Em ano eleitoral, economistas projetam alívio na inflação e juros em queda, mas esperam crescimento econômico moderado
Os economistas do mercado financeiro projetaram, na primeira rodada de pesquisas deste ano, queda dos juros, desaceleração no ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), inflação dentro dos limites do regime de metas e taxa de câmbio estável.
As projeções fazem parte do boletim “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana. O boletim é um importante termômetro das expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos.
A expectativa de inflação dos economistas dos bancos para o ano de 2025, cujo resultado oficial ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), continua dentro do limite do sistema de metas, assim como para os próximos anos. Para 2025, a projeção recuou de 4,32% para 4,31% na última semana (oitava queda seguida); para 2026, subiu de 4,05% para 4,06%; para 2027, ficou estável em 3,80%; e para 2028, continuou em 3,50%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,5% e 4,5%. Isso significa que, se a expectativa se confirmar, não haverá “estouro” da meta de inflação neste ano. No entanto, em 2024 fechado e nos 12 meses até junho deste ano, a inflação ficou acima do teto do sistema de metas.
Por que isso importa?
Quanto maior a inflação, menor o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, mas os salários não acompanham esse aumento.
A estabilidade da taxa de câmbio e a perspectiva de queda dos juros podem impulsionar o consumo e o investimento, mas a desaceleração do PIB indica um crescimento econômico mais moderado. O mercado financeiro acompanha de perto esses indicadores, pois eles influenciam as decisões de investimento e o planejamento das empresas.
O boletim “Focus” é atualizado semanalmente e serve como referência para a formulação de políticas econômicas pelo governo e pelo Banco Central.
Com informações do G1








