Metaverso em crise? Empresa de Mark Zuckerberg corta 1.500 postos de trabalho na área, segundo o The Wall Street Journal
A Meta, empresa controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, cortou 1.500 cargos na equipe dedicada ao desenvolvimento do metaverso, conforme reportou nesta quarta-feira (14) o jornal The Wall Street Journal. A medida representa aproximadamente 10% dos funcionários do setor conhecido como Reality Labs.
De acordo com a publicação, a empresa já planejava uma redução no orçamento da área desde dezembro, devido ao desempenho abaixo do esperado. A Meta havia apostado alto no metaverso, com o objetivo de criar um ambiente virtual imersivo que se tornasse o futuro da interação social e do entretenimento.
A decisão de cortar empregos e reavaliar os investimentos no metaverso sinaliza uma mudança de estratégia da empresa, que enfrenta desafios para popularizar a tecnologia.
Em 2021, Mark Zuckerberg anunciou a mudança do nome da empresa de Facebook Inc. para Meta, demonstrando seu compromisso com o metaverso. A plataforma imersiva Horizon Worlds, principal aposta da Meta nesse universo, não alcançou a adesão esperada, atingindo “apenas” 200 mil usuários em 2022, um número significativamente menor em comparação com os 3 bilhões de usuários do Instagram.
A redução de pessoal na área do metaverso ocorre em um momento de reestruturação da Meta, que busca otimizar seus recursos e focar em projetos com maior potencial de retorno. A empresa enfrenta pressão de investidores para demonstrar resultados concretos em suas iniciativas de longo prazo.
Apesar dos cortes, a Meta continua investindo em inteligência artificial e outras tecnologias emergentes. A empresa acredita que essas áreas têm maior potencial de crescimento e podem gerar valor para seus usuários e acionistas.
Com informações do G1











