Com o tema “O impacto de romper o nosso silêncio”, a apresentação promoveu a conscientização acerca dos impactos do silêncio no contexto da violência de gênero, estimulando a reflexão crítica sobre a importância da fala, do posicionamento e da escuta qualificada como instrumentos de transformação social, empoderamento feminino e fortalecimento das redes de proteção.
Além disso, buscou-se incentivar mulheres e a sociedade a reconhecerem a violência, romperem ciclos de silenciamento e promoverem ambientes seguros para acolhimento e denúncia.
Conscientização
Durante a palestra, Tânia Garcia explicou que o silêncio imposto pode funcionar como mecanismo de perpetuação da violência, especialmente diante da subnotificação dos casos. Ela também diferenciou o silêncio introspectivo, que pode ter função de proteção individual, daquele que é imposto e provoca sofrimento.
A promotora destacou ainda os efeitos do silenciamento na saúde emocional, como ansiedade, sofrimento psicológico e desgaste mental. Segundo ela, o silêncio pode gerar uma falsa sensação de paz, ao encobrir conflitos e manter ciclos de violência.
Rede de apoio
A atividade também incentivou a criação de uma rede de apoio entre mulheres, inclusive entre servidoras públicas, para estimular o acolhimento, a troca de experiências e o fortalecimento de ações voltadas à equidade de gênero.
Ao final, foi ressaltado que romper o silêncio é medida essencial para o enfrentamento da violência contra a mulher. A transformação social, segundo a promotora, depende da fala, mas também da escuta qualificada e da atuação conjunta das instituições e da sociedade.
Igualdade de direitos
Na sexta-feira (27/3), a promotora também ministrou uma palestra na sede da Câmara Municipal de Candeias do Jamari. Com o tema “Empoderamento feminino: voz, respeito e direitos”, a exposição proporcionou um momento de diálogo voltado ao fortalecimento da autonomia, da igualdade de direitos e da valorização da mulher na sociedade. O encontro reuniu a população, autoridades locais e representantes do Legislativo.
Na ocasião, foram discutidos temas como a participação feminina nos espaços de decisão. A iniciativa tratou da importância do fortalecimento feminino como instrumento de mudança social, da promoção da igualdade entre homens e mulheres e do estímulo à presença feminina nas instâncias decisórias.
Fonte: MPRO [link original]













