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11 de fevereiro de 2026

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Mulheres quilombolas e catadoras impulsionam transição ecológica na Amazônia

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Mulheres da Amazônia estão no centro de um projeto que busca promover uma transformação ecológica e socialmente justa na região. A iniciativa, resultado de uma parceria entre o Ministério das Mulheres e a Agência Alemã de Cooperação (GIZ), tem como foco mulheres quilombolas e catadoras de materiais recicláveis.

O objetivo principal é fortalecer a capacidade dessas mulheres de participarem ativamente de discussões sobre clima e meio ambiente, tanto no âmbito social quanto político e econômico. O projeto visa, ainda, reduzir a vulnerabilidade dessas mulheres à violência e à discriminação, problemas que afetam a região.

As ações estão concentradas em Belém do Pará, com atividades nos territórios do Marajó e na Região Metropolitana da cidade. O projeto, batizado de “Mulheres como Agentes-Chave para uma Transformação Ecológica e Socialmente Justa na Amazônia”, conta com recursos do Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ).

Começo promissor

Em outubro, foram realizadas oficinas de planejamento com quilombolas de diversas comunidades da Ilha do Marajó, integrantes da Malungu (Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará). Além disso, houve atividades de autocuidado com 35 catadoras de diferentes cooperativas da Região Metropolitana de Belém. O enfrentamento à violência e o trabalho de cuidado foram temas centrais nas oficinas.

Nery Araújo, coordenadora do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, que participou das atividades, avaliou o momento como produtivo. “Foi muito proveitoso. Desenvolvemos metodologias para avançar nas questões e identificar os pontos importantes para essas mulheres”, afirmou Nery, que atua na Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência do Ministério das Mulheres.

Ana Taila, quilombola da comunidade Balieiro, no município de Bagre, no Marajó, expressou a esperança de que o projeto leve políticas públicas até comunidades que normalmente são esquecidas. “Muitas vezes, nossas mulheres são esquecidas, as políticas não chegam até nós. Temos uma grande esperança de que este projeto nos traga oportunidades e nos fortaleça para conquistar nosso espaço na sociedade”, declarou.

Claudinete de Assunção, da comunidade quilombola de Rosário, em Salvaterra, também no Marajó, vê no projeto a possibilidade de aumentar a segurança das mulheres no território. “Envolver, capacitar e fortalecer a participação política das nossas mulheres, comunidades e da Vila do Marajó”, acrescentou.

Até 2027, o projeto mapeou diversas oportunidades de atuação em níveis local, nacional e internacional, incluindo a participação na COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada em Belém em novembro de 2025. O objetivo é garantir que catadoras e quilombolas tenham espaços para participação política, autonomia econômica e proteção contra a violência.

Apoio às catadoras

O projeto também apoia o EcoCírio, por meio do Programa Pró-Catadoras e Pró-Catadores de Reciclagem Popular, em parceria com o Sebrae. Durante o Círio de Nazaré de 2025, a iniciativa envolverá 10 cooperativas e cerca de 200 catadores de resíduos, incentivando o protagonismo dessas trabalhadoras. Além disso, o Ministério das Mulheres coordena o Fórum Nacional de Mulheres Catadoras de Materiais Recicláveis, que promove discussões sobre políticas públicas, condições de trabalho e reconhecimento profissional da categoria.

*Com informações do Ministério das Mulheres

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