Além de iniciativas internas, o país pode ajudar outros países com soluções sustentáveis
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirma que o Brasil tem potencial para liderar não apenas mudanças internas, como o fim do desmatamento, redução das emissões de gases do efeito estufa e a transição para uma economia mais sustentável, mas também para auxiliar outros países a adotarem práticas mais responsáveis.
“Podemos contribuir na geração de energia, incluindo a produção de hidrogênio verde para países que não têm a mesma facilidade que nós. Temos um grande potencial com nossa biodiversidade, tanto na produção de produtos da bioeconomia quanto na bioeconomia de alta tecnologia, como a indústria farmacêutica e de cosméticos”, disse a ministra à Agência Brasil nesta quarta-feira (12).
Uso sustentável dos recursos
Marina Silva destaca que é possível utilizar os recursos naturais de maneira sustentável, restaurar áreas degradadas e manejar adequadamente os ecossistemas existentes. “O Brasil possui grandes recursos hídricos e áreas férteis, podendo contribuir significativamente para a produção de alimentos e segurança alimentar global, desde que respeitemos a capacidade dos ecossistemas”, afirmou.
Panorama Global
A ministra também ressaltou a posição estratégica do Brasil na nova geopolítica global frente às mudanças climáticas. “O Brasil tem um papel importante na segurança climática global”, disse. Ela mencionou o relatório Panorama Global de Recursos 2024, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que alerta para uma crise de recursos naturais e perda de biodiversidade, exacerbada pelas crises climática e de poluição.
“Precisamos aprender a produzir mais destruindo menos e evitar o consumo perdulário, pois somos quase 10 bilhões de pessoas com desejos infinitos e um planeta limitado”, afirmou Marina Silva.
Consumo sustentável
O relatório do Pnuma destaca que o uso global de recursos triplicou nos últimos 50 anos e, se os padrões de consumo e produção não mudarem, a demanda pode crescer 60% até 2060, causando impactos catastróficos. “Se todos consumirem desenfreadamente, não haverá mais planeta para existir”, reforçou a ministra.
Marina Silva concluiu que o esforço para reverter essa situação deve ser global, com a contribuição de todas as nações para a paz com o planeta. “Fizemos guerra contra a natureza e não podemos vencê-la. A natureza sempre reagirá de forma incomparavelmente maior do que nossa capacidade de conter seus efeitos”, finalizou.










