O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) será o responsável técnico pela restauração de 260 hectares na Reserva Biológica do Gurupi, no Maranhão. O projeto, denominado Restaura Gurupi, visa recuperar áreas degradadas da unidade de conservação, que abriga espécies ameaçadas de extinção.
A iniciativa, com coordenação científica e técnica do Museu Goeldi, é proposta pela Associação Conservação da Vida Silvestre (WCS Brasil) e busca promover a conservação colaborativa, envolvendo povos indígenas e comunidades tradicionais. A Rebio Gurupi, com 271,4 mil hectares, está inserida na Área de Endemismo Belém, região crítica do bioma Amazônia.
O projeto se alinha ao esforço de transformar o “Arco do Desmatamento” no “Arco da Restauração”, com a meta de restaurar 6 milhões de hectares até 2030. Os recursos são provenientes do Fundo Amazônia e coordenados pela Conservação Internacional (CI-Brasil). Os trabalhos estão previstos para iniciar no primeiro trimestre de 2026 e durarão quatro anos.

A ecóloga Marlúcia Martins, coordenadora de Pesquisa e Pós-graduação do Museu Goeldi, destaca a importância da parceria e da aplicação de soluções tecnológicas. “A gente sabe que existem desafios e vamos precisar de soluções tecnológicas. Estaremos com nossos laboratórios, incluindo o Ciprep, para construir um modelo de restauração replicável.”
O projeto prevê a criação de uma “cadeia da restauração”, com a contratação e capacitação de atores locais, o apoio à formação de casas de sementes qualificadas e o fortalecimento de viveiros já existentes em terras indígenas. “Vamos apoiar a iniciativa das mulheres que já estão formando viveiros para que possam ser fornecedoras de mudas e de sementes,” afirma Marlúcia.

“Estamos muito animados com essa oportunidade. Será a primeira vez que o Museu Goeldi vai estar integralmente como responsável técnico de uma atividade de restauração”, celebra a coordenadora.
Com informações do Portal Amazônia.










