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20 de março de 2026

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Mortalidade de bezerras cai de 10% para menos de 3% em fazendas

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Investimento em manejo e estrutura tem reduzido drasticamente a mortalidade de bezerras em fazendas leiteiras brasileiras

A alta mortalidade de bezerras recém-nascidas sempre foi um dos principais desafios para as fazendas leiteiras no Brasil. Historicamente, as perdas chegavam a 10%, mas um projeto que reúne profissionais, universidades e institutos de pesquisa tem demonstrado que é possível reduzir significativamente esse índice com investimentos em estrutura e atenção ao manejo básico.

Desde 2017, o programa Alta Cria acompanha dados de mais de 200 propriedades em 10 estados, com forte presença em Minas Gerais. A proposta é transformar conhecimento técnico em soluções práticas para o produtor. “O ideal é não passar de 3% de mortalidade. Já temos produtores que saíram da média de 10% e hoje trabalham com 2% ou até 1%”, afirma o zootecnista Rafael Azevedo, coordenador do projeto.

Em Coromandel (MG), os irmãos Fernando e Henrique Silva assumiram a fazenda da família em 2008. Após a morte do avô, eles perceberam a necessidade de profissionalizar a gestão para se manterem competitivos no mercado. Investimentos em genética e conforto animal elevaram a produtividade de 17 para 43 litros de leite por vaca por dia, mas a mortalidade das bezerras ainda era um problema. “Morria quase tudo, vamos dizer assim”, relatam.

Especialistas apontam diversas causas para a mortalidade, incluindo doenças no umbigo e diarreia nos primeiros dias de vida, problemas respiratórios até os 90 dias e a tristeza parasitária, transmitida pelo carrapato, a partir dos três meses. Para reverter esse cenário, os produtores investiram R$ 550 mil em um novo sistema de criação, substituindo o antigo modelo a campo por 96 casinhas individuais, que oferecem maior proteção contra o clima e a umidade.

O manejo também foi aprimorado, com a implementação de um protocolo que inclui a cura do umbigo com iodo, pesagem e o fornecimento de colostro – o primeiro leite – em até duas horas após o nascimento, essencial para garantir a imunidade das bezerras. A cerca de 200 km dali, em Carmo do Paranaíba (MG), o produtor Eldes Braga conseguiu reduzir ainda mais as perdas, atingindo uma taxa de 1,7% em um rebanho com cerca de 350 nascimentos anuais. Inicialmente, a realidade era bem diferente: “De três que nascia, duas morria”, lembra.

A mudança veio com o foco no cuidado com as vacas durante a gestação. Braga investiu em um galpão exclusivo para as animais prenhes, com sistema de resfriamento por água e ventilação, para reduzir o estresse térmico. “A vida desse animal depende dos cuidados que a gente dá para a mãe”, afirma. Além do conforto, as vacas recebem alimentação específica, com proteínas e nutrientes que fortalecem a imunidade da mãe e da cria. Como resultado, as novilhas passaram a parir mais pesadas, com média de 670 kg, o que contribui para maior produção de leite na fase de lactação.

Para os produtores, a principal lição é que a atividade leiteira exige cada vez mais profissionalização. “Valeu muito a pena. Estamos aqui hoje porque fizemos o dever de casa”, diz Henrique Silva. O bom manejo das bezerras garante a reposição do rebanho e a substituição de animais menos produtivos, sustentando a rentabilidade a longo prazo. Desde 2024, os pesquisadores do projeto também iniciaram um levantamento semelhante voltado para fazendas de gado de corte.

Com informações do G1

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