uns quatro quilos. Mas, estou me sentindo muito orgulhoso hoje.” O bonecão desta espécie de gambá fez sucesso com o pequeno Rui, de 1 ano e quatro meses. Os pais dele escolheram fantasiá-lo de outro animal bastante recorrente no bioma, a capivara. Pedro Tarcísio, que trabalha com design de produtos, conta que o filho ama a percussão e é influenciado pela mãe, uma musicista. Brasília (DF), 17/02/2026 - Pedro Tarcísio e o filho curtem o Calango Careta. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil “Este é o nosso bloco favorito. Mostrar os instrumentos, os animais o deixam muito apaixonado por tudo isso.” Estética A estética do bloco é marcada por uma mescla de cultura popular e psicodelia das roupas de artistas com grandes asas, apeados em pernas de pau, acompanhados de palhaços, acrobatas mascarados e outros circenses que mostram a direção do cortejo ao público. Apoiadora do grupo há um ano, Vanessa Cândida Rezende veio para o gramado munida de girassóis e um regador que despeja glitter em outros foliões. “Tenho glitter no corpo, em casa, em todos os cantos. Essa é a alegria do carnaval que levaremos para o resto do ano e, por isso, estou aqui regando um jardim de glitter.” Brasília (DF), 17/02/2026 - Vanessa Cândido levou um regador de glitter. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Se em 2025, as homenagens à atriz Fernanda Torres, pelo filme Ainda Estou Aqui, se multiplicaram Brasil afora, em 2026, a esperança de uma nova estatueta do Oscar está registrada nas fantasias que remetem à outra produção brasileira: O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. Inspiração que pautou um casal presente ao Calango: a jornalista Ana Chalub e o músico Luiz Bragança. A jornalista estava fantasiada de Dona Sebastiana, interpretada pela atriz potiguar Tânia Maria, de 79 anos, com o plus de ter um cigarrinho fake sempre à mão. Ana Chalub explica que mirou nas cenas de carnaval do filme. “O início já ocorre em um dia de carnaval e a gente achou que tinha tudo a ver com o momento político e por ser super favorável ao filme. Para a preparação da personagem, tive até que aprender a colocar bobs no cabelo curtinho.” Brasília (DF), 17/02/2026 - Casal se inspirou no filme O Agente Secreto. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Já Luiz Bragança apostou na fantasia de orelhão, retratado tantas vezes nas ruas do Recife e de Brasília da década de 1970. A irreverência ganhou corpo com pedaços de boia do tipo espaguete e fita crepe.  “O carnaval é o espaço de tempo para a gente tentar outras possiblidades e fazer algo que não está no nosso dia a dia. É o momento de celebrar a nossa cultura, nossa música”, festejou. Sonoridade pede passagem Sob as copas das árvores, o Calango tem fanfarra própria. Ali, é a Orquestra Camaleônica quem ditou o ritmo bem marcado pelo sopro dos trompetes, trombones, saxofones e potente percussão. No repertório, muito ciranda, frevo, maracatu e hits da música popular brasileira (MPB). A canção Lucro, do grupo BaianaSystem, e Frevo Mulher, de Zé Ramalho, já viraram clássicos ecoados pelos foliões aos pulos. Não há cordas ou abadás. A interação é bem próxima entre músicos e público, como a da estudante Mariana Junqueira Marini, de 15 anos, fantasiada de uma personagem do desenho Backyardigans. Brasília (DF), 17/02/2026 - As amigas Mariana Junqueira (e), Isis Rocha (c) e Helena de Aragão (e) participam do carnaval de rua. Foto:  Joédson Alves/Agência Brasil “Minha mãe sempre me levou para o carnaval, mas eu não curtia muito. Agora, gosto mais porque venho com minhas amigas.” Amiga que não economizou na tinta azul para ficar parecida com o personagem de infância, como conta Isis Frank Rocha, de 16 anos. “Minha mãe ajudou a me pintar. Eu gosto de brincar no carnaval, de ser engraçada. Não é só para ficar bonita.” Vibração sem idade O Calango Careta mistura no mesmo espaço crianças pequenas, jovens e idosos. Pela primeira vez, a performance do grupo fisgou a fisioterapeuta Gabriela Barcellos, grávida de 8 meses de Henrique. Os planos dela são de criar o filho curtindo o carnaval, ao lado da enteada de 6 anos, que vai ao bloco interessada em jogar espuma e confetes para cima. Brasília (DF), 17/02/2026 - Gabriela Barcellos participa do Bloco Calango Careta. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil “Aqui em Brasília, a cultura do carnaval tem aumentado bastante.” Há anos, quem vem guiada pelo estandarte colorido do Calango é a aposentada Mara Carvalho. Aos 75 anos, ela trouxe para mais um carnaval a filha, o genro e o neto. A missão é perpetuar a tradição. “Desde pequenininha, eu gosto muito de carnaval. Minha mãe, minha irmã, meu irmão, todo mundo brincava.” Brasília (DF), 17/02/2026 - Mara Carvalho levou a família para manter a tradição de carnaval. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil   A folia da dona Mara não terminou no Calango Careta. Nesta terça-feira, ela promete emendar pelas ruas de Brasília outro bloco, o Pacotão, famoso pela sátira política. Calango Careta Desde 2015, é tradição que o local de saída do Calango Careta às ruas seja divulgado horas antes do cortejo, para criar expectativa. O Calango Careta também inspirou até fábulas escolares locais, como A Fábula do Calango Careta ou a Folia de Mil Dias, usada em escolas da Asa Norte para ensinar sobre cultura popular, pertencimento e ocupação pública. Na sexta-feira (20), será exibido em sessão única no Cine Brasília o documentário Calango Careta: 10 Anos de Eterno Carnaval, que conta a história de um grupo de amigos que construiu um calango gigante para brincar o carnaval nas ruas de Brasília e se tornou um dos ícones da cidade. O bloco que virou movimento, a brincadeira que virou tradição.   >> Veja as imagens do Calango Careta  

  • Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski vencem mais uma no WTA de Dubai
    by Lincoln Chaves - Repórter da EBC on 17 de fevereiro de 2026 at 18:14

    A parceria entre a paulista Luísa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski segue na briga pelo título de duplas femininas do WTA 1000 de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Após se classificarem às quartas de final nesta terça-feira (17), elas aguardam a organização do torneio conformar a data e o horário da partida contra a mexicana Giulia Olmos e a estadunidense Jessica Pegula. Número 14 do ranking de duplistas da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), Luisa e Dabrowski (10ª) precisaram de uma hora e nove minutos para derrotarem a parceria da tcheca Marie Bouzkova (89ª) com a indonésia Janice Tjen (57ª) por 2 sets a 1. Notícias relacionadas:Duelo entre João Fonseca e Thiago Monteiro agita noite do Rio Open.Paulistas batem gaúchas no fim da 1ª rodada do Brasileirão Feminino.Após fazerem 6/1 no primeiro set e perderem o segundo por 6/3, elas tiveram que disputar o super tie-break, um desempate no qual vence quem chegar a dez pontos, comum em partidas entre duplas. Com um jogo sólido, a brasileira e a canadense ganharam por 10 a 3 e se classificaram. "Ótimo jogo, mais uma vitória, primeiro super tie-break do ano, super feliz de seguir adiante. Aqui [Dubai], as condições são bem rápidas e com esse sistema de placar sabemos que o jogo pode mudar rápido", disse Luisa, em comunicado à imprensa. Olmos (49ª) e Pegula (5ª do mundo em simples, 204ª em duplas), adversárias das quartas de final, alcançaram um grande resultado nas oitavas. Na segunda-feira (16), elas venceram, em dois sets (duplo 6/3), a parceria campeã do Aberto da Austrália, o principal torneio do início de temporada, formada pela chinesa Shuai Zhang (12ª) e a belga Elise Mertens, melhor duplista do ranking atualmente. Se passarem por Olmos e Pegula, Luisa e Dabrowski podem ter pela frente a dupla que as eliminou das duas últimas competições, entre elas o Aberto da Austrália. Para isso, a parceria da cazaque Anna Danilina (7ª) e a sérvia Aleksandra Krunic (11ª) têm de vencer a formada pela indiana Rutuja Bhosale (142º) e a tailandesa Peangtarn Plipuech (128º), em confronto previsto para quarta-feira (18), ainda sem horário. Os torneios nível WTA 1000 são os principais do circuito regular. Considerando o ano como um todo, este tipo de competição fica atrás somente dos quatro Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

  • Duelo entre João Fonseca e Thiago Monteiro agita noite do Rio Open
    by Lincoln Chaves - Repórter da EBC on 17 de fevereiro de 2026 at 17:35

    A partida entre o carioca João Fonseca e o cearense Thiago Monteiro, que abre a programação noturna desta terça-feira (17) no Rio Open, ganhou novo peso. Quem vencer o duelo na Quadra Guga Kuerten do Jockey Club Brasileiro, previsto para começar às 19h (horário de Brasília), pode terminar o dia como o único representante brasileiro no torneio de simples. O confronto opõe gerações. Principal nome do país na atualidade, João tem 19 anos e é o número 38 do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Thiago, 31 anos, aparece na posição 208 da lista, mas já ocupou o 61º lugar em 2022 e, por anos, foi o brasileiro mais bem colocado. Notícias relacionadas:Rio Open: João Fonseca e Marcelo Melo garantem 1ª vitória brasileira.Tênis: parceria de Luisa Stefani vai para as oitavas de final em Dubai.Ambos já estiveram em ação neste Rio Open. O cearense precisou disputar dois jogos do qualifying (fase preliminar que reúne atletas de menor colocação no ranking) para chegar à chave principal. Já o carioca competiu no torneio de duplas ao lado do mineiro Marcelo Melo. Eles estrearam com vitória, na segunda-feira (16), sobre o argentino Ramón Burruchaga e o italiano Andrea Pellegrino. Na sequência do jogo entre João e Thiago, será a vez do jovem Luís Guto Miguel estar em quadra. O goiano de apenas 16 anos, terceiro do mundo entre os juvenis e número 1.593 do ranking da ATP, pega o lituano Vilius Gaubas (126º). É a primeira vez que ele participa de uma competição nível 500, terceiro em importância no circuito da ATP, atrás apenas dos eventos de nível 1000 e dos Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open). Tríplice tropeço O Brasil iniciou o Rio Open com seis atletas na chave principal. Três deles foram eliminados na segunda-feira (16), embora nenhum fosse favorito. O paulista Gustavo Heide (258º) não resistiu ao tcheco Vit Kopriva (87º) e perdeu por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 7/6 (7-5), em 1 hora e 49 minutos de jogo. "Óbvio que ficou um gostinho amargo, eu sei que dava para jogar o terceiro set, mas é o tênis, faz parte. Foi minha primeira partida no saibro esse ano", comentou Heide, ao site do Rio Open. O pernambucano João Lucas Reis (207º) enfrentou o alemão Yannick Hanfmann (90º), fez jogo duro contra um adversário mais de 100 posições a frente no ranking, mas perdeu por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7-3) e 6/4, em 1 hora e 57 minutos. "Acho que foi um jogo bom, bem duro desde o início, onde os dois tiveram que atingir o máximo de esforço, acho que físico e mental também. Foi um detalhe que acabou escapando no final", avaliou João Lucas, também à comunicação oficial do torneio. Quem esteve próximo de uma classificação heroica foi Igor Marcondes (348º). O paulista enfrentou o peruano Ignácio Buse (91º), que está 257 posições acima no ranking. Apesar de vencer o primeiro set, ele sofreu a virada e perdeu por 2 a 1, parciais de 6/4, 5/7 e 4/6, em 2 horas e 48 minutos de jogo. "A princípio, achava que ele [Igor] iria ganhar. Estava jogando melhor do que eu. Pouco a pouco, fui encontrando meu nível. Estou muito feliz porque ele estava jogando em um grande nível e o desejo o melhor, porque realmente o nível que demonstrou está para coisas grandes", elogiou Buse, que aguarda, nas oitavas de final, o vencedor do confronto entre João e Thiago, ao site do evento. Mais Brasil A noite desta terça-feira ainda terá brasileiros competindo nas duplas. Os paulistas Felipe Meligeni Alves (441º) e Marcelo Zormann (153º) encaram a parceria do belga Sander Gillé (66º) com o holandês Sem Verbeek (61º) no terceiro e último jogo da Quadra 2 do Jockey Club, que fica na Gávea, zona norte do Rio de Janeiro. A expectativa é que a partida inicie por volta das 19h.

  • Resgates no mar do RJ passam de mil. Veja orientações de segurança
    by Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil on 17 de fevereiro de 2026 at 17:22

    Mais de mil pessoas foram resgatadas por salva-vidas desde sexta-feira (13) nas praias do estado do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiro reforçou o efetivo de agentes em todo o litoral, já que o número de banhistas aumenta significativamente no período do carnaval. Além disso, desde o início do verão, boa parte dos salva-vidas estão trabalhando em postos móveis, que podem ser reposicionados em pontos diversos nas praias, conforme o fluxo de banhistas e as mudanças nas condições do mar. Os agentes também contam com o auxílio de drones com alta resolução e câmeras térmicas, para facilitar a localização de pessoas em situação de emergência. Notícias relacionadas:Corpo de terceira vítima de naufrágio no Rio Amazonas é enterrado.Acidente entre van e caminhão em Planaltina deixa cinco mortos .Veja dicas para proteger seu celular de golpes virtuais no carnaval.De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, para o banho de mar seguro é preciso que a população observe as bandeiras que indicam o nível de perigo do local. O ideal é mergulhar apenas nas praias com bandeira verde e perto de algum posto de salva-vidas. "Em geral, a bandeira vermelha é um local onde nós temos uma vala, uma corrente de retorno na frente. Jamais mergulhar nesses locais. Se você for surpreendido por uma corrente de retorno, a recomendação principal é buscar nadar para os lados, até você conseguir voltar para a parte rasa da praia com a força das ondas. Se você não souber nadar, a orientação é acenar com os braços, porque os nossos guarda-vidas são treinados para identificar esse sinal e promover o seu socorro mais rápido possível" O tenente-coronel também lembrou que o perigo aumenta à noite e com a ingestão de álcool: "Álcool e mergulho não combinam. O nosso equilíbrio e o nosso reflexo ficam muito prejudicados e a chance de afogamento é muito grande. O banho noturno não recomendado em nenhum local do mundo. A visibilidade fica muito reduzida e as chances de afogamento aumentam muito." Contreiras também alertou para os riscos das áreas com pedras e encostas. O mergulho a partir desses locais pode causar lesões e levar ao afogamento, mas mesmo pessoas que estejam próximas à beirada por pouco tempo, para tirar uma foto, por exemplo, podem sofrer uma queda ou serem arrastadas pelas ondas.

  • Corpo de terceira vítima de naufrágio no Rio Amazonas é enterrado
    by Wellton Máximo – Repórter da Agencia Brasil* on 17 de fevereiro de 2026 at 16:43

    O corpo da terceira vítima do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV foi enterrado nesta terça-feira (17) em Manaus. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas continua as bucas por cinco desaparecidos da tragédia, ocorrida na sexta-feira (13) no Encontro das Águas, confluência entre os Rios Negro e Solimões. Localizado na segunda-feira (16) a três quilômetros do naufrágio, o corpo do cantor gospel Fernando Grandêz, 39 anos, foi reconhecido por parentes no Instituto Médico Legal de Manaus. O vice-prefeito de Nova Olinda do Norte (AM), Cristian Martins, confirmou a identidade por meio das redes sociais. Notícias relacionadas:Manaus: helicóptero e sonares reforçam buscas por vítimas de naufrágio.Naufrágio no Amazonas deixa dois mortos e sete pessoas desaparecidas.Com a confirmação, sobe para três o número de mortos no acidente. As outras vítimas são uma criança de três anos e uma jovem de 22 anos. Força-tarefa O naufrágio ocorreu por volta das 12h30 de sexta-feira (13), quando a lancha rápida saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte. Ao todo, 71 passageiros foram resgatados com vida. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros trabalhava com sete desaparecidos. Após revisão das informações, o número foi atualizado para cinco pessoas ainda não localizadas. A operação de buscas é considerada complexa por causa das características do Encontro das Águas, onde a diferença de temperatura, densidade e força das correntes entre os Rios Negro e Solimões dificulta o trabalho de mergulho e varredura. Segundo o comando do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 88 pessoas participam da ação, incluindo 25 mergulhadores, com apoio de 15 embarcações, drones, helicóptero e três sonares. Equipes de Itacoatiara e Parintins também foram mobilizadas, e as buscas já ultrapassaram 120 quilômetros rio abaixo. O comandante-geral da corporação, coronel Muniz, classificou a ocorrência como de “alto grau de complexidade”, citando fatores hidrodinâmicos e profundidade elevada no local do acidente como entraves para a localização das vítimas. Investigação A Polícia Civil do Amazonas informou que o piloto da embarcação foi preso em flagrante por homicídio culposo. Ele pagou fiança e responderá ao processo em liberdade. O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros. Relatos de sobreviventes indicam que o condutor navegava em alta velocidade, e que os passageiros o teriam alertado sobre o banzeiro, ondas turbulentas comuns na região, pouco antes do naufrágio. * com informações do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e da TV Encontro das Águas, da Rede Nacional de Comunicação Pública