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14 de março de 2026

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Meta planeja demissões em massa devido a custos com IA

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Meta, dona de Facebook e WhatsApp, pode demitir até 20% da equipe para lidar com os altos custos da inteligência artificial

A Meta, empresa controladora do Facebook e do WhatsApp, está considerando demissões em massa que podem atingir 20% ou mais de seu quadro de funcionários. A informação foi divulgada pela Reuters, com base em fontes internas familiarizadas com o assunto.

A medida visa compensar os crescentes custos relacionados à infraestrutura de inteligência artificial (IA) e otimizar a eficiência operacional, aproveitando o potencial de trabalhadores assistidos por IA. Embora ainda não haja uma data definida para os cortes, executivos de alto escalão já estão preparando as equipes para as reduções, conforme relatado por duas fontes que preferiram não se identificar.

O porta-voz da Meta, Andy Stone, respondeu às alegações da Reuters, classificando-as como “especulações sobre abordagens teóricas”. Caso se concretize, esta seria a maior rodada de demissões desde a reestruturação ocorrida entre o final de 2022 e o início de 2023, período que a empresa denominou “ano da eficiência”.

A Meta possuía quase 79 mil funcionários em 31 de dezembro. Em novembro de 2022, a empresa já havia demitido 11 mil pessoas (cerca de 13% da força de trabalho) e, quatro meses depois, anunciou mais 10 mil cortes. Paralelamente, o CEO Mark Zuckerberg tem intensificado os investimentos em IA generativa, oferecendo salários elevados para atrair talentos e planejando investimentos de US$ 600 bilhões em data centers até 2028.

A empresa também tem investido em aquisições estratégicas, como a Moltbook, uma plataforma de rede social focada em agentes de IA, e a startup chinesa Manus, por cerca de US$ 2 bilhões. Zuckerberg tem demonstrado otimismo em relação aos ganhos de eficiência proporcionados pela IA, mencionando que “projetos que antes exigiam grandes equipes sendo realizados por uma única pessoa muito talentosa”.

A possível reestruturação da Meta reflete uma tendência observada em outras grandes empresas de tecnologia, como a Amazon (que cortou cerca de 16 mil empregos) e a Block (que reduziu quase metade de sua equipe). Executivos dessas empresas citam os avanços na IA como um fator que permite otimizar as operações e reduzir a necessidade de grandes equipes.

Apesar dos investimentos, a Meta enfrentou desafios com seus modelos de IA, como o Llama 4, que recebeu críticas por apresentar resultados enganosos em testes de desempenho. A empresa cancelou o lançamento da versão mais robusta do modelo, chamada Behemoth, e atualmente trabalha no desenvolvimento de um novo modelo, Avocado, que também não atingiu as expectativas.

Com informações do G1

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