Após ser preterida para liderar a Venezuela, opositora María Corina Machado se reuniu com Trump e reafirmou a busca por liberdade no país
A vencedora do Nobel da Paz e opositora venezuelana María Corina Machado se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (15), na Casa Branca, em Washington.
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O encontro a portas fechadas ocorre após Machado ter sido preterida por Trump para assumir o governo da Venezuela após a deposição de Nicolás Maduro. A Casa Branca optou por apoiar a vice-presidente Delcy Rodríguez, que se tornou presidente interina do país.
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Após deixar a Casa Branca, a opositora venezuelana cumprimentou apoiadores e afirmou que a reunião foi “muito boa”. “Contamos com o presidente Trump para a liberdade na Venezuela”, disse ela. Em seguida, seguiu para o Capitólio, onde se reuniu com parlamentares norte-americanos. Uma coletiva de imprensa com mais detalhes da visita deve ocorrer no início da noite.
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A relação entre Machado e Trump é marcada por uma incondicional lealdade da opositora. Em entrevista à “Fox News” neste mês, ela afirmou que não conversava com Trump desde que o prêmio Nobel foi anunciado, em outubro de 2025. Trump, que também almeja o Nobel da Paz, criticou o Comitê norueguês por não tê-lo escolhido. Corina já havia dedicado o Nobel da Paz a Trump e expressou o desejo de entregar o troféu a ele, gesto que ele considerou “uma grande honra”. O Comitê do Nobel, no entanto, reiterou que o prêmio é intransferível.
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Logo após confirmar a captura de Maduro, no início de janeiro, Trump descartou apoiar María Corina para assumir o governo venezuelano, alegando que ela “não tem o apoio nem o respeito do país”. Ele também preteriu Edmundo González, considerado por muitos o vencedor das eleições de junho de 2025, e optou por apoiar Delcy Rodríguez. Após as Forças Armadas venezuelanas reconhecerem Rodríguez como presidente interina, Trump conversou por telefone com ela, afirmando: “Falamos sobre muitas coisas, e acho que estamos nos dando muito bem com a Venezuela”. E complementou: “Ela é uma pessoa incrível. Quero dizer, é alguém com quem temos trabalhado muito bem.”
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Trump tem demonstrado frustração com a decisão de conceder o Prêmio Nobel da Paz à venezuelana, após ter feito “campanha” para recebê-lo por meses. Antes do encontro, María Corina afirmou que gostaria de entregar o troféu a Trump por seu empenho em devolver a democracia à Venezuela. Questionado sobre a declaração, o presidente americano respondeu: “Ouvi dizer que ela queria fazer isso. Seria uma grande honra”. Trump também voltou a criticar o comitê responsável pela escolha dos vencedores e a Noruega, alegando: “Essa é a posição do comitê (que concede o Prêmio Nobel da Paz). (…) É muito vergonhoso para a Noruega. Tiveram algo a ver ou não. Acho que sim. Dizem que não. Mas quando oito guerras foram encerradas, deveria receber um para cada uma”.
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O Instituto Nobel declarou à agência AFP que um Prêmio Nobel não pode ser revogado ou transferido para outra pessoa: “Um Prêmio Nobel não pode ser revogado ou transferido para outra pessoa. Uma vez anunciado o(os) vencedor(es), a decisão permanece para sempre”, declarou o porta-voz do instituto, Erik Aasheim.
Com informações do G1










