Em Ji-Paraná (RO), moradores transformaram uma calçada em um refúgio inusitado para corujas, criando o ‘Condomínio das Corujas’
Uma iniciativa inspiradora em Ji-Paraná (RO) transformou uma calçada do bairro Primavera em um lar para corujas, apelidado carinhosamente de “Condomínio das Corujas”. Moradores locais construíram pequenas casinhas para proteger uma família de aves que reside no local.
A ideia surgiu durante um mutirão para a reconstrução do calçamento em frente à igreja Santa Maria Goretti. Welder Filgueira, presidente da Associação de Moradores, relata que durante a obra, os moradores descobriram um ninho com filhotes de coruja onde seria colocado o entulho.
A aposentada Maria José Lima, moradora do bairro há 30 anos, foi fundamental para a preservação das aves. “Eu falei para eles tomarem cuidado com as minhas corujas, para não tampar o buraquinho delas. As bichinhas estavam lá dentro com os filhotinhos”, contou. Ela relata que a família de corujas vive na região há cerca de três anos e que, inicialmente, sentia medo, mas acabou se acostumando com a presença dos animais. “Um dia eu vi elas sentadas ali e depois descobri o buraquinho no chão. Quando fui olhar, estavam lá dentro”, lembrou.
Após o alerta de Maria José, os moradores decidiram preservar o espaço e construir estruturas para proteger as corujas da chuva e evitar a destruição do ninho. Com o tempo, as casinhas deram origem ao “Condomínio das Corujas”, nome que foi pintado no local. Atualmente, seis corujas vivem na área: um casal e quatro filhotes, com um novo ninho em formação.
A iniciativa tem atraído a atenção de moradores de outras regiões e curiosos que desejam observar as aves de perto. Welder Filgueira destaca que o projeto ajuda a mudar a imagem do bairro Primavera, que antes era associado à violência. “Nosso objetivo é mostrar que aqui também tem união e gente trabalhando para melhorar o bairro”, disse.
O “Condomínio das Corujas” é visto como um pequeno patrimônio da comunidade, e os moradores pedem aos visitantes que ajudem a preservar o espaço, evitando jogar lixo ou danificar as estruturas construídas para abrigar as aves.
Líllyan Gonzaga
Com informações do G1










