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10 de março de 2026

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Mulheres transformam pasto em floresta no Pará: renda e conservação

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Em São Félix do Xingu, associação de mulheres cria floresta produtiva e gera renda com produtos da sociobiodiversidade.

Em São Félix do Xingu, no Pará, 43 mulheres estão transformando pastagens degradadas em florestas produtivas, gerando renda e promovendo a conservação ambiental. A iniciativa, liderada pela Associação das Mulheres de Polpa de Fruta (AMPPF), utiliza Sistemas Agroflorestais (SAFs) com apoio técnico do programa Florestas de Valor do Imaflora.

A AMPPF implantou SAFs que combinam espécies nativas, frutíferas e cultivos da agricultura familiar, em uma região historicamente marcada pelo desmatamento associado à pecuária. A transformação, que completa 13 anos em 2026, conta com infraestrutura própria para processamento e armazenamento de frutas, antes desperdiçadas.

A produção da associação chega diretamente à mesa de crianças e adolescentes através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Em um único ano, a AMPPF movimentou aproximadamente R$ 375 mil com o PNAE, consolidando-se como referência local de empreendedorismo feminino.

Formada por mulheres, Associação das Mulheres Produtoras de Polpa de Fruta (AMPPF) transforma pasto em floresta produtiva no Pará
Associação das Mulheres de Polpa de Fruta (AMPPF), no município de São Félix do Xingu, no Pará. Foto: Divulgação/Imaflora

“Hoje a gente olha pela janela e não vê mais o amarelado do capim. Com os novos plantios, passamos a morar no meio da floresta”, relata Maria Josefa Machado Neves, presidente da AMPPF. A iniciativa demonstra como a inclusão produtiva, a governança participativa e o acesso a mercados institucionais podem reduzir conflitos ambientais e fortalecer a economia local.

A AMPPF assinou um novo contrato com o PNAE para fornecer alimentos à rede municipal de ensino, conectando a produção sustentável da Amazônia à alimentação escolar. O apoio do Florestas de Valor fortalece a agricultura familiar, promove a conservação da floresta e contribui para um modelo de desenvolvimento que alia inclusão social, segurança alimentar e respeito aos modos de vida amazônicos.

Maria Josefa Machado Neves, presidente da AMPPF. Foto: Divulgação/Imaflora

A iniciativa é um exemplo de como o protagonismo feminino pode transformar a paisagem e gerar oportunidades na Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.

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