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29 de novembro de 2025

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Moradia na Amazônia: áreas protegidas têm piores condições

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Moradias localizadas em áreas protegidas da Amazônia Legal apresentam condições mais precárias do que em outras áreas protegidas do Brasil. Uma análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 75,19% dos moradores dessas regiões enfrentam algum tipo de problema em suas casas, como dificuldades com água, esgoto ou coleta de lixo. Esse número é quase três vezes maior do que a média nacional, que é de 27,28%.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (12) durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). A pesquisa analisou 1.053 áreas protegidas na Amazônia Legal, incluindo 430 unidades de conservação ambiental, 378 terras indígenas e 245 territórios quilombolas. Essas áreas cobrem quase metade do território da região, que abrange nove estados: Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e parte do Maranhão.

Unidades de Conservação Ambiental: Nas unidades de conservação da Amazônia Legal, a taxa de alfabetização é de 87,08%, abaixo da média nacional para unidades de conservação (91,16%) e da população brasileira em geral (93%). Além disso, 75,19% dos residentes nessas áreas convivem com problemas de abastecimento de água, esgoto ou coleta de lixo, em comparação com 40,34% em outras unidades de conservação e 27,28% no Brasil como um todo. Quase uma em cada cinco pessoas (22,23%) enfrenta dificuldades simultâneas com água, esgoto e lixo – um índice muito superior aos 7,31% observados em outras unidades de conservação e 3% no país.

Terras Indígenas: As terras indígenas da Amazônia Legal ocupam 1,15 milhão de km², onde vivem cerca de 428 mil pessoas. A taxa de alfabetização nessas áreas é de 77,25%, um pouco abaixo da média nacional para terras indígenas (79,44%). O acesso a serviços básicos é ainda mais crítico: 98,04% dos moradores enfrentam algum tipo de problema com água, esgoto ou lixo. Em 75,05% dos lares, os três problemas são encontrados simultaneamente, superando a média nacional para terras indígenas (58,09%). O IBGE ressalta que habitações tradicionais indígenas, como ocas e malocas, não foram incluídas na avaliação.

Territórios Quilombolas: Os territórios quilombolas oficialmente demarcados somam 27,2 km² e abrigam 92 mil pessoas. A taxa de alfabetização nesses territórios é de 82,13%, um pouco acima da média nacional (80,79%). No entanto, 96,90% dos moradores enfrentam pelo menos um problema relacionado a água, esgoto ou coleta de lixo, em comparação com 85,89% da média nacional. Mais de um terço (36,55%) dos habitantes desses territórios convivem com dificuldades nos três serviços básicos.

Marta de Oliveira Antunes, analista do IBGE, explica que o isolamento de algumas dessas regiões dificulta a chegada de infraestrutura, mas destaca a necessidade de investimentos mais direcionados. “Esses dados mostram que ainda não existe um investimento adequado, no sentido de ser adaptado para a realidade mais rural e mais isolada”, avalia.

*Com informações da Agência Brasil