CNU 2025: mulheres conquistam quase metade das vagas e ações afirmativas avançam. Veja os números!
O governo federal divulgou nesta terça-feira (17) o balanço oficial da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) 2025, o “Enem dos concursos”. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, detalhou os dados de desempenho em coletiva de imprensa.
O CNU 2025 registrou 761.545 inscritos, com taxas de abstenção de 42% na primeira prova e 21% na segunda. Embora ainda altas, as taxas de ausência representam uma melhora em relação ao CNU 1, que havia registrado 54% de faltas. A predominância feminina entre os inscritos foi notável: 60% eram mulheres, e 33% concorreram por vagas reservadas a políticas de ação afirmativa.
O concurso recebeu inscrições de 4.951 municípios, com provas aplicadas em 228 cidades. A edição do CNU 2025 ofertou 3.649 vagas em 32 órgãos federais. Os dados revelam que os aprovados são de 578 cidades, distribuídos por todos os 27 estados, reforçando o caráter nacional da seleção.
Um dos principais destaques do CNU 2025 foi o aumento da representatividade de grupos minoritários. 40,5% dos aprovados pertencem a grupos de pretos, pardos, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência – um avanço em relação aos 33,6% do CPNU anterior. A participação feminina também cresceu significativamente, atingindo 48,4% dos aprovados, comparado aos 37% do CNU 1. A distribuição geográfica dos aprovados demonstra a abrangência do concurso: 34,5% são do Sudeste, 29,3% do Nordeste, 25,3% do Centro-Oeste, 5,7% do Sul e 5,2% do Norte.
O governo federal também prorrogou a validade da primeira edição do CNU e ampliou o prazo para convocação de aprovados. A organização do CNU 2 foi conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e a Fundação Getulio Vargas (FGV). “Houve avanços em emprego, renda, saúde, assistência e planejamento público graças à recomposição das equipes”, afirmou o MGI.
A recomposição da força de trabalho federal é um dos objetivos do Concurso Unificado. Desde 2023, políticas públicas foram reativadas após a reconstrução das capacidades estatais, com um saldo positivo de 2.835 vagas. A projeção é que, entre 2026 e 2030, cerca de 70 mil servidores se aposentarão, aumentando a necessidade de novas seleções. Esther Dweck reforçou que a reposição de pessoal tem impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos à população.
Com informações do G1










