Informação é com a gente!

29 de novembro de 2025

Informação é com a gente!

29 de novembro de 2025

Mulheres quilombolas e catadoras impulsionam transição ecológica na Amazônia

peixe-post-madeirao
peixe-post-madeirao
Jornal Madeirão - 12 anos de notícias

Últimas notícias

08/10/2025
Aviso de licitação: Pregão eletrônico – licitação n. 90011/2025 – menor preço global
02/10/2025
Publicação legal: Termo de Homologação – Pregào 9009/2025
01/10/2025
Termo de Anulação – Processo Administrativo nº: 72868/2024
01/10/2025
Aviso de dispensa de licitação – PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº: 79818/2025
09/09/2025
Publicação legal: Aviso de reagendamento de licitação – 90010/2025
08/09/2025
Aviso de reagendamento de licitação – processo 72868/2024
01/09/2025
Aviso de reagendamento de licitação: processo administrativo 77824/2025
27/08/2025
Publicação Legal: Aviso de Licitação – Processo Administrativo Nº 72868/2024
27/08/2025
Publicação Legal: Aviso de Reagendamento de Licitação – Processo Administrativo Nº 77824/2025
25/08/2025
Publicação legal: Aviso de Reagendamento de Licitação Ampla Participação

Mulheres da Amazônia estão no centro de um projeto que busca promover uma transformação ecológica e socialmente justa na região. A iniciativa, resultado de uma parceria entre o Ministério das Mulheres e a Agência Alemã de Cooperação (GIZ), tem como foco mulheres quilombolas e catadoras de materiais recicláveis.

O objetivo principal é fortalecer a capacidade dessas mulheres de participarem ativamente de discussões sobre clima e meio ambiente, tanto no âmbito social quanto político e econômico. O projeto visa, ainda, reduzir a vulnerabilidade dessas mulheres à violência e à discriminação, problemas que afetam a região.

As ações estão concentradas em Belém do Pará, com atividades nos territórios do Marajó e na Região Metropolitana da cidade. O projeto, batizado de “Mulheres como Agentes-Chave para uma Transformação Ecológica e Socialmente Justa na Amazônia”, conta com recursos do Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ).

Começo promissor

Em outubro, foram realizadas oficinas de planejamento com quilombolas de diversas comunidades da Ilha do Marajó, integrantes da Malungu (Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará). Além disso, houve atividades de autocuidado com 35 catadoras de diferentes cooperativas da Região Metropolitana de Belém. O enfrentamento à violência e o trabalho de cuidado foram temas centrais nas oficinas.

Nery Araújo, coordenadora do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, que participou das atividades, avaliou o momento como produtivo. “Foi muito proveitoso. Desenvolvemos metodologias para avançar nas questões e identificar os pontos importantes para essas mulheres”, afirmou Nery, que atua na Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência do Ministério das Mulheres.

Ana Taila, quilombola da comunidade Balieiro, no município de Bagre, no Marajó, expressou a esperança de que o projeto leve políticas públicas até comunidades que normalmente são esquecidas. “Muitas vezes, nossas mulheres são esquecidas, as políticas não chegam até nós. Temos uma grande esperança de que este projeto nos traga oportunidades e nos fortaleça para conquistar nosso espaço na sociedade”, declarou.

Claudinete de Assunção, da comunidade quilombola de Rosário, em Salvaterra, também no Marajó, vê no projeto a possibilidade de aumentar a segurança das mulheres no território. “Envolver, capacitar e fortalecer a participação política das nossas mulheres, comunidades e da Vila do Marajó”, acrescentou.

Até 2027, o projeto mapeou diversas oportunidades de atuação em níveis local, nacional e internacional, incluindo a participação na COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada em Belém em novembro de 2025. O objetivo é garantir que catadoras e quilombolas tenham espaços para participação política, autonomia econômica e proteção contra a violência.

Apoio às catadoras

O projeto também apoia o EcoCírio, por meio do Programa Pró-Catadoras e Pró-Catadores de Reciclagem Popular, em parceria com o Sebrae. Durante o Círio de Nazaré de 2025, a iniciativa envolverá 10 cooperativas e cerca de 200 catadores de resíduos, incentivando o protagonismo dessas trabalhadoras. Além disso, o Ministério das Mulheres coordena o Fórum Nacional de Mulheres Catadoras de Materiais Recicláveis, que promove discussões sobre políticas públicas, condições de trabalho e reconhecimento profissional da categoria.

*Com informações do Ministério das Mulheres