Meta compra Manus, startup de IA chinesa aclamada como a ‘nova DeepSeek’, em movimento estratégico para impulsionar suas plataformas
A Meta anunciou nesta segunda-feira (29) a aquisição da startup de inteligência artificial Manus, reforçando seus esforços para integrar IA avançada em todos os seus produtos e serviços.
Fundada na China, mas com sede em Cingapura, a Manus ganhou destaque no início deste ano no X (antigo Twitter) ao lançar o que descreveu como o primeiro agente de IA geral do mundo. A tecnologia prometia tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma, exigindo menos instruções do que chatbots como ChatGPT e DeepSeek.
Essa capacidade rendeu à Manus o apelido de “a próxima DeepSeek da China” e recebeu elogios da televisão estatal chinesa. A empresa, cujos produtos não são oferecidos no mercado chinês, alega que seu agente de IA supera o DeepResearch da OpenAI, e possui uma parceria estratégica com a Alibaba para o desenvolvimento de seus modelos.
A mudança de sede para Cingapura, ocorrida meses após a viralização, reflete uma tendência de empresas chinesas em busca de reduzir riscos relacionados às tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e a China. A Meta planeja operar e comercializar o serviço Manus, integrando-o ao Meta AI e outros produtos para consumidores e empresas.
Embora os termos financeiros do acordo não tenham sido divulgados, uma fonte próxima à negociação estima que a Manus foi avaliada entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. A empresa não se manifestou imediatamente sobre o assunto.
A aquisição da Manus faz parte de uma estratégia mais ampla de gigantes da tecnologia, como a Meta, de investir em IA por meio de aquisições e contratações, em um cenário de crescente competição no setor. Agentes de IA são vistos como uma aposta promissora, com potencial para gerar até R$ 20 em valor para as empresas que dominam a tecnologia.
Com informações do G1










