Meta no banco dos réus! Empresa é acusada de colocar crianças em risco ao facilitar contato com predadores em suas redes sociais
Um júri do Novo México, nos Estados Unidos, iniciou nesta terça-feira (24) a deliberação em um julgamento que acusa a Meta – empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp – de colocar crianças em perigo ao expô-las a predadores sexuais em suas redes sociais. O estado do Novo México busca bilhões de dólares em indenização.
Este é um dos dois casos principais em andamento nos EUA contra a gigante tecnológica. O outro julgamento, na Califórnia, avalia se a Meta e o YouTube devem ser responsabilizadas por causar dependência em crianças. O caso do Novo México é considerado um teste crucial para centenas de ações semelhantes em curso no país.
O júri iniciou as discussões após seis semanas de julgamento, que incluíram depoimentos de 40 testemunhas, incluindo ex-funcionários da Meta que se tornaram denunciantes, além da análise de diversos documentos, relatórios e e-mails. Em 2023, o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, apresentou a ação judicial contra a Meta e seu CEO, Mark Zuckerberg.
A acusação alega que a Meta não protegeu as crianças de abuso sexual e tráfico de pessoas. Durante a argumentação final, a promotora Linda Singer acusou a Meta de ter apresentado informações enganosas sobre suas medidas de proteção aos menores. “A Meta não revelou a probabilidade de que o algoritmo colocasse predadores em contato com adolescentes, de que recomendasse conteúdos tão sensacionalistas e prejudiciais”, disse Singer, conforme o Albuquerque Journal.
A Meta rebateu as acusações, afirmando que o caso do estado é “sensacionalista” e baseado em documentos “selecionados a dedo”. “O Estado não conseguiu provar seu caso”, declarou um porta-voz da empresa. O estado solicita uma indenização civil máxima de US$ 5 mil (cerca de R$ 26,3 mil) por cada um dos aproximadamente 221 mil adolescentes do Novo México que, segundo a acusação, utilizam Facebook e Instagram. A Meta contesta o valor.
Uma segunda fase do processo no Novo México está prevista para maio, quando um juiz avaliará a alegação de que a Meta criou um incômodo público e deve financiar programas para mitigar os supostos danos causados às crianças. A decisão deste caso pode ter implicações significativas para o futuro das políticas de segurança online e a responsabilidade das plataformas digitais em relação à proteção de menores.
Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil?
Com informações do G1










