Protestos em Minneapolis e outras cidades dos EUA após morte de mulher baleada por agente de imigração. O caso reacende debate sobre atuação do ICE
Milhares de manifestantes se reuniram em Mineápolis, nos Estados Unidos, para protestar contra a morte de uma mulher que foi baleada por um agente de imigração na cidade, nesta quarta-feira (7). Os participantes do protesto gritaram palavras de ordem como “Vergonha! Vergonha!” e “ICE fora de Minnesota!”, além de usar apitos.
A polícia local informou que os protestos de hoje atraem mais manifestantes do que os realizados após a morte de George Floyd, em 25 de maio de 2020, na mesma cidade. Segundo o The New York Times, o protesto é pacífico e já toma outras cidades do país como Nova York.
O caso envolve um agente de imigração que atirou contra uma mulher durante uma operação em Mineápolis, no estado de Minnesota. A vítima, uma cidadã americana de 37 anos, estava dentro de um carro e acabou batendo o veículo contra um poste após ser baleada. Um vídeo do incidente circula nas redes sociais.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o agente atirou após a mulher tentar avançar com o carro contra os oficiais. A secretária do DHS, Kristi Noem, saiu em defesa dos agentes e classificou a ação da mulher como um ato de “terrorismo doméstico”. Segundo ela, “Esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico. Estamos trabalhando com o Departamento de Justiça para processá-los dessa forma”.
O senador estadual Omar Fateh relatou que testemunhas informaram que agentes federais impediram um médico de tentar socorrer a mulher. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a atuação dos agentes federais, afirmando: “Agentes de imigração estão causando caos em nossa cidade. Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados.”
O caso representa uma escalada nas operações de imigração realizadas pelo governo Trump em grandes cidades americanas. Segundo autoridades, esta é ao menos a quinta morte registrada em ações desse tipo em diferentes estados desde 2024. Minneapolis e a vizinha St. Paul estão em estado de alerta desde que o DHS anunciou, na terça-feira (6), o início de uma grande ofensiva migratória na região, envolvendo cerca de 2.000 agentes e oficiais, ligada a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali.
Com informações do G1










