Mico rondoni, espécie de macaco exclusiva do estado, entra na lista de animais em risco de extinção.
No vasto mundo dos macacos, um chama a atenção por carregar o nome de um estado brasileiro: o Mico rondoni. Este primata, encontrado apenas nos domínios de Rondônia, encontra-se agora na categoria de animais ameaçados de extinção, conforme o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE).
O Mico rondoni, além de rondoniense por nascimento, destaca-se por sua pelagem cinza, sendo uma espécie de macaco pequeno. Descoberto pela ciência em 2010, pela professora e bióloga da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Marcela Oliveira, ele foi avistado pela primeira vez entre as margens dos rios Madeira e Machado, em Ji-Paraná (RO).
Segundo a pesquisadora, o Mico rondoni desempenha um papel crucial no equilíbrio ecológico ao se alimentar de insetos, contribuindo também para a regeneração de áreas degradadas ao dispersar sementes após sua alimentação.
Classificação de Risco: Vulnerável de Extinção
De acordo com a plataforma SALVE do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Mico rondoni é classificado como ‘animal vulnerável de extinção’. O desmatamento em áreas predominantemente habitadas pela espécie tem reduzido seu território, levando-os até mesmo a centros urbanos, como na capital.
Importância e Identificação
O Mico rondoni, pela coloração cinza de sua pelagem, destaca-se dos demais primatas, sendo de pequeno porte e tendo a tendência de andar em bandos ou casais. Seu papel na natureza vai além da estética, contribuindo para a preservação do ambiente e influenciando positivamente na regeneração de ecossistemas.
O biólogo João Chaves destaca a necessidade de evitar a oferta de alimentos aos animais, uma prática que, além de representar riscos de transmissão de doenças, pode alterar a dieta original da espécie.











