Investigação apura mortes de pacientes após realização de colonoscopia em clínica particular de Cerejeiras, em Rondônia
A Polícia Civil de Rondônia investiga as mortes de dois pacientes que realizaram exames de colonoscopia em uma clínica particular na cidade de Cerejeiras. As famílias das vítimas relatam complicações e alegam falhas nos procedimentos.
O primeiro caso confirmado é o de Thyago da Silva Severino, de 34 anos, que faleceu em 28 de fevereiro, um dia após a colonoscopia. Após a divulgação do caso, a família de Alzery Geraldo de Souza também procurou as autoridades, relatando que ele morreu em 30 de setembro de 2025, cerca de dez dias após realizar colonoscopia e endoscopia na mesma clínica.
De acordo com a família de Thyago, durante o exame, houve uma perfuração no intestino, o que interrompeu o procedimento. Ele foi transferido para hospitais em Cerejeiras e Vilhena, necessitando de cirurgia e internação na UTI, mas não resistiu. Já a família de Alzery relatou que ele sentiu fortes dores abdominais logo após os exames, precisando de ajuda para se vestir. Após receber apenas medicação para dor, o quadro se agravou, levando à descoberta de uma perfuração intestinal e, posteriormente, ao coma e óbito.
As famílias informam que os exames de ambos os pacientes foram realizados pelo mesmo médico e na mesma clínica. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial sobre uma possível relação direta entre os dois casos. A família de Thyago declarou: “A gente não tem nenhuma intenção de vingança. Queremos esclarecimento. Se ficar comprovado que foi algo inevitável, vamos ficar em paz. Mas, se houver culpa do médico, também queremos responsabilização”. A família de Alzery também registrou boletim de ocorrência, solicitando a apuração completa do caso.
A Polícia Civil instaurou inquérito e requisitou os prontuários médicos dos pacientes para investigar as circunstâncias dos procedimentos e possíveis irregularidades. O Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) informou que está analisando o caso, mas que as investigações são sigilosas e, portanto, não pode fornecer detalhes no momento.
Até a última atualização desta reportagem, a clínica e o médico responsável pelos exames não se manifestaram sobre as denúncias.
Com informações do G1










