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11 de março de 2026

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Não é só gotinha: entenda como funciona a vacinação contra a pólio

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As três primeiras doses são injetáveis

No fim dos anos 80, o personagem Zé Gotinha surgiu para combater a poliomielite nas Américas, representando a luta pela vacinação contra o poliovírus selvagem. Naquela época, a prevenção se fazia apenas com duas gotinhas na boca das crianças. Hoje, o esquema de vacinação vai além da vacina oral e inclui doses injetáveis.

Como funciona a vacinação contra a pólio

De acordo com o Ministério da Saúde, as três primeiras doses contra a poliomielite são injetáveis e devem ser aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida, seguindo o Calendário Nacional de Vacinação. Depois, são necessárias mais duas doses de reforço, que são orais: uma aos 15 meses e outra aos 4 anos.

Por isso, é recomendado que todas as crianças menores de 5 anos sejam levadas aos postos de saúde anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite para verificar a caderneta de vacinação e atualizar as doses, se necessário. Mesmo crianças com o esquema vacinal em dia, dentro da faixa etária definida, devem receber as gotinhas ou doses de reforço.

Campanha Nacional de Vacinação

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite deste ano começou em 27 de maio e termina hoje (14). No entanto, estados e municípios podem prorrogar a campanha em caso de baixa adesão. A meta do Ministério da Saúde, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é imunizar pelo menos 95% do público-alvo – cerca de 13 milhões de crianças menores de 5 anos.

Mudança no esquema vacinal

A partir de 2024, o Brasil começará a substituir gradativamente a vacina oral contra a pólio pela dose injetável, a versão inativada do imunizante. Com essa mudança, a vacina injetável, que já é usada nas três primeiras doses do esquema vacinal, será também utilizada como dose de reforço aos 15 meses. A segunda dose de reforço, administrada aos 4 anos, deixará de existir.

A substituição foi aprovada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), com base em novas evidências científicas para proteção contra a doença. O Ministério da Saúde ressaltou que essa atualização não significa o fim imediato das gotinhas, mas um avanço tecnológico para melhorar a eficácia do esquema vacinal. A dose oral será extinta após um período de transição.

“O Zé Gotinha, símbolo histórico da importância da vacinação no Brasil, continuará sua missão de sensibilizar as crianças, os pais e responsáveis em todo o país, participando das ações de imunização e campanhas do governo federal”, destacou o ministério.

Cobertura vacinal e histórico de casos

Desde 1989, o Brasil não registra casos de pólio. Contudo, as coberturas vacinais contra a doença têm caído nos últimos anos. Em 2022, a cobertura foi de 77,19%, bem abaixo da meta de 95%.

 

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