Faleceu Luiz D’Artagnan de Almeida, pesquisador responsável pelo desenvolvimento do popular feijão Carioquinha, aos 88 anos
O pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, considerado o “pai” do feijão Carioquinha, morreu na última sexta-feira (2) em Campinas, informou o Instituto Agrônomo (IAC) do estado de São Paulo.
D’Artagnan, em colaboração com Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho, conduziu as primeiras avaliações agronômicas e culinárias do feijão Carioca. O material foi inicialmente apresentado em 1966 pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes.
A variedade foi oficialmente lançada em 1969, sob a responsabilidade de D’Artagnan, o que lhe rendeu o apelido carinhoso de “pai do Carioquinha”. Sua dedicação foi fundamental para a popularização do grão, que se tornou um alimento básico na mesa dos brasileiros.
O feijão carioca é o tipo preferido pelos brasileiros, respondendo por 66% do consumo nacional. Sua importância na dieta brasileira é inegável, e o legado de D’Artagnan perdurará por gerações.
A origem do nome “Carioca” remonta à semelhança entre a coloração do grão e uma raça de porco com pelagem marrom-rajada, presente em uma fazenda no interior de São Paulo há quase 50 anos. A associação foi feita devido à coloração semelhante, com manchas escuras sobre um fundo marrom claro.
Desde a descoberta do feijão carioca, o Instituto desenvolveu 42 variações da mesma espécie. Luiz D’Artagnan de Almeida deixa um legado inestimável para a agricultura e a alimentação do país.
Com informações do G1











