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05 de março de 2026

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Médico é investigado por violência obstétrica em Ji-Paraná

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Denúncia chocante em Ji-Paraná: médica é acusada de violência obstétrica e ameaças a gestante. Prefeitura abriu investigação

A Secretaria Municipal de Saúde de Ji-Paraná abriu um procedimento interno para investigar a conduta de um médico denunciado por violência obstétrica.

A denúncia foi feita por Elisângela Vitória, de 18 anos, que relata que sua mãe, Aparecida de Fátima, gestante de nove meses, procurou atendimento e foi tratada de forma desrespeitosa pelo médico. Segundo Elisângela, o profissional chegou a dizer que, caso a paciente não se acalmasse, aplicaria um remédio que poderia levar à morte do bebê.

“Ele falou que ela estava com manha, que era muito molenga, que até a Virgem Maria sentiu dor, então por que ela não sentiria. Disse ainda que a dor era porque ela tinha 40 anos e, nessa idade, tudo dói”, contou a filha da gestante.

O caso ganhou repercussão após Elisângela divulgar um vídeo nas redes sociais relatando o ocorrido. Aparecida de Fátima deu entrada no Hospital Municipal Dr. Claudionor Couto Roriz na última segunda-feira (2), com fortes dores. A filha afirma que o médico a recebeu de forma ríspida, alegando que a mãe já havia sido atendida e que ainda não estava em trabalho de parto. Horas depois, Aparecida apresentou queda de pressão e sinais de desmaio. Ao solicitar novo atendimento, Elisângela alega que o médico gritou com a paciente e reiterou a ameaça de aplicar uma injeção que poderia ser fatal para o bebê. Após o episódio, outro médico assumiu o acompanhamento.

O secretário de saúde do município, Cristiano Ramos, informou que já ouviu a versão do médico, que alegou ter havido um erro de interpretação por parte da paciente. Ramos garantiu que todos os envolvidos serão ouvidos e que a Secretaria não tolera atitudes de violência ou desrespeito. Ele informou que uma nota oficial será divulgada ao final da apuração.

A Prefeitura de Ji-Paraná e o Hospital Municipal Dr. Claudionor Couto Roriz foram procurados para comentar o caso.

Com informações do G1

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