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18 de fevereiro de 2026

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Marinha retoma buscas por vítimas de queda da ponte entre Maranhão e Tocantins

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A Marinha do Brasil informou nesta quinta-feira (9) que vai retomar as operações de mergulho para localizar as vítimas desaparecidas após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conecta o Maranhão ao Tocantins pela BR-226. Até o momento, 14 pessoas foram localizadas e identificadas, enquanto outras três continuam desaparecidas.

Operação suspensa por causa das chuvas

Os trabalhos haviam sido suspensos devido à abertura das comportas da barragem da Usina Hidrelétrica de Estreito. O volume do reservatório aumentou significativamente após intensas chuvas na região, obrigando as autoridades a interromperem temporariamente os mergulhos.

Porém, uma nova oportunidade surgiu: o Consórcio Estreito Energia (CESTE) informou, na noite de terça-feira (7), que poderá conter a vazão das águas da usina por mais alguns dias. Isso criou uma “janela de mergulho” para a retomada das buscas.

Segundo nota da Marinha, a situação será reavaliada periodicamente. “Na quarta-feira (8), tivemos que deslocar a Base Avançada de Mergulho para uma área mais elevada, pois o local original corria risco de alagamento devido ao aumento da vazão fora dessas janelas”, diz o comunicado.

Quem são as vítimas desaparecidas?

As três pessoas ainda não encontradas no rio são:

  • Salmon Alves Santos, 65 anos
  • Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos (avô e neto)
  • Gessimar Ferreira da Costa, 38 anos

O que aconteceu no acidente?

A Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou no fim da tarde de 22 de dezembro de 2024. No momento do colapso, três carros, três motos e quatro caminhões trafegavam pela estrutura, totalizando 18 pessoas.

As operações de busca e resgate começaram ainda no mesmo dia, com o uso de embarcações. Já no dia 23 de dezembro, uma força-tarefa com 64 mergulhadores especializados foi mobilizada. Eles incluíam militares da Marinha do Brasil e bombeiros de diferentes estados, como Maranhão, Tocantins, Pará, São Paulo e Distrito Federal.

Além disso, equipamentos como drones subaquáticos e uma câmara hiperbárica foram utilizados para aumentar a eficiência e garantir a segurança dos mergulhadores.

Carga tóxica desperta preocupação ambiental

Entre os veículos que caíram no rio, dois caminhões transportavam ácido sulfúrico e outro carregava agrotóxicos como Carnadine, PIQUE 240SL e Tractor.

Após o acidente, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Ibama realizaram uma análise emergencial da água do Rio Tocantins. Os testes, feitos entre 24 e 29 de dezembro, não encontraram sinais de contaminação por agrotóxicos.

No entanto, o Ibama alertou que o risco ainda existe enquanto os recipientes com material químico permanecerem no fundo do rio. Caso haja rompimento das bombonas, a contaminação pode causar impactos ao meio ambiente e às comunidades ribeirinhas, que dependem do rio para abastecimento.

Empresas envolvidas são acionadas

O Ibama notificou as transportadoras responsáveis pelas cargas perigosas, exigindo a elaboração de Planos de Atendimento à Emergência (PAEs). Essas medidas buscam prevenir maiores danos e orientar a retirada segura dos caminhões e substâncias tóxicas.

Na terça-feira (7), mergulhadores contratados pela empresa Sumitomo – responsável por um dos caminhões com agrotóxicos – inspecionaram o veículo submerso para verificar o posicionamento das bombonas no leito do rio.

Buscas seguem intensas

Com o reforço das equipes e a nova janela de mergulhos, as autoridades esperam localizar os desaparecidos o mais rápido possível. As operações continuarão enquanto houver condições seguras para os mergulhadores.

A tragédia escancarou a necessidade de manutenção e monitoramento constante das pontes e rodovias do país, especialmente as que atravessam rios importantes, como o Tocantins.

 

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