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26 de janeiro de 2026

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Mercado financeiro não tem expectativa de corte de juros em janeiro

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Boletim Focus revela: economistas veem menor chance de juros menores em janeiro. Inflação ainda preocupa o mercado

Os economistas do mercado financeiro, em sua maioria, deixaram de lado a expectativa de que o Banco Central (BC) comece a reduzir a taxa básica de juros da economia já em janeiro deste ano.

A informação é do boletim “Focus”, divulgado nesta semana pelo BC, com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras nos últimos 30 dias (até 5 de janeiro). Atualmente, a taxa Selic está fixada em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos.

O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa Selic, se reúne nesta semana, mas a expectativa geral é de que a taxa permaneça inalterada. Apesar disso, a maioria das instituições ainda acredita que o ciclo de redução dos juros terá início em março, com uma queda para 14,5% ao ano.

O Banco Central atua com base em um sistema de metas de inflação. Se as projeções indicarem que a inflação está em linha com as metas estabelecidas, há espaço para reduzir os juros. Caso contrário, o Copom tende a manter ou elevar a Selic. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, com uma margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Com a inflação acima da meta por seis meses consecutivos até junho, o BC precisou divulgar uma carta pública explicando os motivos. É importante ressaltar que o BC analisa as projeções de inflação para o futuro, e não apenas a variação recente dos preços. Isso porque as mudanças na taxa Selic levam de seis a 18 meses para surtir efeito pleno na economia. No momento, a instituição já está considerando a meta para o segundo trimestre de 2027.

As projeções do mercado para a inflação oficial são de 4,40% para 2025, 4,16% para 2026, 3,8% para 2027 e 3,5% para 2028 – todas acima da meta central de 3% estabelecida pelo BC.

Com informações do G1

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