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17 de março de 2026

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MP-RO denuncia 25 por crimes ambientais bilionários

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Operação em Rondônia expõe esquema criminoso com danos ambientais de mais de R$ 2 bilhões e acusações graves

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) denunciou 25 pessoas por uma série de crimes, incluindo extorsão, invasão de terras, tortura, homicídios e por causar danos ambientais bilionários na região de Nova Mutum Paraná, distrito de Porto Velho. Os acusados foram presos em novembro de 2025 durante a Operação Godos.

De acordo com o MP-RO, os suspeitos integram uma organização criminosa que atuava na região, forçando moradores a entregar parte de suas terras. Para coagir as vítimas, o grupo utilizava armas de uso restrito. “Os criminosos simulavam contratos legais de venda ou cessão, mas tudo era feito de forma forçada”, informou o Ministério Público.

Quem resistia sofria graves retaliações, como ameaças de morte, agressões, destruição de bens, roubo de máquinas, animais e melhorias nas propriedades. As terras obtidas de forma ilegal eram vendidas a terceiros, e o dinheiro era lavado através de laranjas, empresas de fachada e compra de imóveis, com transferências bancárias complexas para dificultar o rastreamento.

A ação criminosa resultou no desmatamento de 25 mil hectares, o equivalente a 35 mil campos de futebol oficiais. Os danos materiais, ambientais e climáticos causados são estimados em mais de R$ 2 bilhões. Entre 2020 e 2025, os investigados movimentaram mais de R$ 110 milhões em suas contas bancárias.

A denúncia aponta que os acusados devem responder por formação de organização criminosa armada, extorsão qualificada, roubo, dano qualificado, incêndio e crimes ambientais relacionados à destruição de floresta e exploração ilegal de recursos naturais. O MP destacou que parte dos crimes envolveu adolescentes e que havia ligação com outras organizações criminosas, reforçando a gravidade da atuação do grupo. O Ministério Público pede que os acusados sejam condenados a pagar mais de R$ 1,95 bilhão em indenizações, sendo R$ 1,8 bilhão por danos ambientais, R$ 51 milhões por danos materiais e R$ 10 milhões por danos morais coletivos.

A denúncia foi recebida pela 3ª Vara Criminal de Porto Velho, que dará início à fase judicial. Os acusados serão citados para apresentar defesa, e o processo seguirá para julgamento. O Gaeco informou que apresentará denúncias contra investigados que estão soltos ou foragidos em processos separados.

Com informações do G1

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