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26 de janeiro de 2026

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Mercado financeiro reduz projeções de inflação para 2025 e 2026

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Inflação em queda? Economistas do mercado revisam para baixo as estimativas para os próximos anos, aliviando a pressão sobre o bolso do consumidor

Os analistas do mercado financeiro revisaram para baixo suas projeções de inflação para 2025 e 2026, conforme divulgado no boletim “Focus” do Banco Central (BC) nesta segunda-feira (15). O levantamento, baseado em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras, sinaliza uma melhora nas perspectivas econômicas.

No mês passado, o mercado já havia demonstrado otimismo ao projetar uma inflação abaixo do teto de 4,5% do sistema de metas pela primeira vez este ano. Com a adoção do sistema de meta contínua a partir de 2025, o objetivo é manter a inflação em 3%, com margem de variação entre 1,5% e 4,5%. A expectativa atual indica que a meta não será “estourada” em 2024.

As projeções detalhadas apontam para uma inflação de 4,36% em 2025 (quinta queda consecutiva) e de 4,10% em 2026 (quarto recuo seguido). Para 2027, a expectativa se mantém estável em 3,80%, enquanto para 2028 a previsão é de 3,50%. Em 12 meses até junho deste ano, a inflação já ficou acima do teto do sistema de metas, mas a tendência é de desaceleração.

Além da inflação, o boletim “Focus” também traz projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa para 2025 permanece em 2,25%, e para 2026, em 1,80%. A taxa básica de juros, por sua vez, deve se manter em 15% ao ano até o final de 2025, com uma leve queda para 12,13% ao ano ao final de 2026.

Outras estimativas incluem a taxa de câmbio, projetada em R$ 5,40 para o fim de 2025 e R$ 5,50 para o fim de 2026, e o superávit da balança comercial, que deve atingir US$ 62,9 bilhões em 2025 e US$ 66,2 bilhões em 2026. A entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil deve se manter em US$ 75 bilhões em 2025 e US$ 72 bilhões em 2026.

Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, mas os salários não acompanham esse aumento.

Com informações do G1

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